Teenage Dream

1 You are not over.


Notas iniciais
Esse shipper é um tanto quanto... diferente. Mas pensem comigo: a Katie deve ter uns 12/13 anos na série agora, e os garotos não podem nem dirigir sem um adulto, o que quer dizer que eles devem ter 16, por ai. Quando a Katie tiver 16, o James vai ter 19/20. A história se passa no futuro. A BTR já é famosa e Katie está no ultimo ano da escola e mora com os garotos.

POV Katie K.

Apesar de um pouco complicada, a vida pode ser bem divertida quando você cresce com quatro garotos, ainda mais quando os quatro garotos em questão eram os quatro que eu tinha ali. Desde que minha mãe voltou para Minnesota, há mais ou menos um ano, eu fui entregue aos cuidados de meu irmão mais velho Kendall e seus amigos – apesar de não ser bem claro quem cuida de quem ali. Minha mãe vinha nos visitar quase todos os meses, para checar se o apartamento continuava em ordem. Enfim, na maior parte do tempo viver com quatro garotos era muito divertido. Tão divertido quanto pode ser para uma garota de 16 anos morar com quatro caras realmente gatos como eles.

Uma vez uma dessas revistas de garotas até me entrevistou, querendo saber como era morar com a Big Time Rush. Os garotos não ficaram muito contentes por eu contar que eles assistiam filmes de mulherzinha comigo, mas o que eu posso fazer se é verdade? A prova disso é que nós estamos sentados no sofá neste momento assistindo A Casa do Lago, e Carlos tem lágrimas nos olhos, mesmo que essa seja a quarta vez que vemos esse filme.

- Eu não agüento assistir isso de novo. – Ele levantou-se de repente. – Eu tenho que sair daqui ou vou começar a chorar.

- Carlos, você já está chorando. – constatei e os outros riram enquanto ele secava as lágrimas.

- Eu não estou com saco para finais tristes também não. – Logan concordou, pegando o controle.

- Nãããão. – eu e James contestamos e ele largou o controle como se estivesse pegando fogo.

- Ta, vamos aproveitar e arrumar comida, então. – Logan sugeriu, levantando-se também.

- Eu vou com vocês. – Kendall decidiu.

- Divirtam-se. – Disse, sem tirar os olhos da TV.

- James? – Kendall chamou.

- Han? Ah... É... Vou ficar vendo o... Em casa. – ele disfarçou e nós rimos de novo. Em cinco minutos os garotos estavam prontos para sair.

- Comportem-se. – Kendall falou, beijando minha cabeça. Eu resmunguei qualquer coisa em resposta antes de ouvir a porta fechando.

Nós continuamos assistindo ao filme em silêncio, fazendo apenas comentários ocasionais.

- Ele é tão lindo. – falei, observando a ultima cena.

- O filme? – James perguntou.

- É... Claro. – eu estava falando do ator. Ele concordou, pegando o controle para encontrar mais alguma coisa na TV. Passou por vários canais sem encontrar nada.

- Toma, escolhe alguma coisa. – falou, jogando o controle para mim. Eu comecei a passear pelos canais sem muitas esperanças, parando na MTV. – Você acha que isso é verdade? – ele falou depois de alguns segundos.

- Se comunicar com alguém do passado por cartas? Não. – respondi, vendo ele rolar os olhos.

- Não. Isso de se apaixonar por alguém impossível. Quer dizer... Deve ser uma droga.

- É uma droga. – falei e ele me olhou intrigado. – E sim, as vezes isso acontece. – dei ombros. Acho que eu estava falando um pouco demais, essa conversa estava nos levando para caminhos indesejados.

- Você fala como se tivesse experiência no assunto. – ele constatou. Eu ri, dando ombros, tentando desconversar. – Vamos, conte-me a respeito.

- Você não quer saber. – falei, desesperada por uma mudança de assunto.

- Se eu não quisesse saber não estaria perguntando.

- Eu não quero contar.

- Por favor. – ele fez aquela carinha de cachorro fofo. Eu nunca consegui resistir àquela carinha de cachorro fofo.

- É ridículo. – avisei.

- Ah, eu também sou. – eu ri. Tudo bem, eu acho que eu podia contar. Já faz anos, acho que não tem problema contar agora.

- Faz uns três anos. – comecei. Ele sentou-se no sofá para ouvir. – Eu tinha uma... quedinha... por, hm, ééé... – eu senti que meu rosto estava muito quente. – Esquece, eu não quero contar.

- Ah, você já chegou até aqui, complete a história. – ele insistiu. – É alguém que eu conheço? – ele estava super animado.

- Meu Deus, você é muito mulherzinha, James. – tive que falar, rindo. Ele rolou os olhos de novo.

- Eu o conheço, ok. Quem seria... – ele pensou por um segundo.

- Você. – completei, suspirando e me preparando para a montanha de comentários que cairia sobre mim.

- Como? – ele perguntou.

- Eu falei que era ridículo. — justifiquei.

- Você tinha uma quedinha por mim? – ele repetiu, já rindo.

- É... Era mais uma depressão geológica, digamos assim. – falei, voltando a vasculhar os canais só para me manter ocupada.

- Mas... Mas... – ele procurava o que falar, me fazendo rir da situação.

- Agora que você já sabe, podemos mudar de assunto? – pedi, encontrando um filme começando em um dos canais. Tanto tempo escondendo aquilo de todos, o que tinha me dado na cabeça de contar logo para ele? Mas, bem, era coisa do passado, não tinha problema.

Nós começamos a assistir ao filme em silêncio. Eu não sei exatamente o que, mas algo na forma como ele olhava para mim estava me deixando desconfortável. Eu continuava encarando a televisão, olhando ocasionalmente na direção dele, sempre encontrando seus olhos me examinando.

- O que foooi? – perguntei impaciente depois de algum tempo.

- Eu só... Você era apaixonada por mim? – ele perguntou.

- Meu Deus, James, supere isso. – reclamei rolando os olhos. – Eu tinha 14 anos, todas as garotas de 14 anos eram apaixonadas por você. – falei. Ele riu, dando ombros com falsa modéstia.

- Mas você era apaixonada... Por mim? – ele perguntou de novo. – Quero dizer, eu o cara da banda ou... Por mim? – justificou rapidamente quando eu fiz menção de que ia machucá-lo se ele perguntasse mais uma vez. Suspirei.

- Eu era idiota. Eu achava que você iria querer alguma coisa com a irmã mais nova do seu amigo. – falei, lembrando com um sorriso fraquinho daquela época. – E você não colaborava nem um pouco, era sempre fofo e gentil e – eu sentia minhas bochechas corando à medida que seu sorriso ficava maior. – Mas isso foi há anos, eu já superei faz tempo. – menti como se não fosse nada de mais. – E pára de me olhar assim. – Reclamei de novo, mas sem conter um sorriso.

- Desculpa, eu só não consigo imaginar você apaixonada por ninguém naquela época, muito menos por mim. – ele falou, me fazendo rir também.

- Eu sempre fui uma ótima atriz. – provoquei. Ele riu, balançando a cabeça.

- Certo, mas você já superou isso, né? – ele ficou mais sério de repente.

- Por Deus, James, faz três anos. – respondi como se fosse obvio. Meu estomago dava pulinhos gritando ‘mentirosa, mentirosa’, mas eu disfarçava. Eu tentei me concentrar no filme, mas ainda sentia seu olhar avaliando meu rosto.

- Você está mentindo. – ele falou baixinho. Eu ignorei. – Você não superou coisa nenhuma. – provocou de novo. Eu ia responder, mas no momento em que me virei, meus olhos encontraram os dele muito mais próximos do que eu esperava.

Ele não sorria, mas não estava sério. Meu coração disparou porque eu sabia o que aconteceria a seguir. Meus olhos desencontraram os dele e foram para sua boca, voltando a encarar seus olhos e vendo-o desviá-los para a minha boca até voltar a olhar para mim. Seus olhos foram a ultima coisa que eu vi antes de fechar os meus e respirar fundo, sentindo seus lábios quentes encontrando os meus. Ele tinha uma das mãos no meu queixo, puxando meu rosto para o dele. Aquilo não podia ser real. Ele me beijava com calma, como se estivesse provando algo totalmente novo. Passei minhas mãos trêmulas pelo seu cabelo, afastando-os de seu rosto. Eu não sei quanto tempo ficamos ali, mas logo senti que começava a ficar sem ar. Tentei me afastar delicadamente, só o suficiente para respirar. Ele colocou sua testa na minha, me dando alguns selinhos antes de afastar seu rosto.

- O qu... – eu comecei, interrompendo a frase quando vi que ele começava a sorrir.

- Você não superou. – ele afirmou, vitorioso. Era isso? Tudo isso pra provar que meu amor platônico infantil ainda estava ali?

- Que se dane! – falei, me levantando do sofá com raiva e fazendo ele se afastar assustado.

- Katie. – eu ouvi ele chamando, mas ignorei, batendo a porta do meu quarto.

Sentei-me na cama porque achei que meus joelhos não agüentariam muito mais tempo de pé. Eu tinha beijado James. James tinha me beijado. Há menos de dois minutos a boca dele estava grudada na minha. Há mais de três anos eu desejava que isso acontecesse e hoje... Aconteceu. James me beijou. Quando eu era menor e James falava comigo, eu sentia a ponta dos meus dedos formigando. Com o passar dos anos, eu fui me acostumando àquela sensação, mas hoje era o meu corpo inteiro que parecia prestes a explodir. A mesma vozinha ainda cantava ‘você não superou, você não superou’, como se eu precisasse que alguém me avisasse disso. Estava bem claro que eu não tinha superado coisa alguma.

xx

POV James D.

Eu continuava encarando o teto do meu quarto, aquela sensação de “Fiz besteira” ecoando em minha mente. Eu fiz besteira. Fiz uma grande besteira. Vamos aos fatos: Primeiro: Kendall era meu melhor amigo e eu o conhecia bem o suficiente para saber que ele não ficaria nem um pouco contente se soubesse que eu beijei sua irmã menor, mesmo que tenha sido um ato impensado, levado pelo momento e etc. E ele já desconfiava que algo tinha acontecido, já que ela não saiu do quarto pelo resto da noite, nem para comer. Esse é o numero 2: eu acho que ela esta realmente chateada comigo agora. E já é ruim lidar com Katie chateada comigo (confia em mim, você não quer estar na lista negra daquela garota), mas ficou ainda pior depois que eu comecei a entender o que realmente tinha acontecido naquele sofá. Katie havia confessado que eu era seu amor platônico.

Katie, a garota que morava na mesma casa que eu por tantos anos. Katie, a irmã mais nova do meu amigo. Nunca me passou pela cabeça que ela poderia sentir qualquer coisa por mim. Nunca pense nela em outra forma, e agora... E agora eu não sabia o que pensar.

Eu não pensei que ela ficaria chateada daquela forma. Eu não pensei em nada, na verdade. Ela estava ali, negando o que estava na cara, e eu sabia que ela não iria resistir se eu... Argh, ok, James, você esta feliz agora? Você sabe que Katie gosta de você mas não sabe o que fazer. Parabéns, campeão. Enfiei meu rosto no travesseiro, respirando fundo. O maior problema de todos era aquele pedacinho de mim, aquele minúsculo e escondido pedacinho de mim que daria qualquer coisa para repetir aquele beijo.

Certo. Katie era a irmã mais nova de Kendall, por isso eu nunca prestei muita atenção nela como garota. Mas ela era uma garota. Ela era uma garota bonita, inclusive. E, bem, ela beijava bem. E ela era irmã de Kendall. E ela morava na mesma casa que eu. E ela era três anos mais nova. Isso sem contar o fato de que, no momento, ela me odeia. Minha cabeça estava uma zona. Muito antes que eu me dar conta, o despertador tocou.

Yep, James, hora de levantar e cuidar da vida. Tente não fazer nenhuma bobagem dessa vez.

xx

Notas finais
Eu espero que vocês gostem dessa fic, por que eu to adorando escrevê-la! *-*/ Comentem, façam críticas, me xinguem, falem coisas fofas, fiquem a vontade.