POV James

As coisas agora funcionavam da seguinte forma: Kedall e Katie voltaram a ser os irmão Knight, melhores amigos e cheios das brincadeiras e etc, Katie era a minha namorada e, aparentemente, estava tudo bem para Kendall. Eu via ele virar o rosto quando nós dois começávamos com as gracinhas na frente dele, então nós evitávamos esse tipo de coisa quando ele estava por perto. Depois de um ou dois meses, até as revistar pararam de encher tanto o saco neste assunto. Agora BTR era um grupo em que dois eram comprometidos e dois eram solteiros. Fim de história.

Katie se preparava para o fim do seu semestre, então ela basicamente ocupava todo o tempo livre que tinha estudando. Eu não podia nem reclamar, porque a finalização do CD estava ocupando um bom pedaço do meu tempo também. Eventualmente nós tínhamos que fazer algumas viagens para reuniões ou para gravar algumas coisas. Eventualmente, Katie ia junto.
As festas de fim de ano estavam cada vez mais próximas agora. Já era possível ver algumas decorações de natal espalhadas pelas ruas da cidade, e o frio não deixava duvidas de que o inverno estava virando a esquina. Nós não voltaríamos para Minnesota este ano, pelo menos não enquanto estivéssemos ferrados em trabalhos com o CD, mas nem por isso deixamos de arrumar um pinheirinho em nossa sala e fazer o possível para que aquilo parecesse uma casa digna de se passar o natal. Nós todos estávamos tristes por não voltar para casa, mas nós estaríamos juntos, então estávamos em família.

Katie também ficaria, o que era uma ótima noticia para mim. Por mais que ela fingisse que estava animadíssima, dava pra notar que ela estava com saudades de sua mãe. A cada dia as ligações das duas ficavam mais longas e ela frequentemente dizia coisas do tipo ‘minha mãe costumava cozinhar tal coisa’, comentários que ela só faz quando esta morrendo de saudades da Sra. Knight.

No ano novo, tínhamos planos de ir à Las Vegas em uma das festas da gravadora. E provavelmente gastaríamos uma quantia absurda em coisas que não precisávamos, ficaríamos bêbados e faríamos besteira. Divertido. Katie levaria Julia e Liz, e nós viajaríamos em dois carros, seria legal.

Estávamos fingindo que assistíamos a um filme na sala depois que todos já tinham ido dormir, Katie com as pernas apoiadas no meu colo e eu brincando com seu cabelo.
— Por que você ta tão quietinha? – perguntei, estranhando o silencio de mais de cinco minutos. Ela encolheu os ombros como se dissesse ‘não é nada’. – Vai, me fala. – Empurrei seu ombro com a minha cabeça, incentivando ela a falar.
— Eu to com saudade da minha mãe. – ela resmungou como criança. Eu sorri. Sabia que era isso.
— Katie, eu andei pensando... – comecei, puxando ela para meu colo para poder abraçá-la. – Você vai ter alguns dias sem aula depois do ano novo, não vai?
— Uhum... Quase uma semana...
— Quem sabe você poderia ir até Minnesota. Só por alguns dias.
Ela pareceu considerar a idéia.
— Eu acho que... Eu poderia voltar com Ju... – ela pensava. – Por alguns dias...
— Sua mãe ficaria muito feliz, pode ter certeza. – garanti.
— Mas e vocês? Eu fico com pena de deixar vocês aqui sozinhos.
— Não se preocupe, Kat, nós estaremos bem ocupados com o CD e coisa e tal.
— Isso quer dizer que você não vai sentir a minha falta?
Revirei os olhos, mas ri.
— Claro que sim. Mas eu sei que você está com saudades de casa. Eu também estou, mas né...
— Ok. Eu gostei da idéia.
Eu não tinha gostado tanto assim, mas Katie realmente estava precisando de alguns dias com sua mãe. Eu agüentaria a saudade.
No dia seguinte, Katie compartilhou a idéia com os garotos, que também gostaram.
— Nós vamos estar cheios de publicidade, entrevistas e essas coisas de qualquer forma, é até bom que você vá, assim não fica sozinha o dia inteiro. – Kendall comentou.

- O que não significa que a gente não vá sentir a sua falta. – Logan completou imediatamente, vendo Katie começar a olhar feio, nos fazendo rir.
— Assim você volta bem a tempo para o lançamento do CD. – Carlos lembrou.
— E quem sabe a Julia volta comigo, né Carlitos? – Katie provocou. Carlos rolou os olhos.
— Ela faz o que quiser da vida dela. – falou cético, dando ombros. Katie riu. Os dois – Carlos e Julia — juravam de pés juntos que não tinha acontecido nada naquela festa. Eles tinham desaparecido apenas porque Carlos tinha derrubado bebida em sua camisa e Julia desceu com ele para tentar consertar. Uma história muito mal contada, mas..

Katie foi para a escola e eu e os garotos para os ensaios. Depois de algumas repetições, Gustavo nos chamou para uma reunião.
— Não importa o que tenha sido, a culpa é do Carlos. – Logan falou assim que nós nos sentamos. Carlos olhou para ele indignado, mas eu e Kendall concordamos imediatamente. Gustavo riu. Ele havia aprendido até a achar graça nas nossas brincadeiras idiotas, quem diria?
— Não se preocupe Carlos, dessa vez vai passar sem castigos físicos. – ele brincou também. Kelly pigarreou, fazendo ele se lembrar porque estávamos ali. – Ah, sim, garotos. Tori Vega fará uma participação no CD de vocês, estamos acertando os detalhes, mas provavelmente vamos gravar na semana seguinte ao ano novo.
Meu estomago despencou alguns metros. Logo quem?
— Ahm... Gustavo... Tem que ser... – tentei balbuciar algumas palavras, mas ele não me deixou terminar.
-Sim, tem que ser ela. E eu não ligo para o que vocês tiveram ou o que você tem agora, seja profissional James. – ele falou severo.
— Sim senhor. – abaixei a cabeça.
— Que musica vamos gravar com ela? – Logan perguntou, tentando desviar a atenção da bronca que eu tinha levado. Gustavo respondeu, mas eu não prestava atenção.
Logo Tori? Logo quem eu vinha tentando evitar por todo esse tempo?
Senti o olhar de Kendall me examinando. Ele provavelmente pensava o mesmo que eu: O que eu vou fazer pra lidar com isso? Katie estaria fora da cidade, e eu não sabia se isso era algo bom ou não.
Assim que saímos da sala de Gustavo, eu parei os três.

- Não comentem com Katie. – pedi. Logan e Carlos concordaram, mas Kendall relutou.
— James, eu não acho que... – começou.
— Kendall, se Katie souber que ela vai estar na cidade não vai querer ir ver sua mãe. – justifiquei. Ele continuou me olhando meio torto e eu suspirei. – Eu não vou fazer nada. – falei com toda a convicção que consegui juntar. – Eu não tenho mais 17 anos.
Ele deu ombros.
— Eu prometi que não ia me meter na historia de vocês dois, então você se vira. – falou, continuando a andar.

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