Teenage Dream
24 Capítulo 24.
Notas iniciais
Essa é uma história bonita. Eu ainda vou conseguir terminar de contar ela pra vocês!
Beijo, e obrigada por tudo.
POV Katie
– Vocês ainda estão acordados? – sussurrei, sem saber qual a resposta que queria ouvir. A única luz da sala era a das luzes coloridas que piscavam na árvore de natal. Ao meu lado, Logan mantinha os olhos fechados e a respiração constante, o que me levava a acreditar que estava dormindo. James mantinha sua mão segurando a minha, seu braço servindo como travesseiro para a minha cabeça. Os outros dois, aparentemente, também tinham adormecido. Ninguém respondeu. Fiquei com medo de me mexer e acabar acordando James, então permaneci na minha posição por mais algum tempo. Não conseguia dormir, mesmo que tentasse.
Aquele tinha sido meu primeiro natal longe da minha mãe, mas não foi ruim. Comemos pizza, e não as delicias que ela costumava fazer. Mas de resto, foi muito parecido com os natais em Minnesota. Menos frio, talvez. Comemos pizza e sentamos no chão da sala para trocar presentes. Ligamos para as respectivas mães, Liz me mandou uma mensagem de feliz natal muito bonita e até Alex, que andava evitando contato, mandou uma sms simpática.
Minha mão livre brincava em meu pescoço, onde o pingente que James tinha me dado de aniversario estava pendurado. Ele nunca saia de lá. Sempre comigo. Era simples, mas significava muito. Eu sabia que James não era nenhum santo, e que ele costumava aprontar muito. Conquistador. Ele nem se esforçava, as garotas simplesmente se derretiam por ele.
Kendall não surtou quando descobriu que a gente namorava a toa, sabe? Ele tinha seus motivos. Todos nós conhecíamos a fama de James, de não se importar com as garotas que ficava, de arranjar seus meios de desaparecer. Eu confesso que tinha um pouco de medo de isso acabar acontecendo comigo também. Ele era a melhor coisa que tinha acontecido na minha vida, a simples ideia de que eu podia ser apenas um jogo pra ele... Sei lá, eu não gostava nem de pensar.
Por outro lado, ele vinha sendo tão, mas tão lindo comigo. Tão comprometido, tão preocupado. Aguentou tudo aquilo com Kendall, colocou a banda em risco. As vezes eu tinha a sensação de que, se eu precisasse de mais ar, ele trancaria a respiração. Eu gostava disso, gostava da atenção, de todo o carinho, mas as vezes eu não podia evitar me sentir culpada.
Ele estava moldando sua vida por mim, e eu...? Eu estava preocupada com a possibilidade de ele me trocar por outra garota qualquer, com que direito? Eu tinha beijado Alex, naquela noite. Mesmo que eu tenha ido embora. Mesmo que eu tenha deixado claro que aquilo tinha sido um erro. Mesmo depois de decidir que James não precisava saber, já que não tinha significado nada, eu ainda me sentia culpada por aquilo. Mesmo depois de todo aquele tempo. Simplesmente porque eu não mandei Alex parar. Aquilo me atormentava.
James se mexeu ao meu lado e eu secretamente torci para que ele acordasse. Queria olhar para seus olhos. Só isso. Eles me acalmavam, um pouco. Ele não acordou.
Em três dias, Julia chegaria à cidade e nós iriamos para Las Vegas. Vegas não tem muita graça quando você ainda não tem 21, mas a ideia era legal. Nós iriamos nos divertir, mesmo assim. Depois, eu e ela iriamos para Minnesota. Finalmente ver minha mãe. Eu estava morrendo de saudades. Comecei a pensar em tudo o que tinha que colocar na mala e em como iria organizar tudo e devo ter adormecido, porque a próxima coisa que me lembro foi acordar com Carlos falando comigo, me chamando para tomar café da manhã. Eles tinham acordado mais cedo e feito cupcakes. Apenas não tinha como não amar aqueles meninos.
Passamos os dois dias seguintes organizando tudo para que a viagem fosse tranquila. Eu e Julia ainda éramos menores de idade, então precisávamos de mil documentos e autorizações, e, obviamente, toda vez que eu começava a fazer a mala, algo me distraia e eu perdia o foco da minha missão.
Eram 22h da véspera da viagem e eu estava... Bem... Ok, em minha defesa, eu tinha ido para meu quarto decidida a finalmente terminar a mala. Não tenho culpa se James resolveu passar por la para me desejar boa noite. E se tinha resolvido ficar um pouco por ali pra me fazer companhia. E se agora eu estava sentada em seu colo, com as mãos perdidas em seu cabelo enquanto ele beijava meu pescoço. Olha, desculpa, a mala pode esperar.
Meu celular vibrava e tocava em algum lugar na montanha de roupas em que a minha cama tinha se transformado, mas eu não estava muito interessada.
– Seu celular ta querendo te dizer alguma coisa. – James falou, se afastando um pouquinho de mim.
– Uhum. Ele só ta com ciúmes. – falei, sem dar muita atenção.
– Katie. – ele me repreendeu rindo. – Você não tem que atender?
– James, não estraga o momento. – fingi que brigava, puxando seu rosto para perto do meu de novo e voltando a beijá-lo. Ele riu, voltando a me beijar também. Em menos de dois minutos, o celular voltou a vibrar. Ta bom, universo, ta bom! Comecei a procurar pelo telefone e James encarou aquilo como uma dica para ir embora.
– Boa noite Katie. Termine isso logo para dormir, amanhã acordaremos cedo. – ele disse, dando um beijo na minha testa. Mandei um beijo no ar pra ele, finalmente encontrando o telefone.
– Alo. – falei, vendo a porta se fechar. Não consegui deixar de sorrir enquanto ajeitava minha blusa, que agora estava totalmente torta.
– Katarine Knigt, onde a senhorita estava que não atendia esse telefone? – Julia falou desconfiada. Eu cai na gargalhada.
– Eu estava ocupada, Dona Julieta. – respondi, dando ênfase ao ‘ocupada’. — Muito obrigada por interromper, por sinal. – Fingi que brigava.
– AI MEU DEUS, o que eu interrompi? Desculpa. Quer que eu desligue e ligue outra hora? Eu finjo que não vi nada, juro.
– Nah, agora o momento já passou. – dei ombros, mesmo que ela não pudesse ver.
– Desculpa.
– Tudo bem.
– Oi. – ela finalmente começou a conversa.
– Oi você. Quase vindo? – perguntei.
– Exatamente por isso que liguei. Chegarei no aeroporto as 6h30 da manhã, ok?
– Sim señorita. Jesse estará lá para te pegar e te trazer pra ca, e logo depois nós viajaremos também.
– Uh, que chique, o motorista vai me pegar.
– Minha filha, isso aqui é outro nível. Eu mandaria meu jatinho particular, mas eu emprestei ele pra Beyonce.
– Oh, tudo bem, eu sobrevivo. Mas se você conseguir fazer o Justin Timberlake me esperar, não reclamarei.
– Você é muito nova pra ele.
– O amor não tem idade, meu bem.
– Não tenho Justin, mas posso providenciar o Carlos, o que você acha? – provoquei. Ela riu do outro lado.
– Prefiro o Timberlake. Nada pessoal.
– Sei. – voltei a dobrar minhas roupas. Será que eu tinha que levar muita coisa?
– Tais levando muita coisa? – ela perguntou, como se lesse meus pensamento. Por isso que eu amava a Julia, e que a nossa amizade não tinha acabado, mesmo depois de tantos anos morando longe.
Continuamos conversando por um tempo, até que eu terminei as malas e fomos dormir. O dia seguinte começaria cedo.
O dia nem tinha amanhecido direito e já estávamos acordados. Eu me agarrei ao meu copo de café como se minha vida dependesse disso e esperei enquanto Carlos e Logan tiravam as malas de Julia do carro de Jesse e recolocavam no carro de James. Ela, também abraçada no copo, apenas observava, sentada ao meu lado no chão da garagem do nosso prédio. Viajaríamos em dois carros: James, Logan, Eu e Julia no carro de James e Kendall, Carlos e Jo no carro de Kendall. Não era uma viagem longa, mas era importante que nós chegássemos la logo, por isso que tínhamos que viajar tão cedo.
– Pra queee tanto sapato? – Logan resmungou, conseguindo finalmente encaixar as ultimas sacolas.
– Reclame menos e trabalhe mais! – falei enquanto fingi que dava uma chicotada em suas costas. Ele rolou os olhos pra mim.
– Todos prontos? – James perguntou, pegando as chaves. Todos levantaram e tomaram seus lugares nos carros determinados.
– Dirija com cuidado. – Kendall falou para James, que fingiu que batia continência.
O sol começava a aparecer no horizonte quando entramos na rodovia. Foi a ultima imagem que vi antes de adormecer.
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