Notas iniciais
Oiii...

Pvc Kath

Aquele ruivo sertanejo me deixa com tanta raiva. Ouvindo aquelas coisa de cachaça. Modão. Quem diabos gosta de modão? Principalmente com 16 anos?

– Amor- ele me chamou.

Nos estávamos na minha casa. Só nós dois sozinhos. E estava frio. Ei, não pense besteira, mente poluída.

– Quê que tu quer?- eu perguntei.

– Eu já posso ir pra ir?

Ele estava no outro sofá enquanto assistíamos “ O Concurso”. Outro filme.

– Não.

Ele começou a se levantar.

– Tem certeza? – ele pergunta com uma voz provocadora.

– E...E... Tenho. – eu digo com nem uma certeza na voz.

– Absoluta? – ele já esta na minha frente, meio que se deitando sobre mim, mais sem me triscar se apoiando com os abraços no sofá.

– Umhum – eu digo.

– Mentirosa – ele diz.

Ele me da um selinho e me puxa. Me fazendo ficar em cima dele. Mais ele se ajeita de um modo que nós dois ficarmos de lado e de frente um pro outro.

– Sabia que você é linda? – ele perguntou – se não sabe, você é.

Era a primeira vez que ele falava assim comigo. Sabe, ele é meio, bom, muito brincalhão, e meio ate grosseiro. E eu gosto. E hoje ele esta fofo.

– O que você tem? – eu perguntei.

– o que eu tenho, — ele meio que se afastou. – não posso mais elogiar a minha namorada? – ele perguntou meio irritado.

– Ei, calma – eu disse puxando ele pra mais perto de mim. Nossas pernas se enroscaram. – Desculpa.

Eu dei um selinho nele. E nós ficamos brincando de dar mordidinhas e beijinhos. O que era fofo. Ele me fazia rir tão fácil.

Nós começamos a nós beijar de verdade. Um beijo quente, molhado, e apaixonado. Pelo menos pra mim.

Ele passava uma mão na minha cintura, e com a outra acariciava meu rosto. Minha mão estava acariciando seu cabelo. Enquanto a minha outra mão foi descendo e passou perto da bunda dele. O que fez o rir.

Nós nos separamos e olhamos um pro outro e rirmos, voltamos a brincar e nos acariciar.

Meu celular vidra.

Quando eu vejo já é tarde. Meu despertador.

– Já? – ele disse, já sabendo da que é.

– Pois é. – eu disse me levantando depois dele.- sinto muito.

– Te vejo amanhã- ele disse. E eu acompanhei ate a porta. – beijo.

Ele fiz um biquinho. Ele estava estranho. E eu gostava.

Eu beijei ele. Com força, e ele me beijou como se fosse a ultima vez que nós veríamos.

– Te amo – ele disse faltando um segundo pra porta bater.

“ Eu também te amo” – eu queria dizer. Queria mesmo. Ou não? A coragem não vinha.

Uns cinco minutos depois eu consegui me levantar e fui arrumar a casa. Meu pai não podia ver bagunça. Depois de tudo arrumado eu fui banhar e trocar de roupa, e fiquei assistindo.

– Pega agua pra mim – meu pai disse. Ele tinha acabado de chegar- agora, menina.

Eu me levantei e coloquei agua pra ele no copo. E depois fui me sentar.

Ele levantou e foi inspecionar a casa.

– O que é isso? – ele disse – não sabe fazer as coisas não? Tenho que fazer tudo nessa casa?

– Já vou limpar. – eu disse já do lado dele e pegando o pano.

– Com sua mãe isso não estaria assim.

Uma lagrima rolou nos meus olhos.

– Não foi minha culpa.

– Foi sim. Limpa isso e vá para o seu quarto.

Eu limpei a pia, e arrumei a cozinha já arrumada. E fui pro quarto e tranquei.

Pequei meu celular. E já tinha mensagem.

Amor: Teu pai já chegou?

Eu: Já sim.

Amor: Você ta bem? Se ele te tratou mal de novo vou ai bater nele! :/

Eu: Estou sim, ele não falou nada comigo.

Amor: Tomara. Olha, sobre aquilo que eu te falei é verdade. Eu te amo.

Eu: ( não sei o que falar )

Acho que isso é horrível pra ele. Por que quando alguém fala ‘eu te amo’ espera que a outra pessoa fale o mesmo.

Amor: Não precisa falar nada. Quanto estiver pronta, e for real você me fala. Sabe, sem pressão. Desculpa. Acho que te pressionei falando, ou.. ou, sei lá o que.

Eu: Tudo bem. Obriga por entender.

Amor: Boa noite. Durma bem.

Eu: Boa noite. XoXo