Tecnologia sobrenatural

1 Capítulo 1: Verdade ou verdade.


P.O.V. Chase.

Estávamos todos na sala. Eu, Bree, Adam, Léo e Marcus quando de repente ouço a tranca da porta se movendo por dentro.

—Eddie, o que está acontecendo?

—Alguém está me controlando.

A porta se abre violentamente e lá estava uma jovem com a nossa idade. Ela foi diretamente até Marcus.

—Jovem Marcus. Esse seu nome, eu não gosto.

Ela estava usando um vestido medieval.

—Essa sua fantasia é de que?

—Eu sou o ser mais poderoso do mundo garotinho. E farei você pagar. Minha magia ganha da sua tecnologia.

A garota de cabelos negros começou a soltar uma coisa verde das mãos que se parecia com a magia da malévola. E a sala ao redor começou a mudar.

De repente estávamos num castelo medieval e a tão amada poltrona do senhor Davenport se tornou um trono onde ela sentou.

As portas da casa se fecharam. Todas as portas estavam trancadas.

—Muito prazer meninos. Eu sou Renesmee Cullen. E vamos brincar juntos.

Velas se acenderam sozinhas.

—O meu jogo favorito. Verdade ou verdade.

Ela ergueu a mão que estava cheia de anéis e no dedo indicador ela tinha uma garra chinesa.

—Uns tem a bondade, outros a maldade, mas agora todos falam a verdade.

Graças aquele feitiço louco dela todos os nossos segredos foram revelados, ela nos desmascarou completamente.

Eu me senti nu e descobrimos que o Léo tinha razão sobre o Marcus. Ele era mesmo um mentiroso traidor.

—Como pode? Confiamos em você!

—Então isso prova que você não é tão inteligente quanto pensa.

—É hora do meu jantar. Cardápio de hoje? Marcus.

Ela correu numa velocidade tão rápida quanto a da Bree e expôs suas presas, as quais ela enfiou na carótida de Marcus e logo ele era apenas um corpo drenado e sem vida.

—Foi divertido.

—Você é o que?

—Uma híbrida. Metade vampira, metade bruxa. Suas habilidades lhes foram concedidas pela tecnologia, as minhas me foram concedidas pela magia.

O senhor Davenport chegou.

—O que aconteceu aqui?

—Olá Donald. Eu sou Renesmee e eu aconteci aqui, mas não se preocupe, pois logo sua casa vai voltar ao que era antes.

—Logo?

—Ao soar das doze, a magia cessará e tudo ao que era antes voltará.

Ela levou o corpo de Marcus embora.

—Vejo vocês na escola meninos. Da próxima vez, sejam mais leais aos seus amigos.

—Ela é uma bruxa. E uma vampira.

—Adam, essas coisas não existem.

—É verdade grande D. Ela é isso ai mesmo.

—Verdade senhor Davenport. Nós testemunhamos seu poder.

—É.

—E ela tinha olhos lindos. Era um tom de castanho que eu nunca tinha visto antes, castanho chocolate derretido.

—Chase!

—E a roupa dela era irada.

—Bree!

—Ela era demais.

—Se ela é uma bruxa mesmo isso pode ser um perigo para todos.

—Ela salvou a gente Senhor Davenport.

—Mas, ela matou Marcus. Enfiou seus dentes de vampira super sexy nele.

—Chase!

—Foi mal. Posso ser biônico, mas sou adolescente.

—Será que a gente pode ter bebês?

—Sei lá Bree.

—Estou ansioso para ir para a escola amanhã.

—Eu também.

—Idem.

—Eu gostaria de conhecê-la. Cadê a Tasha?

—Lá encima falando no telefone e fazendo a unha.

—Obrigado Eddie.

—De nada. Ela é uma fofoqueira.

—Eddie!

—É verdade. Quando morávamos em East Riverside ela passava as folgas vigiando a rua. Sentava numa cadeira em frente de casa e ficava.

—Agora que ela tem o seu dinheiro pode ficar no telefone o dia todo.

—Eddie! Ela é dona de casa. Se não fosse ela cuidar da limpeza, lavar nossas roupas não teríamos o que comer, o que vestir e viveríamos na sujeira.

—O senhor Davenport está certo Eddie. A Tasha é como se fosse nossa mãe.

Quando deu meia noite a casa voltou ao normal.

—Isso foi irado! Valeu a pena ficar acordado.

—Com certeza.

P.O.V. Donald.

Quando amanheceu um Lamborghini prateado estacionou na frente da minha casa.

—Olá, lembra-se de mim? Sou Renesmee.

—Você tem certeza que é uma bruxa?

—Tenho. Pode chamar os seus filhos pra mim? Espera, chama só o Chase.

—Tá.

—Eu já estou aqui.

—Quer uma carona gatinho?

—Isso é um Lamborghini?

—É. Vai pegar suas coisas, estou te esperando.

—Tá bem.

Chase veio com a mochila e ela estava sentada no meu sofá rodando a chave do carro no dedo.

—Pronto?

—Sim.

—Tchau senhor Davenport. Foi um prazer revê-lo.

P.O.V. Bree.

Eu não acredito no que os meus olhos estão vendo. O meu irmão nerd chegando num Lamborghini prateado dirigido pela bruxa.

—Caramba!

Ele saiu primeiro e abriu a porta pra ela sair.

—Obrigado.

—De nada.

Todos os caras babaram nela.

—Olá outra vez. Vou dar uma festa no sábado, aqui. Convites dourados.

—E quanto aos outros?

—Eu não curto os mortais. Gosto dos únicos, os originais, os especiais. Não aqueles que são reles mortais, tipo eu na minha e eles na deles. São todos preconceituosos.

—Valeu. Mas, e o Léo?

—Ele pode vir. Mas, pode ser perigoso pra ele, tipo os originais vão estar lá e a casa vai estar cheia de vampiros, bruxos, lobisomens, híbridos, mutantes etc. Ele será o único ser humano normal lá.

—Oi. Obrigado.

—Por?

—Por provar que eu tinha razão.

—De nada. Aqui, pra você usar na festa. É Spray paralisante. É muito difícil de conseguir então, não desperdice.

—Ele vai paralisar alguém?

—Esconde sua pulsação. Passe como se fosse perfume e isso vai impedir que os outros escutem seu coração ou sintam seu cheiro.

—Não vamos precisar disso também?

—Vocês não são seres humanos normais e fracos. Vocês são biônicos, qualquer coisa mostrem a eles do que são capazes.

—Usar nossos poderes em público?

—Vocês são forçados a se esconder não é? A fingirem ser quem não são.

—É.

—Eu também era, mas decidi virar o jogo. Vocês também podem.

—Usar nossa biônica diante de todos?

—É. Eu não tenho vergonha de quem sou, vocês também não deviam ter. É claro, que existem regras que eu imponho a mim mesma como por exemplo não matar inocentes.

—Regras.

—É uma regra só. Mas, você pode ter quantas quiser e elas devem valer para você e apenas para você.

—Legal.

—Exige muita disciplina menino, porque você vai ter vontade... não vai não você não é vampiro.

—Não.

—Espero que vão á festa. Tape os ouvidos Chase.

—Eu não preciso mais. Aprendi a controlar.

—Ótimo. E não se esqueça de estar sempre atento e ser leal aos seus amigos e irmãos. Lealdade é uma questão de honra e princípios. Se quiser sobreviver tem que confiar em alguém além de si mesmo, mas cuidado para não fazer os amigos errados. De novo.

—Tá, já entendi.

—Ótimo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.