Tecido E Pimenta
21 Capítulo 21: Cedo demais para a realidade
Notas iniciais
5 Horas depois.
O sol pairava alto no céu, castigando todos os seres abaixo dele com seu calor anormal, para o inicio de primavera estava quente de mais, e no momento quem mais sofria com isso era um certo trio que aguardava a chegada de um transporte, bem, pelo menos um deles aguardava, pois os outros dois já haviam desmaiado a um bom tempo, Sasuke devido a sua alta febre e Naruto pela fome.
Kabuto já estava ficando de saco cheio quando finalmente ouviu o reconfortante barulho do motor de uma vã, o veiculo nem um pouco luxuoso de pintura descascada e acinzentada estacionou a poucos metros do grupo, dela saiu um homem de porte médio para alto, pele ainda mais pálida do que a de Sasuke, usava uma maquiagem discreta ao redor dos olhos, cabelos castanhos bem escuros e olhos exóticos de coloração amarela, por alguma razão sua íris era muito fina lembrando a de um réptil, as vestes do sujeito não combinavam em nada com seu veiculo, um conjunto completo de terno Armani completado por um lindo Rolex.
– Até que enfim, parou para tomar banho de riu? – Perguntou o grisalho tentando não mostrar tanto deboche.
– Você que não teste a minha paciência moleque, o transito nessa direção esta absurdo.
– “Depois de tantos anos ainda me chama de moleque” Sempre de pavio curto não é, Orochimaru-sama?
– Se já sabe então mova o seu traseiro magro para dentro daquela porcaria e vamos embora! – Ordenou ele apontando para a vã.
– Hai hai, mas antes disso me ajude a carregar os garotos ok?
– Que garotos?
– Apenas me siga, eu os deixei aqui mais no cantinho onde tem uma sombrinha, os dois estão exaustos e um deles esta com febre.
– Desde quando você age por caridade?
– Ara, quem foi que falou algo sobre caridade? De uma boa olhada neles – Apontou para os dois desacordados, que agora estavam a menos de um metro de distância – são os espólios que eu mencionei mais cedo.
Orochimaru parou alguns instantes encarando os dois meninos, percorrendo cada centímetro deles, parecia até que os comia com os olhos, logo um largo sorriso distorcido brotou em sua face, dando uma risada seca e grossa.
– Hãhãhãhãhã, Kabuto de todos os presentes que você já me trouce esse é o mais exótico. – Disse ele se agachando para analisar melhor “seus presentes”.
– Bem, eles não são exatamente para você mas –
– Eu sei disso, são “elas” que vão aproveitar, mas eu posso torna-los multifuncionais em nosso “lar”, olhe só para esse loirinho, não á duvidas de que seja mestiço, cor dos olhos?
– Azuis como o mais límpido céu.
– Não podia ser mais perfeito, e essas marcas parecidas com bigodes — Narrava ele enquanto dedilhava o rosto do indefeso jovem — o deixam com um ar ainda mais inocente.
Depois se virou para Sasuke.
– A coloração avermelhada se deve a febre. – Avisou Kabuto.
– Estou vendo idiota eu não sou cego – Esbravejou ele enquanto levantava a cabeça do Uchiha – Sem duvidas esse é um verdadeiro Bishounen, mas quando crescer tenho a impressão de que ficara mais masculino, pele bem clara e sem marcas de sol, o cabelo mesmo empapado de suor mantem uma bela tonalidade de carvão –
– Antes que o senhor me pergunte este possui olhos ônix! – Isso só alargou ainda mais o sorriso malicioso daquele homem.
– São verdadeiras preciosidades — Afirmou enquanto pegava Sasuke no colo – eu mesmo acomodo este aqui, você pega o loirinho.
– Hai hai.
E assim os garotos foram carregados como se fossem mercadorias valiosas, sendo logo em seguida depositados na parte de trás da vã, estando todos a bordo Orochimaru passou uma sacola para Kabuto.
– Como eu não sabia que você estava me trazendo coisas vivas eu só comprei alguns oniguiris e uma garrafa de chá verde.
– Para alguém que esta morrendo de fome isso é um verdadeiro banquete. – Afirmou Kabuto já devorando ferozmente seu primeiro bolinho de arroz.
– Não vai dividir com eles? – Perguntou Orochimaru de um modo que soasse muito sarcástico.
– Já disse que não faço caridade – Respondeu depois de engolir seu segundo oniguiri e partindo para o terceiro – eles já aguentaram dois dias, aguentam mais algumas horas.
Orochimaru soltou um curto riso abafado dando partida logo em seguida.
– Quando terminar de comer quero todos os detalhes do que aconteceu naquela cidade.
– Já vou avisando que não foi nada bonito, e eu talvez caia no sono depois de comer.
– Tem muitas placas na estrada no caminho de volta, não me tente a colocar sua cabeça pra fora da janela quando eu estiver passando perto de uma! – O pior é que ele estava falando sério.
– Geralmente eu ficaria preocupado por saber que é verdade, mas depois do que eu vi naquele lugar, nada mais me assusta tanto. – Finalizou ele com verdadeiro pesar na voz.
– Você ainda não me viu puto de verdade para falar uma coisa dessas, comece logo a falar, fiquei sem paciência!
*****
4 horas depois.
A volta para Hokkaido foi muito mais tranquila, por não haver transito naquele sentido da estrada, Naruto ainda estava dormindo, talvez esse fosse o modo de seu corpo combater a fome acumulada, já Sasuke estava com um pouco de dificuldade para respirar, sua febre havia aumentado e apesar da noite ainda estar meio abafada ele suava frio.
No banco da frente Kabuto suava do mesmo jeito, não, ele não estava doente como Sasuke e não estava passando mal, porem toda vez que olhava para a cara de Orochimaru sentia que poderia ser morto a qualquer momento, ele havia contado tudo o que aconteceu, as explosões repentinas, a morte de seus companheiros assim como o resto da cidade, e também os loucos soldados que atiravam em civis, e bem, digamos que o cara de cobra não estava levando aquilo muito bem.
Ao volante Orochimaru dirigia com a expressão de um psicopata, com certeza viriam algumas belas multas no final do mês.
–...hum...eto O-Orochimaru-sama q-que tal respeitar um pouco o-o limite de velocidade?
– HÃÃÃÃ!? – O homem de aparência pálida se virou de maneira tão travada que chegava a dar medo, seus olhos esbugalhados diziam claramente “ Algum problema com o jeito que eu dirijo?”
– Hiiiih, nada absolutamente nada! “ Kami o senhor acabou de me tirar de um inferno, por favor não me coloque em outro!” – Pedia Kabuto mentalmente e esfregando as mãos de tal maneira que daqui a pouco criariam faíscas.
*****
Depois de mais vinte minutos em alta velocidade a vã estacionou “gentilmente” e Kabuto nunca agradeceu tanto ao homem por ter inventado o cinto de segurança, na frente deles estava um prédio que mais se parecia com um castelo pequeno, mas que ainda assim poderia ser ocupado por umas 70 pessoas sem problemas, lembrava o estilo dos da era Shogunato, tendendo até mesmo a parecer um pouco chinês, com o telhado de telhas terminando em pontas curvadas com lamparinas antigas penduradas, paredes lisas de tom bege e janelas de tatame e papel decoradas com alguns círculos de madeira vermelha no centro delas, na frente um exorbitante portão de metal tingido de rubro e dourado com belas maçanetas grandes e douradas, que possuíam o formato de grandes cabeças de cobra ao invés dos tradicionais dragões chineses, a única coisa que não combinava em nada nele era um grande letreiro de neon, que pelo horário logo se ascenderia.
Ainda na vã ao lado de Kabuto estava Orochimaru com a cabeça encostada ao volante, nunca tinha visto seus chefe ou como ele gostava de pensar “seu mentor de criação” tão abatido.
Nessa mesma hora um senhor meio gordinho, de meia idade, usando óculos tão pequenos que pareciam enfeites, ainda vestindo seu terninho de trabalho saltitava no final da calçada e vinha na direção do exótico lugar, provavelmente era um dos primeiros clientes do dia, pois já passavam das 21:00 da noite, mas quando o feliz senhor ameaçou colocar a mão na maçaneta do lugar...
– aaaaaaaAAAAAAAAAAAAAAAH! – Orochimaru parecia ter entrado em modo RAGE, mudando Kabuto de sua cor “meio pálido de medo” para “azul piscina se fingindo de morto” – KUSOOOOOOOOOOOO!
Descontrolado Orochimaru chutou com tudo a porta da vã deixando a mesma obviamente quebrada e pendurada, de modo que poderia cair a qualquer momento, em seu estado de fúria ele rapidamente se dirigiu para a porta, onde o senhor o encarava meio surpreso, pois estava com a cabeça longe em outro lugar, mas o seu maior erro ou talvez falta de sorte mesmo, fora ter querido puxar conversa com o dono do lugar JUSTO NAQUELA HORA!!!!
– Orochimaru porque esta gritando a essa hora da noite, é algum novo método de motivar os clientes? Eu estava justamente pronto para entr-
– CAI FOOOORAAAAA!!!! – Ao mesmo tempo em que gritava Orochimaru agarrou firme a cabeça daquele senhor e a esmurrou com tudo contra o enorme portão de aço.
PAAAAMMM!
*****
Aproximadamente 4 minutos antes, dentro do edifício parecido com um castelo.
Uma jovem de cabelos ruivos e longos, de no máximo 22 anos, usando um belo quimono de cor lilás com flores de Jasmim, lia uma revista de fofocas sem muita paciência e com a expressão emburrada, esse mau humor rotineiro só podia significar que estava quase na hora daquele lugar começar a funcionar.
– Ei Tayuya, que maneira mais desleixada é essa? Estufe o peito, coluna ereta e pelo amor de Kami tente brotar um sorriso nessa coisa que você chama de cara!
Esta outra mulher que repreendia Tayuya possuía um penteado no estilo gueixa, com um longo grampo de madeira prendendo seu coque, maquiagem um pouco exagerada tanto nos olhos quanto no batom dos lábios, ambos estavam com a coloração azul claro, seu rosto de tanto pó de arroz parecia que iria se transformar num bolinho mesmo que ele fosse magro e esbelto, assim como o resto de seu corpo maduro de mulher, usava um quimono vermelho forte de margaridas e tinha 30 anos, uma mulher de aparência diferente, mas muito sedutora e acima de tudo experiente.
– Juro que quando o primeiro filho da puta entrar eu faço cara de besta feliz, mas até lá me deixe ler em paz Keiko. – Retrucou a ruiva cruzando as pernas em cima da bancada.
A moça mais velha suspirou em desanimo.
– Na falta de homens nesta casa, você parece estar se tornando um para compensar Tayuya-kun. – Disse Keiko usando o sufixo masculino só para provocar ainda mais.
– Se eu to virando um homem então vem aqui que eu dou um trato nessa sua buce–
aaaaaaAAAAAAAAAAAAAAH! KUSOOOOOOOOOOOOO!
De repente, em meio a “amigável” troca de palavras entre as duas moças, um urro de fúria muito raro, porem conhecido por elas foi ouvido por detrás do portão.
– Ei isso foi –
– Sim, sem duvidas é a voz de Orochimaru-sama. – Confirmou Keiko.
– Mas porque ele esta gritando?
– Talvez esteja com problemas! – Presumiu a mulher mais velha aflita.
CAI FOOORAAAAA!!!!
PAAAAMMM!
Mais um grito e agora seguido do potente som de algo ou alguém sendo prensado contra o portão.
– Não, eu acho que ele esta é causando problemas. – Afirmou Tayuya com uma gota de suor escorrendo por detrás da cabeça.
Sem tempo para retrucar Keiko apenas observou seu patrão abrir com fúria o grande portão, e pela cara assassina de poucos amigos a viagem deve ter sido tudo, menos agradável.
– Orochimaru-sama o que –
– Não estou com cabeça para nada agora! – Afirmou ele sem paciência, enquanto Tayuya colocava a cabeça para fora tentando ver o que causou o forte estronde de agora a pouco.
– Caraaamba, Keiko, o senhor Nobuhiro ta com a cara toda amassada, foi você que fez isso chefe? – Tayuya logo se arrependeu de ter perguntado, pois a expressão de Orochimaru junto a um estranho grunhido pareciam perguntar “O que você acha?” – Mal ai poxa, perguntar não ofende.
Saindo de seu pequeno transe Keiko finalmente digeriu as palavras de Tayuya.
– Você disse Nobuhiro? Mas ele é um dos nossos melhores clientes.
– QUE SE FODAM OS CLIENTES!
Agora sim elas não entendiam mais nada, quem era aquele homem e o que fizeram com seu patrão? Para Orochimaru os clientes deviam ser tratados como reis naquele lugar.
– Orochimaru-sama o que esta dizendo?
– Aaaah calem a boca vocês duas, hoje estamos fechados! Coloquem a placa lá fora e tranquem as portas e não ascendam o neon, — Ordenou ele a passos largos na direção de sua sala — E NÃO ESTOU PRA NINGUÉM! – batendo a porta logo em seguida, deixando as duas mulheres aturdidas no saguão.
– Isso foi realmente inédito né Keiko, a gente quase nunca tem folga, hehe hoje eu vo chuta o balde.
– Tenho inveja de gente despreocupada como você, tsc, será que alguém pode me explicar o que aconteceu?
– Se prometerem que ninguém mais vai gritar comigo hoje eu conto. – Disse o Yakushi encostado na porta, atraindo a atenção de ambas.
– Kabuto! – Disseram elas em coro.
– É o meu nome não gastem muito.
Enquanto ele soltava essa piadinha varias outras garotas e mulheres de idades próximas e variadas começaram a brotar no saguão, todas lindas algumas maquiadas, mas todas de quimonos coloridos.
– Ei Ei o que foi essa gritaria de agora a pouco?
– Eu ouvi mó barulhão vindo do portão.
– O Orochimaru já voltou?
– Ah Kabuto Okaeri.
No meio de conversas e perguntas avulsas Keiko avançou na direção de Kabuto e o erguendo no ar, fazendo as outras se calarem e prestarem atenção na cena.
– Eu já estou farta de ficar no escuro, desembucha logo o que aconteceu para o Orochimaru-sama estar tão alterado.
– Delicada como sempre Keiko, mas eu não abro a boca até me botar no chão.
Meio que a contra gosto ela obedeceu, sua curiosidade estava maior do que seu orgulho naquele momento.
– Ótimo, agora alguma de vocês me faria a gentileza de chamar um médico?
– Médico? Ah ta pro senhor Nobuhiro – Disse Tayuya.
– HÃ!? Eu estou pouco me lixando pra esse cara, o médico é pra mim, estou com uma dor na perna que você nem faz ide...
De repente ele parou de falar, pois parecia que algo havia estalado em sua mente, ao se lembra da dor em sua perna, se lembrou do porque ela estar doendo e também de como ele havia entrado e saído da situação que causaram tal dor, no saguão as moças continuavam a lhe encarar quietas, vendo que sua expressão lentamente estava mudando.
– AH KAMI, COMO EU PUDE ME ESQUECER DOS GAROTOS!?
Em seu ataque de pânico Kabuto correu para fora na velocidade máxima que sua perna manca lhe permitia, enquanto que as mulheres ainda tentavam decifrar sua frase.
“Garotos?”
As que estavam mais a frente viram Kabuto quase cair ao chegar perto da vã, logo a maioria já estava com a cabeça para fora observando o que ele fazia, o Yakushi entrou na parte de trás e parecia estar tentando ajeitar algo em seus braços, quando conseguiu sentou no banco para poder sair em pé.
A cada passo que dava na direção do prédio, as garotas pareciam ficar cada vez mais eufóricas até que ele chegou perto o suficiente para mostrar com clareza o que havia em seus braços, obviamente ele já sabia o que viria em seguida, pena que estava com ambas às mãos ocupadas para tapar os ouvidos.
– KYAAAAAAAA KAWAIIIIIII!!!!!!!!!!!
– Né né quem são eles?
– São tão foooofos!
– Eu gostei do loirinho.
– Ei o que o moreno tem, ele parece abatido.
– Mas também é uma graça.
– Nééééééééé! – Expressaram elas em coro.
– CALEM A BOOCAA! Por Kami, parecem um bando de hienas e abutres rondado as carniças, se afastem de mim eles precisam de cuidados. “Se bem que eu também estou precisando”.
– Então responde pelo menos, quem são eles? – Perguntou Tayuya meio carrancuda, daquele grupo eufórico parece que ela não gostava muito de crianças.
– Eu não me lembro dos sobrenomes agora, mas o loirinho com cara de idiota se chama Naruto e esse aqui que esta com febre se chama Sasuke.
– Então ele esta doente mesmo. – Afirmou uma delas, essa tinha cabelos beges e a pele artificialmente bronzeada.
– Ei Kabuto foi você que não cuidou deles direito? – Perguntou outra de cabelos castanhos e cacheados.
– Adoraria ficar aqui e contar a minha “grande aventura” por assim dizer, mas se possível eu não quero ficar sem a minha perna, Emi! – Apontou para uma loira com cara de patricinha – Você chama o médico de sempre, diga que temos uma criança com febre alta e um adulto de perna muito dolorida.
– Mas afinal o que aconteceu com você?
– NÃO INTERESSA! VAI LOGO CHAMAR ESSE MÉDICO!!
– Ai ta ta, grosso. – Finalizou lhe mostrando a língua.
– Agora vamos ver, preciso colocar eles em um quarto, mas não me lembro de nenhum vago agora. – Se ele pudesse voltar no tempo teria escolhido melhor as palavras.
– O meu o meu, eles podem ficar lá!
– Hããã, nem pensar, eu quero o loirinho no meu!
– Eu vou cuidar direitinho do moreninho!
– O seu quarto é um chiqueiro!
– E o seu cheira a perfume barato e porra seca!
– Como é que é sua vaca no cio?
– Repete se tiver coragem papa anjo!
– AAAAAAH!
Pronto, era só o que faltava, não só Kabuto ainda estava de pé com sua perna reclamando de dor, como agora havia um grupo de loucas brigando no meio do saguão, sendo que o único golpe que elas pareciam conhecer era o clássico puxão de cabelo.
Se as outras tentaram apartar a briga? Pra que!? Era muito mais divertido assistir!
– Aposto quinhentos yenes na Suguha! – Era a bronzeada.
– Eu cubro e aposto na Kinica!
– “ Ai minha perna senhooor” Antes que mais alguém comece a se matar, hoje estamos fechados, então simplesmente coloquem eles em uma das “salas de entretenimento” vagas – Por fim entregou os meninos para as duas moças mais próximas – Tayuya seja boazinha e vá com elas sim?
– Hã, por que eu deveria?
– Porque eu quero garantir que os meninos continuem a salvo, se é que me entende.
– Tsc, que saco, ta que seja, vamos logo com isso! – Declarou ela seguindo com as duas moças por um dos corredores.
– Ok, vejamos...Keiko!
– Hum?
– Os meninos estão a mais de dois dias sem comer, pode preparar uma sopa para eles? – Perguntou ele vendo a expressão meio incrédula da moça.
– Você realmente não serve para cuidar de crianças heim? Onde já se viu deixar esses anjinhos passarem fome. – Repreendeu ela com os braços na cintura.
– Aaaah pra mim já chega, façam o que quiserem, eu vou ver como o Orochimaru esta!
Por fim ele seguiu para a porta que da acesso aos andares de cima, chegando ao 4º e ultimo andar, bateu três vezes antes de passar pela única porta do local.
O cômodo era bem luxuoso com uma lareira acesa, tapete de urso em frente à mesa de escritório, duas poltronas, uma vermelha para visitas perto do fogo e outra preta atrás da mesa, ao lado desta um moderno frigobar.
Jogado na poltrona vermelha estava Orochimaru com ao que parecia ser a sua segunda garrafa de saque.
– “Era só o que me faltava, ele descontando a tristeza no álcool” Senhor, eu sei que esta muito abalado mas –
– EU NÃO TO ABALADO! – Gritou ele arremessando a garrafa na direção de Kabuto, por sorte mesmo machucado ele ainda tinha alguns bons reflexos, desviando a cabeça no ultimo segundo.
– Se vai começar a me tacar garrafas então pelo menos as esvazie primeiro – Reclamou ele olhando para a parede que ela tinha acertado – olha só estragou o papel de –
Antes que pudesse terminar a frase, com o canto dos olhos ele percebeu que Orochimaru havia arremessado sua primeira garrafa vazia, e esta Kabuto chegou até a sentir o vidro raspando em sua nuca antes de se espatifar como a anterior.
– ESTA MESMO QUERENDO ME MATAR SEU VELHO PRECOSE!?
– CALA A BOCA! ARF arf eu lá quero saber do papel de parede!? – Afirmou voltando a se sentar – Droooga snif drooooooga ghuuu.
– “ Ah nãão, só mesmo álcool para fazer esse cara chorar, ou pode ser a garganta queimando por ter virado tudo de uma vez” Orochimaru-sama, eu também sinto muito por eles, eram amigos com quem eu compartilhava os meus dias, mas –
– HÃ? De que raios você esta falando? Eu estou pouco ligando para aqueles infelizes, estou frustrado é pelo dinheiro que eu perdi!
–...
–...
–...
–...
– COMO É QUE É!?
– Se gritar de novo eu te faço engolir a próxima garrafa! Por acaso já se esqueceu do dinheiro que eu investi nessa disputa? – Kabuto nada respondeu continuando com a mesma cara de taxo.
– Mais será possível – Começou ele a contar nos dedos – Duas frotas de 10 motos, cinco rifles, quatro shots e uma Magnum, fora combustível e alimentação, tem ideia de quanto dinheiro eu perdi com isso tudo?
– “Desisto, essa cara não tem ou não conhece uma coisa chamada consciência” Esta pelo menos feliz que eu voltei?
– Claro! – Por um instante o rosto de Kabuto chegou a se iluminar – Tem ideia de quanto eu já gastei para te criar nesses oito anos, só me faltava você morrer também – mas não durou muito né.
– Você conhece a palavra investimento?
– Trabalho com isso desde que comecei esse lugar, por quê?
– “Então quer dizer que nem isso eu sou?” Nada, nada, deixa pra lá argh que dor de cabeça – Desistiu ele sentando no chão – Acho que a única coisa boa disso tudo foram os garotos mesmo!
– É nisso que eu estou apostando, o que eu gastar com eles agora pretendo que me rendam o triplo do que eu perdi nessa “brincadeira” , isso é um bom investimento Kabuto.
– “Já perdi a conta de quantas vezes eu já xinguei a mãe desse cara”
– Falando nisso, já chamou um médico?
– Já.
– Preparou um quarto para eles?
– Já resolvi.
– Comida?
– Esta em andamento.
– Então a porta é logo atrás de você, boa noite. – Disse ele com o clássico movimento de mão “chispa daqui”.
– Já vai dormir? – Orochimaru se limitou a responder levantando mais uma garrafa. – A ta, pra mim já chega de garrafas voando na minha cabeça por essa noite, durma bem “Tomara que se afogue numa poça de vomito” senhor.
*****
Na manhã seguinte já eram nove da manhã quando todos levantaram, estavam todas as mulheres no refeitório apreciando o café da manhã quando uma noticia urgente passou na televisão, ao que parece a cidade inteira de Sapporo havia sido destruída, e todos os seus habitantes mortos, a câmera dava um belo close no general Yamashita que estava sendo entrevistado no momento, passando logo em seguida para Hoshigaki Kisame, que fez o seu pronunciamento sobre a reconstrução da cidade a rebatizando de Neo Sapporo.
Ao ver seu conhecido na televisão, nem toda a ressaca do mundo impediria os miolos de Orochimaru de raciocinarem, por sorte a sua mira sim foi afetada, pois passou longe de acertar seu prato na TV assustando todos os outros.
– Que é isso chefe, ficou maluco? Quase acerta a TV!
– Arf arf arf, agora eu já entendi, mais nunca que esse cara de peixe iria praticar caridade na politica – Murmurou Orochimaru logo se recompondo – entendo, então foi isso que aconteceu, esse cara não tem limites, nem mesmo eu teria coragem de explodir uma cidade inteira, grrrr , bem já não adianta mais reclamar, devo me concentrar no futuro daqui pra frente.
As mulheres do local já cogitavam jogar seu patrão em um manicômio de tanto que murmurava com sigo mesmo.
– Antes que vocês me chamem de louco já vou esclarecer uma coisa – Disse ele cruzando os braços vendo suas “criadas” balançando as mãos em negação – os dois meninos são sobreviventes que o Kabuto trouxe desse “atentado” que estamos assistindo.
– O QUE? – Gritaram em coro.
– Mas como assim?
– Ainda não acredito que Sapporo foi destruída.
– E o Kabuto estava lá também?
– Por mim ele podia ter morrido.
– Ai vira essa boca!
– Mas e os meninos como sobreviveram?
– Pelos relatos que ele me passou durante o caminho de volta, os dois viram suas famílias serem brutalmente assassinadas antes de perderem a consciência, ao que parece foram eles também quem salvaram a vida dele, o pobre coitado ficou preso com a perna em baixo de uma viga de aço.
– Não pode ser.
– Que coisa horrível.
– Só de imaginar já me deixa angustiada.
– Buff, agora que tocamos no assunto como eles estão? – Perguntou ele tentando mudar de assunto, demonstração de pena e afeto não combinavam com seu café da manhã.
– O doutor examinou o Sasuke-chan e passou um remédio muito bom.
– Eles ainda estão dormindo, mas conseguimos fazer com que comessem um pouco de sopa.
– Estavam tão famintos que comeram mesmo dormindo, era só colocar a colher na boca que eles mandavam pra dentro.
– Eu levei o maior susto ao ver que o Naruto-Kun comeu nove tigelas de sopa.
– Isso não é nada, para mim foi mais chocante ver a Tayuya alimentando ele.
A ruiva em questão que até pouco não dava importância aos mexericos rotineiros, quase cuspiu seu suco ao ouvir seu nome ser incluído na fofoca.
– NÃO FALEM COMO SE EU QUISESSE TER FEITO AQUILO! Quando colocamos eles no quarto o loirinho simplesmente rolou até o meu colo. – Todas estranharam por ver a moça tão carrancuda se mostrar...envergonhada!?
– Huuum, mas você bem que estava curtindo.
– Parecia tão fofa enquanto alimentava ele.
– Parecia até uma mãe.
– Ou pelo menos uma mulher ao invés de uma moleca.
– VÃO SE FUDER! – Saiu ela puta da vida do refeitório.
– Foi um elogio querida.
– Pelo menos foi a intenção.
– Huhuhuhuhu.
*****
Tayuya irritada com as constantes provocações de suas veteranas entrou na primeira porta que viu pela frente, ainda era muito nova naquele tipo de “negócio” e se acostumar não era das mais fáceis tarefas.
Mal notou ela que havia entrado no quarto/sala onde os garotos ainda dormiam, caminhou com calma até o lado de Naruto e se sentou, encarando o pequeno dormindo tão aconchegado, inconscientemente sua mão rolou até a testa do mesmo fazendo um pequeno carinho, parecia tão indefeso enquanto dormia.
Não se sabe por quanto tempo ela continuou com aquilo, mas em certo momento ele acabou por despertar, esfregou os olhinhos ainda cansado e perguntou automaticamente para a moça ao seu lado.
– Quem é você?
*****
Um mês depois
–“Já fazia um mês que eu e o Sasuke havíamos acordado nesse prédio que mais parece um castelo estranho, quando acordei conheci uma moça muito legal chamada Tayuya, foi ela quem cuidou de mim até eu acordar, o Sasuke sarou logo da febre, o que não faltava naquele lugar eram mulheres para cuidar dele, alias quantas mulheres, deveria ter mais de 20 vivendo lá, por fim nós conhecemos o tal bem feitor do qual Kabuto havia nos falado, o nome dele era Orochimaru, devo admitir que fiquei um pouco intimidado nos primeiros dias, a cara dele me dava medo.”
– “ Mas eu passava muito mais tempo envergonhado do que com medo, todas as horas do dia havia uma mulher diferente fazendo companhia pra mim e pro Sasuke, elas falavam de assuntos de adulto que eu não entendia, e as vezes me sussurravam coisas estranhas no ouvido, eu ficava constrangido por causa do contato tão próximo, já o Sasuke parecia entender o que elas sussurravam para ele e virava literalmente um pimentão, mas ele nunca me contava o que era.”
–“ Orochimaru nos disse que teríamos de pagar a ele algum dia pelo teto e a comida que estávamos recebendo, quando perguntamos como, ele disse que nós saberíamos mais tarde, nosso dia se resumia a limpar, cozinhar e por algum motivo estudar, eu nunca adivinharia que esse cara de cobra já foi professor, ele e Kabuto com muito custo nos ensinavam o básico e o avançando, como verdadeiros mestres, até que a vida não estava tão ruim assim.”
– “Aos poucos fomos perdendo a vergonha e ficando amigos das garotas, a Tuyuya no inicio queria se ver o mais distante de nós, mas uma noite ela apareceu com um machucado no canto da boca de manhã no saguão, e eu insisti muito pra que ela me deixasse ajudar a cuidar dela, as outras garotas não pareceram muito solidarias, depois disso, nós conseguimos nos aproximar um pouco.”
– “Quando eu perguntei como ela havia se machucado, simplesmente me respondeu que foi durante o trabalho, outra coisa que eu não entendia, sempre que batia nove da noite eu e o Sasuke não podíamos sair dos nossos quartos, segundo Orochimaru o lugar começava a funcionar nesse horário, todas as moças ficavam ocupadas, e nós não podíamos atrapalha-las, para garantir isso nós ficávamos trancados até de manhã, isso se repetiu durante um mês...mas...em uma noite...
– Por que será que dessa vez ele não trancou os nossos quartos? – Perguntou Naruto se referindo a Orochimaru e andando furtivamente junto de Sasuke.
– Não sei, mas essa é uma boa oportunidade, estamos aqui a mais de um mês e ninguém fala qual é o maldito trabalho das garotas, eu já estou ficando angustiado, o que é que custa nos dizer?
– Pois é, e a Tayuya-san apareceu machucada de novo hoje de manhã, quero saber se é alguma coisa perigosa ou –
– Shhh, espera um pouco. – Pedio Sasuke falando mais baixo.
– O que foi?
– Esta ouvindo alguma coisa?
– Hã...parecem, gemidos?
Caminhando na ponta do pé os meninos viram uma das salas de portas deslizantes entreaberta, e por sua fina fenda uma outra vida foi apresentada a eles.
Por entre a fenda eles viram duas das mulheres que conviviam com eles sendo fortemente prensadas contra o chão, enquanto um homem que mais parecia um porco estocava sua cintura por entre as pernas de uma enquanto se deliciava com a intimidade da outra, os dois estavam prestes a sair de seu estado de choque, quando sentiram uma mão tapar com força suas bocas, virando assustados, se depararam com Kabuto bem atrás deles.
– Fiquem bem quietinhos e continuem a observar, — Ordenou ele colocando ainda mais força nas mãos, caso eles pretendessem gritar – olhem com muita atenção, este é o porquê de Kami ter criado as mulheres, aqui elas desempenham seu papel com maestria, e é isso que lhes coloca pão na mesa todos os dias, ou achavam que aqui fosse algum instituto de caridade?
Naruto ainda encarava a cena com muita pena, aquilo com certeza não deveria estar fazendo bem para elas, afinal estavam “chorando”, ainda era muito novo e ingênuo para entender a situação.
Já Sasuke parecia bem mais horrorizado, tendo um irmão mais velho como Itachi, um verdadeiro playboy em sua cidade, ele já era um pouco mais maduro para a sua idade, devido as varias conversas que já teve com ele, entendendo perfeitamente o ato cometido a sua frente, por um momento sua pena chegou a quase se transformar em repulsa, por estar vivendo sobre o mesmo teto que um bando de prostitutas.
Por fim Kabuto acabou liberando ambos, vendo que nenhum deles faria mais escândalo.
– Eu não entendo, porque elas têm de fazer isso? – Perguntou o loiro ao ver uma das moças gemer ainda mais alto enquanto a ponta de uma garrafa era introduzida em seu ânus.
– Isso mesmo, elas não tem de fazer isso para viver! – Completou Sasuke.
Pelo mesmo era isso o que eles pensavam, afinal Sasuke e Naruto tiveram ótimas mães, e ambas trabalhavam em empregos descentes, sem nunca ter de se rebaixar ou apelar para seus corpos, àquilo era nojento.
– Ai é que esta, elas precisam sim, porque não existe mais nada que elas saibam ou possam fazer, ninguém aqui possui mais família, fugiram de suas casas ou foram escorraçadas, neste lugar elas encontraram a única maneira de viver de modo descente, usando seus corpos como a melhor e única ferramenta de trabalho, e ainda de modo prazeroso, acho que ao invés de Prostibulo esse lugar deveria ser classificado como o Paraíso.
– Eu não acredito que todas elas queiram viver assim!
– Huuum, então Naruto-kun, porque não afia um pouco mais o ouvido e me diz o que você escuta ao seu redor.
O Uzumaki não demorou nem um segundo para fazer exatamente aquilo, estava disposto a provar que nenhuma de suas “amigas” queria ter de viver de um trabalho tão degradante, no entanto a única coisa que chegou aos seus ouvidos foi uma enorme decepção.
Por detrás das paredes ao seu redor, ele podia ouvir mais e mais gemidos, até mesmo alguns gritos de homens se entupindo de prazer, o som das estocadas e cheiro misturado de vários líquidos no ar, chegava a ser nauseante.
– Viu só, assim como eu disse, — Afirmou enquanto bagunçava o cabelo do loiro – mas não se sinta mal por isso, é natural para os seres humanos buscarem algo que os faça esquecerem-se de suas dores, neste caso o prazer é um exemplo tão bom quanto o álcool, — Naruto já estava pronto para argumentar sobre isso, mas o Yakushi continuou – porem só um deles trás dinheiro para esta casa – dito isso ele deu um pequeno empurrão em suas costa na direção do corredor – é melhor voltarem para os seus devidos quartos, aqui a noite ainda é muuuuito longa.
E assim foi feito.
*****
Na manhã seguinte os dois pequenos custaram um pouco para levantarem de suas camas, mal conseguiram dormir naquela noite, ficaram remoendo dentro de si como as mulheres tão gentis que cuidavam deles, poderiam ser tão...tão...agh, não havia uma palavra certa para se descrever, estavam se sentido um pouco traídos por assim dizer, se tivessem aberto o jogo desde o inicio sobre onde estavam e quem eram aquelas mulheres, talvez fosse muito mais fácil de se digerir.
Passaram o resto do dia muito quietos, sem dar atenção para as moças, toda vez que alguém chegava perto de mais eles logo tratavam de se desvencilhar, afinal com que cara eles poderiam olhar para elas agora?
Naquela mesma noite uma ordem muito especifica foi dada por Orochimaru para sua melhor criada, ao que parece já estava na hora dos garotos começarem realmente a trabalhar, e alguém precisaria ensina-los.
*****
Dez horas da noite.
– “Eu ainda não estava completamente convencido de que elas estivessem fazendo isso por vontade própria, então, mais uma vez com nossas portas destrancadas eu me esgueirei para a área que nos era proibida, só que desta vez eu estava sozinho, Sasuke parece ter sido muito mais abalado do que eu, como sempre ele não me contava nada direito, só disse que tinha algo a ver com o que seu irmão mais velho tinha lhe ensinado.”
– “De qualquer forma eu continuei perambulando pelos corredores até ouvir uma voz se destacando das outras.”
– Não, o que pensa que esta fazendo?
– “Essa voz eu já conhecia muito bem, era da Tayuya-san.”
– Fique quietinha e se comporte sim? Eu paguei uma taxa estra dessa vez para poder aproveitar cada buraquinho seu.
– Não, isso não argh, é sujo!
– “Olhando novamente pela fenda da porta eu vi Tayuya-san quase de cabeça para baixo, tendo suas pernas presas por um homem parecido com a da noite passada, acho que só esse tipo de gente frequenta esse lugar, a cena a minha frente me confundia, enquanto segurava e abria suas pernas ele lábia vorazmente o buraquinho na bunda dela, eu não entendia como alguém podia sentir prazer num ato tão nojento.”
– Ótimo, agora que já lubrifiquei podemos ir para a atração principal.
– Não, por favor, qualquer coisa menos isso!
– “Eu o vi preparando seu pênis e tentando penetrar a Tayuya-san por aquele lugar, e ela gritando ainda mais alto, o homem impaciente acabou por dar um tapa no rosto dela para que se calasse, e isso fez o meu sangue ferver, pouco ligando para o que podia acontecer eu invadi a sala de uma vez só, agarrei uma garrafa quase vazia no chão e a golpeie com tudo na cabeça daquele desgraçado, fazendo com que ele desmaiasse despencando para o lado, só depois de se recuperar do susto, foi que Tayuya-san conseguiu me reconhecer.”
– ...Naruto-kun...
– Tayuya-san vem comigo!
– “Eu não pensei duas vezes em pegar na mão dela e leva-la correndo até o meu quarto, não deixaria ela naquela área do prédio de jeito nenhum, no final eu estava certo, nem todas estão fazendo isso por que querem, engole essa Kabuto!”
– “Sentei com ela no chão mesmo e tratei de pegar alguns bandaids que eu tinha guardado, coloquei dois na bochecha dela e comecei a acariciar de levinho em círculos, que nem a minha mãe fazia comigo quando eu me machucava, mas por alguma razão de repente ela começou a chorar.”
– Me desculpe Tayuya-san, eu te machuquei? Eu não sou muito bom com coisas delicadas então –
– “Antes que eu pudesse terminar, Tayuya-san me abraçou bem forte e me respondeu com sua voz embarganhada.”
– Não snif, não é nada disso, eu só estou feliz snif, você é a única pessoa gentil de verdade comigo, as minhas Senpais só sabem tirar sarro de mim, dizendo que eu sou muito fresca e tenho de pegar todo o tipo de cliente para aprender mesmo, snif você deve estar me achando repugnante agora não é?
– Isso não é verdade! Você não deveria nem estar passando por esse tipo de coisa, você não tem culpa de nada!
– Mas é só você que pensa assim, snif se bem que deve estar dizendo da boca pra fora.
– Eu não sou esse tipo de gente, se eu estou dizendo que não te acho nojenta é porque você não é!
– “Depois de afirmar verdadeiramente a minha opinião sobre ela, Tayuya-san enlaçou seus braços em volta do meu pescoço, e me olhou nos olhos com o maior desespero que eu já tinha visto.”
– Então...você não iria me rejeitar...né?
– “Ela se aproximou cada vez mais de mim, e selou nossos lábios num beijo terno e calmo, procurando apenas conforto e carinho ao invés de prazer, não que eu entendesse isso naquela época, tudo o que eu queria, era desesperadamente ajudar a Tayuya-san, no começo mantive meus olhos abertos, estava um pouco assustado com aquilo, mas por fim, acabei por me acostumar com aquela sensação, eu não me lembro quando foi que nós dois já estávamos desprovidos de nossas roupas, pois tudo aconteceu de forma muito natural, como se fosse a correnteza de um rio seguindo o seu rumo, apesar de que eu ainda era muito novo para considerar aquilo como natural, o que eu não imaginava, é que o Sasuke iria passar por uma experiência parecida naquela mesma noite, porem, ao invés de um rio, ele estaria despencando do alto de uma cachoeira.”
*****
– “Naquela noite o Naruto me disse que iria explorar aquela área do trabalho das mulheres mais uma vez, mas eu não quis ir com ele, pois já sabia muito bem o que eu iria encontrar, um bando de pervertidas sem respeito próprio que tem prazer em vender os seus corpos por dinheiro, pelo menos era assim que o Itachi definia uma prostituta.”
– “O meu irmão era um tanto precoce, e por causa disso as suas necessidades como homem vieram muito cedo, as primeiras experiências que ele teve foram com prostitutas, e ele nunca viu seres com tão pouco respeito próprio, ele não podia desabafar uma coisa dessas com a mamãe, ela ficaria arrasada, e o nosso pai ao invés de concelhos lhe daria uma surra, a nossa família era um pouco conservadora e tradicional, por fim eu era a única pessoa com quem ele pôde desabafar, e acabei por ter certo preconceito para com aquela “raça”, por fazerem o meu irmão se sentir tão sujo, depois de um tempo ele acabou por conhecer mulheres mais descentes, não tendo mais problemas para se satisfazer, segundo ele, daquela experiência toda a melhor coisa que ele conseguiu no final foi um conselho para me dar, nunca se aproxime de uma mulher que não se dá o devido valor, pois esta não ira valorizar você também, acho que esse foi o melhor conselho que ele já me deu na vida, mas que eu tive de ignorar, caso contrario, eu não sobreviveria.”
– “As vezes eu me pergunto, Naruto, se eu tivesse ido com você naquela noite, se isso teria feito alguma diferença, sinceramente eu acho que não, no lugar onde nós estávamos, aquilo poderia acontecer a qualquer momento.”
– “Eu estava quietinho no meu futon, quando a minha porta foi vagarosamente aberta e fechada da mesma maneira, me levantei um pouco nervoso quando percebi que alguém me observava, a luz da lua que passava pela minha janela logo iluminou aquela linda silhueta.”
– Boa noite, Sasuke-chan.
– “Na minha frente usando um belo quimono vermelho, desta vez com pouca maquiagem e de cabelos soltos, estava a Keiko-san me encarando de uma forma que eu nunca havia visto antes.”
– O que esta fazendo aqui? – Perguntei ainda inquieto, vendo ela balançar o indicador em negação.
– Sasuke-chan, quando uma mulher lhe cumprimenta, você deve responder com a mesma educação e um lindo sorriso.
– Bo-boa noite.
– Muito melhor, — Me disse ela com um sorriso – Sasuke-chan a partir de hoje você e o Naruto-kun irão começar a aprender como trabalhar aqui.
– “Nesse momento o meu sangue parecia ter congelado, se o que ela estava dizendo era mesmo verdade, então eu já imaginava o porquê de ela estar no meu quarto.”
– A minha ideia inicial era treinar vocês dois juntos, mas quando eu passei no quarto do nosso loirinho, vi que ele já estava bastante ocupado.
– “O que?”
– Quem diria que o homem capaz de fazer a Tayuya se soltar, seria um menino, não que eu possa culpa-la, vocês dois são umas gracinhas, resumindo – Completou ela enquanto se despia, sentando no colo do pequeno Uchiha – esta noite, você é todinho meu.
– “Depois disso ela me pegou de surpresa dando uma lambida no meu nariz, como se quisesse me provocar, mesmo o seu sorriso sendo tão malicioso e sedutor, aquilo não era o suficiente para me livrar do meu medo, ela mordiscou de leve o meu pescoço e vendo que eu não esbocei nenhuma reação, ela deixou de pegar leve comigo.”
– Sasuke-chan.
– “A minha primeira reação foi tentar ignora-la, eu sabia que aquilo não daria certo, mas eu torcia para que desse”.
– Sasuke-chan, não me ignore – Ela falava com a voz num tom tão suave que nem parecia estar aborrecida – se você não aprender direitinho, não vai mais poder ficar aqui.
– “Foi como se a própria vida tivesse me dado um soco na cara para que eu acordasse”.
– E se você for embora, o que vai acontecer?
– “Eu vou morrer! O pior cenário possível surgiu na minha mente, e a semente do medo em meu coração fincou cruelmente suas raízes sobre mim, desde o inicio eu já não tinha escolha, se quisesse me manter vivo, eu teria de obedecer, então, assim como ela me pediu, virei lentamente o meu rosto para encara-la com o olhar agoniado, e ela não pareceu se incomodar com isso”.
– Iiiso, bom menino, agora feche os olhos.
– “Senti que eles iriam rasgar de tanta força que coloquei em minhas pálpebras”.
– E coloque a sua língua para fora...mais um pouco, muito bem, agora se mantenha desse jeito.
– “Era horrível ter de passar por aquilo sem poder enxergar, Keiko-san sugava minha língua como se fosse o melhor doce do mundo, seus lábios macios a apertavam e sugavam com força, querendo saborear ainda mais ela agarrou na pontinha a puxando para baixo e voltando a lamber”.
– Sasuke–chan, agora eu vou ensinar você a beijar, dessa vez você vai mexer a sua língua junto com a minha em pequenos círculos, não se preocupe em tentar fazer tudo direito, afinal você esta aprendendo.
– “Depois disso ela realmente colou nossos lábios fazendo pequenos círculos em torno da ponta da minha língua, durou cerca de cinco segundos até eu sentir ela se afastar, por alguma razão ela tinha uma expressão divertida e estava rindo”.
– Huhuhuhu Sasuke-chan, você precisa prender a respiração durante o beijo, se não faz cosquinha huhu.
– Des-desculpe.
– “Nem eu entendo o porque de ter me desculpado, já que eu não havia feito nada de errado”.
– Huhu, nós estamos indo devagar demais, vamos acelerar um pouco.
– “Dito isso Keiko-san apertou o meu nariz com vontade e voltou a me beijar, sendo que agora eu podia sentir a sua língua quase na minha garganta, foi uma experiência muito mais forte do que a anterior, eu me sentia intensamente sufocado ao ponto de quere implorar por ar novamente, inconscientemente quando eu tentei afasta-la, minhas mãos empurraram e apertaram os seios dela, dando a impressão muito errada do que eu queria.
– Ara, vejo que finalmente esta entrando no clima.
– “Afirmou ela enquanto eu pouco a pouco voltava a respirar”.
– Huhuhu você já esta bem animado aqui em baixo não é?
– “Eu não havia entendido do que ela estava falando, até uma de suas mãos entrarem por debaixo da minha cueca e agarrar com força as minhas genitais, estava tão concentrado em voltar a respirar, que inconscientemente acabei por ignorar as outras sensações que o meu corpo estava provando”.
– Você nunca deve ter gozado não é? Fico feliz por poder ser a sua primeira. Huhu deixe-me lhe apresentar como é maravilhoso o mundo dos adultos Sasuke-chan.
– “Não houve tempo para poder retrucar, sem hesitar Keiko-san colocou sua cabeça entre as minhas pernas e começou a sugar meu pênis muito mais forte do que a minha língua, ela fez três movimentos de vai e vem com a cabeça e de repente eu senti algo estranho, era parecida com a sensação que eu tinha quando fazia xixi, mas de alguma forma estranha muito mais prazerosa, mesmo sentindo que havia algo saindo de mim Keiko-san não se afastou nem um centímetro de mim, engolindo toda aquela substancia viscosa.
– Acho que eu chupei com muita força logo de inicio, tudo bem vamos tentar mais uma vez.
– Impossível, eu mal estou sentindo ele agora, esta todo dormente.
– Isso é fácil de arrumar.
– “Mais uma vez ela começou a me chupar com vontade, mas por eu não estar mais excitado o pouco tamanho do meu membro não parecia ser o suficiente para ela, então ela abocanhou tudo o que eu tinha naquela região, incluindo as minhas bolas, eu podia sentir a úvula dela se esfregando na minha pontinha a cada rosada, quando a minha intimidade voltou a ficar um pouco mais rígida, Keiko-san começou a me masturbar bem rápido.
– É-é impossível, n-não vai mais levantar!
– Huhuhu, Sasuke-chan você ainda é muito jovem, só precisa do estimulo apropriado.
(http://www.youtube.com/watch?v=z8HVebGo5Rk)
– “Nada poderia ter me preparado para o que veio a seguir, molhando um de seus dedos na boca, Keiko-san penetrou seu dedo inteiro no meu ânus, e involuntariamente o meu pênis voltou a endurecer”.
– Huhuhu por mais que os homens queiram negar, assim como as mulheres possuem uma atração natural entre elas mesmas, esse mesmo tipo de atração acontece entre os homens, porem a maioria consegue ou prefere simplesmente ignorar, mas não a duvida de que o ânus é uma região de prazer absoluta.
– “Enquanto ela discursava coisas que eu não queria prestar atenção Keiko-san subiu para a minha cintura e “devorou” meu pênis com a sua intimidade”.
– Agora começa a melhor parte, tente não desmaiar devido ao estase Sasuke-chan.
– “Dentro dela era tão quente e tão apertado, parecia que o meu pau iria derreter ou ser arrancado a qualquer hora, enquanto aquela mulher galopava com vontade em cima de mim, uma de suas mão acariciava a minha bunda, e a outra se entrelaçava nos meus dedos, contra a minha vontade”.
– De hoje em diante você e o Naruto-kun são os homens desta casa, cuidem bem de todas nós, Sasuke-chan, hu...huhuhuhu!
*****
E agora voltando ao tempo presente.
–...
–...
– Eu nunca me esqueci daquela noite Naruto, foi exatamente ali que a nossa vida mudou para sempre, depois disso...dia após dia nós –
– CALA A BOCA!
–...
– Pare! Pra mim já chega! Para que ficar remoendo o passado? Qual é o ponto de tudo isso?
– Qual é...o ponto? – Nesse momento a expressão do Uchiha voltou a se intensificar em puro ódio, erguendo seu amigo pela gola da blusa – Depois de tantos anos será que você não aprendeu NADA!? A partir dos dez anos nós dois fomos criados na merda de um prostibulo, sendo abusados dia após dia, e você de todas as pessoas resolve me esconder duas prostitutas que podem acabar de vez com a reputação da nossa empresa! O quanto mais a vida vai ter de te ensinar QUE ESSA GENTE NÃO PRESTA!?
– Não ouse falar como se as conhecesse Sasuke!
– E VOCÊ POR UM ACASO CONHECE? De onde são, quem são? Mais o principal de tudo, porque escolheram essa vida?
–...
– Silencio não é? Você –
De repente um som miúdo no canto da sala chama atenção dos dois homens que discutiam quase aos berros no cômodo, seguindo os ruídos eles encontraram Sakura e Hinata encostadas na parede, a rosada tinha os olhos bem longe dali, como se estivesse refletindo sobre alguma coisa, enquanto a morena chorava baixinho, tentando esconder o rosto com suas pequenas mãos, enquanto Naruto se questionava sobre o comportamento de ambas, para Sasuke aquilo era somente mais uma ofensa.
– Não resistiram não é? Ficaram aqui escondidinhas ouvindo tudo, só para tentar pegar algum podre não é?
Elas nada responderam.
– Naruto, vou lhe fazer o melhor favor da sua vida, pode deixar que eu mesmo me encarrego de jogar esse “lixo” pra fora daqui.
As palavras de Sasuke pareciam ter despertado o loiro a tempo de ver que agora o Uchiha estava esticando seu braço na direção delas, sua mão tinha como alvo os longos cabelos da morena, em um movimento preciso Naruto agarrou Sasuke pela gola da roupa com as duas mãos e o arremessou com tudo em cima da mesa de vidro no centro da sala, o som estrondoso fez com que ambas as garotas saíssem de seu transe e olhassem assustadas para a sala, temendo o que poderia vir a seguir.
Com dificuldade Sasuke tentou se apoiar com cuidado ao chão para poder levantar, mas haviam cacos de vidro demais, com uma das mão cortadas e a cabeça machucada ele mirou com ainda mais ódio na direção do amigo.
– O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTA FAZENDO?
–...Sasuke, vou dizer isso só uma vez, se você levantar um dedo se quer para a Sakura ou a Hinata, eu vou esquecer que nós algum dia fomos amigos.
–... o q –
– Vou dizer mais uma vez, elas não são como as outras, não são como as mulheres que nós conhecemos naquele lugar, são boas meninas, e se algum dia elas quiserem me contar o porque de terem escolhido esta vida,...eu vou ouvir...sem julga-las por isso.
–...
–...
Sakura e Hinata, não se atreviam a falar, como se suas palavras pudessem manchar a bondade do loiro, tudo o que podiam sentir naquele momento, era muita vergonha, só pelo fato de estarem ali.
Sasuke inconformado, levou uma das mãos a cabeça, como se seu pescoço não fosse mais o suficiente para sustenta-la.
– Você, perdeu completamente a razão Naruto.
Não havia mais nada para ele fazer ali, Sasuke caminhou lentamente até aporta e a fechou num back surdo, deixando o apartamento de seu amigo com um gosto amargo na boca.
*****
Quando entrou em seu carro a primeira coisa que Sasuke notou foram as horas no relógio, marcando 4:00 horas da manhã, com certeza não conseguiria levantar para trabalhar amanhã.
Mas sinceramente, quem agora estaria ligando para o trabalho, tinha coisas de mais em sua cabeça, que por falar nisso já estava latejando a algum tempo, provavelmente devido a brusca queda contra a mesa de vidro.
Dirigia distraidamente olhando para os poucos veículos na estrada da madrugada, na pista de mão oposta a sua minha um caminhão transportando combustível, andando a pouco mais de 70 Km/h, estava distraído observando o ótimo polimento no para-choque do grande veiculo quando...
– Noite difícil heim?
– AAAAAAAAAAAAH!
Assustado pela voz que simplesmente brotou ao seu lado o Uchiha acabou perdendo o controle passando para a contra mão e indo de encontro com a caminhão, por sorte e muita adrenalina no sangue ele rapidamente virou o volante na direção oposta até não poder mais, desviando da morte e subindo na calçada, dois segundos depois o pé de Sasuke parecia que iria estourar o freio de tanta força com que ele o pressionava.
Apesar do enorme susto ele teve certeza de que ouviu um belo “filho da puta” e outras coisas mais direcionadas para si pelo simpático caminhoneiro.
Seu coração batia a milhão, suas mãos tremiam como vara verde e por algum tempo ele até mesmo havia se esquecido de como respirar.
– Precisa tomar mais cuidado meu caro, esta querendo nos matar?
Quando finalmente teve coragem de olhar para o lado, lá estava ele de novo, sua versão de 17 anos, sentada no banco de passageiro.
– ARF ARf, você! Seu desgraçado o que esta fazendo aqui?
– Não sabe que a consciência é algo que existe para ajudar as pessoas num momento de grande incerteza?
– E essa ajuda envolve me fazer bater com o meu carro?
– Pois é, o meu timing não foi muito auspicioso.
– Grrrrr!
– Se estiver pensando em me bater pode esquecer, nossos corpos simplesmente atravessam um ao outro “por enquanto” – Disse ele atravessando uma das mãos pela cara do Uchiha mais velho – viu?
– Não faça isso de novo!
– Tudo bem, temos um dilema maior para resolver.
– Que dilema!?
– Hãããã, a traição entre aspas do seu melhor amigo e a questão sobre as duas moças?
– As duas putas você quer dizer.
– Viu só meu eu, esta transbordando de raiva por fora, mas por dentro esta travando uma incrível batalha interna.
– Sobre o que?
– Se deve ou não confiar nelas, e no nosso amigo, diga-se de passagem.
– Hã? Eu não tenho nada do que duvidar o passado já me ensinou que –
– Meu caro, quem vive de passado é museu, e o ser humano deve aprender com seus erros e não repeti-los.
– Eu não cometi erro nenhum, eu só estou tentando proteger o meu amigo, preciso fazer ele enxergar qual é o lugar daquelas mulheres.
– Assim como fez com a Karin?
Nessa hora Sasuke parecia ter travado, como se tivesse sofrido um curto circuito, Karin, não a via a mais de uma semana, e não teve mais noticias dela desde aquela noite, será que aquele projeto de assombração poderia ter alguma razão em suas palavras? Estaria ele cometendo o mesmo erro novamente?
– Se você quiser pelo menos o começo da resposta que procura, olhe no bolso da sua calça.
Com isso, mais uma vez ele havia se tornado pó negro e desaparecido, enquanto suas ultimas palavras ressoavam na cabeça do Uchiha, lentamente ele ergueu o aparelho de seu bolso, mostrando uma nova mensagem, que havia chegado já a algumas horas, e seu remetente era ninguém menos que sua adorada ruiva.
“Sasuke-kun, como tem passado? Esta se alimentando direito? É bom que não esteja chegando atrasado na empresa, se não meu primo vai brigar com você hihi.
Bem, eu estou voltando para Manhattan em dois dias, e...eu quero tentar conversar com você mais uma vez, sobre nós dois, então se tiver um tempinho, me liga, ja né”.
Ao terminar de ler, um turbilhão de emoções se desbravaram no coração de Sasuke, sentimentos esses que só puderam ser traduzidos na forma de finas lagrimas, que escorriam pelo seu rosto e terminavam pingando na tela do celular, finalmente, depois de tantos anos ele havia redescoberto qual era a sensação de chorar.
Mesmo com as lagrimas atrapalhando, ele respondeu a mensagem de Karin, apoiando com a testa no volante, com sua voz chorosa, ele repetia baixinho o conteúdo que enviara para sua ruiva.
– Eu ugh...eu quero te ver agora.
Continua...
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