Tecendo Poemas
1 Sinfonia de um inverno solitário
Levanto minha cabeça
Sinto o vento frio em minha testa
Talvez o mundo não a mereça
Ela pensa que a vida não presta
Suas mãos não alcanço
São finas, escorregadias
Mas de mim ela tem um pedaço
Devolver não desejarias
Minhas pernas não mais sinto
Continuo a correr
Pois para meu coração não minto
Mesmo que isso vá me corromper
Grito por seu nome
Choro por suas dores e seu sangue
Quero que meus sentimentos tome
Por você, que minha pele rasgue
Não há nenhuma resposta
Para longe, no gelo ela desliza
O coração se coloca à costa
O mar descontrolado ameaça sua pureza
A onda vem cada vez mais alta
Devora tudo que se pode ver
Toda vida dentro dela está morta
Não há esperança que se possa ter
Desespero se eleva
O mundo se solidifica
Parte de mim ela leva
Minha existência danifica
Agora não mais a encontrarei
Fora engolida pela neve
A falha foi minha, não a salvei
Não fui aquele que com ela esteve
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