Tecendo Poemas
3 Espiral de rosas
Eu me sento em meio às rochas
Todos os dias as admiro
Eu me vejo dentro das conchas
A todo instante me inspiro
O ar que me circunda
Carrega sorrisos e gentilezas
A água do mar oriunda
Traz calma e certezas
Fico imersa nesse cenário
A beleza me conquista
Ouço o som do canário
O céu se mostra em minha vista
Meu coração se emociona
Os amores se inflam
Ter sua mão é uma honra
Os encantos se incham
O horizonte se expande
Sol vermelho de ternura
A cada passo que eu ande
Recebo uma nova cura
Mas as rosas são passageiras
No fim, todas murcham
E surgem mil barreiras
Todas vêm e me empurram
Um corpo que cambaleia
Sem beleza, sem ternura
O mar engole uma baleia
Ó, como a vida é dura!
Agora já se vê tudo enorme
Gigante de vazio e de loucura
Com sede, medo, guerra e fome
É um mundo que perdeu sua doçura
Mas qual é o valor da solidão
O que sabe não lhe conta
Esse pois tem em seu coração
A marca de uma ave solta
Dentro de si, a liberdade que não há
Além dos céus, o que os olhos não veêm
Para a mente, o que a emoção não dá
E ao coração, o que os pensamentos não creem
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