Teatrinhos

9 E o tempo passa...


Notas iniciais
Desculpe pela demora, mas minha internet deu problema, meu computador estava com vírus e eu fiquei com medo de acontecer qualquer coisa com o HD do meu PC... Gente... a Anahí casou. A Dulce nem estava lá, a Maite disse que não sabia a data do casamento... alguém foi nessa bagaça afinal? Bem, boa leitura,

Quando chegamos no apartamento, desabei no sofá e fechei os olhos.

– Roberta, você está bem? — Lupita perguntou e eu sorri.

– A mão está doendo? — perguntei.

– Está – respondeu Mia – Muito.

Abri um sorriso maior ainda e chamei-as para sentar comigo.

– Vocês são demais! — eu disse as abraçando – Lupi, pensei que sua missão de vida era curar as pessoas, não machucá-las!

– Mas foi alivivador – ela disse e nós três rimos.

1 mês e meio depois

As coisas ficaram tensas entre Diego e eu. Não nos falávamos mais, e as poucas vezes que nossos olhares se cruzavam, eram desviados rapidamente.

Miguel e Giovanni bem que tentavam amenizar a situação, mas nunca funcionava. Todas as vezes que eles puxavam algum assunto, respondíamos de má vontade, e eles desistiam. Éramos como dois estranhos.

Uma semana depois da minha decisão de tentar conviver civilizadamente com ele, Diego chegou no meu dormitório querendo falar comigo.

– E-eu... Roberta, eu não aguento mais ficar assim com você! Eu... olha, eu gosto de você, você é a menina mais linda, inteligente e divertida que eu já conheci! — dito isso, ele segurou minha nuca e me puxou para um beijo. Por mais que eu quisesse, não consegui demonstrar resistência nenhuma, cedendo ao beijo rapidamente.

Nos separamos por falta de ar e ele olhou nos meus olhos.

– Desculpa... — ele me disse e me beijou novamente. Dessa vez, eu separei o beijo.

– Diego... eu te perdoo. Já te perdoei a algum tempo pra falar a verdade... — disse e ele deu um suspiro de alívio – Mas eu não posso apagar tudo o que aconteceu! Você sabe que não vai ser fácil recuperar minha confiança, né?

– Sim, eu sei – ele balançou a cabeça

– Então me responda: por que beijou aquela garota?

– Isso eu não posso responder – ele disse depois de alguns instantes.

– E você quer recuperar minha confiança? — perguntei incrédula. Ele não respondeu. — Vai embora. Some da minha frente agora! Sai do meu quarto, do meu dormitório e da minha vida neste instante! — o expulsei e ele, hesitante e contrariado, foi.

Eu tinha ficado muito irritada com isso, e depois daquele dia, não o olhei mais. Depois daquele dia, tive certeza de que não gostava dele.

– Hey, Roberta! — Miguel chamou-me um dia, enquanto eu caminhava pelo jardim da YSA

– Oi Miguel – disse – O que foi?

– Bem, você sabe que eu e... os caras fazemos faculdade de música, né? — os caras... Miguel tinha evitado falar o nome de Diego.

– Sim, eu sei.

– Então, vai ter um festival e... e-eu queria convidar você e a... M-Mia – ele disse nervoso.

– Hum... — respondi escondendo um sorriso – E, imagino que Giovanni vá convidar a Lupita, não é?

– É – Miguel disse – Você pode avisar, ou melhor, pode perguntar pra Mia se ela quer vir comigo, quer dizer, com a gente?

– Bem, por que você não a convida cara a cara?

– E-eu – ele gaguejou e maneou a cabeça.

– Ok, eu falo com ela – disse e ele suspirou de alívio. Então, do nada, ouvi alguém gritar meu nome. E quem era? Se disse Mia, acertou! Ela veio correndo e quase derrubou Miguel no chão. Quando percebeu o que tinha feito, ficou vermelha igual a um pimentão!

– Eu preciso te... pedir uma... coisa – ela disse arfando.

– Ok, depois você fala. Conhece o Miguel? Ele tem uma coisa pra te perguntar, não é mesmo, Miguel? — eu olhei pra ele, que me lançava um olhar medonho e assassino. — Bem, já vou indo, tchau! — completei e os deixei lá. Os dois estavam vermelhos, mas como sabia que Mia tinha uma queda (ou um penhasco, melhor dizendo) por Miguel, não me importei.

1 dia antes do festival

Mia tinha aceitado o convite de Miguel, mas os dois ficaram tão sem-graça que mal se falavam.

Tudo estava indo bem. O presente de minha mãezinha tinha chegado, e eu não podia ter ganhado coisa melhor.

Era um carro!

Como eu já era maior de idade e já tinha minha carteira de motorista, não tive problemas com ele.

Meu pai tinha conversado comigo pelo skype um dia antes do carro chegar, e eu fiquei muito feliz em falar com ele.

– Não pense que eu esqueci do seu presente, ok? — ele me disse rindo.

– Ok! — eu respondi também sorridente.

Giovanni tinha convidado Lupita para o festival, e a convivência deles era totalmente o oposto da de Mia e Miguel. O festival foi motivo pra eles mandarem mensagens um pro outro, ligarem, e tudo. A única relação que não mudou nem um pouco, foi a minha com Diego, que nunca esteve pior. Ao invés de simplesmente me ignorar, ele estava me destratando, como se eu tivesse feito algo errado.

Miguel e Giovanni passaram em nosso dormitório para nos levar ao festival (como se não soubéssemos ir sozinhas), mas no fundo eu sabia que era só pra Miguel passar mais tempo com Mia, e Giovanni com a Lupita. Ou seja, meu cabelo vermelho serviu como as chamas da vela.

– Como vai ser esse festival? — perguntei.

– Bem, alguns alunos vão subir no palco e cantar, vai ter três juízes, eles vão dar as notas, e quem vencer a disputa, ganha um prêmio. — explicou Miguel

– Ah... — eu disse – Tipo... The X Factor, ou o The Voice?

– Sim, só que os artistas já estão selecionados, e é bem mais rápido – disse Giovanni

– Entendi... — disse e os dois voltaram a conversar com as meninas.

Mia estava toda feliz e animada, parece que nossa conversa mais cedo tinha ajudado.

"- Olha, Mia, eu sei que você tem um penhasco pelo Miguel, aliás, todos na Terra sabem, então, tira a vergonha da sua cara e fala com ele! Se não..."

Ok, foi mais uma ameaça do que uma conversa, mas o efeito foi bom, então...

Quando chegamos ao jardim, havia um palco, uma bancada de juízes e cadeiras espalhadas. Sentamo-nos em cadeiras em frente ao palco, porque tínhamos chegado com muita antecedência e não tinha quase ninguém lá.

Mia e Miguel sentaram lado a lado, assim como Lupita e Giovanni. Eu fiquei no meio dos dois casais com meu namorado, o celular. Éramos um casal muito mais bonito do que os que estavam aos nossos lados.

Comecei a jogar um jogo chamado "LinePop2", enquanto as pessoas chegavam e os meus amigos conversavam animados.

Depois de uns quinze minutos, baixei um aplicativo no meu celular e o abri. Era um aplicativo de velas, onde você escolhia a vela e a acendia. Segurei meu celular de modo que as pessoas que passassem à nossa frente vissem a vela queimando.

Algumas garotas passaram na minha frente e torceram o nariz pra mim, mas algumas, ao verem a vela, lançaram-me olhares compreensivos.

Virei-me para Giovanni e Lupita mostrando a vela, e eles logo se tocaram que eu tinha ficado excluída. Depois, virei-me para Mia e Miguel, e eles também pararam de conversar.

– Missão cumprida! — disse sorrindo, apaguei a vela e guardei o celular. Os quatro olhavam pra mim como se eu fosse louca, mas logo começaram a rir, e eu os acompanhei.

– Senhoras e Senhores, — disse um homem em cima do palco – bem vindos ao nosso festival de música do ano de 2015!

Batemos palmas e o cara fez uma leve reverência.

– Agora, vamos à primeira apresentação, Diego Bustamante, cantando sua composição: Quizá!

Quando Diego subiu no palco, meu coração acelerou. Não, eu não gostava mais dele, mas vê-lo daquele jeito...

Ele estava lindo, mas não tinha sido aquilo que me chamou a atenção. A expressão dele estava triste. Dava pra ver uma sombra em seu olhar, seus ombros estavam caídos, e um sorriso não estampava seu rosto como habitualmente fazia.

Seu olhar estava triste.

E estava voltado diretamente para mim.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.