Tease
8 Playing
Notas iniciais
Capítulo 7
♥ Playing ♥
Josie
— Responde para mim, mais uma vez, porque em todo o maldito inferno sangrento, eu concordei em vir a este jogo?
— Joze. — Meu melhor amigo bufa com impaciência. — Pare com isso! Achei que já tivéssemos passado por este assunto... — Ele revira os olhos. — Basta lembrar que você veio pelo Jamie, não pelo seu irmão.
Certo, Jesse parecia bem resolvido com isso, já eu não tinha tanta certeza. Eu vim a este jogo por um motivo, e seu nome não era Jamie Reynolds. Era demais para minha força de vontade ignorar gratuitamente a cara de cachorrinho sem dono do Jeremy hoje mais cedo. Assim como eu sabia que seria infinitamente improvável que eu conseguisse me sentar quieta por toda a porra do jogo, primeiramente porque eu sou uma fã inegável de futebol; em segundo lugar, porque eu sou a fã número um dos Huskies, e o jogo de hoje era contra o time da Universidade de Chicago, nossos maiores inimigos; em terceiro lugar, porque eu era completamente fã do Jeremy... O que?! Ninguém mandou aquele idiota ser tão bom no que faz.
Muito bem, além de todo o meu fanatismo, que provavelmente não está na ordem de importância correta, havia JJ, um dos meus melhores amigos, que se mudou todo o caminho da Califórnia para Seatte, basicamente, porque eu pedi. Sim, JJ era o melhor, assim como Jill e Jesse. Nós éramos inseparáveis desde o momento em que fomos apresentados no teste para fazer parte do cast de dançarinos de Starla Jones, dois anos atrás – os Fourjays, como fomos chamados pelos fãs de Starla, pois todos os nossos nomes começam com J.
Mas, por mais que eu amasse JJ, o considerasse como um irmão, e ele fosse inegavelmente o melhor Running Back que eu conhecia, não era por isso que eu estava aqui sentada na arquibancada, numa noite não particularmente quente, usando meu moletom cinza e roxo dos Huskies. Até porque, eu nem sequer consegui vê-lo jogar. No momento em que Jeremy pisou o primeiro pé no gramado; com sua calça de lycra branca, maravilhosamente apertada na bunda; sua postura imponente; e todo o time em seu encalço, ele foi a única coisa que eu vi.
Merda, ia ser um longo jogo...
>>>
Jer
Evitei contato visual com a arquibancada durante a porra do jogo inteiro, simplesmente por causa dela. Eu sabia o exato local em que Josie estava quando pus o primeiro pé no campo.
Eu não olhei para ela por dois motivos: 1- Eu sabia que olhar para Josie me traria lembranças, e eu realmente precisava ter minha cabeça no jogo completamente; e 2- porque eu sabia que algo estava seriamente errado.
Na verdade, eu senti que, alguma coisa em ter Josie aqui está noite, daria completamente em merda...
Com toda certeza, esse foi o pior jogo que eu já joguei, não em temos técnico, porque nós chutamos os traseiros daqueles pequenos filhos da puta, e os mandamos com o rabo entre as pernas todo o caminho de volta para Illinois, mas sim porque eu estava muito autoconsciente de algumas coisas.
Como, por exemplo, nos olhares estranhos que o treinador estava jogando em minha direção; em Dana, na beira do campo com todo o equipamento de líder de torcia a pleno vapor, gritando o meu nome, quando deveria ser Josie ali; e, finalmente, dos gritos da própria Josie.
O último trouxe um largo sorriso ao meu rosto, e eu respirei fundo. Apenas como nos velhos tempos...
72.500 lugares ocupados, e eu ainda podia ouvir sua voz, como se ela fosse a única na arquibancada. De certa forma, para mim, ela era. Eu ouvi cada grito, xingamento, vaia e arquejo de Josie, pois minha garota é uma torcedora das melhores.
Eu evitei jogadas de risco toda a porra do jogo, porque eu sabia que Josie odiava quando eu era derrubado, embora ainda assim eu tenha acabado no chão algumas vezes, estou lidando com uma parede de musculo afinal. Ouvi a reação de Josie da cada vez que isso aconteceu, e tudo que eu queria, realmente, era me levantar ir lá garantir a ela que eu estava bem. Foram as únicas horas em que eu me permitir olhar para ela, e me arrependia logo na sequência.
Ela não usava seu traje habitual de dois anos atrás, que consistia na minha camisa, com a porra do meu número atrás. Ao contrário ela trajava um moletom normal dos Huskies. Mas o que me tinha rangendo os dentes por toda a porra do jogo foi o grande filho da puta que encontrei com o braço ao redor dela.
Em determinado momento do jogo, Matt seguiu meu olhar até a arquibancada, e deu um tapa no meu ombro. — Merda, cara. — Resmungou do meu lado. — Olho no jogo. — Meu melhor amigo lembrou.
>>>
Tinha acabado, finalmente.
Nós ganhamos, o que era realmente bom, pois eu não conseguiria mais tempo disso, na verdade eu estava mais entusiasmado em bater no palerma com as mãos em Josie do que em jogar, e isso era bastante ruim para o time.
Quando o juiz declarou o jogo como encerrado, e eu vi Dana apontar seu primeiro passo em minha direção, deixei o campo, direto para o vestiário e para o chuveiro. Talvez agua fria fosse aplacar minha raiva, eu esperava que sim. Mas não aconteceu.
O que aconteceu foi que eu fui o primeiro a chegar, e um dos últimos a sair do vestiário. Eu sabia que Dana estaria do lado de fora me aguardando, mas não esperava que com ela estivesse boa parte das meninas do time de animação. Dana estava exibindo seu recém adquirido anel de noivado, com duas faixas de platina sustentando um enorme diamante cor-de-rosa, como ela descreveu. Eu apenas suspirei, era realmente tão brega quanto soava.
Tentei me esgueirar das tentativas de congratulações, mas as meninas podiam ser persistentes quando queriam, e me arrastaram bem para o meio do seu círculo ofensivo, jorrando coisas sobre casamento. Um ao qual eu estava sendo obrigado a comparecer, como noivo. Dana se pendurou no meu braço no exato momento em que suas mãos puderam me alcançar, e eu lancei um olhar de “Salve-me!” para o meu melhor amigo, mas Matt apenas deu de ombros. E isso foi quando Josie apareceu.
Timing mais fodido de todos os tempos.
O gigante, que eu tinha visto com ela durante o jogo, estava em seu encalço e parou do lado de fora do portão, quando o segurança deixou Josie entrar. De perto ele não parecia tão grande. De fato, ele era menor do que eu uns bons cinco centímetros, e com menos músculos também, mas ele ainda era ofensivamente grande perto de Josie, e isso me fez questionar seu eu parecia tão brutal ao seu lado, quanto esse idiota parecia.
Enfim, Josie caminhou para o local na saída do vestiário, e todo o time, digo, TODO mesmo, comemorou sua entrada, exceto eu, que estava no meio de uma situação ruim.
— Porra! — Gritou Zack animadamente. — Josie Gibson está de volta, pessoal!
Todo mundo foi lhe cumprimentar e deixa-la saber o quanto sentiam sua falta. Aqueles eram os meus amigos, mas éramos tão grudados que eles haviam se tornado em amigos dela também. Matt deu um abraço apertado nela, levantando-a do chão – tática que ele costumava usar para me provocar – e Josie riu, como sempre fazia. Mas eu não consegui me importar com isso, neste momento, tudo que eu vi foi o olhar de pena que me amigo me jogou por cima do ombro dela.
Então o treinador Collins saiu do vestiário com o novato. Josie se virou para eles e abriu seu sorriso de uma milhão de dólares.
— Hei, treinador! — A distância, ouvi ela cumprimentar.
— Josie! — Ele exclama de volta com um sorriso no rosto, e lhe dá um abraço. — Ouvi dizer que estava de volta. Bom. Fico feliz que reaprendeu o caminho de casa.
Então o treinador bagunça o cabelo dela, como os pais sempre fazem, e sai para fazer seja lá o que ele tem para fazer. Josie observa ele ir com um meio sorriso, antes de virar e, com um, agora enorme, sorriso estupido, gritar: — Quem é o melhor? — Para o novato.
Jamie sorri brilhantemente para ela.
— Quem você acha que é? — Brinca.
Eu apenas travo os dentes e assisto quando eles batem as mãos juntas e Josie exclama “Eu sabia que você conseguiria, porra!” ates que Jamie a alcance e abrace, como Matt fez, envolvendo sua cintura e a levantando do chão.
Minhas mãos se torcem em punhos, e eu dou um passo na direção deles, chamando a atenção de Josie, de Dana e de Matt. De onde eles se conhecem? Roda na minha mente, mas é Dana quem me faz uma pergunta.
— O que foi?
E, ao mesmo tempo, Matt me lança um olha gélido que diz “Fica na sua, porra!” e caminha até Josie.
Eu respondo um ‘nada’ quase rosnado a Dana, que segue conversa com suas colegas como se nada realmente tivesse acontecido.
Matt desvia a atenção de Josie para fora de Jamie Fodido Reynolds.
— Hey, Josie. — Ele chama, e eu começo a mentalmente me lembrar de agradecer a ele, quando ele continua com: — Você está vindo para a festa, não é? — E eu tenho vontade de mata-lo.
Josie em festas, é como um terremoto no meio de Nova Iorque: destruição em massa.
Antes que Josie possa responder, Jamie exclama: — Merda! Claro que sim!
Então ele se abaixa e posiciona o ombro contra o estomago de Josie, a jogando por cima do ombro, antes de lhe dar um tapa estalado, bem. Na. Bunda.
Porra!
— Vamos lá Jojo, temos uma comemoração a fazer.
E, assim, eu estava FO-DI-DO com todas as letras. Eu entraria numa briga ainda essa noite.
Jamie sai andando com ela jogada como um fardo sobre o ombro.
Quando eles estão passando pelo portão, Josie levanta a cabeça e olha diretamente nos meus olhos, reconhecendo minha presença pela primeira vez na noite. Ela sorri tristemente e me dá um aceno.
— Bom jogo! — Sua boca forma as palavras sem som.
E eu fico congelado no meu lugar, apenas a assistindo ir. Essa foi a primeira vez que não foi nos meus braços que ela se jogou, e isso estava me matando.
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Outra fic que escrevo com a minha irmã ->
Logan Heidy está vivendo por sua família desde que sua mãe os abandonou aos dez anos. Sua vida foi de tudo, menos fácil. Ele tem dois empregos e quatro irmão pelos quais se sente responsável, ainda mais agora que um deles está doente. Ele certamente não quer e não tem tempo para cuidar de mais ninguém. Mas uma noite, quando vai buscar seu irmão bêbado em uma festa, se depara com alguém que ele vai querer cuidar mais do que qualquer coisa.
Loren não precisa de sua caridade, ela precisa apenas se sentir segura, o que se torna muito difícil quando ela pula cada vez que um homem passa perto dela. Depois daquela noite, Logan é o único cara que não da arrepios desagradáveis em sua pele, pelo contrário. Quando o assunto é Logan, os arrepios são muito, muito bons.
O único problema é que ele acha que não pode toca-la, mesmo que ela queira isso mais que tudo. Loren não quer mais ninguém fazendo isso, só quer ele, que Logan Heidy a toque como somente ele faz.
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