Tears Of Blood
1 O sonho da menina que chora.
“Ela esta lá, olhando para o mar, seus olhos refletiam uma dor profunda que ela sentia, lagrimas de sangue ela derramava, enquanto olhava fixamente para o horizonte.”
Esse era o sonho que eu tinha quase todas as noites aquela mesma garotinha de aproximadamente cinco anos de idade ela sempre estava sozinha enquanto chorava, eu não a conheci nem muito menos sabia seu nome, única coisa que era certa era a sua dor, mas o motivo pelo qual eu tinha aquele sonho ainda era desconhecido de mim.
Chamo-me Yancha, estou no 3º ano do ensino médio e estou a pouco de terminar meus estudos, desde o começo do ano eu ainda não me acostumei com minha nova turma, tive que mudar de colégio por motivos de brigas que aconteceram comigo, a minha nova turma é boa, mas não tenho muitos amigos nela, o único que eu conheci foi o Eric, ele vai sempre à minha casa, e chega a ser legal, menos quando o assunto é mulher, ele é uma negação.
O festival de primavera esta se aproximando, mas não estou muito animado para ir, já que todos os meus amigos estão na outra escola, e não sei se o Eric estaria a fim de ir comigo, toda manhã ele passava na minha casa para irmos juntos ao colégio, que não era tão longe de onde eu morava. Eu ia aproveitar a oportunidade para perguntar se ele ia.
Minha casa era bem grande, e tinha vários quartos, era casa de herança do meu falecido avó, ele era um monge budista que tinha viajado para índia e resolveu deixar tudo o que tinha com meu pai, fora meu pai, eu moro com minha mãe e uma irmã mais nova que estuda na mesma escola que eu, sendo três anos mais nova.
Não demorou muito naquela manhã até Eric chegar, eu já o estava esperando enfrente ao portão.
- Bom dia senhor Akabane – Me cumprimento ele com um sorriso que ia de canto a canto de sua boca, embora fosse muito mais baixo que eu Eric tinha um tipo atlético bem mais desenvolvido, enquanto eu era muito magro.
- Você sabe que eu odeio quando me chamam pelo sobrenome – Falei com a cara fechada, eu realmente não gostava do meu sobrenome, e evitava falá-lo em publico.
- Não sei por que motivo que você não gosta do seu sobrenome, mas tudo bem temos que chegar mais cedo hoje para arrumar a classe, ficamos com esse trabalho hoje.
Eu e o Eric éramos alunos nota 10 da classe, algumas pessoas nos consideravam irritantes e metidos, só por sempre tirarmos as maiores notas, eu não me dava bem com ninguém a não ser ele, então se de nada me importava às opiniões alheias.
Da casa até a escola era aproximadamente 10 minutos, não demoramos muito a chegar, fomos direto para sala deixar ela pronta para quando o professor chega-se, era essa mesma rotina todos os dias, minha vida estava um tédio, eu esperava que o Eric aceita-se ir comigo para o festival de primavera, para ver se saia um pouco da rotina, foi então que eu resolvi fazer o convite:
- Eric, você vai para o festival de primavera? Fiquei sabendo que vai ser muito bom esse ano – Eu estava com o apagando o quadro enquanto falava então não olhei qual reação ele teve.
- Eu não sei se eu vá você vai com os seus amigos da outra escola? – Me perguntou ele.
- Na verdade eu queria te chamar pra ir, já que perdi o contato com boa parte dos meus antigos amigos. – Dessa vez eu parei para ver a sua expressão ele parecia surpreso com o convite.
- Então nesse caso, é claro que eu vou! – O Eric ficou realmente feliz com o convite, acho que ele nunca pensou que eu o convido-se para ir a uma festa comigo.
A aula foi à mesmice de sempre, nada de empolgante para fazer, apenas trabalhos, trabalhos e mais trabalhos, logo chegaria o fim do ano e eu estaria fora da escola para sempre, e não tinha planos para entrar em nenhuma faculdade, eu estava querendo aproveitar um ano de férias sem nenhuma preocupação, para pensar o que faria da minha vida dali em diante.
No caminho para casa o Eric não parou de falar nos preparativos que ele faria para a festa, acho que ele nunca havia ido a uma antes, já que ele era do tipo nerd, que não tinha o costume de sair. Eric pouco falava sobre sua família, seus pais, seus parentes, mas eu também nunca me interessarei em pergunta, ele tinha sido o único que de inicio falou comigo, para mim isso já era o bastante para considerá-lo um amigo.
- Então como você vai vestido? –Me perguntou ele, ainda falando a respeito da festa, ele estava mesmo empolgado.
- Eu vou com qualquer coisa que eu ver na hora, cara você nunca foi a uma festa? – Perguntei ironicamente.
- Na verdade não! – Sua face mudou completamente quando eu fiz a pergunta, ele agora estava triste e cabisbaixo.
- Então será a sua primeira festa, e quero que você aproveite pra valer. – Eu não sabia que tipo de vida ele havia levado, mas me senti mal pro o fazer ficar tristonho.
Chegando em casa eu fui direto ao meu quarto, tava exausto, e com fome,mas eu precisava mesmo era descansar.
Acabei caindo em sono mais uma vez, e enquanto dormia tive o mesmo sonho da noite anterior, só que com um diferencial a garota falou comigo.
A sua frase foi bem assustadora “Salve-me desse inferno em que vivo Yancha-kun, mostre-me como sorrir mais uma vez, por favor,” com isso ela derramou mais uma lagrima de sangue no chão, e eu acordei assustado, e suando muito frio.
Eu pensei que estava enlouquecendo, como não tinha ninguém em casa, resolvi ligar para o Eric, e perguntar se ele gostaria de passar à tarde lá, peguei o celular e disquei seu numero.
- Alô! – Disse ele no outro lado da linha.
- Alô Eric, sou eu Yancha, se você não tiver fazendo nada, porque não... – Um ruído na linha me interrompeu, o ruído foi ficando mais e mais alto, até que eu consegui ouvir a voz da garota dizendo “Salve-me desse inferno em que vivo Yancha”.
Desliguei o telefone e lanceio longe, aquilo já estava ficando completamente estranho, a televisão do meu quarto ligou sozinha e começou a passar no noticiário à seguinte noticia:
“A 2 meses a garota Emily saio de casa e não retornou mais, ela estava com seu tio, que diz que a menina se distancio dele e der repente sumiu, a policia está investigando o caso.”
A foto da garota mostrada no noticiário era a mesma que eu via no meu sonho, senti como se tudo tivesse desaparecendo, e meu corpo foi ficando frio, como poderia aquilo está acontecendo?
Peguei minha mochila e resolvi ir na casa do Eric, eu realmente precisava contar aquilo a ele.
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