Tearing Me Apart
22 back to life
Notas iniciais
Catarina’s POV
Já era quase 8 horas e nem minha roupa eu tinha escolhido, eu estava tão nervosa. Peguei a primeira troca de roupa que vi pela frente e me vesti (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=44557616&.locale=pt-br) sai correndo de casa, já eram quase 08h30min e eu só conseguia correr e correr, parecia que aquele quiosque a cada passo que eu dava ele se distanciava mais ainda de mim.
– oi – eu disse ofegante, finalmente consegui chegar até onde ele se encontrava.
– oi – ele me deu um beijo na bochecha, ele ainda parecia meio triste.
– sabe, aquilo que aconteceu entre nós ontem, foi coisa de momento. – eu estava nervosa, eu não consegui pensar em mais nada para falar a ele.
– eu sei. Isso. Exatamente isso que eu precisava te falar. – ah lógico Catarina, por que algum minuto você pensou que ele discordaria de você? Afinal éramos apenas amigos. Como eu sou idiota.
Ele estava com uma expressão super triste, estava com medo do que ele vinha a falar.
– hoje cat, eu estava conversando pelo telefone com minha mãe. Ela comprou minhas passagens de volta pra Holmes Chapel.
– não! – oh deus, não mesmo ele não poderia me deixar, não poderia. Eu senti meus olhos começar a marejar. – não vá, por favor. –eu nunca conseguiria impedir ele de me deixar, mas ao menos eu tentei.
– mas calma, eu vou daqui 15 dias. Ainda podemos nos ver bastante, sem contar que você poderia passar o resto de suas férias na Inglaterra cat, se eu não me engano você ainda tem mais uns dois meses de férias. – 15 dias, 15 dias para eu ficar incompleta. Mesmo eu não tendo ele como desejava, como amigo bastava. Pelo menos eu o teria perto de mim, mas agora ele iria embora e isso fez com que eu começasse a chorar.
– eu não posso ir pra Inglaterra, não posso – disse entre lagrimas.
– você pode, mas não quer. – aquelas palavras me machucaram, era a pura verdade. Se eu fosse pra lá depois de dois meses eu teria que voltar, isso seria mais doloroso do que ser deixada. Fique calada, não tinha como eu contestar aquela afirmação.
Ele não me disse mais nada, apenas olhou nos meus olhos. Seus lindos olhos pareciam tristes e decepcionados. Ele chegou perto de mim, deu um beijo em minha testa e voltou a olhar meus olhos, uma lagrima ele derramou. Ao ver aquela lagrima descendo sobre seu rosto eu me multilava por dentro. Ele se virou e se foi.
Eu precisava dele, mas não aguentava mais ser apenas sua amiga, não aguentava mais ser só amiga do Harry. Eu o amava, demais.
Harry´s POV
Meu mundo parecia estar chegando ao fim, a menina que eu mais amo me deixaria ir embora sem sua companhia. Eu queria ficar, pelo menos por mais um mês, mas não podia. Minha mãe não podia ficar sem mim naquele momento difícil de sua vida, ela precisava que eu estivesse ao seu lado, precisava de meus carinhos antes de se deitar. Aqueles poderiam ser seus últimos carinhos.
Eu andava pela praia, sozinho, não queria chamar atenção. Eu chorava, as lagrimas pareciam aliviar o turbilhão de sentimentos tristes que tomavam conta do meu coração, da minha alma e de toda a minha mente.
Olhei para o mar, ele parecia agitado, o tempo estava ruim. Sentei-me na areia bem perto da água, mas não o suficiente para que ela me molhasse. Não deu nem meia hora que eu estava ali e a chuva já começava a cair, ela estava começando a ficar forte.
Pensei por um momento em não voltar hoje para o hotel, passar a noite na areia com a chuva me acompanhando não seria uma má ideia. Já eram quase 11 horas e eu decidi voltar para o hotel. Eu poderia no caminho passar em um bar e comprar algumas bebidas e beber com esperanças de alguém me impedir de continuar, mas ninguém faria isso por mim. Eu poderia passar em uma boate e ficar por ali mesmo, beijar algumas meninas sem compromisso, mas elas seriam vadias demais e provavelmente pediriam para ir pro meu quarto do hotel. Eu poderia passar a noite sozinho ouvindo “Summer of 69” repetidamente, desejando que a letra da musica pudesse se encaixar a essas férias, mas seria impossível. Eu também poderia passar em uma locadora de filmes e alugar um romance, passar a noite chorando por não ter a Catarina comigo. Decidi alugar um filme de terror e um de comedia, assim eu poderia morrer de rir e por fim morrer de medo por estar assistindo sozinho.
Me levantei e comecei a andar em direção à locadora mais próxima, chegando lá logo escolhi os que tinham a capa mais interessante. “Uma noite muito louca” e “A chamada perdida”, esse seria meu divertimento durante a noite, eu poderia me distrair, quem sabe.
Paguei, e fui para o hotel. Cheguei à recepção, a recepcionista veio falar comigo, achei estranho não tinha motivos para isso.
– senhor Styles – senhor? Ok né – tem uma pessoa no seu quarto, ela já está lá mais de uma hora. Ela tinha entrado com o senhor Malik, mas ele saiu sem ela. Se aconteceu algo lá no quarto, por favor, nos avise. – espero que o Zayn não tenha matado a Caroline no nosso quarto do hotel, ao pensar isso dei uma risada de leve.
– tudo bem é... – olhei em seu crachá e li seu nome – Gabriela, pode deixar que eu aviso se algo tiver acontecido, obrigado. – deu um sorriso torto e fui em direção ao elevador.
Abri a porta do quarto, todas as luzes estavam apagadas. Não parecia ter ninguém, fui em direção ao banheiro para conferir melhor, mas nada encontrei. Abri a porta da varanda e vi Catarina praticamente deita na cadeira, ela dormia. Seus olhos pareciam cansados e inchados, talvez ela tivesse chorado por um bom tempo. Fiquei a observando, seus cabelos, ondulados, caiam perfeitamente sobre seu rosto. Ela estava linda, como sempre, mas estava torta naquela cadeira dura. Peguei-a no colo e coloquei sobre uma das camas. Meu celular tocou alto, fazendo que ela acordasse, ela Louis.
– mano, não vou dormir em casa hoje ok? Vou ficar na casa da fer qualquer coisa liga no meu cel ou no cel dela. – ele parecia estar vomitando suas palavras.
– tudo bem, se cuida e cuidado.
– pode deixar.
Desliguei o telefone, ela me observava.
– Harry, eu preciso de você. – disse enquanto me abraçava, é eu também precisava dela, mas, queria algo mais do que apenas amigas, eu queria voltar a ser o que eras antes.
– eu preciso mais. – eu disse olhando em seus olhos.
– posso ficar a noite aqui? – é lógico e visível que eu nunca negaria um pedido desses vindo dela.
Apenas sorri, acho que ela entendeu meu sim.
– tem uma condição pra você ficar aqui. – percebi ela estremecer
– eu faço qualquer coisa. – eu logo pensei em besteira e acabei rindo.
– você vai ter que assistir comigo os filmes que eu aluguei. — mostrei a ela as duas caixinhas de filme.
– nossa, que condição difícil de cumprir. – irônica ela pegou os da minha mão. – primeiro o de terror.
– tudo bem. – eu disse e ela se levantou rapidamente indo em direção ao DVD.
O filme já estava começando a ficar tedioso, não tinha entendido muita coisa, pois eu só conseguia ficar olhando pra ela. O jeito que ela se assustava era fofo, seus olhos olhando fixamente a tela enquanto eu desejava que eles estivessem olhando fixamente aos meus olhos. Ela percebeu que eu estava no tédio total, graças a Deus.
– Harry, eu queria te perguntar uma coisa.
– pode perguntar Cat.
– por que você não fica até o fim das férias aqui?
Eu não consegui me conter, quando percebi meus olhos já estavam totalmente cheios de lagrimas, doía profundamente só de pensar o jeito que minha mãe se encontrava,
– uma semana depois que eu cheguei aqui minha mãe descobriu – eu nesse momento já estava soluçando, ninguém um dia deseja falar isso – que ela esta com câncer, ela está ficando muito debilitada por causa do tratamento e eu preciso ir ficar com ela, não se ela vai aguentar até o fim das férias.
– por que você não me contou isso antes? – ela me disse secando suas lagrimas.
– pra que? Pra você ficar com dó de mim igual o Zayn e o Louis? – eu disse quase gritando, lembrei-me do dia em que contei aos meninos, não foi nada legal.
– você sabe que pode me contar tudo, você sabe que pode confiar em mim?- ela me abraçou- Eu te amo Harry, sempre que você precisar eu estarei aqui. Sou pra sempre sua melhor amiga – sussurrou em meu ouvido e apertando ainda mais o abraço. Amiga, aquela palavra não era o que definia ela, pra mim.
Eu não conseguia dizer nada, apenas chorava. Saber que minha mãe pudesse me deixar a qualquer hora não era fácil. Com ela ali me abraçando, percebi que precisava dela mais que eu sempre imagine, percebi que ela era tudo que eu mais queria comigo, percebi também que deixei escapar a menina que mais me entendia. Eu precisava dela comigo principalmente agora, que minha mãe estava tão doente.
– Catarina, eu te amo, muito. – olhei no fundo dos olhos dela, ela olhava nos meus enquanto secava minhas lagrimas. – volta comigo?
Ela ficou em silencio sem reação. Resolvi falar tudo que precisava a ela.
– durante esse tempo que fomos apenas amigos, eu percebi que preciso de você mais do que uma amiga. Eu preciso de você sendo só minha, preciso de você sendo tão minha quanto eu sou seu. Não quero mais ser seu amigo, quero ser namorado, SEU namorado.
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