Notas iniciais
Primeira fic *-*
espero que gostem, boa leitura!

Era quase meia noite, eu estava sozinha. Meu celular toca:

– Aff Fernanda, qual é o motivo para você estar atrapalhando meus pensamentos da noite?- disse irritada.

– to sem sono vadia, vamos fazer alguma coisa?- ela disse toda animada.

– tipo?

– não sei, desce aqui no meu AP, ai combinamos...

–ok, vou me vestir. Daqui 15 minutos estou ai- desliguei sem dar tchau.

Eu e a Fer somos amigas há muito tempo, pois moramos no mesmo prédio desde criança. Ela era muito tímida antigamente, mas depois que venceu essa “timidez” dela não para mais em casa. Eu como sou uma ótima amiga, acompanho ela em todos os roles.

Moramos a quatro quarteirões da praia de Malibu. Há vários benefícios em morar em cidade de praia, um deles é que ficamos rodeadas de gatinhos surfistas e skatistas. Morar com o pai pode parecer a coisa mais chata o mundo, mas quando se tem um pai como o meu, digamos que é até muito legal. Minha mãe mora em Holmes Chapel- Inglaterra desde quando eu tinha quatro anos, às vezes vou passar minhas férias lá, mas não sou muito chegada em dias frios e chuvosos.

Nunca fui chegada em ter relacionamentos sérios, acho que nenhum garoto me deu um real motivo para ficar com ele, somente com ele. Tive um “namoro” quando tinha 13 anos, durou apenas dois meses e meio. Mas tudo bem, com tantos gatinhos e turistas lindos em Los Angeles, quem seria maluca de namorar aos 16 anos?

Agora estava eu indo para meu closet escolher uma roupa para me encontrar com a Fer, mais uma noite de diversão me esperava graças a minha amiga linda!

Me troquei rapidinho — (www.polyvore.com/cgi/set?id=41439593&.locale=pt-br) , passei um lápis , um blush e um gloss transparente e fui para o elevador.

Cheguei no 7° andar, toquei a campainha do AP da fer, ela me receber com um beijo e já foi logo falando o que íamos fazer:

– Cá, vai ter uma festa super top, cheia de gatinhos vamos?- ela disse toda animada, como sempre.

– Toda vez você diz que vai ser super top, e quase nunca é.

– Ah amiga lógico que vai ser legal, se divertir um pouco é sempre bom, e também já estamos arrumadas.

– Ok, mas com uma condição.

– Manda.

– Que eu durma aqui na sua casa depois, meu pai foi pra NY em um congresso e estou sozinha- disse fazendo uma cara de cachorro perdido.

– Você sempre dorme- ela riu- vamos a festa já começou!- ela disse toda animada.

Fomos para a festa andando, era na avenida da praia, não era muito longe, mas meus pés ao chegar na festa já estavam um pouco cansados. A festa estava em, uma escala de um a dez, sete. Tinha varias meninas se esfregando em meninos que aos meus olhos pareciam fúteis, algumas meninas de biquíni e totalmente molhadas, deviam ter pulado na piscina. Estava perto da escada quando avistei a Carol, e fui falar um oi para ela:

– Oi né, Carol. –nem terminei de falar e ela já tinha saltado para cima de mim me abraçando.

– Que saudade nega, você ta linda em!- a Carol tinha mania de chamar as amigas mais próximas dela de nega.

– eu e vi ontem, já esqueceu? Você com certeza está muito mais bonita que eu. – e ela realmente estava.

– não esqueci não nega, é que mesmo assim sinto sua falta.

Conversamos sobre estarmos na ultima semana de aula, e logo um menino já veio “chamar” ela, digamos que eles sumiram.

Fiquei meia sozinha, a fer já devia estar dando uns pegas em algum gatinho, como sempre. Resolvi ir pegar uma bebida para me animar um pouco, assim que passei pela escada avistei um menino muito bonito sentado no ultimo degrau, eu tive a impressão que já conhecia ele de algum lugar, mas não lembrava de onde. Peguei uma caipirinha de Vodka com abacaxi. Avistei a Carol, ela estava beijando o mesmo menino que a minutos atrás tinha lhe chamado para dar uma volta.

Quando eu estava voltando vi aquele mesmo menino bonito na ponta de cima da escada, resolvi ir falar com ele para saber o motivo de estar sozinho ao invés de ir se divertir, mas antes que eu desse o primeiro passo para subir os degraus, Jake me puxou forte.

– fica comigo Cá, por favor?- ele disse com a mesma cara linda de sempre

– eu já te disse que eu não quero, já disse, você está surdo?- eu disse brava- você é um idiota, vá beijar suas patricinhas maníacas por marca e outras coisas fúteis. — disse e sai dos braços dele, voltei para a cozinha e peguei mais um copo da mesma batida de antes.

Eu já estava ficando meio tonta quando resolvi subir de vez e ir falar com aquele menino, cada degrau parecia que tinha 1 metro a mais de escada para subir, devido o fato de eu estar meio tonta. Nunca fui forte quando se trata de bebidas.

Cheguei até o degrau que o menino bonito se encontrava, ele parecia mais bonito de perto. Tinha cabelos castanhos, ondulados e um estilo que qualquer menina se derreteria ao vê-lo.

Sentei ao seu lado e quando ele olhou para mim, eu praticamente entrei em transe, aqueles olhos verdes/azuis me deixaram sem fôlego. Ele sorrio para mim, acho que ele estava a fim de me matar né, seu sorriso parecia ter iluminado meu dia de tão perfeito. Eu fiquei o encarando por um tempo, quando finalmente resolvi quebrar aquele silencio constrangedor:

–Oi, vi você aqui sozinho e resolvi falar com você. — eu disse ainda em transe, aqueles olhos lindos pareciam me levar pra longe da terra.

– Oi, hoje não estou muito a fim de me divertir, estou cansado cheguei de viajem e meus amigos me arrastaram para essa festa contra minha vontade. – ele disse com uma voz meio rouca e com um pouco de sotaque.

– Então temos algo em comum, minha amiga também me arrastou até aqui- eu disse apoiando meus braços em minhas pernas. — aceita? – ofereci minha batida a ele.

– aceito sim, eu estava com preguiça de ir pegar a minha, e já que uma menina linda como você me ofereceu, não vejo motivos para recusar. — ele disse fazendo minhas bochechas ficarem mais vermelhas que o blush que eu tinha passado.

– Eu tenho a impressão que te conheço de algum lugar.

– Acho que não, não moro em Los Angeles. Afinal, aceitei bebida de uma menina que eu nem sei ao menos o nome. — ele disse bebendo mais um pouco de minha batida.

– Meu nome é Catarina, mas todo mundo me chama de Cá.

– Nome bonito, eu vou te chamar de Cat, pra diferenciar sabe. — ele me parecia ser muito simpático até então.

– e o seu, qual é o nome do menino que bebeu minha bebida inteira?- eu disse rindo um pouco.



Notas finais
Reviews por favor!
quero saber se gostaram, comentem no tt tambem @SorriaHarry