Tear Down My Reason

1 Você vale cada segundo


Olhando para o lado, ao me deparar com aquela presença masculina.
Um homem alto, um homem forte, mas apenas um homem.

Nossas peles suadas brilhando com a luz fraca que entra pela porta do quarto, não posso ignorar que logo minha amiga a qual divido o apartamento chega.

Não sei exatamente o que fazer, todos ao meu redor namorando, ou casando, até minha mãe está em seu terceiro casamento, e eu... Acabei de terminar mais um namoro.

E lá vamos nós de novo.

O rapaz que havia acabado de conhecer, escorregando por entre minhas pernas de novo. Devo admitir, ele sabe ser muito bom no que faz. Alto, forte, suas mãos firmes segurando meus quadris largos e finalmente, seu membro. Não muito grande para me machucar, nem pequeno que quase não o sinta, num tamanho confortável, apenas fino. O deixo aproveitar o quanto quiser, já que o máximo que posso oferecer a ele são orgasmos intensos e um copo de água.

Giro em seu corpo então e sento por cima dele, o enfiando dentro de mim sentava com vontade, começando então a rebolar e cavalgar em cima daquele falo, deslizava de cima a baixo, o enfiando com força enquanto debruçava o corpo por cima dele, e logo que olhava nos olhos finalmente me dava conta.

Por mais que tentasse, nenhum homem seria ele.

Passado

— Matt, você logo vai encontrar alguém que realmente valha a pena. Essa loira modelete não é quem você precisa e ela não é a mulher ideal pra você.

— Sinceramente? Eu nem quero alguém por enquanto. Estava bem solteiro antes, estarei bem solteiro agora.

Pegava então um copo de whisky enquanto olhava Matt nos olhos, apenas tentando desvendar qual era os sentimentos dele ali, naquele momento. Logo vinha ele, muito maior que eu, com toda sua força e presença, e tirava aquele copo de minha mão.

Era um bom amigo, meu melhor amigo a muitos anos, mas absurdamente super protetor, principalmente que nos conhecemos desde quando eu estava no colégio e ele começou a frequentar nossa casa por ser amigo da família.

— Vai desistir de se reproduzir só porque uma mulher não te quis?

Ouvia a gargalhada de Matt ecoar pelo quarto dele até finalmente ouvir sua resposta.

— Não mesmo! Ainda irei fazer isso, só não vou me relacionar com alguém... E claro, estou chateado, mas ela me acha ocupado demais para um relacionamento.

Me joguei então na cama de Matt, e enquanto enrolava uma mexa de cabelos negros nos dedos sorria para ele sem deixar transparecer tudo o que pensava.

— Ela é louca de terminar com você por isso, você vale cada segundo.

Atualmente

Estava no banho quando ouvi Nikkie chegar em casa do bar, então ia até ela correndo com o celular nas mãos, o entregando para ela enquanto sorria batendo palmas.

— Nik, ele está vindo! Ele quer me ver!

— Daph... Quem está vi... – Nikkie olhava a tela do celular e deslizava vendo as ultimas mensagens. Sorria para mim quando devolveu o celular. – Vocês têm muito o que conversar ne?! Faz quantos anos?

— Fazem quatro anos que não vejo esse desgraçado... Eu havia acabado de fazer 21 anos quando ele viajou.

— Ele sabe que você está solteira né?!

— Claro, ele disse que eu precisava dele quando contei, e agora ele está vindo.

— Sabe o que ele quer, não sabe?

Dando de ombros, sabia que toda minha família pensava que ele e eu tínhamos algo, sempre pensaram.

— Nós sempre fomos só amigos, ele sempre foi meu melhor amigo. Nada mais.

Pegando o celular, ia até a cozinha pegando uma cerveja e a abria.

Alguns goles, ficava repassando as mensagens. Realmente morria de saudades dele, e tinha certeza que ele também estava. Encarava as palavras de consolo dele enquanto respirava fundo, mas leve.

“Eu nunca confiei nele, sempre soube que ele era assim. Você que ficava aceitando as loucuras dele”.

Desde quando conheci Matt, e nos aproximamos, ele já era um homem feito, e sempre um estava namorando e o outro não.

Mas a ultima vez que nos vimos, após meu aniversário, eu estava indo morar com meu ex namorado, e Matt resolveu se mudar a trabalho.

Logo era retirada de meus pensamentos, minha colega de bebedeira queria uma companhia, e lá estava eu. Dava então o ok para ela ir até a minha casa, aproveitando então o momento em que teria até ela chegar para colocar uma roupa.

— Nik, a Pam vai vir aqui.

— Ai, agora?
— É... Vai ficar aqui com a gente?
— Não, vou dormir. Divirtam-se.

Logo ouvia o interfone tocando, então ia até a porta o abrindo.

Graduação, Pós Graduação em andamento, trabalho, e sempre no mesmo endereço.

Assim que Pam chegava, via sua sombra na porta.

Ela era uma mulher muito bonita, não sabia porque ela vinha pra cá ao invés de arrumar algo com um dos homens do bar.

Pam era mais alta que eu, tinha os cabelos vermelhos vivo, os olhos pretos, seios pequenos e cintura fina, era realmente bastante magra comparada a mim.

Sabia muito bem o que ela queria aquela hora no meu apartamento, e apesar da euforia de ter Matt ali em alguns dias, também tinha minhas necessidades.

Caminhava até a garota enquanto colocava as mãos em seu pescoço, a puxando para mim enquanto lhe beijava os lábios cheias de desejo por ela.

— Daph... Eu tinha vindo te chamar para sair... – Ela sorria entre os beijos enquanto ia caminhando e encostando a porta.

Puxando a ruiva para o quarto, enquanto já ia ao mesmo tempo me desfazendo das roupas, uma peça de cada vez.

Logo que chegamos ao quarto, completamente escuro, fechava a porta colocando a garota sentada na cama, então ficava de joelhos a sua frente e começava a deslizar a calcinha pelas pernas dela, já olhando sua intimidade ali, prontinha pra mim.

— Desculpa Pam, mas eu não quero sair hoje.

Separava então suas coxas e começava a deslizar os lábios dos joelhos até que finalmente encontrei seus lábios, os separava com a ponta dos dedos e começava ali a me deliciar em seu gosto.

Quando olhava pra cima, via apenas o contorno do corpo da mulher, se curvando ao prazer que eu lhe oferecia. Enfiava então dois dedos dentro da garota, ao mesmo tempo em que a chupava cheia de desejo.
Mais um pouco daquilo e logo voltava para cima, beijava sua boca com desejo e assim que subia na cama, já enlaçava nossas pernas, colando nossos sexos e nos esfregando ali.

A noite estava só começando.