Teacher

2 Capítulo 1


Notas iniciais
Olá, olá. Fiquei muito feliz com a recepção que a fic teve (juro que achei que não teria nenhum leitor kdjfj). Enfim pessoal, esse capítulo está meio ruim, mas é que eu DETESTO começos de fics, sempre são chatos de escrever, e está bem pequeno também, mas prometo compensá-los nos próximos capítulos. Espero que me perdoem. Comentem por favor, para eu saber se devo continuar. Beijos até a próxima.

– Me chamo Oliver Queen e sou o professor de Química Aplicada, a partir de hoje teremos várias aulas então gosto de manter um relacionamento amigável com meus alunos. Se precisarem de qualquer coisa é só me procurar, certo? – ele falou com uma seriedade e postura sem tamanhos e me esforçei para não deixar transparecer que aquele homem havia me deixado de boca aberta.

– Retire tudo o que eu disse sobre a única parte chata de cursar Engenharia Mecânica era por ter muita química e física – falei baixinho olhando para Oliver.

– Ih olha lá – presto atenção em Sarah – Ele é casado.

– Como sabe? – perguntei não querendo no mesmo momento ver a aliança em seu dedo.

– Não sei se reparou, mas ele usa aliança na mão esquerda – Sarah enfatizou o esquerda para afirmar que ele tinha uma esposa. Dei de ombro estressada.

Oliver começou a dar aula e eu não consegui me concentrar, aquilo com certeza não era normal, eu sempre encontro com homens bonitos afinal existem em todo lugar, mas não era só como eu achasse ele bonito. Estava sentindo exatamente a mesma coisa que senti quando vi Roy, porém com uma grande diferença: Roy e eu tínhamos a mesma idade. Roy era solteiro. Oliver é mais velho, meu professor e casado, o que faz com que tudo seja mais perigoso, difícil e ao mesmo tempo seduzente. Enquanto Oliver falava, cheguei à conclusão de que precisava provar, precisava ver se ele era tão bom quanto aparentava ser. Era isso o que eu queria.

A aula passou voando, todos saíram da sala e eu e Sarah seguimos pelo corredor juntamente com os outros.

– Ainda estou desolada sobre o professor. Você viu? – Sarah perguntou – Gostoso pra caramba e ainda ensina bem. Sortuda a mulher dele – ela tinha mesmo que citar a parte de que ele é casado?

– E como vi – respondi. Depois de um longo tempo em silêncio resolvi falar o que estava sentindo para Sarah. – Tenho que fazer alguma coisa – disse decidida.

– Am? – Sarah estava sem entender.

– Não vou conseguir passar muito tempo convivendo com aquele homem sem fazer nada – olhei fixamente para as pessoas passando por nós.

– Felicity do que é que você está falando?

– Eu quero ficar com esse professor – disse finalmente, parando e olhando para ela, seu queixo pareceu cair por alguns segundos.

– OI? – ela franziu o cenho, ainda incrédula.

– Eu. Quero. Ficar. Com. O. Professor – falei dando pausas para que ela entendesse perfeitamente.

– Você está ficando louca? – Sarah estava gritando igual a uma louca e todos olhavam para mim.

– Sarah, por favor fale mais baixo – pedi gentilmente.

– Felicity Smoak não tem essa de falar baixo – ela cruzou os braços emburrada e ficou olhando para mim esperando uma resposta.

– Sarah calma, é apenas um jogo de sedução sabe? Quem sabe isso não sirva até para essa suposta esposa dele, vai que o cara seja um infiel e ela não sabe? Posso ajudar com isso – sorri ironicamente e Sarah bufou.

– Um jogo? Então é isso o que significa para você? Um jogo? – ela esperou uma resposta, mas não lhe respondi e ela falou novamente – Felicity dessa vez você passou de todos os limites, brincar com qualquer garoto é aceitável afinal são todos adolescentes estúpidos como nós, mas brincar de acabar um casamento? Onde está o pouco de consciência que você tem?

– Sarah deixa de drama, não estou brincando de acabar casamentos, ele pode não se separar da mulher dele, nenhum casamento vai acabar se a esposa dele não souber.

– Felicity o que deu em você? – ela meneava a cabeça como se estivesse com nojo de mim – Você nunca se interessou por homens casados. Você não é assim! Já parou pra pensar que ele além de tudo é mais velho? VOCÊ FEZ DEZENOVE ANOS SEMANA PASSADA!

– Para de dizer o que sou ou deixo de ser, para de se intrometer tanto! – gritei com raiva – Você sempre faz o que bem entende da sua vida e eu nunca digo que está errada ou não. Será que é pedir demais querer que você me apoie?

– Você se escuta falando? – Sarah estava com tanta raiva que seu rosto estava vermelho – Já se olhou no espelho Felicity? Você pode ser uma pré-adulta, mas ainda é uma garota e quer ficar com um cara mais velho e ainda por cima casado. Quando você terminou com Roy achei que quisesse passar um tempo sozinha ou então encontrar alguém pro seu bico.

– Tá dizendo que ele é areia demais pra mim?

– Não. Tô dizendo que ele é comprometido – Sarah baixou a guarda e balançou a cabeça – Espero que caia em si e não faça nenhuma besteira, quero dizer espero que esse professor seja um ótimo esposo e dê um fora bem louco em você. Só assim vai deixar de besteira – ela deu as costas e saiu andando.

Sinceramente não sei como cheguei a imaginar que Sarah me apoiaria em alguma coisa, ela nunca me apoiou antes. Também não sei como somos melhores amigas, pois ela é o oposto de tudo o que sou e discorda de tudo o que faço, certo que dessa vez eu estava mexendo com fogo, mas não justifica.

Fui para o quarto, Sarah não estava, “perfeito” penso. Deitei na cama olhando para o teto revivendo o dia. Acabei pensando em Oliver. Não sou burra a ponto de me jogar para cima do professor gato e agradeço por ter três aulas de Química Aplicada durante o ano todo, assim tenho mais tempo de pensar em alguma coisa que não seja tão óbvia a ponto de estragar tudo e a ponto de ele acabar percebendo o que pretendo fazer. Então o que eu faria?

Depois de um longo tempo imaginando diferentes probabilidades de ficar mais perto dele acabo chegando à conclusão de que nunca fui bem em Química na escola e com certeza não seria agora que eu viraria a aluna destaque das melhores notas e como em faculdades não tem o sistema estudantil de reforço, por que somos “adultos”, o único jeito de dar o primeiro passo era pedindo ajuda ao professor com a matéria. Sorri contente por ter pensado nisso e vou tomar banho.

Pego o caderno e um livro de Química Geral e saio em busca de Oliver. Entro na sala do dia anterior e o vejo sentado anotando algumas coisas em um bloco de notas, suspiro e vou até sua mesa.

– Com licença, posso falar com o senhor um segundo? – perguntei me sentindo nervosa e ao mesmo tempo tranquila.

Oliver levantou a cabeça e me analisou com aqueles olhos azuis.

– Claro, sente-se – ele apontou para uma cadeira próximo a sua mesa.

– Não sei se me conhece, mas estou na sua turma de Química Aplicada do primeiro semestre – parei para ver sua reação.

– É, eu me lembro do seu rosto – ele disse simpático, mas nada mais do que um sorriso profissional sai dele.

– Então, é que eu tenho uma dificuldade imensa em química e como você havia dito que qualquer coisa poderíamos lhe procurar, aqui estou – sorri como quem não quer nada – Sei que aqui na faculdade não tem sistema de reforço e isso é bem infantil. Não estou procurando reforço, mas uma ajudinha sempre é bem vinda – tentei ser descontraída. Oliver soltou uma risada baixa.

– Você está querendo reforço... – mas eu o interrompi.

– Não... Professor... – parei de falar quando ele sorriu.

– Eu não disse que não lhe ajudaria, de qualquer maneira. Reforço realmente não é o termo que posso utilizar, mas se tem dificuldade na matéria em que eu sou o responsável, não vejo problemas em ajuda-la – ele disse sério.

– Ufa, que bom que pensa assim – uma felicidade tremenda tomou conta de mim ao ver que meu primeiro passo havia dado certo.

– Fico feliz que alguém tenha tido coragem o suficiente para me procurar – Oliver olhou uma agendinha pequena e voltou a falar – Às terças e quintas. Está bom para você?

– Claro – disparei na mesma hora, me sentindo idiota por ter respondido tão rapidamente.

– Ok... – ele fez outra anotação, acho que sobre as aulas, então se levantou da cadeira e ficou em pé como se fosse sair da sala. Fiz o mesmo – Como se chama? – ele indagou.

– Felicity Smoak – dei um meio sorriso.

– Prazer Felicity – Oliver apertou minha mão e tentei não tremer.