Teach Me to Love You
16 Temporal
Notas iniciais
A campainha tocou e Regina respirou fundo antes de abrir a porta, ao abrir viu Emma sorrindo ali na sua frente.
— Oi – sorrindo
— Olá – entrando – o tempo está virando pra chuva, se não se importa coloquei meu carro na sua entrada
— Não quer por dentro da garagem? Vai que chove
— É deve ser melhor, abre a garagem pra mim?
Regina pegou a chave e foi abrir a garagem enquanto Emma manobrava o carro para pôr lá dentro, tinha espaço de sobra. Emma colocou o fusca do lado do carro de Regina e desceu sorridente. Enquanto se encaminhava pra perto de Regina escutaram um trovão forte, as duas se assustaram e deram risada correndo pra dentro de casa.
— Falei que estava vindo chuva – Emma falava rindo
— Realmente, e que chuva, pelo barulho – rindo também
— Mas então, o que vamos assistir?
— Não sei, falei pra você vir assistir um filme, mas não tenho filme nenhum pra ver – sorrindo tímida
— Ah então você queria apenas a minha linda companhia?
— Digamos que sim – sorrindo – gosto da sua companhia
— E eu gosto da sua, mas poderíamos procurar algum filme na Tv a cabo, o que acha?
— Acho interessante – mostrando o controle da Tv – fique à vontade pra procurar o filme que quiser – se sentando no sofá, quer comer algo agora ou depois?
— Huuum – olhando os canais – se não for muito incomodo eu acho que queria uma pipoca agora e depois a gente come algo se der fome – sorrindo
— Sim senhora – se levantando – vou fazer pipoca pra gente
Enquanto Regina ia pra cozinha fazer pipoca Emma procurava algum filme na TV a cabo, estava se sentindo à vontade ali, a presença de Regina lhe fazia bem. Logo ela voltou a sala com uma bacia de pipoca.
— Pronto pipoca está feita, e o nosso filme?
— Vai começar Batman, você gosta? – sorrindo
— Gosto – se sentando no sofá, Emma tinha se sentado um pouco distante – senta aqui pertinho, batendo do seu lado, como vai comer daí?
— Verdade né – se sentando do lado dela
— Ah pera esqueci de uma coisa – Regina levantou e saiu correndo, depois de minutos ela voltou com dois copos de refrigerante e colocou na mesinha de centro – caso de sede, e falta mais uma coisa – saindo da sala de novo, Emma apenas ria
— Meu Deus Regina que demora – falava alto – o filme vai começar
— Voltei – estava com uma manta nas mãos – fui buscar isso, já que vai chover, vai esfriar e eu não quero passar frio de novo não
As duas estava meio sentadas meio deitadas muito próximas no sofá, dividiam a mesma manta e comiam a pipoca assistindo ao filme tranquilas. Ouviram quando a chuva começou a cair com força lá fora, mas nada ali importava pra elas. Regina sentia seu coração bater rápido só de estar do lado de Emma, e a loira se arrepiava cada vez que suas mãos se encontravam dentro da bacia de pipocas. De repente um barulho muito alto lá fora e tudo ficou escuro, as duas deram um grito e se abraçaram.
— Acho que acabou a energia – Regina falava escondendo o rosto no pescoço de Emma, aproveitava para sentir seu perfume
— Se você acha eu tenho certeza – apertava Regina contra si a protegendo – você tem medo?
— Do escuro não, dos barulhos da chuva sim – falava saindo do abraço e tentando olhar Emma naquela escuridão
— Fica tranquila que eu to aqui com você – ligando a lanterna do celular
— Vamos tirar essa pipoca daqui antes que vire bagunça – pegando algumas pipocas que tinham caído durante o susto
As duas limparam a sujeira de pipocas iluminadas apenas pela lanterna do celular, a chuva caía forte lá fora e elas ficaram sem o filme. Depois de tudo limpo Emma se sentou novamente no sofá, o sofá era grande, daqueles que dá para puxar a parte de baixo e ele vira praticamente uma cama. Ele já estava desse jeito, por isso elas estavam praticamente deitadas ali. Regina se juntou a ela no sofá e ficaram embaixo da manta quietas apenas ouvindo o barulho da chuva.
Emma colocou seu braço de um jeito que Regina se deitasse sobre ele e ela pudesse lhe abraçar, dando toda segurança que ela precisava. Regina apesar de sentir um pouco de medo dos barulhos da chuva, se sentia protegida por Emma, se deitou sem nenhum problema e se arrepiou quando sentiu que ela lhe abraçava. Estavam deitadas uma de frente pra outra, tudo na maior escuridão. Aos poucos suas vistas começaram a se acostumar com a falta de luz e começaram a enxergar as coisas. Elas se olhavam nos olhos.
Regina não conseguia parar de encarar aqueles lindos olhos verdes que tanto lhe encantava, Emma também não conseguia parar de olhar Regina, seu olhar se alternava entre os olhos e a boca, elas não precisavam falar nada. Apenas estar ali, uma nos braços da outra.
— No que você está pensando? – Emma perguntou baixinho
— To aqui pensando no quanto você é linda – Regina falou de uma vez vendo o sorriso se formar nos lábios da loira – e você?
— Eu to pensando em como eu tenho sorte de estar aqui agora com você – disse isso e passou a mão com calma no rosto de Regina fazendo um carinho delicado
— Sorte tenho eu – de olhos fechados sentindo o carinho – você está me protegendo
— Regina – a chamou fazendo abrir os olhos – você é tão linda, não consigo mais me segurar
— Segurar o que Emma? – sentindo seu coração se acelerar
Emma foi se aproximando lentamente de Regina e começou a roçar seu nariz no dela, a morena sentia seu coração bater rapidamente e fechou os olhos dando o sinal que Emma poderia prosseguir. Emma colou os lábios nos de Regina de forma delicada dando alguns beijinhos delicados, aos poucos foi pedindo passagem silenciosamente com sua língua e foi recebida com total entrega por ela. O beijo era lento e calmo, pareciam estar se conhecendo ali. As línguas se enroscavam em perfeita sintonia, parecia uma dança. Emma segurava Regina com firmeza, lhe dando toda segurança que podia, a morena tinha uma de suas mãos perdida no meio dos cabelos de Emma. Ficaram durante minutos naquele beijo, nada ao redor delas importava, nem o barulho da chuva era ouvido àquela altura. Se separaram quando o ar já fazia falta, mas permaneceram abraçadas e de testas coladas, se olhavam nos olhos profundamente, e sorriam uma para a outra. Dessa vez foi Regina quem tomou a iniciativa e puxou Emma para mais um beijo, dessa vez com mais urgência, já sentia saudades daqueles lábios. O beijo dizia tudo que elas sentiam durante meses, nada mais precisava ser dito. Se separaram quando se deram conta da claridade ali, a luz havia voltado.
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