Teach Me to Love
3 Capitulo 3
Capítulo três
— O que está achando de tudo, minha querida? – Perguntou Charlie fitando a sua filha curiosamente, Bella umedeceu os lábios analisando o luxuoso escritório. Nada ali combinava com seu pai, talvez combinasse com seu tio Carlisle. Era uma sala enorme, com várias tonalidades de branco fazendo-a franzir a testa. – Não gostaste?
— Este escritório definitivamente não combina consigo. – Disse-a esboçando um tímido sorriso. – Branco demais, eu não gosto de branco demais... Lembra-me...
— Hospitais? – Divertiu-se Charlie ao sentar-se na cadeira a frente de Bella. – É meu irmão sempre gostou de espaços com muito branco... Concordo contigo, nada disso combina comigo teremos de mudar tudo.
Isabella concordou, caminhando pela sala analisando tudo cuidadosamente. A decoração era impecável, havia quadros caros espalhados por algumas paredes, havia alguns prêmios que foram entregue as empresas Cullen nas sofisticadas prateleiras e apenas uma foto de Carlisle com Esme na mesa do presidente. Pelo visto seu tio, não era um homem muito afetuoso e ligado a família. Ela não gostava disso, mordeu os lábios passando seus dedos tímidos pela longa coleção de livros perfeitamente arrumada por ordem de nome na estante a sua frente.
Parecia tudo perfeitamente no seu lugar, isso demonstrava claramente que Carlisle Cullen era um homem cheio de manias e obcecado pelo trabalho. Suspirou sentindo pena do homem que quase não se lembrava, ele nunca pôde usufruir de uma família de verdade, pois vivia trancafiado entre quatro paredes.
— Porque ele nunca teve filhos? – Perguntou curiosamente à jovem, Charlie fitou-a surpreso com a pergunta e engoliu seco.
— Bem... Eu não sei exatamente. – Disse-o indiferente. – Sei que eles tentaram, mas parece que Esme não podia ter filhos depois de uma complicação da primeira gravidez. Eu estava aqui nesta época, a gravidez não saiu do 5 mês... Então eu julgo que foi isso.
— Sei... – Sussurrou-a. Virou-se para encarar seu pai e fez a pergunta que vivia martelando na sua cabeça há um bom tempo. – Porque ele deixou a parte dele para mim? Eu era apenas uma sobrinha... – Perguntou-a arqueando as sobrancelhas curiosamente.
Charlie suspirou passando a mão rapidamente pelo cabelo, desviando assim o olhar da sua filha e encarando uma foto do seu irmão.
— Porque, como você sabe... Ele não teve filhos. Eu já tenho a metade da empresa, ele quis entregar para a sobrinha a outra metade, para permanecer com a nossa família.
— Mas o advogado nos informou que mesmo que Esme não tivesse falecido eu teria herdado... Ela não seria a herdeira dele? – Indagou-a ainda mais confusa.
— Não exatamente. – Charlie umedeceu os lábios, respirando fundo e tentando analisar as palavras que usaria para explicar a sua filha o motivo que ela teria sido a herdeira do seu irmão. – Quando Carlisle e Esme casaram-se fizeram um acordo pré-nupcial nele alertava que caso meu irmão viesse a falecer antes de Esme tudo o que pertencia à família Cullen não seria dela. No casamento ele adquiriu novas propriedades, e coisas que faziam que Esme pudesse usufruir caso ele viesse a falecer. Mas ele preferiu deixar tudo na família, se Esme tivesse sobrevivido ela estaria vivendo numa confortável casa com uma bela pensão. Mas não seria herdeira de mais nada.
— Isso me parece um pouco ridículo. – Lamentou-se. – Ela era a mulher dele, esteve ao seu lado em todos os momentos e ainda ficaria de fora do testamento.
Charlie deu um leve sorriso com a ingenuidade da sua filha, ele teria que prepará-la muito bem para caso um dia viesse a casar-se. Não poderia deixá-la destruir um patrimônio de gerações.
— Querida, não é tão simples assim. Um dia quando vier a casar-se eu farei questão que seu noivo assine todos os documentos cabíveis para salvaguardar a herança dos filhos que vierem a ter. As heranças dos Cullen devem permanecer na família, é assim há gerações e não irei permitir que mude.
Isabella enrugou a testa, rolando os olhos.
— Desculpe lhe desiludir, pappa. Mas não me pretendo casar. E o senhor sabe muito bem o motivo, não preciso relembrá-lo novamente. – Afirmou-a com convicção.
— E eu não preciso dizer novamente que acho seu motivo uma tolice. Um dia eu sei que encontrará alguém que fará este coraçãozinho bater de uma forma única e eu ficarei muito feliz em guiá-la até ao altar. – Disse-o amavelmente sorrindo.
Bella rolou os olhos não gostando da forma que seu pai falava. Ela não pretendia casar-se, não que não acreditasse no amor. Muito pelo contrário ela acreditava, mas temia nunca encontrar o homem que a aceitasse, ou que a aceitasse apenas pelo dinheiro que ela tinha. Ela não queria isso, ela queria alguém que se importasse verdadeiramente e não a visse como uma boa conta bancária.
— Acho que será difícil... – Murmurou-a para si mesma.
— Já falaste com Alice? – Perguntou Charlie mudando de assunto, os olhos de Isabella brilharam ao ouvir este nome e ele sabia o motivo. – Está tudo bem por lá?
— Falei sim... – Assentiu-a sorrindo. Um sorriso sincero e doce que ela só esboçava quando falavam sobre este assunto que iluminava a sua vida. – E está tudo bem, Alice está organizando as últimas coisas da ONG e da grife... Em breve ela virá.
— Isso é maravilho. Já estou sentindo falta deles. Aro informou-me que está também terminando de resolver uns assuntos que deixei pendente lá em Berna e regressará para cá. — A porta bateu fazendo os dois fitarem curiosamente. – Entre. – Ordenou Charlie.
Seus olhos eram tímidos, e encarava Charlie receosamente.
— Bom dia senhor, peço desculpa se atrapalho algo. – Disse-a temerosa. – Eu sou Ângela, eu era secretária do Sr. Carlisle Cullen. E o Sr. Masen pediu-me para vim aqui para eu avisar que estou à disposição do senhor.
Charlie analisou a tímida moça a sua frente, ela parecia muito jovem para um cargo tão importante como secretaria de um presidente. Ele já tinha uma pessoa de confiança que ocuparia este cargo, mas não poderia simplesmente despedir esta jovem e atrapalhar todos os seus planos.
— E qual é o seu nome? – Perguntou Charlie curiosamente.
— Me chamo, Ângela Weber senhor.
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— Certo... Ângela me desculpe, mas já tenho uma pessoa que irá ocupar este cargo. – Ângela fitou-a aflita, a última coisa que queria ser era demitida. Tinha trabalhado dia e noite para conseguir um bom cargo. Trabalhava de dia e estudava a noite para poder estar compatível a uma secretária de um presidente de uma empresa tão importante. – Mas não se preocupe, não a demitirei. Muito pelo contrário mudarei de cargo.
— Mudarei de cargo, senhor? – Indagou-a confusa. – Qual?
— Minha filha está precisando de uma secretária particular e acho que se qualificas perfeitamente. És jovem e tenho certeza que aquentará o ritmo desta jovem. – Ângela fitou Isabella, a jovem herdeira era de uma beleza única. As roupas impecáveis e o cabelo tão arrumado, passou as mãos na sua simples saia grafite lamentando-se nunca ter tido um excelente bom gosto. Não conseguia imaginar-se secretária de uma herdeira, provavelmente teria de fazer centenas de coisas fúteis. Mas era melhor do que não trabalhar, suspirou voltando a sua atenção para Bella que a fitava docemente. – E Isabella irá conversar contigo sobre salário e tudo o que precisará saber, certo querida?
Bella sorriu assentindo. Ela não queria exatamente uma secretária particular, mas seu pai jogando a jovem neste cargo não tinha como negar. E até lhe daria muito jeito, tinha que organizar sua vida aqui e precisava de alguém, voltou a encarar a jovem ela demonstrava-se alguém que ela poderia confiar... Parecia bastante tímida, mas isso ela daria um jeito e é claro nas roupas, que a deixavam bem mais velha. Não queria ninguém vestido de uma forma que se vestiam no escritório, principalmente com esta roupa que vestia agora que nada lhe favorecia.
— Claro, e não se preocupe serás bem remunerada. – Assegurou-a, umedeceu os lábios sorrindo para a jovem. – Que tal irmos fazer um tour pela empresa, você me mostra tudo o que eu tenho de conhecer e eu explico este seu novo trabalho? – Sugeriu Isabella.
— Não prefere que eu vá consigo, prinzessin? – Sugeriu Charlie receoso em deixar sua filha longe das vistas, Isabella rolou os olhos aproximando-se dele e dando um beijo carinhoso na sua testa.
— Acho que já sou grandinha demais para conhecer a empresa da minha própria família Sr. Cullen. – Brincou-a. – Eu sei que aqueles homens engravatados estão ansiosos para falarem contigo, e eu não quero lhe prender a mim por causa de uma visita que eu posso muito bem fazer com a senhorita Weber. – Afirmou-a. — Qualquer coisa basta acionar o FBI a minha procura.
— Isso não tem graça, Isabella – Respondeu Charlie franzindo a testa contrariado fazendo a jovem soltar uma gargalhada inocente derretendo o seu pai imediatamente. – Eu não tenho culpa se me preocupo contigo, querida...
— Eu sei, superman. – Sorriu pegando sua bolsa e saindo da sala acompanhada de Angela que a fitava silenciosamente. – Então por onde vamos? – Perguntou a jovem ao seu lado.
— Por onde gostaria de ir senhorita Cullen? – Perguntou-a educadamente.
— Esta empresa deve ser tudo igual... Que tal seguirmos e pararmos em cada andar? Assim pode me apresentar tudo. — Angela ampliou os olhos, o prédio constava com mais de 30 andares. Ela apresentando tudo o que tinha neste prédio levaria mais de um dia. Era completamente impossível. Isabella vendo o horror estampado no rosto de Angela riu-se. – Eu estava brincando, eu sei que aqui tem vários andares. E para confessar não tenho o interesse de conhecer todos hoje não. Vamos conhecer este e as partes principais, outro dia mostra-me outras partes. Ok?
— Oh claro, senhorita Cullen. – Assentiu Angela, caminhando fazendo Isabella a seguir. Realmente a herdeira tinha um senso de humor diferente de todas as que ela tinha visto, ela não se demonstrava tão fútil como era de se esperar. Caminharam silenciosamente até que ao dobrar o corredor Angela começou a explicar. – Estas salas são do Sr. Masen e aquela outra está vazia, me informaram que uma pessoa da confiança do seu pai virá ocupar.
— Deve ser tio Aro. – Murmurou-a fitando as elegantes portas de madeira, em frente tinha uma jovem secretária que a fitou com desdém. Acariciou seus longos cabelos loiros e desviou seu olhar para Angela, dando um sorriso de deboche. Isabella não sabia quem era a mulher a sua frente, mas seus olhos azulados tinham uma malicia que ela não gostava de ver nas pessoas. – Quem é esta? – Sussurrou-a para Angela.
— Tânya Denali. Ela é a secretária do Sr. Masen. – Explicou Angela. – Ela trabalha já aqui faz uns anos.
(Tanya — http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS3kZoD_LHNUjOAF7llAbjAs9_vY7jy8JmrTJUVy20_ZSyX2rho)
— Hum... Acho que vou entrar na sala que está vazia, quero ver se precisa de algo. Porque tenho certeza que quando Alice chegar irá querer remodelar tudo. – Disse-a alegremente aproximando-se da porta.
— Não podem entrar ai! – Disse Tanya chamando a atenção de Bella, a jovem arqueou a sobrancelha confusa e Angela engoliu seco. – Angela, parece que é hoje que veio trabalhar. Sabe muito bem que não podes entrar em salas vazias, o Sr. Cullen não irá gostar. E você como secretária dele, não deveria estar lá? – Perguntou-a arrebitando o seu nariz para as duas. – E quem é esta ai contigo? É nova no emprego e não tem nem modos. Dá para ver nas roupas, quem já se viu vim para uma empresa desta com um short! Inaceitável.
Isabella deu um sorriso debochado, a mulher a sua frente a analisava atentamente. Nunca tinha visto uma funcionária das empresas Cullen ir trabalhar de short, e aquela a sua frente a fitava desafiadoramente como se fosse superior a ela. A jovem abriu a boca para dar uma resposta, mas antes que saísse algum som da sua boca foi surpreendido pela aparição de Edward. Seus olhos fuzilavam Tânya, que ao perceber a presença do patrão engoliu seco.
— Esta a sua frente a qual se refere, é a senhorita Cullen! A dona de tudo isso. – Disse Edward ficando a frente de Tânya que ampliou os olhos fitando Isabella, ela tinha ouvido falar que o Sr. Cullen tinha uma filha... Mas pensava que era ainda pequena e nunca iria pensar que esta mulher que estava a sua frente era a herdeira de todo o império Cullen. – Nunca esperei que tratasse as pessoas assim Sra. Denali, quero que arrume as suas coisas e ponha-se para fora daqui imediatamente!
— Mas... Sr. Masen... Por favor, não faça isso comigo. Trabalho há tantos anos aqui. – Suplicou-a.
— Pensaste nisso antes de tratares as pessoas como trataste agora! – Sussurrou Edward irritado.Isabella fitou a jovem a sua frente, que tentava segurar as lágrimas. Engoliu seco encarando Edward que aproximou-se de si dando um fraco sorriso. – Peço imensa desculpas, pela minha funcionária senhorita Cullen.
— Ela não irá embora. – Murmurou-a Isabella fitando Edward.
— O que? – Indagou Edward sem compreender.
— A Sra. Denali poderá ficar. – Disse-a num tom firme, fazendo Edward arquear a sobrancelha. Angela virou seu rosto para Bella e Tânya parou do que estava fazendo a fitando incrédula. – Eu sei que o que ela fez não é aceitável. – Explicou-a afastando-se de Edward e aproximando de Tânya. – Mas espero que aprendas a não julgar as pessoas, só porque eu estava junto com Angela que é uma funcionária daqui e você não me conhece logo tomou conclusões precipitadas. Pensou que eu fosse como tu, mas eu não sou. Eu sou Isabella Cullen, a dona de tudo isso... Mas eu não julgo as pessoas pelo o que elas aparentam.
— Me desculpe senhorita Cullen. – Sussurrou Tânya envergonhada. – Prometo que isso não irá acontecer.
— Espero mesmo que não, porque se acontecer eu não intervirei. Edward poderá lhe despedir a vontade. – Disse-a rispidamente, saindo do saguão acompanhada de Angela que tinha um tímido sorriso escondido, nunca imaginava que Isabella fosse tão educada e não daria um ataque de menina mimada por causa do que aconteceu. Muito pelo contrário ela mostrou que era ela quem mandava e ainda manteve o emprego de Tânya, que na opinião dela a loira já deveria ter ido embora há muito tempo. Isabella começou a reclamar em sueco, sem nem dar-se conta que já não se encontrava na sua terra natal. Parou e encarou Angela que analisava curiosamente, ao perceber que a jovem nada compreendia sorriu percebendo-se do seu erro. – Desculpe, senhorita Weber. Acho que falei muita coisa e nada entendeste.
— Era uma língua interessante, mas realmente nada entendi. – Confirmou Angela com um tímido sorriso.
— Eu estava dizendo que... – Respirou fundo. – Quer saber, vamos esquecer este incidente e, por favor, não diga nada ao meu pai, ele poderia ficar muito exaustado e as conseqüências para aquela jovem não seriam nada boas. Combinado?
— Sim, senhora. – Assentiu.
— Não me chame de senhora. – A jovem fez uma pequena careta – Me sinto totalmente velha.
— Oh, prefere senhorita?
— Nenhum e nem outro. – Esboçou um doce sorriso para Angela. – Pode me chamar de Bella.
— Não sei se é apropriado... – Tentou explicar Angela que foi impedida por Isabella que rolava os olhos a puxando pelo braço para continuarem a andar.
— Eu é que digo o que é apropriado, e se eu acho que é apropriado é porque é... Agora me mostre algum canto interessante desta empresa porque estou achando que será tudo muito chato.
A jovem assentiu, seguiram por vários andares onde Angela explicava pacientemente cada ala de onde estavam. A notícia que Angela estava com a senhorita Cullen, já tinha se espalhado por toda a empresa e todos quando as viam juntas viravam o rosto para observar a herdeira de tudo. Os homens ampliavam os olhos para a mulher que caminhava com um sorriso sedutor a fitavam com uma luxúria única, e as mulheres a fitava com inveja... Algumas com inveja do dinheiro, da beleza e outras de tudo o que cercava a herdeira. Já alguns sonhavam se Isabella dessem atenção para ele, além de ter uma linda mulher ao seu lado, teriam também um império.
Isabella sentou-se numa cadeira próxima a janela cansada, já tinham conhecido várias partes da empresa e aproveitando neste percurso para que os empregados a vissem afinal sabia que todos estavam morrendo de curiosidade para conhecer a princesinha do império Cullen. Respirou fundo encostando sua cabeça contra a janela.
— Deseja uma água ou algo? – Perguntou Angela parada ao seu lado.
— Sim... Que se sente e descanse um pouco. É impossível não estes cansada de andar para cima e para baixo. – Disse-a divertidamente fazendo Angela sorrir e sentar-se ao seu lado. Bella fitou o relógio no seu pulso e franziu a testa, já estava quase na hora do almoço e ela tinha combinado de almoçar com seu pai. O resto do dia ela não pretendia perder o seu tempo dentro da empresa. – Bem, Angela. Já está quase na hora do almoço que tal voltarmos para o andar da sala do meu pai? – Sugeriu-a. – E quando chegarmos lá estarás liberada para ir para casa.
— Mas já? Não precisa que eu faça mais nada?
— Não, não... Depois do almoço irei resolver umas coisas pessoais mesmo. E tire esta semana de folga. – Levantou-se da cadeira seguindo pelo corredor que daria acesso ao elevador juntamente com Angela ao seu lado que não acreditava que Isabella estivesse lhe dando uma semana de folga. – Eu irei resolver umas coisas minhas mesmo, e organizar a minha vida lá em casa. Então não irei precisar de ti por enquanto. Podes aproveitar e reformular o seu guarda roupa. – Angela fitou-a envergonhada, e Isabella logo tentou corrigir. – Não é que sua roupa seja feia, eu apenas quero que vista-se mais jovem. Não terás a necessidade de freqüentar a empresa, quando eu precisar de algo irás fazer para mim e você não precisará usar terninhos. Uma roupa mais jovial lhe cai bem.
— Oh... se a senho...- Isabella a fitou, fazendo-a sorrir. – Se você deseja assim, tudo bem. – Disse-a ao entrar no elevador.
— Então aproveite esta semana para relaxar. – Brincou Bella.
— Eu irei aproveitar sim, mas é para estudar. – Confessou Angela, Bella a fitou curiosa e ela decidiu explicar. – Eu faço faculdade de Administração de empresas a noite.
— Isso é muito bom. Mas como você foi parar como secretária de um presidente? – Indagou a jovem sem entender, afinal Angela parecia tão jovem para assumir um cargo tão importante.
— Eu era estagiária da ex-secretária do Sr. Cullen. Como ela já tinha uma idade avançada assim que ela saiu, como eu fui treinada por ela o Sr. Cullen decidiu me colocar no seu lugar, — Disse-a com um sorriso. – Foi um emprego muito importante para mim, o Sr. Cullen compreendia que eu tinha os meus estudos e quando estávamos em época que quase não tinha ninguém ou praticamente nada para fazer ele permitia que eu pudesse dar uma estudada. Claro que não viesse a atrapalhar nada do trabalho. – Disse-a orgulhosa.
— Isso é muito bom, Angela. Espero que saibas que comigo também não terás qualquer problema, terá tempo suficiente para se dedicar aos seus estudos. Falta muito para se formares?
— Já estou quase no fim. – O elevador abriu-se e as duas seguiram pelo corredor que daria acesso a sala de Charlie. – Em breve estarei formada.
— E espero que assim que se forme, aceite um emprego aqui na empresa.
— Sério? – Sussurrou-a incrédula. – Na área que estou estudando?
— Claro. – Sorriu Isabella. – Eu não irei permitir que aceite um emprego em outra empresa.
— Claro que não, meu sonho era exercer a minha profissão aqui na empresa Cullen quando eu me formasse.
— Então ele será realizado. – Afirmou Bella, sorrindo docemente. Antes das duas abrirem a porta que dava para a sala do presidente Charlie saiu sorrindo ao ver a sua menina, logo atrás de si Edward e alguns homens acompanhavam o presidente fitando-o atentamente.
— Querida, já estava ficando preocupado. – Alertou Charlie.
— De que? Que eu fosse abduzida por ETs? – Brincou-a rolando os olhos. – Porque aqui não tem nem como eu escapar, tem um segurança em cada porta. – Relembrou-a. – E outra eu estava com Angela. Estás pronto para irmos agora, ou ainda terás mais alguma reunião?
Edward analisou-a atentamente, não imaginava que Charlie fosse tão atencioso com sua filha. Normalmente os homens de negócios trancavam-se nas salas de reuniões e deixavam a família de lado. Mas com Charlie era ao contrário, ele dava preferência a sua filha e depois que viriam os negócios, a forma como ele olhava Isabella era de adoração, se a jovem pedisse qualquer coisa Edward teria certeza que Charlie daria um jeito de realizar o desejo da sua menina.
— Estou livre, vamos almoçar? – Isabella assentiu e Charlie fitou Edward. – Gostaria de vim conosco Edward? Ou será que um jovem como você não tem alguma namorada lhe esperando?
— Eu aceito o convite, e não eu não tenho namorada. – Disse-o ao dar um meio sorriso para Isabella que fitava distraidamente um quadro da sala. – Será que vocês me dariam o prazer de sugerir um excelente restaurante? – Perguntou Edward, chamando a atenção de Isabella.
— Mas pappa, o senhor não me disse que não queria que os paparazzi tirassem fotos minhas? – Indagou Isabella confusa. – Então porque vamos há um restaurante?
Edward arqueou a sobrancelha, realmente Charlie era muito protetor com a jovem. Mas ele teria de entender que estava em Nova Iorque e a última coisa que ele conseguiria impedir seria que as fotos da herdeira fossem publicadas em todos os jornais.
— Sim, eu disse. – Concordou Charlie – Mas isso é algo impossível, então infelizmente é melhor começarmos logo a passear pela cidade do que termos a privacidade totalmente invadida. E não se preocupes, eles apenas querem saber quem és... – Disse-o ao dar com os ombros. Infelizmente ele não poderia impedir que as pessoas sentissem curiosidade pela princesinha dos Cullen, sendo assim a única forma de evitar que os paparazzi forçassem a barreira demais seria algumas saídas pela cidade e isso satisfaria a curiosidade de todos. – Mas se não quiseres, podemos comer algo aqui. Eu não me incomodo, e tenho certeza que Edward também não.
— Claro que não. – Sorriu o jovem. – Se não se sentir confortável, podemos muito bem ficar na empresa.
Isabella respirou fundo, ela não poderia fugir disso para sempre. As pessoas estavam apenas curiosas e quando a curiosidade passasse, ela teria a privacidade que tanto desejava.
— Não, podemos ir. Eu também não estou a fim de comer naquele escritório que mais parece um hospital. – Charlie sorriu rolando os olhos com as expressões da sua menina. – Bem, já que vamos almoçar... Angela você está liberada e qualquer coisa eu lhe ligo. – A jovem assentiu despedindo-se de todos com um pequeno sorriso nos lábios, realmente não seria nada difícil de trabalhar com Isabella. Ela demonstrava um jeito doce e especial que via em poucas pessoas.
Isabella fitava fascinada a bela vista do Central Park enquanto seu pai conversava animadamente com Edward, suspirou observando o restaurante que se encontravam era um lugar moderno e com uma decoração bem moderna. O restaurante não se encontrava muito cheio, dando-os uma privacidade que a jovem pensava que não teria. Edward os tinha levado no restaurante Robert, em pleno Columbus Circle.
(Restaurante - http://athas.com.br/blog/wp-content/uploads/Screen-shot-2010-06-20-at-9.10.47-PM.png)
Quando saíram da empresa foram bombardeados por paparazzi que aguardavam há horas fora para conseguir alguma foto da famosa herdeira, assustando-a com a intensidade das pessoas para conseguir tirar uma mísera foto sua. Graças aos seguranças ela conseguiu chegar a limousine sem nenhum arranhão, apenas com os olhos irritados com tantos flashes. Edward tinha esboçado um divertido sorriso com a careta de desaprovação de tantos flashes que Isabella tinha dado.
— Já decidiram o que vão pedir? – Perguntou educadamente o garçom.
— Hum, eu vou querer um Filet Mignon au poivre. – Disse Charlie, fitou sua filha que se encontrava a sua frente fitando a paisagem e sorriu – Querida, o que irá querer?
— Um Scottish Salmon. – Sussurrou-a fitando rapidamente o cardápio.
— E eu gostaria de um Filet Mignon au poivre, também. – Respondeu Edward.
— E para beber? – Perguntou o garçom enquanto anotava tudo.
— Me acompanha no champagne Edward? – Perguntou Charlie, o jovem assentiu. – Então traga-nos um Veuve Clicquot, Brut Rosé. E para esta jovem aqui traga um chá gelado de pêssego.
— Sim, senhor. – Assentiu o jovem garçom.
— Não bebes, Isabella? – Perguntou Edward confuso, normalmente uma jovem da idade dela bebia, quer dizer normalmente em Nova Iorque eles começavam a beber vários anos antes. Na adorada adolescência.
— Eu não sou muito fã. – Afirmou-a com um tímido sorriso. – Prefiro meu ice tea do que um copo de bebida alcoólica.
— E eu agradeço por isso. – Confessou Charlie, fazendo Bella rolar os olhos divertidamente. — Posso dormir um pouco tranqüilo à noite.
Edward sorriu e puxou assunto com a doce Isabella, ele queria demonstrar-se um jovem amigo e educado. Principalmente porque se encontrava do lado de Charlie e sabia que o pai da jovem herdeira exerceria muito poder na escolha de um futuro pretendente para Isabella. Aos poucos a conversa foi tornando-se mais divertida, animando a todos, inclusive a Edward que a cada sorriso que conseguia conquistar de Bella e Charlie era um ponto a mais para o seu plano. Se demonstrando ser um cavalheiro com a jovem, conquistaria a confiança de Charlie e quando convidasse Isabella para um passeio sabia que o velho pai aprovaria. Ele queria tirar qualquer vestígio de ruim que Charlie poderia pensar dele, queria o patriarca da família Cullen o visse como um pretendente exemplar para a sua pequena princesa.
E ele iria conquistar o rei e a princesa para a sua entrada no castelo ser motivo de prazer... E um dia usaria a coroa de rei e governaria com o apoio da bela rainha.
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