Notas iniciais
Me desculpe Escócia eu te usei contra minha depressão momentânea...
Agora vamos lindos leitores e comecem a ler.

A janela aberta exibia o começo do dia, clareando os móveis pouco a pouco até conseguir iluminar as cobertas desalinhadas de uma cama alta e larga, um corpo estava em cima dela, inerte, olhando fixamente o teto como se este fosse a própria origem da claridade.

Logo o despertador que estava próximo a cabeceira começou a disparar, era comum que uma mão irritada viesse lhe jogar para o outro lado do quarto por perturbar o seu sono perfeito, mas não, nada, hoje o ruivo estava afogado nos seus próprios pensamentos e só conseguiu acordar para a realidade quando viu o horário.

‘Oito horas’ disse Escócia sem nenhuma reação.

Levantou-se e vestiu-se, mas estava no automático ainda, não esboçava reação, apenas pensava em uma e única coisa e ela não estava lá, então não importava.

Mesmo após chegar ao local da reunião apenas cumprimentou o seu chefe com um semi-sorriso como se fosse uma obrigação. Seus lábios secos estavam precisando sentir o gosto amargo do seu cigarro, mas ele havia os esquecido no quarto e quando se deu conta disso apenas revirou os olhos e rangeu os dentes de leve.

‘Bom dia’.

O ruivo se virou apenas para encarar dois lindos pares de olhos verdes. Seu interior saiu do automático, agora ele sorria de verdade, estava ansioso.

‘Bom dia!’ disse Escócia com um sorriso largo. ‘Não sabia que viria’.

‘Eu tive que vir’ disse Inglaterra desviando o olhar.

Escócia tremia de ansiedade, estava muito pior que uma criança esperando um presente de Natal. Não. Não, estava muito pior que isso.

‘Seu chefe ficou nervoso da última vez que faltou à nossa adorável reunião?’.

‘"Adorável?!" ’ exclamou Inglaterra.

O ruivo queria-lhe naquele instante. Seus olhos verdes percorriam o corpo do outro, lentamente. O inglês percebendo isso saiu para dentro da sala e o ruivo riu com o ato.

A reunião começou, mas o ruivo pouco se importava, estava olhando fixamente para o outro como se os seus olhos fossem estacas.

‘Sr.Scott?’ era a forma polida em que seu chefe lhe nomeara.

‘...’

‘...Scott?’ disse novamente seu chefe.

O ruivo virou a cabeça lentamente, sorrindo para seu chefe.

‘Sim, com toda certeza’ na verdade nem ouvira a conversa.

‘Então você concorda em fazer uma aliança com o Sr.Arthur?’ perguntou-lhe.

Claro, que sim’ disse o escocês um pouco animado demais e por isso ajeitou a voz para cobrir o descuido. ‘Quero dizer... Claro, por que não? Somos irmãos, não é mesmo?’ disse isso olhando fixamente para o inglês.

‘Sim...’ disse o loiro quase sem voz.

‘Viu?’ olhou para o seu chefe novamente, vitorioso.

‘Certo’.

A reunião acabara por ali. O ruivo olhou para seu irmão e notou que as mãos deste tremiam enquanto ajeitava alguns papéis que estavam postos na mesa.

‘Ah, Scott?’ disse seu chefe.

‘Sim?’

‘Poderia esperar aqui um instante? Eu e o chefe do Sr.Arthur iremos buscar alguns documentos. Tudo bem para você?’

Se a felicidade tinha limite, Escócia já sabia o que havia acima dele.

‘Sim, tudo bem’ tentou falar calmo, mas naquele nível era quase impossível.

Ambos os homens engravatados e bem vestidos que eram chefes dos países que estavam ali saíram e fecharam a porta que rangeu ecoando no silêncio da sala. Para o escocês o efeito que aquele barulho lhe fez parecia o mesmo que um sino de um ringue de luta para um boxeador.

Inglaterra’ disse calmo, parecia que o nome do loiro estava todo aquele tempo lhe sufocando e agora se soltava repetidamente. ‘Inglaterra. Inglaterra.’

‘Fale logo de uma vez!’ disse o inglês com raiva.

Venha... Mais perto...’ disse isso pausadamente e ofegante, seu coração lhe saltava do peito e acidentalmente aquilo soou sedutor para o loiro.

‘Vá para o inferno’ sussurrou se afastando tentando esquecer da existência do outro.

Inglaterra...?’

O loiro foi espreitá-lo pelo canto dos olhos, mas apenas conseguiu ver o movimento rápido do outro lhe agarrando, um dos braços do ruivo lhe prenderam a cintura e o outro lhe segurou o queixo apenas para tomar seus lábios com fúria. E não era a mesma fúria apaixonada de um casal de namorados, era literalmente uma fúria. O escocês lhe mordeu os lábios com tanta força que sangue escorria deles.

O loiro se desvencilhou do mais velho apenas para vê-lo lamber um pouco de seu sangue que escorria até o pescoço do outro, os olhos verdes do ruivo estavam brilhantes, sedentos, arregalados.

‘Saia de perto de mim, seu idiota’ falou o loiro com ódio.

‘Inglaterra, eu quero mais’ pronunciou o mais velho.

O inglês sabia que se não fizesse alguma coisa o outro lhe atacaria de novo, talvez lhe jogasse ao chão ou lhe mordesse o pescoço como havia feito da última vez que o ignorara.

‘Por favor?’

O loiro se espantou, o ruivo lhe pedindo alguma coisa? Como? Havia ouvido certo?

‘E-Escócia?’ chamou o loiro.

‘...’

‘V-Você me PEDIU algo?’

‘...’

O ruivo parecia ter sido atingido por alguma coisa, algo lá dentro que tentava esconder.

‘Escó...’

Inglaterra foi interrompido quando a porta se abriu com rapidez, o ruivo imaginava que veria dois homens engravatados, mas em lugar disso viu apenas um loiro ofegante.

‘Inglaterra’ o ruivo sentiu ódio puro quando ouviu aquela voz pronunciar o SEU nome favorito. ‘Eu ouvi que iria se encontrar com esse cara hoje.’ Olhou para o ruivo rapidamente e voltou os olhos para o inglês. ‘Por que não me avisou?’

‘Você não tem nada haver com isso seu estúpido’ falou o loiro de olhos verdes.

‘O quê?’ o americano se aproximou. ‘Está dizendo que eu não devo me preocupar com o meu próprio namorado? É isso mesmo?’

O escocês não deixou essa palavra lhe escapar. Trincou os dentes e fechou os punhos.

‘O-O quê...?’ pronunciou assustado o americano ao ver os lábios ingleses vermelhos e inchados. O inglês tentou disfarçar mordendo os lábios, mas o americano lhe segurou o rosto e virou de um lado para o outro analisando o estrago. ‘Santo Deus, o que aconte-...’ parou de súbito ao lembrar quem estava ao seu lado e o olhos que lhe enviou foram de sede de sangue.

‘Não me olhe dessa forma’ e em seguida lhe cuspiu o nome com nojo ‘América’.

Vendo o loiro de olhos azuis tremer de raiva o inglês lhe segurou os ombros.

‘C-Calma, não foi nada’ falou calmo tentando forçar um sorriso. ‘Viu? Perfeitamente bem.’

O americano o olhou com pena apenas para depois bufar de raiva e lhe beijar. O beijo foi calmo e nem mesmo o gosto do sangue fez o americano parar. Ele apenas se sentiu ainda mais no dever de proteger o outro e por isso se afastou e lambeu os lábios do seu namorado inglês algumas vezes apenas para tentar aliviar o inchaço e acalmá-lo.

Escócia teve que se virar de costas para não quebrar tudo o que via pela frente com a tamanha raiva que acumulou dentro de si.

‘Está tudo bem agora’ sussurrou o americano apaixonado.

‘Certo’.

‘Vamos embora para casa agora’ e o de olhos azuis lhe puxou o braço andando para fora da sala.

‘E-Espera eu ainda...’

‘Depois eu cuido do resto’ falou o americano perfurando com o olhar as costas do escocês. ‘Você não precisa dessa aliança, eu lhe darei tudo que precisar’ e saíram ambos da sala deixando um ruivo parado no meio dela.

A porta se abriu novamente e os chefes dos países do Reino Unido entraram conversando alegremente, mas pararam ao ver Escócia de costas e sozinho.

‘Algo aconteceu?’ perguntou seu chefe que logo notou com a falta do loiro. ‘Onde está o Sr.Arthur?’.

Ele saiu’ falou o ruivo rouco.

‘Então você poderia entreg-...’

Ele desistiu da aliança’.

‘O que foi?’

Ele desistiu’ falou isso saindo rapidamente da sala sem olhar para trás.

Chegou a sua casa e se encaminhou diretamente para seu quarto. Andava de um lado para o outro com rapidez e passava as mãos pelos cabelos avermelhados com raiva. Quis atirar a primeira coisa que viu, esse era um pequeno vaso de rosas que estava no criado-mudo.

Ofegante olhou ainda com ódio para as rosas ali espalhadas e logo foi se acalmando, mas logo ao lembrar do maldito americano pronunciando o nome do seu amado irmão ele socou a parede, socou várias vezes até perceber que algo pingava no chão. Eram lágrimas.

‘Por quê?’ perguntou a si mesmo no silêncio. ‘Por quê? POR QUÊ?’ socou mais uma vez a parede antes de gritar. ‘INFERNO!’.

E caiu de joelhos cobrindo o rosto, sua voz rouca antes tão temida estava chorosa.

Por que diabos eu não consigo te amar direito???

Era doloroso. Ele havia aprendido a odiar toda sua vida. Até mesmo quando tentava mostrar sua paixão tudo era visto com raiva. Era certo que talvez estivesse passado dos limites. Mas...Por que diabos não sabia amar?

Por que diabos ninguém o ensinou?

Notas finais
Eraparaeuestarfazendoliçãodecasamasfodasefísicadesu o/

Okay, avisem qualquer erro gramatical ou ortográfico.
E, não, eu não costumo gostar de ScotUk, mas do nada quis escrever sobre eles /quase/ então estamos todos felizes, certo? Certo? Não. Vocês querem me matar eu sinto.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!