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1 Capítulo Único: Insano Prazer
Notas iniciais
Capítulo Único: Insano Prazer
Escrito por SBFernanda
Japão, 1950. Ano do milagre japonês. Este era o ano em que, depois da Segunda Guerra Mundial, depois do ataque às cidades de Hiroshima e Nagasaki pelos Americanos, com a ajuda desses, o Japão recebia investimentos e ajuda econômica para se reerguer, para se desenvolver. E tudo acontecia com perfeição. Apesar de ser ainda um pequeno país, coisa que não mudaria nem mesmo com os anos que viriam, era um país que estava a prosperar. Quem mais se beneficiava, claro, eram as grandes e antigas famílias, já bem colocadas após o fim do sistema feudal e que criaram suas fortunas em época de guerra e agora aprendiam a investir ainda mais.
Algumas dessas famílias preferiam manter a tradição de sempre escolherem as famílias a que se uniriam, assim como manterem relações apenas com aqueles de mesmo status social. Não era mais uma prática tão comum em um mundo “moderno”, onde as pessoas começavam a escolher com quem se casariam e preferiam seguir o amor. A família Hyuuga era uma dessas raras famílias que ainda mantinham a tradição.
O miai, casamento arranjado, era algo que prevalecia na família desde a época feudal e eles tinham orgulho de serem uma longa família e bem reconhecida graças a isso. Nenhum de seus membros viera de uma família que não fosse igualmente poderosa socialmente. Os atuais membros herdeiros da família Hyuuga, composto por Hiashi e sua esposa, Hikari, possuíam apenas duas filhas, Hinata e Hanabi. Devido a um problema no parto da filha mais nova, Hikari não poderia mais ter filhos e, por isso, não havia um herdeiro digno para a família, afinal, mesmo as mulheres podendo participar mais ativamente da sociedade, não tinham o direito à herança.
Foi assim, com a morte de seu irmão gêmeo, que Hiashi fez de seu sobrinho, Neji, o seu filho adotivo e herdeiro. Neji era um jovem adorado por todos, apesar de possuir um grande seriedade como a do tio, como a característica dos homens Hyuuga. Ambos decidiram, como homens da família, que Hinata, aos 16 anos precisava ser prometida. Não seria certo uma jovem tão bela e de tão boa família permanecer sem um pretendente por tanto tempo. É claro que, por ser muito jovem, ainda não poderia se casar. Aos 18, a idade mais indicada para o casamento, seria o momento perfeito.
Como de costume, para o miai, foi contratado um nakodo, um intermediador que faria todas as verificações necessárias e, naquele caso, também ajudaria a encontrar o noivo perfeito. Os Hyuuga confiaram na família Nara, que trabalhava naquele ramo há muitos anos e foram, inclusive, os responsáveis por grande parte dos casamentos entre os familiares Hyuuga. Naquela época o dote fora abolido, por isso o único que recebia algo era o nakodo, de ambas as famílias. Ele precisava acertar, ou então teria de devolver todo o dinheiro.
Hinata era uma jovem pura, por isso as exigências para seu pretendente foram altas. Ele precisaria ser um rapaz honroso e com um futuro brilhante traçado, algo que não pudesse restar dúvidas de que saberia e poderia dar conforto a jovem após o casamento. Precisaria ser de uma boa família e de um status social igual ou mais alto do que a Hyuuga. E acima de tudo, precisaria estar com uma boa saúde, para gerar herdeiros o mais rapidamente possível, como todos os demais Hyuuga. Ainda que Hinata não fosse carregar o nome da família, como Neji, ela sempre seria associada e amada por eles.
Shikamaru Nara, o nakodo daquela união demorara pouco mais de um mês para entregar os relatórios completos sobre o noivo e sua família. O escolhido, após a firme análise de Hiashi, fora Naruto Namikaze, filho de uma longa família de japoneses e descendentes de alemães que tinham se refugiado no Japão quando acontecia o pior da guerra em seu país. Eles evitavam falar sobre esses laços, justamente por existir agora uma união do país que agora moravam com os Estados Unidos, maiores rivais de guerra. Mas nada era escondido de Shikamaru, que ao ser questionado sobre essa relação, garantiu que a família Namikaze era a mais correta e de melhor influência.
A decisão, porém, apenas foi tomada após saberem que o futuro noivo tinha muitos bens a herdar, podendo dar mais conforto à Hinata do que imaginaram. Ele era de uma posição social maior do que os Hyuuga. Foi assim que Naruto Namikaze, filho de Minato e Kushina, tornara-se noivo, aos 16 anos, de Hinata Hyuuga.
Os pais do respectivo casal se conheceram após as negociações e mantiveram um contato íntimo ao longo dos anos, garantindo que seus filhos recebessem as melhores informações sobre aqueles com quem se casariam. Hinata fora criada para isso e apesar de não ser a menina que abaixava a cabeça para tudo, pois tinha herdado o lado mais rebelde da mãe, aprendera com esta que poderia ser feliz mesmo com um casamento arranjado. Seus pais se amavam e quando os via, não tinha dúvidas daquilo. Não se iludia achando que iria amar imediatamente, mas não era contra. Essa era uma ordem da tradição que ficaria feliz em acatar, ainda mais sabendo que seu noivo era um rapaz atencioso, bonito e divertido. Isso sabia porque seus pais lhe contaram, é claro.
Naruto, por outro lado, não ficara tão animado com a notícia, mas, apesar disso, não dissera. Era apenas um jovem de 16 anos, não se preocupava com nada daquilo. Melhor ainda, quando soube que estava prometido, seu avô, Jiraya, convencera seu pai de que estava na hora de ele começar a conhecer os prazeres da vida para praticar com sua futura esposa. Ele se lembrava de ouvir a conversa. Seu avô insistia que era o melhor a se fazer, pois não seria certo o jovem chegar inexperiente e nervoso em sua primeira noite com a esposa. Ele precisaria aprender a acalmá-la, como fora com Minato. Assim, de presente, em seu aniversário de 17 anos, Naruto teve uma professora. Não era algo que o fez amadurecer de imediato, na verdade ele se tornou safado, quase um viciado no prazer carnal. Fora por isso que o último ano antes de seu casamento fora passado longe da família, em um colégio apenas de garotos, onde ele aprenderia, novamente o que era ser o chefe e herdeiro.
Para qualquer um do mundo “moderno”, que casava por amor, que vivia os prazeres, aquela prática era absurda. Mas os Namikaze eram tão tradicionais quanto os Hyuuga. Enquanto Naruto estava estudando para administrar o lar e a empresa, Hinata era educada pela mãe para futuramente cuidar da casa, sendo ensinada que a voz mais ativa dentro de uma residência era a da mulher. Não apenas para decidir qual o prato seria servido no jantar, ou as cores que seriam pintadas as paredes, mas todas as decisões. As mulheres decidiam com o que o dinheiro deveria ser gasto, se eles viajariam — e se ela decidisse que sim, férias deveriam ser pedidas no mesmo instante. —. A mulher era o cérebro que organizava a família e por isso deveria ter sua mente pronta para as melhores decisões.
Hinata também não saía mais sozinha. Sua irmã mais nova a acompanhava a todos os lugares, como garantia de sua virtude intacta. Eram tradições não apenas da sociedade antiga, mas da família Hyuuga. E a mais velha era feliz com elas. Fora seu único modo de ver a vida, ela não tinha do que se queixar. Suas amigas mais próximas a invejavam por ela ter sido prometida tão cedo, apesar de todas já estarem do mesmo modo. Suas conversas pareceriam fúteis aos olhos da massa moderna, mas como em qualquer sociedade, só se entende o lado que se vive.
Ao completar 18 anos, Naruto voltou para casa e estava decidido a conhecer sua noiva antes do casamento. Uma atitude ousada que tivera como criador da ideia um amigo da escola que frequentara. Era o primeiro ato mais modernizado. Ele se recusava a não ver a tal beleza que lhe tanto lhe era contada. Ele precisava, afirmou, e fora assim que Shikamaru fora chamado para fazer mais uma negociação.
O casamento aconteceria apenas após a noiva completar 18 anos, o que seria apenas em Dezembro, sendo assim, o casamento aconteceria em Janeiro. A família da noiva se ultrajou quando lhe foi proposto um encontro, mas Neji se compadeceu. Apesar de aprovar a tradição, acreditava que essa modernidade era necessária, afinal, ele também queria conhecer sua noiva no futuro. Assim, após uma conversa longa e cansativa com seu tio, o encontro fora acertado, onde ele estaria por perto, com sua prima mais nova, para impedir que qualquer coisa fora do comum acontecesse.
Fora assim, com um único jantar, que Hinata ficou convencida de que recebera o melhor noivo. Eles se encontraram no restaurante mais interessante da cidade. Neji e Hanabi se sentaram a duas mesas de distância, onde a privacidade era mantida, mas os olhares não seriam impedidos. Naruto já se encontrava sentado na mesa onde a recepcionista lhe levou e assim que se aproximou, ele se levantou, fitando-a. Ele era muito bonito, constatou mentalmente, ruborizando e abaixando a cabeça após juntar as mãos para a já conhecida reverência.
Naruto a fitara completamente em choque. Não julgara ser capaz de ter a mesma sorte que seu pai, não julgara ter a sorte de encontrar alguém tão bonita quanto sua mãe, mas lhe encontraram. Hinata ainda tinha alguns traços jovens e inocentes, e talvez fossem esses traços que mais lhe encantaram, afinal, Naruto tivera contato e relações com mulheres experientes, e todas que seu avô lhe apresentara. Ver Hinata, pura, doce e corada, o pegou desprevenido e seu interesse fora imediato. Ao ver ela se curvando em reverência, a imitou e só então abriu um sorriso.
— É muito bom a conhecer, finalmente — confessou enquanto se sentava, após puxar a cadeira para ela. — Sei que nossos pais não aprovam esta ideia, mas queria que se sentisse confortável comigo quando morarmos na mesma casa. Entende?
Hinata entendia. Fora a que mais se alegrara quando soubera do interesse do noivo em lhe conhecer. Se perguntava o que o tinha levado a decidir aquilo, mas não perguntou. Foram inúmeras as vezes que sua mãe a lembrara que não deveria começar com as perguntas. Por isso apenas acenou, sorrindo timidamente. Naruto gostou daquilo.
— Soube que você é excelente com pintura. — Ouvira inúmeras vezes sua mãe dizendo isso, devido as muitas artes que os Hyuuga lhes mostrara. — O que mais gosta de pintar, senhorita Hyuuga?
— Paisagens. — Sua voz doce fez com que o loiro prestasse ainda mais atenção. Sem dúvidas, não estava acostumado a ter algo tão doce perto de si, ainda mais uma dama. — Costumo ir ao parque para pintar. Creio apenas que minha irmã se sinta entediada lá. — Lançou um olhar rápido à irmã, que conversava com Neji.
— Aquela? — Naruto tinha acompanhado o olhar. — Ela é mais nova, correto? Bom ver que têm uma boa relação. Sou filho único e, por isso, único herdeiro. É uma pressão um pouco sufocante. Ter irmão deve ser bom. — Enquanto Naruto tagarelava, Hinata percebia detalhes dele, como os olhos azuis profundos, os cabelos despenteados propositalmente e a roupa perfeitamente alinhada em seu corpo de ombros largos. Ele deveria ser ainda mais bonito do que aparentava, sentado ali.
Conversaram um pouco mais, ficando em silêncio apenas para comer. Naruto sempre falava mais, perguntando sobre as coisas que ouvira sobre a jovem, verificando a cada momento que eram todas verdades completas. Por vezes, meio envergonhada, ela lhe perguntava algo, como seu trabalho, seus hobbies e Naruto respondia animado. Era um encontro, como destacara seu amigo e ele estava feliz por estar tendo um.
Quando a noite chegou ao fim, Naruto preferia não ter que ir embora. Queria ficar mais, queria conhecer mais daquela doce menina. Ele a acompanhou até a porta de casa, que não era longe do local onde estavam. Preferia a caminhada para poderem conversar, obrigando Neji e Hanabi a fazerem o mesmo mais afastados. No meio do caminho, ao notar como Hinata se abraçava, retirou seu paletó e lhe colocou sobre os ombros. Eles eram tradicionais, mas muito adeptos às roupas modernas. É claro, também, que Naruto percebeu como o corpo dela se moldava ao singelo e recatado decote do vestido, ainda mais com o modo com que se abraçava. Foi assim que, corado, Naruto evitou olhar mais do que alguns segundos para ela o resto da noite.
Com um beijo em sua mão, eles se despediram e Hinata apenas entrou em casa quando Neji e sua irmã já estavam ao seu lado para tal. Mal pisou na sala de estar, onde seus pais se encontravam, e foram lhe feitas perguntas de como ele era, de o que acontecera e, até mesmo, o que o mais velho achara do jovem. Foi Neji quem se pronunciou primeiro, reforçando tudo o que fora dito pelos pais do Namikaze, deixando a família tranquila e feliz. Hinata contara todas as vezes que ele fora atencioso, inclusive ao lhe emprestar o paletó pelo frio e o beijo casto em sua mão na porta de sua casa. Todos aqueles relatos deixaram a família Hyuuga ansiosa para o casamento.
Na casa do Namikaze não foi diferente. Seus pais, mas muito mais sua mãe, esperavam ansiosos por informações. Esperavam um relato completo, talvez até mesmo uma negação, mas não esperariam nunca ver Naruto com um sorriso e um olhar bobo. Ao ser questionado, tudo o que o loiro respondeu foi que ela era linda e pura. Foi o suficiente para Minato, mas não para Kushina, que seguiu atrás do filho derramando perguntas que não foram respondidas. Naruto queria se casar logo. Queria ter aquela jovem com a pele alva e aparentemente macia, queria aqueles lábios rosados. Queria a fazer sua a partir daquele momento. Casar se tornou o seu desejo depois de ver Hinata e ele aguardava ansioso aquele dia.
Como mandava a tradição, que os Hyuuga cumpriam fielmente, uma semana antes do casamento a família do noivo foi convidada para comerem com a família da noiva. Teoricamente este era o momento onde os noivos se veriam e a família o aprovaria após o ver com sua filha. Todos estavam com quimonos simples, porém muito bonitos. Apesar de ser muito recatado, novamente Naruto percebeu que as curvas de Hinata ficavam acentuadas com a faixa e tinha de se controlar para não fitar essas curvas.
Fora o seu nervosismo, que não sabia de onde viera, tudo correu bem. Eles provaram muitos bolinhos de arroz, como mandava a tradição e alguns outros pratos que a cada comentário em aprovação resultava em uma senhora Hyuuga muito feliz em dizer que estaria no bufê do casamento. Hinata também percebeu que sua mãe lançava olhares para Naruto, o avaliando. E ficava feliz a cada sorriso que a mais velha dava. Para eles que estavam dispostos a se casar, mesmo sem se conhecerem bem, aquilo era o mais próximo do amor que podiam ter até o momento.
Como aquele era um dia de sorte, como vieram a saber por Shikamaru após mais uma consulta, o utilizaram para a troca de presentes, também uma tradição entre as famílias dos noivos, como uma prova de aceitação e fidelidade. Trocavam garrafas de sake entre si, era uma prova de carinho que todos ficaram felizes em receber. Os noivos, sendo os últimos a trocar de presente, davam algo mais profundo. Hinata, como prova de fidelidade, como mandava a tradição, deu a Naruto uma parte para seu quimono, uma faixa adornada, feita com a mais bela seda. Ele, por sua vez, como prova de tal sentimento também, lhe entregou um belo adorno para que ela usasse no cabelo, no dia do casamento. Ambas as famílias, ao verem os presentes, que foram comprados sem ajuda, se alegraram sabendo que teriam um belo casamento de muito sucesso futuro.
Não era comum fazerem-se casamentos naquela época se não em casa, por isso, logo após a visita dos Namikaze a casa dos Hyuuga começou a ser preparada para abrigar o evento tão esperado. O jardim passou a ser melhor cuidado, a tenda ornamentada foi posta lá, assim como o altar onde o mestre de cerimônias estaria e todos os demais adornos e detalhes ficavam a cargo da família da noiva durante aquela semana. A família do noivo, por outro lado, estava preocupada em arrumar a casa onde eles morariam e a lua de mel, que não deveria ser muito longe. Naruto escolheu o local, um local longe e calmo. Ele queria ter certeza de que ninguém os atrapalharia, mas como desculpa usou o fato de Hinata ser calma e querer agradá-la.
Como mandava a tradição, um dia antes do casamento a família Hyuuga se reuniu em sua sala de estar para fazerem origamis do grou, o pássaro da prosperidade, fidelidade e longevidade. A noiva e seus familiares deveriam dobrar mais de mil desses para que seu casamento e sua vida em casal fosse assim. Era um momento também onde histórias sobre a noiva eram contadas por seus parentes, onde faziam as recordações motivos de risadas. Aos poucos, Neji e em seguida seu pai se retiraram. Após eles, Hanabi, cansada e com sono. Faltavam poucos para terminarem e por isso não se incomodaram em ficar sozinhas, apenas Hinata e sua mãe, a mais interessada em ver a filha feliz após o dia seguinte.
— Acho que este é o momento onde lhe ensino as últimas coisas que tenho para ensinar. As mesmas coisas que minha mãe me ensinou.
Elas não paravam em momento algum de fazer os pássaros de origami, era algo que se tornara natural, por estarem acostumadas com o trabalho manual que sempre praticavam. Mas Hinata se sentiu tensa naquele momento. Sabia que em algum momento essa conversa viria, mas não se sentia pronta para isso ainda. Estava envergonhada antes mesmo da mãe dizer algo.
— Eu sei que vai ficar com vergonha, Hina, mas preciso dizer. Não precisamos olhar uma pra outra enquanto isso, tudo bem? — Nenhuma das duas disse nada por alguns instantes e Hikari soube que era uma confirmação. — Nunca pergunte a seu marido se ele já esteve com outra mulher antes, nem quem era. Os homens costumam ter envolvimentos antes do casamento, para quando este acontecer ele saber tratar da esposa, é natural. — Hinata não achava isso certo, ou mesmo justo, mas preferiu se resignar com seus pensamentos e não com a mãe, ela era extremamente tradicional, não entenderia. — Precisa também ter em mente que nunca, a não ser que seu marido peça, deve se prevenir contra ter filhos. Nunca, Hinata. Eles querem herdeiros e nós também precisamos de nossos filhos para termos mais voz na família.
Hinata não estava gostando daquilo. Por mais que aceitasse bem as tradições, aquelas lhe anulavam. Ela não queria ser um fantoche manipulável. Como conseguiria admiração e amor desta forma? Ela nem mesmo se amaria assim.
— Há mais uma coisa. — Agora sua mãe parou, mas Hinata preferiu não olhar para ela. — Nunca demonstre seu prazer. Sei que em algum momento irá sentir, é impossível não, mas não deve demonstrar isso para seu marido.
— Por quê? — Desta vez Hinata não conseguia compreender sozinha. Sua curiosidade lhe fez perguntar, mesmo que o tom baixo.
— Apenas as mulheres da vida o fazem. Não vai querer que seu marido pense que é como elas, não é mesmo? Se assim for, ele vai lhe mandar para um lugar bem longe e lhe verá apenas algumas vezes por ano. Nunca demonstre. Segure-se, feche os olhos e deixe que ele faça tudo. Quando sentir algo, pense em algo diferente. Não deixe nunca que ele saiba.
— Mas...
— Não, Hinata, acredite em mim. Até hoje seu pai nunca duvidou de meu amor por ele e eu o amo. Mas é o certo a se fazer, sempre foi. — Dito aquilo, Hinata percebeu que a conversa estava encerrada. E ela, tampouco, gostaria de continuar naquele assunto.
Enquanto terminava seus origamis, Hinata pensava naquelas pessoas que se casavam por amor. É verdade que muitos não ficavam juntos como seus pais, mas existiam os que sim. Será que todas as mulheres eram assim? Negligentes às suas vontades? Será que os homens eram instruídos a não confiar naquelas que cediam ao próprio desejo? Hinata sabia que não seria boa a sua primeira noite, esta foi uma conversa que sua mãe teve assim que ela ficou noiva, mas tinha esperanças de ser melhor, de depois poder ter seus filhos com amor, como os pais. Mas percebera que a tradição ia muito além disso. Mas ela faria. Se existia algo que Hinata se recusava era ser afastada de alguém que lhe dedicara atenção e carinho, como Naruto o fizera naquele tempo todo.
O último origami foi feito pela noiva, o 1001, e ambas as Hyuugas foram para suas camas, afinal o dia seguinte começaria cedo para elas, para a noiva em especial, que estaria deslumbrante e cintilante.
Na casa dos Namikaze todos dormiam, exceto o noivo. Ele não estava nervoso, mas ansioso. Fora criado para aquilo, sempre soubera, mas algo que nunca imaginara acontecera: ele tinha esperanças de ser feliz como seus pais eram, mesmo com um casamento arranjado e era isso que o deixava sem dormir. Ele estava feliz e um pouco ansioso para saber se estava certo. Foi então que notou não estar sozinho ali em seu quarto. Seu avô, que se hospedara ali para participar do casamento, entrara e agora estava a uma curta distância de si.
— Alguém nervoso? — O loiro negou e o mais velho sorriu. — Ansioso então? — E agora uma confirmação. — Quão bonita ela é?
— Oh, muito! — Não era uma exclamação surpresa e dramática. O sorriso de Naruto chegava perto de safado. Aquilo aguçou o interesse de Jiraya. — Ela tem um corpo que nunca imaginaria para uma mulher antes de um filho. — E dizendo isso, Naruto indicou os seios fatos e em seguida o quadril levemente mais largo que a cintura.
— Então você deu sorte assim? — Jiraya se tornara ainda mais safado após a morte da esposa e não se sentia envergonhado com isso. — Se eu fosse um velho comum diria que ela era uma boa mulher para ser mãe, lhe dar herdeiros.
— E sem dúvidas é. Não só pelo corpo, vejo que ela tem um jeito puro, paciente. Tenho certeza que seria uma boa mãe — afirmou o Namikaze mais novo, arrancando um sorriso do mais velho. Era sempre assim, por eles apenas conhecerem, desde novos, esse modo de se relacionarem, ficavam rapidamente enamorados.
— Sim, mas o que vou dizer é algo que precisa saber por alguém não tão bitolado. Naruto, ela será uma mulher e precisará ser bem tratada. — Viu o neto abrir a boca para dizer algo, mas o calou com um aceno. — Fique quieto, não acabei. Na maioria dos casos as mulheres não demonstram seus prazeres, elas escondem quando sentem, por medo de serem mandadas para longe. Acho que já ouviu a história de prazer assim só mulheres da vida. Não caia nessa. — Agora o loiro prestava atenção. — Se quer que seu casamento seja mais feliz do que apenas em momentos familiares, se quer ser feliz também na cama, não ignore sua esposa. A faça se sentir bem no primeiro momento. A toque, você sabe como fazer, a beije e diga para ela que não a mandará para longe. Diga claramente o que quer dela.
— E o que vou querer?
— Você é lesado, moleque? — E assim levou um cascudo, como há muito tempo não, do avô. — Você quer que ela sinta prazer, como você, sempre que a beijar e a levar para a cama.
— Mas...
— Essa modernidade fará sua vida conjugal ser mais feliz. Acredite nesse velho aqui. — Foi depois disso que Naruto apenas confirmou e viu o avô sair.
Talvez, ele pensou, fosse bom juntar a modernidade com tradição, como o mais velho indicara. Pois só de imaginar Hinata gemendo satisfeita lhe fez ter certeza que não dormiria até o dia seguinte, quando pudesse fazer aquilo se tornar realidade.
No dia seguinte, o dia da noiva começou cedo, incluindo massagens e banho relaxantes, músicas e cantigas que lhe estimulavam bons sentimentos e alegria. Hinata estava alegre, era uma data esperada desde os seus 16 anos. Sua maquiagem, feita cuidadosamente por sua mãe, era tipicamente japonesa, destacando sua brancura natural e a acentuando um pouco mais, colocando seus olhos mais pintados com um belo delineador e os lábios avermelhados com o batom. Seu penteado foi o que mais demorou a ser pronto, também feito por sua mãe, que estava disposta a usar o adorno que Naruto dera a noiva. Houve um breve desentendimento pelo não uso da tradicional peruca, mas com a desculpa de agradar o marido, acabou vencendo aquela discussão e seu penteado elaborado lhe agradou imensamente.
O penteado consistia em vários “nós” com duas partes do cabelo, até a nuca, então o restante era posto para cima, escondendo junto aos demais fios e deixando apenas os “nós” à mostra, junto ao belo adorno que não era nenhum pouco simples. O vermelho, cor tradicionalmente usada nos casamentos, preenchiam cada pequeno detalhe daquele adorno em forma de flor. Hinata estava encantada com o bom gosto do noivo.
Suas roupas de baixo eram simples, consistindo na camisola branca, sempre adotada pela noiva. Seu primeiro quimono também era branco, puro como ela, dizia sua mãe, e como deveria ser da noiva. Finalmente pronta, Hinata se sentiu nervosa e ansiosa. Pedia aos deuses que nada desse errado.
E não deu. Tudo correu perfeitamente bem. Os tradicionais incensos queimavam enquanto a noiva entrava, a mensagem religiosa foi proferida, os pais dos noivos se encaravam, como mandava a tradição, como uma forma de fidelidade e aceitação. Eram muitas provas que eles davam e era por isso que os casamentos costumavam dar tão certo, eles levavam essa instituição muito a sério. Por não se conhecerem o suficiente, os votos que foram trocados foram simples, mas sinceros, começando com a bela e nervosa noiva e sua baixa voz:
— Prometo sempre lhe respeitar, sempre buscar as melhores decisões para a vida em família e lhe dar uma família. Prometo sempre lhe dar atenção, carinho e afeto. Prometo buscar nossa felicidade juntos para que caminhemos também juntos para a eternidade.
— Prometo cuidar de você, não deixar que nada lhe falte. Prometo lhe dedicar toda a minha atenção e carinho, lhe respeitando e sendo seu amigo. Prometo que a felicidade será presente em nossa casa e que teremos filhos que nos admirarão. Prometo fazer de você a esposa mais feliz.
Eram palavras sinceras apesar de poucas, tão sinceras que os sorrisos que surgiram em cada um dos rostos os ligou ainda mais. Não haviam alianças, essa era uma tradição ocidental que apenas faria parte do ritual japonês dali a 10 anos. Em lugar disso eles seguiram as próprias tradições, como a bebida do sake juntos, ambos depositando o copo sobre a mesa ao mesmo tempo, indicando que morreriam juntos. Foram apresentados a todos os familiares e amigos, fizeram a recepção da festa e então, serviram o banquete, sempre comendo juntos onde antes era o púlpito e agora tinha uma mesa apenas para eles.
Seus quimonos foram trocados todas as cinco vezes. Naruto, que antes estava com um quimono preto, foi para um branco, um azul, cinza e finalmente, preto com laranja, usando a faixa que ganhara de Hinata. Ela, por sua vez, após o tradicional quimono branco foi para um dourado, rosa, azul e então branco com flores lilases. Eles dançaram e cumprimentaram a todos pelos presentes ganhados, esses que ainda nem tinham visto, apesar de todos darem descrições do que seria. Suas mãos estavam unidas a cada passo, o que não passava despercebido para ninguém.
Seus pais fizeram discursos e então, juntos, os dois também fizeram, ficando para Naruto a grande parte. Assim como tudo era tradicional, Kushina e Hikari ganharam, cada uma, um belo buquê de flores, em agradecimento aos ensinamentos e esforços dados a eles por toda a vida em que estiveram com ela. Fora assim, com a noite finalmente caindo, que Naruto e Hinata se despediram para seguirem juntos, finalmente, para sua vida de casados. A viagem de lua de mel começaria apenas no dia seguinte, já que seguiriam no pequeno e recente carro de Naruto, um Ford 49, último modelo. Aquela noite, a primeira noite, seria passada na casa dos dois.
A residência se encontrava no centro, em meio ao caminho de ambas as casas que cresceram. Era grande para duas pessoas, o que deixou claro o desejo de terem filhos para ocupa-la. Hinata estava nervosa por ter a sua primeira noite com um homem ao seu lado, mais do que a de ser casada e ter obrigações para com ele. Naruto, por outro lado, estava ansioso. O pouco que dormira na noite anterior, sonhara com sua, agora, esposa e como seria quando a tivesse para si.
Entraram ainda de mãos dadas após o carro ser posto na garagem. As malas, últimas de Hinata, estavam no porta malas e ali ficariam, pois era a que ela levaria para a viagem. Todo o resto já fora enviado dias antes por seus pais para sua nova casa. Em silêncio, os dois prosseguiam, ambos sabendo para onde Naruto os levava. Mas mal entrou no quarto, o loiro disse que iria se trocar e foi para o closet, como indicou. Aquela era a dica que Hinata precisava fazer o mesmo.
Caminhou para o banheiro, onde, de imediato, retirou toda aquela maquiagem pesada do casamento. O cabelo finalmente foi solto, deixando cair liso e longo pelos ombros e só então ela retirou o quimono branco com detalhes lilases. Estremeceu ao pensar que sairia dali apenas com a camisola que usara para o casamento. Suas mãos tremiam. Ela deveria ter tanto medo assim? Não era covarde, mas não queria desapontar nem seu marido nem sua família.
Quando entrou no quarto, de cabeça abaixada, não percebeu como Naruto estava, apenas com uma calça agora, e como ele a olhava. Os olhos azuis seguiam por todo o corpo desenhado e, agora, melhor exposto por aquela camisola branca não muito longa e de alças. Ele fora completamente sortudo por se casar com alguém tão bela. Mas notou o nervosismo ao ficar parada no mesmo lugar. No mesmo instante se lembrou do que o avô lhe contara e se aproximou, pegando a mão da esposa com carinho e esperando que ela o olhasse.
— Nervosa? — ele perguntou, pela primeira vez em tom baixo. Hinata confirmou. Não sabia se aquilo era permitido e se sentiu mal por isso. — Tudo bem, é normal. — Ele sorriu e então se aproximou. — Espero que não se assuste por lhe beijar.
Não esperou uma resposta, não conseguira. Após terminar de falar, seus lábios se uniram aos dela, encaixando-os com perfeição e provando daquela boca macia e ao mesmo tempo rígida. Hinata nunca havia beijado antes, ela estava apavorada por não saber o que fazer. Era um desastre, um desastre que fez Naruto se sentir importante. Ele era, completamente, o primeiro dela.
— Sei que tem medo de ser mandada embora caso demonstre... — sussurrou e sentiu Hinata ficar tensa. No mesmo instante a olhou. — Prometo que não farei isso. Prometi que seria a esposa mais feliz e isso inclui te ter por perto. Quero que demonstre o que sente, mesmo se for medo ou dor. Quero que mostre também o seu prazer. Hoje precisamos estar nos sentindo únicos e completos.
— Mas... — ela começou, mas Naruto colocou o dedo indicador direito sobre seus lábios.
— Sonhei em sentir seus lábios, seu corpo e lhe ouvir sentir prazer. Faça seu marido feliz, deixe eu saber de seu prazer. — Hinata corou ao saber daquilo e por um breve momento ele se sentiu envergonhado por ter admitido tal coisa. Mas agora podia, se lembrou. Não recebendo nenhuma negativa, a puxou para perto, colando seus corpos e deixando-se sentir o corpo dela também com as mãos. Hinata respirava um pouco mais rapidamente e Naruto se excitava em sentir essa respiração em seu pescoço.
Tentou novamente o beijo e dessa vez Hinata o acompanhou, por isso ele ia bem lentamente, acrescentando sua língua apenas quando ela pareceu compreender o ritmo e saber o que fazer. Não tinha nenhuma pressa, por mais que seu corpo quisesse sanar o desejo, ele tinha muito tempo e aproveitava isso. Quando Hinata já estava o beijando e lhe acariciando a nuca, percebeu que poderia avançar e seu avanço consistiu em lhe apertar as nádegas com certa vontade. A morena ofegou e ele soube que, mesmo que ela quisesse, não saberia esconder nada aquilo.
Ainda a segurando nas nádegas, ia a puxando para a cama, ocasionalmente a beijando... Até que se separou, para lhe sentar sobre a cama. Se abaixou, ficando de frente para ela e lhe mirando nos olhos perolados. Sorriu e aproximou o rosto até bem perto de seus seios. Sua língua passou por ali, por cima do fino tecido, fazendo com que os mamilos ficassem entumecidos. Sem esperar uma aprovação, lhe tirou a camisola e a fitou.
Naquele momento Naruto não se importou com a vergonha da esposa que nunca tinha estado com um homem. Ele estava demasiado ocupado a admirando. Os seios fartos, finalmente soltos. Apenas um pequeno pano lhe cobria a intimidade e ele não pretendia deixa-lo ali por mais tempo. Se debruçou sobre ela, imediatamente tomando um dos seios em sua boca e chupando o mamilo como uma criança faminta.
Era uma sensação nova para Hinata. Assim que a boca lhe tocou a pele, ela gemeu e fechou os olhos, o que muito agradou seu marido. Ela nunca conseguiria fingir não sentir nada disso. Era pura luxúria e se não fosse casada, teria certeza que seu caminho era o inferno. Porém, sentia que havia mais daquele pecado. A cada toque de Naruto, a cada pequeno movimento que ele fazia com a língua, ela tinha mais certeza de que estava pronta para pagar por aquele insano pecado.
Ele não descansaria até a ter completamente entregue para a conclusão da noite, por isso, sem enrolar muito, sua mão afastou o pano da intimidade de sua esposa e a tocou sem cerimônias, ouvindo o arfar e a sentindo se contorcer embaixo de si. Ele sorriu, ainda com o seio em sua boa. Era ainda melhor sentir prazer quando estava dando prazer completamente desconhecido para alguém tão pura. Hinata não percebia, mas a cada minuto que os dedos de Naruto a estimulavam e se intensificava aquela sensação, ela sibilava como uma gatinha ao tentar se conter.
— Oh, irei ter uma vida de pecados — praticamente gemeu, jogando a cabeça para trás. Foi assim que Naruto afastou seus lábios do seio dela, mas não a mão.
— Acha que isso é pecado? — Sua voz estava rouca. Ele estava ardendo de desejo e percebeu a vergonha da esposa, que não respondeu. Se levantou e antes que ela se sentisse mal, ele apenas abaixou a calça, deixando a vista seu membro duro, ereto. Hinata colocou as mão sobre o rosto em um ato involuntário e ele riu. Se aproximando, pegou-a pelos pulsos e lhe fez lhe olhar nos olhos. — A partir de hoje é minha esposa. Isso não é pecado. Não deixe que nada do que disseram mude isso.
— Eu não devia...
— Devia sim. — Então ele lhe roçou, deixando que ela sentisse como ele estava. — Vê? É pecado um homem desejar sua esposa? Querer que ela seja sua? Por que você não pode? — Ele então levou novamente os dedos à intimidade dela. — Você pode, eu quero lhe fazer minha e saber que gosta de o ser. Quero lhe amar perante todos e demonstrar esse amor mais intenso aqui, só para você. Esta é minha devoção...
— Devoção?
— Lhe devoto minha atenção, carinho e alma para que todos vejam, mas lhe devoto meu corpo e meus desejos aqui, nesta cama, ao lhe fazer gemer. — Hinata corou no mesmo instante. — Permita-me lhe dar prazer, minha adorada esposa...?
Nada disse, estava corada e ainda o sentia contra si, lhe roçando o corpo, lhe fazendo sentir impura de tanto desejo. Não era amor, ainda não era, mas ela tinha certeza que não demoraria a se apaixonar por Naruto. Não era apenas desejo, ele lhe demonstrava preocupação, por isso simplesmente fechou os olhos e suspirou.
— Faça-me sua mulher de hoje e para sempre — pediu em um tom baixo e no mesmo instante Naruto a beijou.
Seus corpos se roçavam e ele, para não parar o beijo em momento algum, lhe rasgou a calcinha, a abraçando em seguida, deixando que sua mão passeasse pelo esbelto corpo que lhe seduzia. Quando novamente tocou a intimidade dela, estava tão molhada que seu dedo escorregou sem problemas para dentro, arrancando um gemido de Hinata. Ele então a olhou, movendo o dedo lá dentro e observando as pequenas reações. Novidade que a deixava envergonhada, desejo que fazia os lindos olhos brilharem. Ele estava se encantando mais por aquela jovem.
Segurou as mãos dela então, pronto para a penetrar e esperou que ela se sentisse confiante e ansiosa. Soube o momento porque o corpo de Hinata reagira buscando o contato com o seu e no instante seguinte a penetrou, pouco a pouco. A cada vez ela gemia, mas eram lágrimas em seus olhos. Seu nervosismo não a permitia pensar em outra coisa e eram como se facas lhe queimassem por dentro aos poucos, até ele parar. Respirava rápido, não se permitindo abrir os olhos.
Sabendo que precisava fazer algo, Naruto novamente se ocupou com o seio, mais precisamente com o mamilo rosado e pontudo que tanto lhe atraía. Aquilo juntava o desejo à dor, o prazer àquela sensação estranha. Ela queria mais. Só podia ser masoquista! Queria mais de algo que lhe machucava! Mas como se soubesse disso, Naruto começou a se mover, fazendo com que as sensações de facas voltassem, mas apenas quentes, incômodas. Seus gemidos eram ouvidos, mas não sabia se eram bons ou não. Uma mistura era mais provável.
Demorou alguns longos minutos em que Naruto se segurava para não ceder ao desejo de estocar rapidamente para que Hinata se acostumasse, mas quando o fez, ele pôde perceber a diferença. Ela buscava contato, suspirava e revirava os olhos. Ele começou a ir com um pouco mais de força, cedendo, finalmente, a tudo que mais queria e fazendo o pequeno e belo corpo sacudir embaixo de si. Queria tudo dela, tudo. Seus beijos eram espalhados por lábios, pescoço e seios e Hinata não se conteve e lhe puxou pelo cabelo.
O instinto a guiava e ele era o puro prazer. Agarrou as pernas brancas e torneadas e passou por seu quadril, fazendo com que ela o prendesse e conseguiu fazer movimentos mais rápidos, arrancando suspiros e gemidos mais altos e constantes. Agarrou então o quadril dela, a impedindo de se mexer, para que ele se movimentasse sem controle dentro dela. Estava a ponto de arfar constantemente quando seu próprio corpo esquentou e ele se sentiu fora de si. Os seios de Hinata sacudiam com as estocadas e ela gemia, mostrando que ele conseguira dar prazer a ela. Tais visões fizeram com que Naruto não mais se aguentasse e se derramasse dentro dela, também desabando sobre a esposa, com a cabeça sobre seus seios e os olhos fechados. Ele era um homem feliz agora.
Ficaram assim até que suas respirações normalizaram e então, quando Naruto virou-se para deitar ao lado dela, Hinata fez menção de se levantar. No mesmo instante a impediu, puxando para junto se si.
— Não. Não vai tomar banho como manda o figurino. — Ele sabia dessa também. — Vai ficar aqui e me deixar sentir seu corpo nu contra o meu enquanto dormimos. — Lá estava, mostrando seu lado safado para sua esposa de menos de um dia. — E será assim sempre. É pecado esconder esse corpo de seu marido.
— Naruto...
— Hm... — Ele sorriu. — Quando estivermos fazendo amor, pode gemer assim. — Ela corou e ele a abraçou, encaixando seus corpos. — Não será difícil me apaixonar por você Hinata. Linda, gentil, amável, atenciosa e maravilhosa na cama.
— Naruto...! — Ela estava morrendo de vergonha.
— Vamos combinar? Na frente de todos serei o genro que seus pais querem. Mas aqui, apenas nós dois em nossa casa... seremos o casal que queremos ser. E eu quero falar o quanto te desejo e te quero.
Hinata arfou. Ela sentia algo mais contra si que não a respiração de Naruto.
— Ah, sim... E não fui só eu que gostei de você. Temos um acordo? — Finalizando, ele lhe beijou o pescoço e em seguida a morena virou-se e lhe tomou os lábios. Eles tinham um acordo.
Definitivamente, não fora difícil para Naruto se apaixonar. Talvez ele tivesse se apaixonado ao descobrir ser ela uma mulher forte e que não se negava aos prazeres que ele queria lhe dar, mas a cada dia, na frente de todos, esse amor ficava mais visível. Eram o casal mais comportado e sociável, mesmo com a timidez da sra. Namikaze, porém, seu marido lhe mantinha sempre por dentro da conversa. Eram admirados, até mesmo invejados. Eram a alegria das duas famílias unidas. Mas dentro de sua casa, quando apenas os dois estavam, quando seus olhos se encontravam, era a paixão avassaladora da primeira noite que lhes tomavam. Ao contrário de muitas, Hinata era uma esposa presente não por obrigação, mas por prazer.
Naruto se sentia e era o homem mais sortudo por ter sido escolhido para ela. Mais ainda, conforme os anos se passaram, se sentia sempre mais sortudo, por saber exatamente como a amar e a deixar feliz. Isso nenhum dote ou nakodo poderia encontrar.
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