Notas iniciais
Curtinho. Aliás, quase todos os capítulos serão curtos, pretendo escrever capítulos menores, porém escrever mais capítulos do que normalmente escreveria.

“Medo. Todos tem o direito de sentir medo. Aliás, o medo faz parte da vida.”

Uma garotinha se encontrava encolhida no canto de uma sala escura, chorando. De cabeça baixa, deixava as lágrimas rolarem. Um calafrio percorria seu corpo. Ouvia passos. Ouvia vozes. O medo a impedia de se mover ou de gritar por ajuda.

“Não adianta fugir. Os fantasmas do passado te perseguirão para sempre”

Corria o mais rápido que podia, mas não era o suficiente. O garoto continuava a perseguindo com aquele sorriso apavorante. Tropeçou nos próprios pés e caiu. Seria aquele o seu fim?. Ele se aproximava cada vez mais e a única coisa que a jovem conseguiu fazer foi gritar.

“E o futuro te reserva surpresas... que prometem mudar sua vida para sempre”

A moça não podia acreditar no que seus olhos lhe mostravam. Não podia ser... Ele não seria capaz. Um sentimento de frustração cresceu dentro de seu corpo. Ela gritou desesperada, enquanto lágrimas de tristeza escorriam de seus belos olhos azuis. Imperdoável. Pouco a pouco, a tristeza se tornou raiva...

“E por mais que tente mudar. Por mais que tente se tornar outra pessoa, é inevitável... A verdade é cruel”

A adolescente olhava o espelho. Aquela não era ela. Definitivamente não era. Quem ela estava enganando? De repente, achou-se tão patética. Esquecera de sua própria essência e iniciara uma farsa. Aquilo precisava acabar. Socou o espelho com força, revoltada com suas próprias atitudes. “Não há escapatória. Um dia, eu lhe garanto, haverá o acerto de contas” O sangue se espalhava pelo chão, formando uma poça ao redor de seu corpo.O rapaz continuava caído, sentindo-se cada vez mais fraco. Estaria morrendo? Imaginava se aquilo era justo. Apenas uma atitude errada teria o encaminhado para uma morte tão precoce? Lamentou por aquele dia, meses atrás. Lamentou por seu egoísmo e fechou os olhos. Era o fim.

“E no fim de tudo, você verá o quão insignificante você é. E perceberá que o desconhecido é mais perigoso do que parece ser...”

Sentado numa poltrona, analisava a bela jovem que se encontrava ali por perto. Por mais que ela parecesse assustada, não consegui acreditar totalmente nela. Afinal de contas, nem a conhecia. Tudo podia ser um plano arquitetado por ela ou por qualquer outro. Maldita hora em que foi confiar neles. Não devia ter se exposto daquela forma. Sentia-se burro e ingênuo em ter tido tanta confiança em pessoas que poderiam estar apenas o enganando. Se o objetivo deles era fazê-lo de bobo, haviam conseguido.

“E enquanto você sofre encarando a dura e insensível realidade, eu te observo e zombo de sua incompetência, enquanto bebo uma deliciosa xícara de chá”

Notas finais
Espero que tenham gostado, até a próxima.