Te esperaré - Leonetta
4 Verdade e estão seguros.
Notas iniciais
POV Violetta.
Acordo seis horas da manhã, me levanto com cuidado e vou ao banheiro fazer minha higiene. Me visto e desço para fazer o café da manhã. Faço ovos mexidos, bacons fritos, suco de laranja. Coloco tudo na mesa, junto de cereal, leite, pão, torrada e manteiga.
— Bom dia. -fala Dih se aproximando de mim.-
— Bom dia. -digo e dou um selinho nele. -Vou até a escola hoje, vou matricula a Mia.
— Quer que eu vá junto? -pergunta me ajudando a por o resto das coisas.-
— Não precisa, você têm o trabalho. -respondo e ele assenti.-
— Vou chama-la. -diz, assinto e ele sobe.-
POV Diego.
Subo até o quarto da Mia, entro e a vejo dormindo tranquilamente. Me aproximo de sua casa e a balanço lentamente.
— Princesa? Acordo meu anjinho. -chamo-a, mas a mesma nem se mexe. -Mia? Acorda princesa.
— Só mais um pouquinho, papai. -pede virando para o outro lado.-
— Amélia, acorda! -chamo-a e a pego no colo.-
— Tá muito cedo, papai. -reclama enquanto coloco-a em pé no chão do banheiro.-
— Você tem que ir com sua mãe para se matricula na nova escola, também tem comprar seu material. -digo despindo-a e colocando-a no chuveiro.-
— Tudo bem. -diz sorrindo.-
Dei banho nela e a vesti com um vestidinho rodado rosa bebê, uma calça legging branca, uma sapatilha rosa. Penteei seu cabelo e dexei-o solto, colocando apenas uma tiara branca com um laço rosa claro.
Descemos para tomar café da manhã. Comemos tranquilos, como todas as manhãs. As meninas saíram e eu fui trabalhar.
POV Violetta.
Cheguei no colégio de B.A. junto com a Mia, na entrada encontramos o Fêde com a Sophia. Nos aproximamos.
— Fêde? -chamou-o e o mesmo me olha.-
— Vilu. -diz e me cumprimenta. -Olá Mia, tudo bem?
— Oi tio Federico. Estou ótima e o senhor? -fala ela simpática.-
— Estou bem também. -responde ele simpático.-
— Papai? Eu vou chegar atrasada. -alerta Sophia.-
— Sim. -diz ele. -Desculpa Vilu, mas preciso leva-la para a sala.
— Tudo bem. Estamos indo para a diretoria, vou matricula-la. -digo e fomos para lados opostos.-
Chegamos a diretoria, eu a matriculei e depois fomos ao shopping. Fomos a uma loja onde vende mochilas e deixei que ela escolhe-se.
— Mamá? -me chamou e eu olhei-a. -Eu quero essa. -aponta para a mochila.-
— Tudo bem, agora vamos escolher o caderno. -pego a machila e caminhamos até a parte onde vende cadernos.-
— Eu quero aquele. -ela aponta para um caderno da barbie.-
— Agora vamos pagar. -digo pegando o caderno e ela assenti.-
Pagamos as coisas no caixa e fomos para a lanchonete comer alguma coisa. Lanchamos no MC Donald's e depois voltamos para casa. Entramos em casa, fecho a porta e coloco as sacolas no sofá.
— Filha, a mamãe vai ligar para uma amiga. Por favor, vá tomar banho, pois depois vamos ter que ir visitar uma pessoa. -pedi, ela assentiu e subiu.-
Pego meu celular e digito o nome da Francesca, ligo para ela e depois de chamar umas três vezes, ela atende.
Ligação on.:
— Alô? Vilu? -pergunta uma voz cansada do outro lado e ouço um choro de criança.-
— Sim é a Violetta. Está tudo bem? -pergunto preocupada, me sentando no sofá.-
— Não. O Miguel ainda está doente, está manhoso, não conseguindo comer e chora muito. -fala preocupada.-
— Você quer ajuda? Eu posso ir te ajudar, criar dois filhos não é fácil. -digo preocupada.-
— Em outro momento eu diria que não precisa, mas eu estou precisando. Você pode ir buscar a Ana no colégio? -pede.-
— Claro que sim. Me passa seu endereço por mensagem e avisa a diretora para ir busca-la. -aviso.-
— Pode deixa. Me desculpa, mas agora eu preciso ir. -diz.-
— Tchau. -digo e ela desliga.-
Ligação off.
Desligo e guardo o celular. Subo e vou até o quarto da minha filha, onde encontro-a dormindo na cama. Me aproximo e acarinho seus cabelos claros.
Tão parecida com o León, acho que ele tem o direito de saber que tem uma filha, mas não sei como contar para a Mia e nem para ele. Acho que o Diego não vai concorda com isso, ele é muito apegado a Mia e para ele, ela é como uma filha e para ela, ele é como um pai.
— Mamá? -chama ela se mexendo da cama, me tirando dos meus pensamentos. -Quem nós vamos visitar?
— Nós íamos visitar a tia Angie. -digo e ela sorrir. -Mas, a tia Fran precisa de ajudar, então vamos buscar a Ana no colégio e ir para a casa dela. -digo e ela assenti.-
— Só preciso me trocar. -diz, assenti e ela foi buscar uma roupa.-
— Precisa de ajudar? -pergunta e ela nega.-
Em poucos minutos, ela já estava pronta. Peguei sua mochila, coloquei algumas coisas, peguei minha bolsa e saímos no carro em direção ao colégio. Em poucos minutos chegamos.
— Com licença, vim buscar Ana Cauviglia Tavelli. -digo ao porteiro.-
— Você é? -pergunta.-
— Violetta Castilho Hernandéz. -digo e ele assenti.-
— Vou busca-la, só um minuto. -diz e assinto.-
— Mamá? -chama-me minha filha e olho para ela. -Quando vamos ver a tia Angie? -pergunta animada.-
— Talvez amanhã. -respondo e ela assenti sorrindo.-
— Aqui está ela. -fala o porteiro vindo com uma garotinha de cabelos pretos, branca como a neve.-
— Obrigado. -agradeço e me abaixo na altura de Ana. -Olá Ana.
— Oi. Quem é voxe (Você)? -pergunta curiosa.-
— Meu nome é Violetta, mas pode me chamar de Vilu. -digo e ela assenti. -Sua mãe, não pode vim te buscar, pois seu irmãozinho, Miguel, está dodói. -explico.-
— Voxe (Você) vai me levar pala (Para) casa? -pergunta e assinto.-
— Essa é minha filha, Mia. -apresento-a.-
Fomos para o carro e as duas foram conversando animadamente o caminho todo. Chegamos em uns 40 minutos, a casa da Fran fica um pouco longe do colégio.
Desci do carro, tirei as meninas e vou em frente a casa dela. Toco a campainha e espero.
— Já vai. -grito ela de dentro e logo a porta é aberta. -Vilu! Entra.
— Oi Fran. -digo entrando com as meninas.-
— Meu anjo. -diz abraçando a Ana. -Obrigada Vilu.
— Sem problemas. -digo e sentamos nos duas no sofá e as meninas subiram para o quarto. -Como ele está?
— Está melhor. Agora está dormindo e quero que ele durma a tarde toda, assim terei descanso. -fala e suspira cansada.-
— Onde está o Marco? -pergunto.-
— Está trabalhando, ele queria me ajudar, mas eu mandei ele ir, pois achei que seria mais fácil. -responde e eu abraço-a.-
— Amiga, preciso te falar uma coisa. -digo nervosa.-
— Pode contar, confia em mim. -diz e eu assento.-
— A Mia não é filha do Diego. -digo baixo.-
— O que? -diz surpresa. -Como assim? Me explica essa historia.
— Calma. -digo e ela se acalma mais. -Eu sai de Buenos Aires, sem saber que estava grávida. Lá eu descobri que eu estava grávida do León, não pudi conta-lo, pois perdi contato com ele. Conheci o Diego e nós apaixonamos e ele ama a Mia como filha dele. O Diego é como um pai para ela. -explico e ela assentiu.-
— Por que você não fala a verdade para ele? -pergunta.-
— Não sei, tenho medo da reação dos três. Diego não aceitaria, ele ama a Mia e para ela, isso seria confuso. E o León agora tem uma família, isso iria atrapalhar. -digo.-
— Não vai atrapalhar a vida dele. O Diego tem aceitar que o verdadeiro pai da Mia, é o León. Você não precisa voltar para ele, mas o León, tem fazer parte da vida dela. -diz e eu assinto. Ela tem razão, vou conversar com o Diego.-
— Você tem razão. Vou conversar com o Diego hoje mesmo. -digo, ela assenti e logo ouvimos um choro de bebê.-
— O dever me chama. -diz se levanto e eu a empurrei de volta ao sofá. -O que está fazendo?
— Tenho mais experiencia, descansa um pouco. -digo, ela sorrir e se deita.-
Subi as escadas e segui até o quarto de onde vinha o choro. Entro e vejo uma figura morena e outra loira tentando olhar para o berço.
— O que fazer aqui? -pergunta e elas se assustam e me olham.-
— O Miguel está chorando muito. -responde Mia.-
— Podem voltar a brincar, eu cuido dele. -digo, elas assentiram e sairam. -Ei pequeno, para quer esse choro todo? -pego-o no colo.-
Ele me olhou parando de chorar aos poucos. Coloquei deitado em meu colo e fiquei ninando-o. Começo a cantar enquanto passei pelo quarto balançando-o bem devagar...
Alecrim Dourado
Alecrim, Alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Alecrim, Alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado
Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim
Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo é o alecrim
POV León.
Acordo um pouco tarde, me levanto com cuidado e vou ao banheiro. Faço minha higiene, me visto e desço para preparar o café da manhã. Enquanto faço suco de laranja natural, escuto alguém descendo as escadas.
— León? Meu amor? -chama a Lara.-
— Estou na cozinha. -respondo e logo ela aparece.-
— Achei que já estivesse ido trabalhar, está atrasado sabia? -diz me repreendendo.-
— Eu sei. Assim que terminar o café e chamar alguém para ficar com você, eu vou. -respondo colocando as coisas na mesa e ela me olha com cara de "Alguém para ficar comigo?"-
— Você acha que eu tenho quantos anos? Dois? -pergunta.-
— Vou ficar mais aliviado seu souber que tem alguém cuidando de você. Se você passar mal e não tiver ninguém para lhe ajudar? -digo preocupado e ela suspira.-
— Não preciso de babá León. -fala meio brava.-
— Não é babá, só quero ter certeza que você vai estar bem. -digo calmamente e ela cruza os braços e bufa. -Meu amor, não fica brava, só estou cuidando de você. -digo abraçando-a.-
— Eu sei, mas você está me tratando como se eu estive-se dois anos de idade. Se algo acontecer, eu te ligo. -diz tentando me convencer.-
— Me desculpa. Eu só tenho medo de perder vocês. -admito separando o abraço e olhando nós seus olhos.-
— Não se preocupa. Pode chamar alguém, se te deixa mais tranquilo. -diz e eu assinto sorrindo.-
Peguei meu celular e fico procurando o nome de alguém que possa me ajudar. Francesca? Não, ela tem os filhos dela e as duas não são tão amigas. Camila? Não, ela deve está cuidando do Samuel. Ema? O André é muito super protetor com ela, então acho que não vai dar. Naty? Está trabalhando no studio de gravação dela. Ludmila? Vou por como segunda opção. Violetta? Não tenho o numero dela e as duas sem se conhecem. Vai a Ludmi mesmo. Ligo para ela e chama umas três vezes e ela atende.
Ligação on.:
— Alô? León? -fala uma voz animada.-
— Alô, é o León sim Ludmi. -digo andando de um lado para o outro pela sala.-
— O que foi? Aconteceu alguma coisa com a Lara? -pergunta preocupada. Elas duas são bem amigas.-
— Não exatamente. -digo. -Queria saber se você poderia vim ficar com a Lara. Ontem ela passou mal e tenho medo que algo aconteça e não tenha ninguém para ajuda-la. -explico.-
— Pode deixar eu vou. -diz e eu sorrio. -SOPHIA! ARRUME ESSA BAGUNÇA AGORA. É UMA ORDEM. -grita com certeza é com a filha. -Já já chego ai.
— Obrigada Ludmi. -agradeço indo até a cozinha.-
— De nada. Sempre que precisa, me chame. -diz.-
— Ok. -digo rindo. -Tchau.
— Tchau. -diz e desliga.-
Ligação off.
Desligo e tomo café da manhã. Lavo a louça e assim que acabo, a campainha toca. Abro e vejo a Ludmila com a Sophia. Sai e fui para trabalho tranquilo, pois sei que Lara e nosso filho estão em boas mãos.
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