Te conhecer foi mágico
4 Joaninha Prometida
— Você não precisa disso. – Repreendeu Marinette tirando a máscara assustadora que escondi todo o rosto de Adrien.
— Essas pestes, deviam ficar longe daqui, por isso Plagg e Tikki fizeram essa casa na floresta do rei... – Disse voltando para a cabana.
Depois da execução do bruxo da floresta a população começou a ficar muito curiosa, querendo saber o que tinha na floresta para um bruxo morar nela, além disso, os moradores estavam em uma espécie de competição para ver quem achava a casa do bruxo. E para afastar os convidados indesejados Adrien vestia um manto e máscara assustadores, se passando por uma espécie de monstro da floresta.
— A casa está protegida, ninguém vai acha-la. – Marinette colocando a máscara em cima da mesa.
— Ninguém exceto você, como acha uma casa coberta por magia?
— Simples, os brincos brilhar mais forte quando estou perto da casa, é como uma brincadeira de quente frio. – Marinette riu e Adrien bufou.
— Não era para ninguém se aproximar. – Fez uma expressão emburrada.
— Criança. – Falou ajeitando os cabelos de Adrien.
— E você é muito adulta.
Passaram alguns meses desde o dia em que Marinette e Adrien se encontraram, depois do pedido ajuda da moça, e com o rapaz a ajudando, ela passou a visita-lo quase todos os dias, sempre trazendo pães e bolos, fazendo com que os dois se tornassem, o que poderia ser chamado de amigos, embora Adrien não admitisse, Marinette era sua companhia, depois da morte de Plagg tinha ficado sozinho, e ficar sozinho era uma coisa que Adrien odiava, então passou a “tolerar” as visitas constantes dela. Já a moça realmente gostava de visitar Adrien, gostava da companhia que ele fazia, gostava de ir para a floresta, fugindo da sua realidade, mas principalmente adorava quando ele fazia seus experimentos e explicava sobre magia, tanto que ela começou a se encantar por essa ciência, mesmo não podendo praticar.
Marinette adorava ler os livros que ensinavam os pequenos milagres, como Tikki chamava, mas particularmente adorava aqueles que tinham anotações da ruiva, achava hilário de como ela corrigia o que estava escrito ou complementava alguma informação. Os dias passavam assim, tranquilos, quando nenhum espertinho decidia explorar a floresta. Em mais um dos dias que Marinette visitava Adrien, ela tirava os pães do cesto enquanto ele ainda estava na sala de experimentos mágicos.
— Adrien!? – O chamou, terminando de arrumar tudo.
— Sim! – Respondeu dos fundos da casa. Marinette foi até ele.
— Adrien? – O chamou uma segunda vez, se certificando de que estivesse ouvindo.
— Pode falar. – Disse concentrado no que estava fazendo.
— Eu tenho um pedido para fazer...
— Um pedido? – Levantou a cabeça, preocupado. – Sua mãe está bem?
— Sim. – Diz com um sorriso torto. – Graças aos remédios que você me deu da última vez mamãe está com a saúde plena.
— Então o que quer?
— Somos amigos a um tempo... – Começou.
— Somos? – Adrien fez uma voz irônica, levantando a sobrancelha e cruzando os braços.
— Somos. – Reafirmou. – Eu gostaria que me fizesse um favor... Tem uma pessoa... – Encolheu os ombros.
— Uma pessoa...? – Disse querendo saber o que ela iria contar.
— Um homem, ele é simplesmente a melhor pessoa que eu conheci, é nobre, não só de sangue como de caráter, é lindo, tem um ótimo coração e trata a todos como iguais. – Disse meio insegura, mas com respiradas longas e olhando para o alto. – Um homem perfeito, um príncipe – Concluiu ela.
— Está confundindo sonho com realidade M’Lady. – Adrien riu.
— Não é sonho.
— O que mais séria? – Falou com um sorriso de canto de boca. – Me parece uma pessoa boa demais para ser verdadeira, ele pode muito bem estar escondendo algo de você. Um lobo vestido em pele de cordeiro
— Já chega! Ele não é assim!
— E qual seria o nome desse príncipe encantado? – Perguntou se levantando da cadeira e encostando na mesa.
Marinette pensou um pouco, e Adrien achou estranho
— Luka! Luka Couffaine. – Falou apreensiva. – O que eu queria pedir é algo que já vi em um dos seus livros. É uma poção do amor...
— Poção de amor!? Para conseguir conquistar o príncipe encantado? Por quê? – Se impressionou com o pedido.
— Por que... Ele é um nobre, eu sei que não teria chances, nem dele olhar para uma filha de padeiros como eu... Mas... – Ela se aproximou de Adrien com as mãos em posição de reza. – Por favor, você é minha esperança para esse sonho se tornar realidade.
Marinette estava muito próxima, como Adrien poderia recusar um pedido desse, feito por olhos tão lindos e encantadores? Ele queria recusar, nunca tinha feito uma poção com tamanha complexidade, o que aconteceria depois que desse essa poção para ela? Mas parou de se perguntar quando a moça se aproximou mais. Isso sempre acontecia, quando Marinette estava por perto Adrien não conseguia raciocinar direito.
— Tudo bem, eu faço, mas você terá que me ajudar. – Falou derrotado.
— Com muito prazer. – Riu, com o maior sorriso que cabia em seu rosto. – Muito obrigada Adrien. – Ela o abraçou.
“Malandra”, pensou Adrien, que lá no fundo sentiu um aperto no coração, ele mesmo não conseguia entender o sentimento que acabara de ter, algo que o deixava tão incomodado com a ideia de que Marinette gostava de outro. Mas essas dúvidas ele deixou de lado e se concentrou no trabalho que tinha prometido fazer.
— Bom, se vai querer uma poção do amor, vai ter que esperar, pelo menos. – Adrien pensou um pouco. – Uma semana, talvez mais.
— Por quê? Uma poção só demora horas, talvez um dia, mas mais de uma semana?
— Não se deve mexer nos sentimentos das pessoas. – Disse Adrien já separando o que iria utilizar. – Mas os mágicos conseguem fazer isso, alguns sentimentos são mais fáceis de manipular que outros, sentimentos passageiros como nojo, surpresa, paixão, medo são até simples de fabricar, já sentimentos mais duradouros, como amor, satisfação, felicidade, saudade, são complicados e demorados.
— Quando começamos? – Marinette estava ansiosa
— Quando quiser M’Lady. – Falou não tão animado quanto deveria.
— Muito obrigada. – Marinette o abraçou mais uma vez. – Podemos começar.
Assim os dois iniciaram a fabricação a poção do amor, Marinette ajudava a separar os ingredientes, eram necessárias grandes variedades de flores, deixando a poção muito cheirosa, que para alguns podia ser enjoativo. Adrien preparava a mistura, fervendo a essência das flores com magia. Nos dias em que a poção estava sendo preparada Marinette passava mais tempo com Adrien, às vezes preparando comida para os dois, já que o rapaz tinha uma mania de não comer direito.
Conversavam bastante durante as refeições, nada muito importante, mas era divertido para eles, se conhecendo um pouco mais, tornado a relação dos dois mais íntima e confortável a ponto dos dois ficaram em silencio e não se sentirem incomodados com aquilo. No último dia de preparo da poção estavam ambos na sala das prateleiras, como Marinette gostava de chamar.
— Adrien... O que vai acontecer se o Luka gostar de outra pessoa?
— Bem, ele irá esquecer dessa pessoa. – O rapaz se virou para Marinette. – Só terá você como princesa. – Sorriu travesso. – Pode me passar o funil.
Indicou, sem olhar uma vidraria, a moça pegou o objeto e deu para Adrien, que se virou novamente para o trabalho.
— Adrien, estou falando sério. – Marinette bufou.
— Eu também, caso ele goste de outra pessoa terá todas as memórias sobre ela apagadas e só amará aquela que der a poção. – Adrien parou de mexer nos vidros e entregou um frasco para Marinette. – Aqui está, sua poção.
Era um frasco bonito, redondo e com alguns enfeites.
— Que fofo. – Riu Marinette.
— É uma poção do amor, acho que merece um frasco bonito. – Falou cruzando os braços
— Como faço para ele se apaixonar por mim?
— Simples, misture a poção em uma bebida com algo seu, pode ser um fio de cabelo, e de para seu príncipe, o tal Luka. – Adrien piscou o olho para ela, por algum motivo, estava tenso, mas isso não o deixou desanimar, ou pelo menos mostrar que não estava afetado. – Ah! Já ia me esquecendo.
O rapaz se virou para a mesa e entregou outro frasco, dessa vez um mais simples e retangular.
— Esse é o antidoto, caso se enjoe do seu príncipe.
O rapaz não sabia explicar o porquê estava fazendo a poção com tanto mal gosto, ele sabia a poção não estava ruim, mas porque ele estava com um tão gosto ruim na boca depois de entregar aquele frasco para Marinette? Ela era alguém que ele gostava, não, não gostava, amava percebeu isso depois de passar esses dias quase inteiros com ela e olhar para aqueles olhos azuis tão brilhantes quanto estrelas, deu a Adrien certeza. Ela iria realmente achar alguém, se casar, ter filhos e me esquecer aqui, vou voltar a ficar sozinho. pensou triste.
— Obrigada. – Marinette pegou o outro vidro da mão dele.
— Pode ir agora, “amar” o seu príncipe. – Adrien despediu-se virou para a mesa, arrumar a bagunça, quando sentiu braços o abraçarem e as mãos apertarem firmes em sua roupa.
— Só quero um pouco de coragem... – Ela disse em um sussuro.
— Mari... – Ele ia se virar quando ela tirou os braços, sorriu amarelo, acenando.
— Até, Adrien. – Se despediu como sempre, e foi embora.
A voz dela estava um pouco tremula, o rapaz se espantou com essa atitude, ainda estava parado olhando para a porta, ficando um pequeno “Será?” na cabeça, mas achou que não valia a pena insistir, ele tinha percebido seu sentimento muito tarde, e agora a garota que amava iria dar a poção do amor para outro homem, iria amar outro homem, ser feliz com outro homem.
Nesse momento Adrien foi para o quarto, se consolando com pensamentos como: É melhor assim; ela estará melhor com outra pessoa. Quando deitou na cama percebeu o quanto a casa estava silenciosa. Na sua frente um gato preto de olhos verdes faiscantes, o encarava.
— Não se mete. – Falou irritado, se virando, olhando para a parede de madeira.
Mas não pode fugir das faíscas verdes, de um gato teimoso, esse gato não falava, se falasse diria algo do tipo: “Você é um idiota ou o que? Vá atrás da moça!” ou algo como “Pare de ficar sentindo pena de si mesmo, tem que contar seus sentimentos para ela.”.
— O que você sabe? Você não sabe que estou sentido, você não sabe nada.
Disse com firmeza e virou para o outro lado, dessa vez encarando a janela, já fazia algumas horas que Marinette havia saído, e o Sol estava se pondo, deixando o céu alaranjado, como a três anos atrás quando ele acordou no quarto de visitas de Plagg, isso deu um sentimento de nostalgia a Adrien, mas que voltou a realidade ao ver novamente os olhos do gato, ele não podia mais fugir daquele olhar que o repreendia.
— Afinal, você sabe... é parte da minha alma, parte de mim... – Pensou um pouco, olhou novamente para o gato. – Muito bem, vou atrás dela.
Adrien se levantou da cama, pegou um manto, e um chapéu, e antes de ir para fora parou, fazia tempo que não ia a Paris, como será que estava o seu pai? Adrien balançou a cabeça, ele tinha o abandonado quando decidiu ser um mágico. Respirou fundo, antes de abrir a porta olhou para a cozinha, talvez por nostalgia de ver sempre o queijo fedido de seu mestre, mas ao invés do Camembert tinha um cesto de pães com o frasco do antidoto da poção do amor do lado.
O rapaz se aproximou, primeiro curioso, será que Marinette tinha realmente esquecido ali? Olhou em um bilhete que estava embaixo do frasco, um “Adeus” escrito com letras que tentavam ser caprichadas. Ela não me quer. Adrien se desanimou, indo cabisbaixo para a sala, pousou a o braço nos olhos, sentiu que iria chorar, quando um estalo na sua cabeça veio, e se ela der a poção para pessoa errada ou se o príncipe fosse um lobo em pele de cordeiro, como ele temia, e pensou coisas piores. Além disso, ele já era um homem de 18 anos, tinha que encarar seus sentimentos de frente, não podia reprimi-los como deixou o seu pai fazer quando era mais novo.
Tomou outro impulso de sair da casa e ir para Paris, seu objetivo era a padaria da família de Marinette, mas estava fechada, e ninguém estava em casa. Foi para a praça principal pensando aonde ela poderia estar, andando distraído olhou para frente, algo tinha chamado atenção dele, viu a moça de cabelos azulados e olhos azuis, a Pequena Noite. Se aproximou sem pensar duas vezes.
— Ei, Marinette. – Chamou a atenção de Marinette a puxando pelo ombro.
Felizmente era ela, a mestiça se virou assustada, Adrien reparou que ela usava um vestido muito elegante, estava acompanhada de um senhor também bem vestido, que olhava para o rapaz com desprezo.
— Ah! – Marinette se escondeu atrás do senhor.
— O conhece minha querida? – O senhor se colocou na frente dos dois e fez uma expressão séria e irritada.
— Não, nunca o vi na vida. – Marinette afirmou.
Quando ela disse isso o Senhor empurrou Adrien que tinha ficado sem reação, como que Marinette não o conhecia? Ela tinha se esquecido dele? Quando ergueu o rosto para encaram os dois, eles não estavam mais lá.
—Cara, se fosse você não se aproximava dela. – Um homem o ajudou a levantar
— Como? Por quê? – Adrien ainda estava atordoado, se recuperando do que tinha acabado de acontecer.
— Aquele é o Barão, dono da maior parte dos imóveis em Paris. E a moça que está com ele é filha de um padeiro que aluga um dos imóveis que, não conseguiu pagar o aluguel a proposta de casamento foi feita para a dívida ser perdoada.
O loiro olhava para onde Marinette e o Barão estavam, em sua cabeça as coisas começavam a fazer sentido, Pequena Noite tinha mentido para ele, tinha dito que a poção era para o príncipe encantado dos sonhos dela, mas na verdade a poção era para ela. Adrien se virou para o homem.
— Obrigado.
A noite chegou na cidade, uma noite especial para a filha do padeiro “apaixonada”, já que o Barão queria se casar imediatamente, depois de ficar tanto tempo insistindo nesse casamento, e só conseguir uma resposta positiva quando ameaçou despejar os pais da garota, ele queria realizar o matrimônio logo. Ventava um pouco, a noite estava mais quente que o comum.
— Filha, sabe que não precisa fazer isso. – Sabine dizia, sabendo que a filha estava estranha. – Você sabe que podemos encontrar outro lugar...
— Está tudo bem mãe, eu amo o Barão. – Disse sem engasgar, os pais ficaram preocupados, pois antes, ela nem gostava de mencionar a palavra “Barão”.
— Marinette... – Tom se sentia culpado por não ter conseguido dinheiro o suficiente para pagar o aluguel, e agora sua filha ter que se casar para essa dívida ser esquecida, isso o quebrava.
— Eu preciso me trocar, por favor, se me deram licença. – Cortou o pai, que cabisbaixo deixou o quarto onde a filha se arrumava, junto com Sabine.
Marinette se sentou na penteadeira, tomando cuidado com o vestido que ela mesma tinha feito, se sentiu tão orgulhosa do trabalho, não era um vestido branco, mas sim um creme muito claro com tons de rosa. Ela terminava de arrumar o cabelo, um coque com algumas mechas caídas, e fazer a maquiagem, que destacava os olhos azuis. Quando ouviu algo estranho vindo da janela, olhou para fora, nada chamou a atenção dela, além das cortinas balançando por causa do vento, se levantou e as fechou.
— Não devia mentir desse jeito M’Lady. – Ouviu passos indo na direção dela. – Não foi nada educado de sua parte, estou magoado.
— O que você quer de mim? – Disse assustada.
— Você esqueceu uma coisa na minha casa. – Mostrou o frasco que continha o antidoto da poção do amor.
— Eu não lhe conheço, como poderia esquecer algo em sua casa? Se não sair agora eu vou gritar. – Adrien se aproximava de Marinette
O corpo da moça tinha parado quando bateu na parede, olhando para os olhos verdes que a deixavam paralisada, não conseguindo falar, muito menos gritar, ela se perguntava por que seu corpo estava agindo dessa forma.
— Não se aproxime mais. – Falou fraca, mas ele se aproximou deixando seus corpos próximos.
— Então me empurre. – Desafiou.
Marinette não conseguia, mordeu o lábio inferior e olhou para baixo não vendo o sorriso vencedor de Adrien, que se aproximou, pegando o queixo dela e a beijando, fazendo-a beber o antidoto da poção do amor, que mesmo após ter acabado o beijo se prolongou e intensificou. Quando os dois se separaram se entreolharam, a moça estava chorando.
— Adrien... – Diz com um pouco de alívio.
— Porque fez isso? Porque mentiu?
— Eu não podia... Não podia deixar que nos despejassem. – Falava chorando, o rapaz a abraçou.
— Tudo bem... Marinette, eu te amo, não quero te perder assim, quero que fique comigo, para sempre. – Acariciava os cabelos dela, e abraçava com força.
— Eu também quero isso Adrien. – Disse com felicidade, mas se lembrou da situação da família. – O que farei agora?
— Tenho uma ideia. – Piscou para ela.
— O que pretende?
— Sou um mágico, não sou? Dê-me seus sapatos.
A mestiça tirou seus sapatos de salto, os deixando no chão.
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Mais tarde com a demora da noiva Sabine, Tom e o Barão foram para a sala em que ela deveria estar, não encontraram nada além de um par de sapatos de ouro, em cima de um banquinho com dois bilhetes, um em cada par, um aos pais de Marinette e outro para o Barão com os dizeres: Isso paga a dívida?
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— O que faremos agora? – Perguntou Marinette que andava de mãos dadas com Adrien pelas ruas de Paris.
— Não sei... – Disse vago.
— Hum... que tal recomeçar. – Sugeriu alegre.
— Me parece uma ótima ideia.
— Por onde começamos?
— Podemos começar reformando aquela casa, os cupins estão atacando. E eu preciso de uma sala maior para fazer meus experimentos.
— Tem razão... Adrien o que acha de me tornar uma pessoa como você, me tornar uma mágica?
— Hum, não será fácil. – Disse preocupado, mas ao mesmo tempo ansioso para saber como isso seria. – Como acha que será o sei “animal interior”?
— Acho que será uma joaninha. – Marinette abriu um grande sorriso.
— Sim, isso combinaria com você. – Disse depois de refletir um pouco.
— Adrien qual é seu animal?
— Quando se tornar uma mágica vai saber. – Falou com tom zombeteiro.
— O que? Não, vai me diga. – Marinette fez voz manhosa. – Por favor!
— Não! – Adrien se divertia ao irritar Pequena Noite.
Quando era pequena Marinette tinha o sonho achar o seu amor verdadeiro, assim como sua mãe, quem diria que esse amor estava em um cabana no meio de uma floresta amaldiçoada e Adrien podia dizer que agora tinha um lar e uma família que se importava, se preocupava e o amava. Assim os dois caminharam nas ruas escuras de Paris, prontos começarem algo juntos estavam felizes pela companhia um do outro, se aturando, se apoiando, se complementando.
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