Te amo mais agora!

6 Jantar romântico


Notas iniciais
Oiii pessoas divas! Desculpem a demora pra postar, eu estava em semana de provas. Mas terminou hoje, finalmente o/ Muito obrigada, estou amando o comentário de vocês

Naquela mesma noite, America Singer se arrumou toda para um “encontro amigável” com Maxon. Enquanto se preparava no quarto, sua irmã mais nova, May, a observava e algumas vezes deu pulinhos de alegria.

– Você está tão linda! – disse ela cheia de entusiasmo. – Vocês foram feitos um para o outro.

America revirou os olhos e retrucou:

– Amigos. Somos apenas amigos, entendeu? – no fundo, ela sabia que possuía um sentimento a mais por Maxon, mas tentava não demonstrar. Sim, ele é um rapaz desejado por muitas mulheres, porém America temia perdê-lo... Pior ainda: perdê-lo para outra.

May soltou uma risadinha. Ela era incrivelmente parecida com a irmã, só que mais jovem. A moça sabia que May sonhava com o amor verdadeiro, mas Meri não acreditava que isso fosse real. Torta de morango é a melhor opção para meu amor verdadeiro, dizia a si mesma.

– Então – America sorriu, dando uma volta, como bailarinas fazem, e exibindo seu vestido rosa-bebê –, como estou?

May hesitou, estudando-a dos pés a cabeça. Assim que pôs a mão no queixo e balançou a cabeça em concordância, sua irmã deu outra rodadinha, feliz.

– Você está perfeita! Maxon vai adorar!

– Sshh – America levou o dedo indicador até os lábios, não entendeu porque fez aquilo, já que seus pais sabiam que ela ia sair. Mas achou que era a única maneira de calar May.

Ela se olhou novamente, os cabelos ruivos caiam-lhe sobre os ombros, e seu rosto estava natural, nada de maquiagem em excesso.

– Já estou indo – afirmou. – Seja obediente!

A outra revirou os olhos, como se dissesse: Sério, America? Você acha que eu nunca obedeço?

(...)

Segundo Meri, o clima estava agradável para uma cidade como Nova York... as estrelas brilhando no céu, as pessoas pareciam mais animadas. Ou será que ela estava mais animada? Talvez sim. A ansiedade de chegar logo no restaurante tomou conta do corpo da menina, que mesmo dando passos pequenos, parecia andar mais o rápido possível. Por fim, ela chegou e escolheu uma mesa perto da janela.

Maxon não havia chegado ainda, por isso não fez questão de pedir a comida. Pensou em pegar o celular, mas se lembrou de que não havia levado. Assim que sentiu um arrepio forte percorrer seu corpo, olhou para o lado e viu Aspen Leger sentado ao seu lado. O rapaz forte de olhos verdes sorriu e abraçou-a com muita força.

– Há quanto tempo, Meri...

– Também senti sua falta! – ela piscou várias vezes, como se não acreditasse que era mesmo seu antigo amigo. Ambos já passaram por muitas coisas juntos, literalmente, só Aspen sabia de um grande segredo de America Singer.

– Hã, está esperando alguém? – indagou, os olhos verdes encarando-a.

Ela assentiu, o rosto sério e bonito, demonstrando certa tristeza.

– Ah, bom, eu também estou esperando alguém. Minha namora... minha namorada! Então, espero vâ-la em breve, estou nessa cidade agora – comentou Aspen. – No momento estou estudando, se quiser saber. Então, sobre aquele segr...

– Não! Tudo bem – cortou-o, vendo que Maxon se aproximava da porta. O que ele pensaria se os visse assim, juntos? O que passaria pela sua cabeça? America não gostaria de saber. – Ahn, tchau!?

– Ah, entendi, nos vemos em breve – informou novamente, os olhos virados para porta, onde desta vez, Maxon entrava. E saiu, desaparecendo por várias pessoas presentes no restaurante.

America acenou e ele sentou-se na sua frente. Trajava calça jeans, e blusa formal com mangas compridas, da cor verde-escuro.

– Tudo bem, minha querida? – perguntou, ainda ajeitando o cabelo, como se não estivesse em perfeito estado. – Uau! Você está linda.

– Tudo, está tudo bem, sim – retrucou, sorrindo forçadamente e deixando escapar uma respiração mais acelerada. Passou a mão por trás do pescoço e baixou a cabeça. – Ah, obrigada!

Maxon ponderou. Havia algo errado?

– Relaxe, minha querida. – as mãos dele entrelaçaram nas mãos de America, que sorriu envergonhada e com as bochechas coradas.

O coração bateu forte, como se acabasse de sair de uma corrida. Nervosa, estava nervosa e envergonhada, amigos eram só amigos, não? Mas parece que, pela primeira vez, ela sentiu algo diferente por um amigo. Sentiu vontade de dizer o quanto gostava do rapaz, principalmente agora que Aspen havia sumido da sua visão. Coragem. Faltava coragem. Ponderou bastante antes que soltar qualquer palavra da boca, não queria magoá-lo, nem admitir qualquer coisa que viesse na cabeça. Guardar o amor para si era a única coisa que achava melhor, talvez. May tinha razão, eles realmente pareciam ser feitos um para o outro. Porém, ela tinha dúvidas... dúvidas do que queria de verdade. Tenho vergonha ,pensou America, de confessar o quanto eu gosto dele, até mesmo na minha mente.

– Vamos fazer o pedido – continuou a moça, pegando o cardápio e escolhendo a comida.

A funcionária atendeu ao pedido de ambos e, como havia muita gente e blá-blá-blá, pediu para que esperassem.

Sem assunto. Eles sorriram algumas vezes, sem saber o que falar.

– Maxon... eu, sabe... – gaguejou. – Hã, eu queria falar que você é muito especial pra mim! – pronto, falou. Quando percebeu as palavras que tinha dito, murmurou baixinho o quanto era idiotice esclarecer isso, o outro não se importou. – Sim, eu gosto muito de você. Muito. Muito. Muito... É.

Ele, por sua vez, engoliu em seco.

– Minha querida, eu sinto o mesmo por você – anunciou, forçando-se a não sorrir feito um bobo. – Sei lá, você me deixa sem fôlego.

– Talvez eu seja sua querida, sim – os dois riram, felizes.

Maxon aproximou mais; America se sentiu envergonhada ao tremer um pouquinho. Ele a beijou, delicadamente.

Enquanto se beijavam, a garota permaneceu com os olhos fechados. Esse foi a única vez em que sentiu algo realmente profundo. Queria ficar assim por mais tempo. Milhares de coisas passaram pela cabeça. Foi ruim porque o amigo estava do outro lado da mesa, mas nada atrapalhou. Pôs suas mãos envolta do pescoço dele, e depois alisou o cabelo de Maxon, que pra falar a verdade era macio e sedoso. Eles se afastaram, inquietos. America não tinha certeza de como estava, mas sentiu que os olhos brilhavam. Esta soltou uma risada desajeitada e estranha.

O jantar – que por sinal estava delicioso – chegou após um bom tempo e eles comeram. Logo, em seguida veio a sobremesa: torta de morango.

– Sabe – começou a menina –, o que somos exatamente?

Maxon pôs uma colherada de torta na boca e demorou em engolir. America pensou que ele provavelmente pensava numa boa resposta.

– O que você acha? – ele levantou as sobrancelhas.

– Não sei, cara, por isso estou perguntando – retrucou.

– Tá legal. Hum, minha querida, nós...

– Namorados...? – arriscou num murmúrio baixinho.

Assentiu, beijando a bochecha dela e deixando uma marquinha de torta, que foi limpa pelo guardanapo. Maxon fez questão de sentar ao lado da nova namorada. Suas mãos se tocaram.

– Eu gosto disso – disse America, apoiando a cabeça no ombro do rapaz.

– De como nossas mãos se encaixam?

– Sim!

Notas finais
O que acham que é esse segredo? O Aspen entrou na fic, só que eu não sei se ele vai aparecer muitas vezes... Roupa da America: http://www.polyvore.com/america/set?id=140372763 Beijos :**