Te amo mais agora!
12 Estragando um jantar idiota
Notas iniciais
Maxon gostava muito de jantar fora, mas da última vez que isso aconteceu, ele e America acabaram se tornando namorados. Sabia que no fundo daquela alma angelical de Natalia, poderia existir alguém bem pior. Se realmente descobrisse que isso é uma das características da garota, acabaria fazendo de tudo para se afastar. Ou não.
Ele ficou esperando a moça por um bom tempo; mas cerca de meia hora depois, Natalia apareceu no restaurante, e seu olhar foi direcionado imediatamente a roupa dela. Usava um vestido apertado, mais ou menos altura do joelho, e um decote que mostrava parte dos seus seios. Qualquer pessoa acharia aquilo vulgar, mas Maxon ficou totalmente hipnotizado. Não acreditava que aquela doçura de pessoa poderia estar tão diferente.
— Oi. — Ela disse, sentando-se à sua frente, e Maxon logo sentiu o perfume forte da garota.
Maxon tocou as costas da mão de Natalia, levando para perto do seu rosto e depositando um demorado beijo. A mesma fechou os olhos, sentindo um arrepio percorrer seu corpo.
— Como vai, minha querida? — ele perguntou, tentando deixar a voz o mais sexy possível.
Ele era mais esperto do que realmente parecia, e tinha certeza que essa menina estava apenas tentando lhe provocar. Mas Maxon não podia deixar isso acontecer, e agindo assim, Natalia ficaria caidinha por ele, só que Maxon não sentia absolutamente nada por ela. Só estava tentando salvar seu relacionamento com America, antes que Natalia arruinasse tudo, fazendo-o cair em suas garras. Só alguém burro demais não teria percebido as intensões de Natalia.
Eles pediram a comida, e enquanto esperava, Natalia deixou seu cabelo algumas vezes sobre o ombro, e depois afastava novamente, tentando fazer com que Maxon notasse seu decote. Ele achou que se algo muito desconfortável acontecesse – como, por exemplo, uma ventania forte – aqueles peitos ficariam bem à mostra.
Maxon desviou o olhar várias vezes. Sentia-se culpada por estar ali, ao invés de ficar em casa com sua namorada, assistindo um filme de comédia e rindo de todas as besteiras que os personagens iriam dizer.
— Há quanto tempo você mora aqui? — Natalia indagou, inspirando profundamente de uma maneira quase ridícula.
Maxon sorriu de lado.
— Eu nasci aqui. E você?
Esta, por sua vez, mordeu o lábio inferior. Ele quase pirou com isso, mas tentou se controlar e a encarou de volta.
— Me mudei pra cá quando tinha nove anos.
Aquilo já estava ficando tão chato, que Maxon imaginou que a qualquer minuto Natalia iria deixar cair algum líquido em cima dele e dizer “Ai desculpa! Deixa eu te ajudar”.
— Sabe, Maxon... Você é um cara muito especial pra mim. Você é bonito, elegante e educado... — ela esticou seus braços, e passou as duas mãos pela blusa do menino, e ele soltou uma risada. Aquilo fazia cócegas.
America
Ela não podia acreditar no que estava vendo naquele exato momento. Era o mesmo restaurante onde ela e Maxon se tornaram namorado e namorada. O mais ridículo daquilo tudo, é que ele estava com Natalia! America falava com ela de vez em quando, pois seus armários eram bem próximos um do outro. America sentiu a própria pele ficar quente de tanta raiva. Não acreditava que Natalia usava um vestido vulgar e altamente decotado, e principalmente que Maxon retribuía o olhar “picante” e agia de uma maneira absolutamente normal, como se nada estivesse acontecendo.
America já estava prestes a desabar em choro, mas antes que isso acontecesse, ela respirou fundo, mantendo-se calma e entrou no restaurante de um modo espontâneo. Passou pela mesa de Maxon, só que nenhum dos dois pareceu nota-la; e daí foi até o balcão de atendimento e pediu um suco de morango. Sentou sobre os banquinhos giratórios dali, e ficou observando os dois, enquanto tomava aos poucos o suco.
A garota olhou para o copo ainda cheio e depois observou Maxon. Depois voltou o olhar para o copo novamente e teve uma vontade enorme de se levantar e ir jogar tudo na cara dos dois.
— Me dá outro suco de morango. — America pediu ao garçom.
Ele atendeu seu pedido e após pouco tempo, trouxe outro copo.
Maxon, de longe, percebeu que America o encarava com tanta fúria, que as veias da testa ficaram altamente visíveis. Ela foi até lá em passos rápidos, e derramou primeiramente em Natalia, e depois despejou tudo em Maxon.
— Você tá louca? — Natalia esbravejou, toda melada, chamando atenção de várias pessoas que jantavam lá.
A ruiva soltou uma gargalhada ao ver que o líquido estava passando pelo decote de Natalia.
— Eu não estou louca — afirmou. — Eu sou louca desde que nasci.
America saiu dali sem dar explicações e Maxon ficou boquiaberto, sem acreditar no que havia acabado de acontecer. Quando estava passando pela porta do restaurante, sentiu alguém puxar seu braço. Era Aspen.
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