Te amo mais agora!
5 Casamento - parte II
Notas iniciais
Annabeth e Percy seguiram até a mesa principal, que estava cheia de docinhos perto do grande bolo de vários andares. A garota agarrou alguns dos coloridos e entregou metade ao Percy.
– Tem azul? – ele perguntou num tom brincalhão. – Amo comida azul, principalmente quando se trata de doces.
Annie assentiu, chamando-o para caminhar pelo local.
Logo depois, ambos já estavam mais afastados das outras pessoas. Annabeth encontrou um balanço ao ar livre. Ela queria conversar mais com Percy Jackson, conhecê-lo melhor, pois apesar de ser amiga do rapaz, ela gostaria de saber mais sobre a vida do garoto.
– Sabe – ela começou, sentando e balançando suavemente –, me conta mais sobre essa coisa de comida azul.
– Como assim...?
Annie revirou os olhos e deu um soco de leve no braço de Percy.
– Ah cara... Você entendeu o que eu quis dizer – Annabeth estampou um sorriso para o chão.
– Esse gramado tem mais sorte que eu – Percy pensou em voz alta.
– Vou fingir que não escutei isso, Cabeça de Alga! – a moça respirou fundo, e hesitou. – É sério, me conta essa coisa da cor azul.
– Tá, vamos lá – ele juntou os lábios e sorriu, mas depois permaneceu sério. – Sempre gostei de comida com a cor azul, principalmente doce. Quando eu tinha uns 10 ou 11 anos, minha mãe trabalhava na doceria da Grande Estação Central. Sempre trazia coisas de lá, pois sabia que eu amava e ainda amo doces azuis.
– Hum.
Annabeth comeu os quitutes que ainda estavam em uma de suas mãos. Assim que sentiu seu celular tocando, ela atendeu rapidamente, mesmo sem olhar quem era.
– Oi.
– Hey, é a Thalia, sua amiga.
– Thalia? Ah, oi Thalia. – Annie viu que Percy a observava, mas ignorou e voltou a falar: – Como vão as coisas?
– Onde você está? – questionou Thalia, mudando de assunto. – Posso ir à sua casa? Precisamos conversar!
Thalia quer conversar? , Annabeth pensou, Sobre qual assunto? Mas nenhuma ideia passava pela cabeça da garota.
– Desculpa Thalia, mas acho que não posso agora, lembra? Estou no casamento do meu pai – ela limpou a garganta –, com Percy Jackson. – Annabeth pronunciou o nome do amigo tão baixo que saiu algo como “Ercy Jacks”
– Quê? – Thalia gritou do outro lado da linha. – Ele tá perto de você agora?
A outra assentiu, só que percebeu que a garota não podia vê-la. Então completou:
– Sim, ele está! Vou colocar no alto falante, okay?
– NÃO! – tarde de mais, Percy tapou os ouvidos ao escutar aquela voz, principalmente porque estava tudo silencioso ao redor, o único barulho era do celular no viva-voz.
– Oi Thalia, e aí? – disse ele, enquanto Annabeth passava o iphone para suas mãos.
– Ei! Meu irmão tá aí, não é? – perguntou a menina, lembrando que Piper estaria também.
– Sim – afirmou Annabeth, um pouco mais próxima de Percy. Ambos ficaram desconfortáveis. – Vi Jason há alguns minutos e...
– Espera! – cortou-a Percy, a voz surpresa. – Jason é irmão de quem? Aquele loiro lá... Ele é imrão de Thalia?
– É – responderam as duas ao mesmo tempo.
– Nossa – murmurou o garoto. A única coisa que ele sabia a respeito de Thalia era que, segundo Annie, elas e Luke já haviam passado por muitas aventuras (longa historia, pensou Percy).
– Me dá isso! – ordenou Annabeth, tomando o celular das mãos do amigo. – Então, você não quer vir, ou sei lá? – chamou, tocando na tela do aparelho e levando-o para o ouvido. Agora ninguém podia escutá-las.
– Não estou a fim.
– Hã, acho que posso ir até sua casa amanhã. – falou Annabeth, pensativa. Por causa da TDAH, Percy começou a observar as coisas ao redor e não prestou atenção no que Thalia e sua amiga falavam.
Um silêncio assustador percorreu o local por alguns segundos.
– O que acha de dormir na minha casa hoje? – indagou Thalia. – Nós podemos assistir algum filme. Qualquer um, menos romance. Você sabe que eu curto mais filme de ação, aventura... desse tipo.
– Sei, mas preciso pedir primeiro a minha mãe. – disse Annabeth.
– Ok, então – ela concordou. – Ah, eu preciso desligar agora. Te vejo mais tarde!
– Se minha mãe deixar.
– Se sua mãe deixar – repetiu Thalia.
Minutos mais tarde, Annabeth e Percy já estavam cansados de fazer nada. Isso mesmo. Cansados de fazer nada. Felizmente seu pai e Sra. Chase ainda estavam lá. Chegara a hora de jogar o buquê.
– Vamos Annabeth – incentivou uma das mulheres presentes ali. – Venha, por favor.
Ela revirou os olhos, andou diretamente onde havia várias meninas e ficou num lugar onde, segundo seus cálculos, nada a alcançaria.
1, 2, 3... As rosas que juntas formavam o buquê voaram no ar, caindo nas mãos de uma pessoa desconhecida. A mulher ficou feliz e beijou um homem que talvez fosse seu namorado.
(...)
No almoço, finalmente, já que Annabeth estava morrendo de fome, todos se sentaram a mesa bem grande, como aquelas de rei e rainha. Porém só tinha familiares e amigos. Desta vez, os noivos não estavam. As pessoas conversavam felizes e sempre que tentavam colocar Annabeth na conversa ela fingia estar concentrada de mais na comida. Percy e ela ficaram calados, ambos cansados. Só queriam tirar aquela roupa (no bom sentido) e vestir uma coisa mais simples e descansar. Também teve a sobremesa, e a maioria dos convidados tiraram fotos, antes e depois do casamento.
A mãe de Annie foi pegá-la de carro. Athena não gostava tanto assim de Percy, mas aceitou levá-lo até seu apartamento.
O carro estacionou, o garoto se retirou rapidamente, dando tchau para elas.
– Percy – chamou Annabeth, descendo do transporte, ficando na frente dele.
– Ei, vou dar uma volta no quarteirão e daqui a pouco volto para pegá-la, certo? – por mais que Athena não confiasse neles dois assim, juntos, sozinhos, decidiu que era melhor para não ficar tão contramão.
– Ok – neste momento os amigos estavam sozinhos, na frente do apartamento em Manhattan.
– F-foi legal – gaguejou Percy, nervoso. Era tarde, o sol estava mais quente que o normal. O clima encontrava-se agradável. Tudo estava perfeito! – Foi bom ficar com você.
– Também gostei de ficar com você, Cabeça de Alga! – a menina bagunçou o cabelo dele, e sorriu por uma fração de segundos. Eles se olharam, e Annabeth beijou a bochecha dele; tinha vergonha de fazer algo mais porque o conhecia há pouco tempo. Percy corou.
– Hã... – o menino tentou falar, mas nada saía de sua boca, ele só conseguia sorrir. Sorriso tímido, envergonhado...
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