Notas iniciais
Alerta de Spoiler. Alguém vai morrer.

Wes se culpava por ter deixado seu amigo ser sequestrado. Todos tentavam convencê-lo de que aquilo não era unicamente culpa dele. Mas ele se recusava a ouvir quaisquer que fossem as justificativas para o que havia acontecido. Pra ele , aquilo tudo havia sido sua culpa.

–A culpa não foi só sua sabia..- Paulo tentava apresentar algum argumento que fizesse o humor dele melhorar.- Não estava no meio de uma briga. Nós deveríamos ter ficado mais focados na proteção dele e da cidade.

–Ele tem razão.-Joey chocou a todos ao dizer isso em vós alta.- O que ? Eu também estou me sentindo culpado sabia !?

–Mas eu sou o melhor amigo dele . Eu deveria proteger ele melhor do que vocês. Agora Marcus e o seu clone vão fazer sabe Deus o que com ele.

–Tá aí uma coisa que você poderia nos esclarecer. Quem são esses dois?-Tammy Faz a pergunta o meio de uma situação de desespero. O que faz todos terem um momento de sanidade.

–Ué, Não sabem quem são??

–Na verdade não. Ninguém nunca nos esclareceu quem estávamos enfrentando.- Will completa.

–Eu tinha certeza de que todos soubessem que eles são.

–As únicas pessoas com quem vocês falou sobre qualquer coisa relacionada a eles são Joey e Paulo. Nós sempre boiamos nesse quesito.- O ar ofendido de Eric chocou Wes. Ele tinha um ego muito frágil.

–Ok. O que querem saber?

–Tudo se possível.- Sam afirma, sucinto e direto como sempre foi.

–Ou ao menos o necessário. No que se refere ao que pode nos ajudar a trazer Gabs de volta.- Andy não consegue deixar claro o que quer saber ao dizer isso, confundindo até a si mesmo.

–E isso quer dizer... ?

–Que você só precisa dizer o necessário, eu acho.- Emerson diz.

–Então pode começar.- Lucas quase ordena de tão ansioso que estava.

E Wes conta tudo a eles, conforme queriam. Ele acabou dizendo mais do que só o necessário, e decerta forma dava a impressão de poderia ajudar. Ele falou sobre o dia em que conheceu Mauro e Marcus na escola no rio de janeiro quando morava com sua família; falou sobre o namoro com Marcus pouco tempo depois; sobre ter aprendido magia; sobre a descoberta da guerra com os vampiros; e sobre os dois terem abandonado ele sozinho a própria sorte, sem saber batalhar usando magia. Também falou sobre ter sido expulso de casa, por causa daquilo tudo , por seus pais. E sobre como acabou indo parar em Erechim .

–É isso. Queriam saber tudo, e isso é tudo.

–É uma história e tanto. Puxa, sozinho contra sete mil vampiros. Como conseguiu fazer isso e sair vivo?- a pergunta de Joey é realmente o que todos queriam saber.

–Os ancestrais. Me ajudaram com a guerra. Agatha foi a primeira a aparecer pra mim pouco depois deles terem ido embora.

–E como foi essa ajuda? Te emprestaram poder?- Dessa vez quem fala é Sam.

–Poder, Renegados, e principalmente táticas de guerra. Considerando que todos eles viveram a milhares de anos, isso foi de grande ajuda.

–O que são renegados? — Nem Tammy nem nenhum deles sabia o que era um renegado.

–Zumbis. Diferente dos comuns esses servem somente pra batalha.

–Você acha que tudo que está acontecendo tem a ver com eles?- Eric pergunta.

–Eu tenho certeza. Só não sei exatamente o porque?

–Se ele foi burro o suficiente pra provocar uma guerra com um clã de vampiros, sabe-se lá o que mais ele pode estar almejando fazer.- o raciocínio prático de sam era engraçado de tão ingênuo.

–Mesmo um lunático precisa de motivos pra fazer suas loucuras. Mesmo que sejam motivos completamente sem sentido.- Diz Paulo.- Talvez devêssemos nos preocupar menos com o "porque" e mais com achar o Gabriel e parar eles dois.

–Acontece que se tentarmos achar ele Marcus saberá. Como vamos resgata-lo sem que ele perceba?- A preocupação era evidente no rosto de Joey .

–Podemos tentar rastrear os passos dele através de um feitiço de localização. — Diz Will

–Você da parte de que ele vai saber se usarmos magia .- Lucas lembra-o.

–Ele não deixou isso muito claro. Além do mais, como ele vai saber que usamos magia pra acha-lo?-Will diz novamente.

–Existem maneiras de se driblar um feitiço de localização, mais não de se senti-lo. Talvez ele estivesse blefando.- Wes conclui um raciocínio lógico. Que traz esperança a todos.

–Então a ideia do feitiço localizador está de pé?- Andy diz olhando para will.

–Mais ele precisa de algo que pertença ao alvo. — Emerson fala alto como em uma advertência.

–Tem a pele daquela coisa que eu e Will afugentamos na floresta.- todos prestam atenção em Tammy.

–Que "coisa" ? — Pergunta Wes.

–A criatura estranha que eu e will enfrentamos quando ela tentou matar o Gabriel.

–Ah é. Eu fiquei com a pele daquele troço estranho grudado durante dias nos dentes- Will fala com uma cara de nojo.- que nojo.

Todos na sala se perguntam porque será que eles não disseram nada a ninguém, ainda mais se tratando de um ataque.

–E essa tal "coisa" era como uma espécie de cobra misturada a uma homem?- Wes se lembra do ataque que ele e Gabs sofreram durante o incêndio da escola.

–Era sim. E tinha aquela voz esquisita, meio arrastada. De qualquer forma era nojento.- Will ainda estava com nojo dos pedaços de pele que ficaram presos nos dentes.

–E porque Vocês dois idiotas não nos falaram desse tal ataque?- era Andy quem estava com raiva agora.

–Porque o Joey falou pra nós não falarmos pra ninguém sobre isso. Se pudéssemos teríamos falado.- Will fala com franqueza demais. Tanta que seu líder já o olha com uma cara de raiva. Logo depois todo o olham com igual intensidade no olhar , principalmente seu irmão e wes.

–Sério!? Até nessa situação a gente descobre algum segredo seu? Será que você não cansa?- Wes está pasmo, surpreso e com uma pontinha de vontade de enforca-lo.

–Você também não contou sobre o ataque na escola pra ninguém.

–Não, mas o ancestrais contaram.- Joey não esperava por essa.- Eu não porque não deu tempo, então Morgana contou pra todos no conselho.

–Agora pode nos esclarecer porque não quis contar?- Paulo encara ele com uma cara de quem já esperava por isso.

Joey fez menção de começar a falar mais, antes disso, algo atravessa a janela ao lado de Lucas. Ele abaixa para ver o que é, e então grita. Emerson o tira dali, e quando os outros vão olhar o que havia assustado luke ficam igualmente atordoados. Era uma cabeça, uma cabeça humana.

Do lado de fora da casa havia um exército de renegados. Pelo menos 50 zumbis estavam parados no quintal prontos para atacar. Na frente deles haviam três mulheres: Uma morena, uma loira e a ruiva que havia sequestrado Gabriel. Vampiras. O bruxo já as havia visto antes, só não se lembrava de onde.

–Como eu disse antes, Marcus manda lembranças.- A ruiva Falou com um ar de deboche.

–Onde ele está?- A ruiva sabe exatamente de quem Weslley está falando.

–Em segurança. E é só isso que você precisa saber.

–Quem são vocês?- Sam pergunta.

–Velhos conhecidos do seu amiguinho feiticeiro. — A loira aponta para Wes.- Aliás... Você se lembra de nós não é Weslley? Afinal de contas, ninguém se esquece do rio de janeiro. Principalmente tendo nascido lá não é?!

Naquele momento ele se perguntou como é que ela sabia seu nome. Como é que ela poderia saber quem ele é. Foi então que ele percebeu. A guerra com os vampiros do rio anos antes, quando marcus e mauro o abandonaram. Antes disso, foram elas quem lideraram o ataque a casa de dos dois.

–Claro. Como poderia esquecer. Quem esqueceria das três vampiras mais importantes do clã não é mesmo?! Parece que quiseram relembrar os tempos em que comandavam os soldados do seu chefe não é.

–Sabia que você não se esqueceria de nós — Fernanda era a única que não estava com paciência para piadas naquela hora.- viemos retribuir o favor. Agora chega dessa enrolação...ATAQUEM!!!!

~*~

Naquela tarde nada poderia estar mais perfeito. Com Gabriel preso nas masmorras improvisadas em baixo da casa, as vampiras se encarregando de acabar com as duas matilhas e seu cúmplices, Nada poderia melhorar o dia de Marcus que estava radiante diante de todos os bons ventos soprando na direção certa. Mauro ainda não estava acreditando que tudo estava funcionando tão bem como daquele jeito.

–Sinceramente, eu não poderia estar mais surpreso. Ás vezes eu me surpreendo com a sua engenhosidade. Se a duas semanas você me dissesse que estaríamos tão perto de nosso objetivo eu riria da sua cara.

–Eu disse. E você riu mesmo da minha cara.

–Ah é. Mais veja só o resultado.

–É como eu sempre digo, ninguém me desafia sem consequências. Eu te falei que eu tinha um trunfo, esse trunfo é esse garoto lá em baixo.

–Mais o que faremos com os amigos quando eles vierem busca-lo? Porque temos que considerar essa hipótese.

–Mauro, não existe hipótese para considerar. Três vampiras anciãs e cinquenta renegados com certeza vão acabar com todos eles. Eles não vão escapar dessa vez. Não é possível que depois do incêndio e de todos aqueles zumbis eles vão conseguir sair todos ilesos . De novo.

–Cara, o Weslley conseguiu ganhar a guerra com os vampiros. Não sabemos como ele conseguiu não morrer, mas pra ele ganhar de alguns zumbis vai ser moleza. Ainda mais com a ajuda de duas matilhas, um ômega e uma Banshee.

–O menino banshee está totalmente incapaz de utilizar os poderes. Esqueceu do feitiço que fizemos?

–Ah é. Mas mesmo assim ele mais oito lobisomens. Eles vão dar bastante trabalho.

–Mesmo assim, eu sei que elas vão matar todos eles. E quando isso acontecer vou pegar o sangue do bruxo, roubar a energia que tem naquela casa e completar o ritual com o sangue dessa isca aqui de baixo da nossa casa. Assim deixaremos de ser najas e teremos mais poder que qualquer bruxo no mundo.

~*~

A Luta com os zumbis aconteceu do nada. Ele havia energizado todos os seus amigo para ajudá-los. Mesmo com uma barreira em volta da casa, Wes não conseguiria segurar por muito tempo. Os lobos podiam passar por ela, mais ele precisava ficar onde estava para atrasar os renegados. Por algum motivo, que ninguém sabia qual era, os renegados mesmo não tento como passar pelas barreiras, insistiam em socá-la como se estivessem forçando uma porta ou uma porta. Mesmo se tratando de mortos-vivos, eles estavam em maior número, e isso fazia com que o corpo de wes reagisse ao esforço feito para manter a barreira de pé. Afinal, eles eram 50 e ele era um.

Todos estavam fazendo o possível para acabar com todos eles. Sam, Andy e Eric estavam lutando com uns 20 zumbis. Andy matava de forma feroz e rápida, ele arrancava a perna de um, o braço de outro, a cabeça do próximo e assim por diante. Sam fazia a mesma coisa, mais ele fazia o possível pra matar o mais rápido o possível. Eric tinha nojo de todos, então acabava matando de um jeito que derramava quase nenhum sangue. Ninguém sabia como ele fazia isso, além disso ninguém ligava pra isso. Ainda mais na situação em que se encontravam.

Tammy e Will apesar de serem só dois, estavam conseguindo matar mais uns vinte. Will estava fazendo o possível para matar o máximo que podia para, assim que possível, ajudar os alfas. Tammy, como toda guerreira, se empenhava mais que todos na batalha, mesmo contando com ajuda de Emerson, que ajudava a manter todos os zumbis longe da casa e de Wes E Lucas.

Lucas foi para o lado de Wes assim que percebeu que o excesso de esforço poderia matá-lo. Permitindo que ele o canalizasse, o corpo dele parou de se enfraquecer, e o nariz parou de sangrar. Se eles chegassem a casa, poderiam roubar a energia dos ancestrais, que faziam da casa um santuário. Isso poderia fortalecer qualquer um. E Wes e Lucas sabiam disso mais do que ninguém.

Joey e Paulo se encarregavam das vampiras que, em si eram muito piores do que todos os zumbis. Isso se agravava pelo fato delas serem anciãs e mestras em batalha, mas também por serem três e eles apenas dois.

Wes abaixou a barreiras e seguiu para a luta. Apesar de estar totalmente esgotado, fazendo um esforço, começou lançando feitiços que inflamavam vários renegados. E assim a batalha seguiu, até que não restou nenhum renegado e todos os inimigos foram reduzidos a apenas três. As vampiras.

–Acabou. Vão logo embora antes que a gente resolva matar vocês três.- Disse luke com veemência, enquanto segurava Wes, cujo nariz sangrava.

Elas estavam cercadas por todos os lobos. Mais de repente, Gaby avança em Tammy. Elas lutam, e quando todos avançam para ajudar a loba, já é tarde, a vampira já havia quebrado o pescoço dela. Andy grita como se o seu pescoço tivesse sito quebrado.

–Não acharam que nós iríamos embora sem fazer um dano permanente, acharam ?- Disse Gaby com um sorriso Macabro no rosto.

Ela larga o corpo de Tammy e as três correm. Mais do nada elas param. Wes faz mais um esforço e as segura no lugar.

–Não acharam que eu as deixaria ir embora sem deixar um dano permanente, acharam?- Ele se solta do apoio de locas e vai em direção as Vampiras.- Já passou da hora de vocês se aposentarem, anciãs.- Então ele aponta para elas. Elas começam a sangrar pelos olhos, orelhas, narizes, até os corpos virarem carcaças dessecadas, e depois pó.

Depois disso ele desmaia. joey o pega nos braços e o leva para dentro. Ele estava desconfiado com esse cansaço todo. Matar três vampiras não tomava tanta energia assim. Tudo bem que ele havia feito uma barreira em volta da casa, e dado uma descarga de energia em todos eles antes da batalha, o que ajudou bastante, mais Joey sabia que ele havia feito algo muito maior, que tomou muito mais energia que isso. Mais não havia tempo para se interrogar a respeito disso. O importante naquele momento era que ele se recuperasse. E logo depois que eles parassem Mauro e Marcus.

~*~

Mauro e Marcus estavam traçando planos o dia inteiro. Os dois estavam confiantes desde que dispensaram as vampiras e os renegados para acabar com todos os inimigos quando uma bolinha de fogo atravessara a porta da frente. Ela parou na frente de Mauro e ficou onde estava até que ele percebesse a gravidade da situação.

–Mauro, o que é isso?

A chama se transforma em uma envelope. E então ele percebe o que aconteceu.

–É um aviso mágico.

–Aviso mágico? E porque você faria isso?

–Porque você superestima seus planos. Eu pus nelas um feitiço que me avisaria o resultado da batalha quando ela acabasse. E elas perderam a batalha. Exatamente como eu temia.

–E as vampiras? Onde estão elas?

Mauro abre o envelope e pega o pó que havia dentro dele e o solta na frente de Marcus.

–Isso... É o que sobrou delas. Eu avisei que ele era poderoso. Eu avisei que as matilhas eram fortes. Agora precisamos de um plano, antes que tudo vá por água baixo.

Mesmo com essa reviravolta nos planos Marcus parecia mais calmo do que nunca, como se nada houvesse acontecido. E ao invés de traçar um plano de emergência ele simplesmente diz:

–Vamos executar o ritual amanhã conforme o planejado.

–O quê? Mais e eles? E se nos atacarem ? O ritual estará acabado.

–Quando o ritual terminar teremos poder suficiente para matar todos eles num piscar de olhos. Pra nos certificar de que estamos seguros, vamos pôr várias sentinelas najas em volta do altar do sacrifício. Assim poderemos ter certeza de que nada nos atrapalhar.

~*~

Gabriel acorda dentro de uma espécie de masmorra. Ele estava com uma dor de cabeça terrível. Uma mulher ruiva o havia trazido pra cá. Ele não se lembrava de quanto tempo passara dormindo, nem o porque de nada disso, mais bom não poderia ser.

Haviam muitas coisas inexplicadas, e que ele ainda não entendia, mais precisava entender o porque de tudo aquilo. Mais antes precisava fugir dali o mais rápido possível.

–Que bom que acordou. Já estava me perguntando se eu ia precisar entrar aí e te acordar.- dizia um homem na porta da cela que ele não sabia quem era exatamente.

–Quem é você?- o desespero soma-se ao instinto de se proteger urgentemente.

Ele se aproxima de Gabriel e o segura pelos braços e olha em seus olhos de uma forma ameaçadora. Como se dissesse, que se ele se mexesse morreria em segundos.

–Meu nome não tem importância. Só o que precisa saber é que Você vai morrer. Mais não vai ser aqui nem agora. Aproveite a noite de descanso porque amanhã a noite será seu último dia.

–Não sem lutar.- Gabriel chuta os testículos dele e corre pra porta, mas algo se enrola em seu tornozelo e o derruba.

Ele olha pra trás e percebe que o que havia segurado seu tornozelo era uma cauda. O homem que antes estava em pé falando com ele, agora era uma criatura meio homem, meio cobra. Exatamente como a que atacou a ele e Wes nos corredores da escola no dia do incêndio. Ele então segura um prego que achou no chão e fura a cauda dele e corre pra porta de novo. O mostro é mais rápido e mesmo com a cauda furada, joga Gabriel contra a parede oposta.

–Bem escorregadio você ein!? Mais não vai importar muito amanhã. Comporte-se.- ele diz e sai da sala.

~*~

Quando Mauro volta das masmorras, está estranhamente feliz. Parecia se divertir com alguma coisa.

–O que você foi fazer lá em baixo Você? Está tão feliz. Você não fez o que eu acho que fez não é?!

–Eu fui por um pouco de medo no nosso mascote. Essa noite vai ser bem longa pra ele.

–Pensei que fosse se divertir...se é que me entende.

–Ah eu entendo. Credo Marcus, o que pensa de mim?

–Ué?! Primeiro você some, e quando aparece, está estranhamente sorridente. Parece um promissor terreno pra especulações não ?

–Credo seu pervertido. Não nessas condições. Eu selei as portas pra ele não tentar fugir.

–Bem, ótimo. Agora vamos dormir. Amanhã vamos passar o dia ocupados

~*~

Após Joey levar Wes desmaiado pra dentro, apenas Andy ficara do lado de fora. O quintal era bem grande, pensou Andy. Talvez pelo fato de a casa ficar bem de frente para a floresta. Ele deixou e ocupar a mente com o tamanho do quintal quando Eric saiu da casa. Eles precisavam conversar, desde que ele percebeu que ele e Tammy estavam ficando. Mas principalmente depois de Eric o vir quase arrancando as roupas de Tammy no dia do incêndio na escola.desde então Eric se distanciara drasticamente. Ele entendia esse distanciamento, afinal ele era ser ex, mais ele sentia falta de seu amigo. E como ela acabara de morrer, eric se aproximava com receio, como se não quisesse se aproximar.

–E aí, como ele está?- falou afim de quebrar o gelo.

–Totalmente esgotado. Jo acha que ele fez algum feitiço poderoso e não nos contou.- Jo era um apelido que ele dera a Joey. Apenas ele o chamava assim.- Bom, agora eu já vou.

–Espera. Fica.- Ele disse segurando o pulso de Eric.- Estou precisando de um amigo. Apenas... fique.

Ele olha nos seus olhos e, mesmo relutante em recusar um pedido dele, ele insiste em ir embora.

–Não posso. Estou totalmente esgotado...

–Não faça isso, por favor. Acha que eu não percebi se afastamento?

–Eu me afastei porque não quis ocupar um espaço totalmente inútil em sua vida. Sou seu ex, mas não quer dizer que tenho que ficar assistindo seu relacionamentos.

–Eu nunca quis te fazer passar por esse tipo de situação. Nós tínhamos terminado a meses. Eu apenas tentei outro relacionamento.

–Aí você fica com a primeira mulher que aparece. Se eu fizesse isso você ia ficar com raiva. Você sempre me deixa no canto, esperando você me procurar quando não tem mais ninguém. Cansei.

Eric vai embora. Ele se sente impotente. Não podia negar que havia feito isso com ele no passado. Era bom ter ele sempre esperando, mas era sem querer. Ele nunca gostou de nenhum dos namorados e namoradas de Eric. Não imaginava que ele se sentiria daquele jeito. Agora estava sem seu amor , e sem seu amor. Precisaria consertar as coisas, antes que ele acabasse o odiando pra sempre.

~*~

Lucas estava praticamente o dia inteiro com uma sensação estranha. Mesmo durante a batalha. Como se alguém fosse morrer, não naquele momento, mais depois. Ele não sabia dizer quando exatamente, poderia ser em poucas horas ou em dias, isso sempre variava.

–Você está estranho.- Como seu guardião, Emerson o conhecia melhor que qualquer um.

–Estou sentindo aquela sensação de novo.

–Como está sendo dessa vez?

–Está diferente das outras vezes. Parece ...Diferente.

–Me fala como é.- ele insiste.

– Antes eu ouvia barulhos, seguia em alguma direção diferente do lugar que queria ir.Mas dessa vez é como uma visão. Tem flashes na minha mente, como se fossem uma memória só que não aconteceu ainda.

–E o que você vê nessas visões? O corpo?

–Eu vejo uma batalha. Mais não vejo o rosto da pessoa em questão. Na verdade não reconheço nenhum traço físico. As únicas coisa que eu sei é que nós todos estamos lá, e que essa pessoa está deitada ao lado do corpo de marcus.

–Não se preocupe. Tudo vai ficar bem. — Ele abraça Lucas, afim de confortá-lo.

–Nós dois sabemos que isso não é verdade.

–Lembra do que sua mãe te disse assim que soube que você é Banshee?

–Na verdade não. Faz bastante tempo.- diz lucas encolhido nos braços de seu protetor.

–Ela disse que as previsões em alguns casos podem ser subjetivas. Podem variar de acordo com A escolha da pessoa. E não faz tanto tempo assim.

–Ás vezes eu acho que você age como meu irmão mais velho. Quer me proteger de tudo.

–É o meu trabalho. Tenho que te manter seguro.

–Do mundo?- diz levantando o rosto do peito dele.

–Se for preciso sim.- Os dois riem.- Agora vamos dormir. Temos uma tarefa importantíssima amanhã.

Emerson o leva para um dos vários quartos de hóspedes daquela casa. Ele dorme em outro quarto com uma coisa em mente: seja lá o que fosse aquela visão, alguém acabaria morto. Isso era um fato. Pra ele era difícil ver seu melhor amigo passar por isso. Poderia protegê-lo de quase tudo, mais não de ver os corpos das pessoas mortas. Era pra isso que ele havia nascido, não havia como salvá-lo disso. Mas faria tudo que estivesse ao seu alcance para poupá-lo de correr perigo.

~*~

Wes acorda na manha seguinte se sentindo revigorado. Joey estava ao pé da cama com uma bandeja de café da manhã nas mãos. Essa cena poderia melhorar o dia de qualquer um.

–Bom dia. Mágico de oz.

–Você e seus apelidos.

–Sem querer te interrogar a essa hora mas...- ele põe a bandeja em seu colo e continua.- poderia me explicar o que aconteceu ontem.

–Sobrecarga. Acho que energizar, proteger e exterminar, quase me exterminou.- ele tenta esconder o que realmente causou aquilo.

–Cara, eu sou um lobisomem, mais qualquer um sabe aquilo não ia te fazer desmaiar do nada. você fez alguma coisa que está escondendo. O que foi?-Então ele sabia. Não havia porque preocupá-lo ainda mais. Então contaria.

– Eu usei a mente delas pra descobrir pra onde levaram Gabriel. Despois tentei localizar o lugar usando a mente como ponte.

–Isso é possível?

–É. Impede que alguém descubra que você está tentando localizá-lo. É como uma camuflagem. Se tentar ele vai localizar a ponte, ou seja, elas.

–Uau. Foram muitos feitiços bruxinho. Exigiu muito de você.

–Pois é. Que quase me mataram.

–Como você matou elas.

–Ah é. Bem, agora eu vou tomar meu café antes que esfrie.

E ele tomou seu café como se fosse o último. Afinal eles teriam um dia bastante agitado, agora que ele sabia onde era a cara pra onde levaram Gabriel, e o planejavam fazer com ele. Após o café ele tomou banho e desceu. Como esperado, todos estavam em sua casa. Então tratou de contar o que fez no dia anterior.

Todos ficaram com raiva do risco que havia corrido, arriscando a própria vida. Mais entenderam assim que ele explicou o local onde ficava a casa: ficava numa colina a uns 10 quilômetros de Erechim.

–Mas o que eles pretendem com isso. Quer dizer, eles não sequestrariam o Gabs a toa.- o argumento de Paulo parecia razoável.

–Eu não faço ideia mas também não quero esperar pra descobrir.

Eles passaram o dia se preparando para a batalha. Alguns Treinavam golpes, outros os sentidos, e até afiavam as garras. Após tudo isso eles estavam quase saindo de casa. Os ancestrais chamam Wes a sala do conselho.

–Precisamos lhe dar um aviso importantíssimo.

–Podem falar agora.

–Tem que ser em particular.

–Sério? É tão importante assim?

–Não o chamaríamos se não fosse.

Wes hesita diante dessa urgência e vai para a sala do conselho. Após um tempo Lucas sente algo que não quis falar , e vai atrás dele. Minutos depois eles dois voltam com um ar solene.

–Já acabou- Pergunta Joey mais preocupado do que nunca.

–Já. Vamos. Há muito a ser feito.- diz lucas e sai com pressa. Deixando Joey e Wes sozinhos na sala.

Na hora de sair Wes segura Joey e o beija profunda e rapidamente. Ele fica sem entender o que acabava de acontecido. E então Wes fala olhando em seus olhos:

–Se eu voltar, espero continuar de onde paramos.- E sai.

O alfa não entende absolutamente nada daquilo. Mais deixa pra lá, mesmo contra os próprios instintos. Ele era um dos poucos dentre os lobisomens presentes que se transformava totalmente em lobo além de Emerson. E eles dois levam Luke e Wes nas costas. Mesmo preocupado com a conversa com os ancestrais e confuso com o beijo, ele deixa tudo aquilo prá lá e se concentra. Seja lá o que tenha sido dito, poderia esperar.

~*~

–Vamos começar. — Disse Mauro.- Vamos proteger o local usando todos os reptilianos que pudermos usar.

Eles estavam já no topo da montanha, com o altar pronto e com Gabriel amarrado em um poste de madeira. Alua cheia apontaria para ele quando estivesse no seu ápice. Ele invocaram várias najas usando a sobra da magia temporária que conseguiram com os diversos sacrifícios que fizeram nos últimos meses.

–Já escureceu. Já já você vai ser o selo de um feitiço que tentamos fazer a meses. A cereja de um bolo cuja massa quase solou.- Mauro faz uma careta ao ouvir Marcus dizer isso.

–Essa é uma comparação péssima.

–Eu sei. Mais eu precisava fazer uma alusão que ele pudesse entender.

–Então né.-Mauro a essa altura já estava vermelho de tanto rir .

–As postos! — gritou do nada.- Protejam a área. E MATEM qualquer um que tente se aproximar.- Ordenou Marcus a todas os reptilianos.E começaram aquilo que todos estavam tentando evitar.

Começaram o ritual.

~*~

Todos já estavam chegando ao local onde o sacrifício iria acontecer. A localização exata foi vista por Wes no feitiço feito no dia anterior. Lucas estava lá pois se recusava a ficar em casa esperando apreensivo o resultado daquilo tudo. Ele sabia lutar então não seria um peso morto. Mesmo assim Emerson se encarregaria de não deixar nada de grave acontecer. Lucas detestava essa superproteção, mas não podia contestar, já que esse era o trabalho dele.

Logo que chegaram, percebia que havia milhares de Najas em volta do local de sacrifício.

–Caramba! O que são essas coisas?- pergunta Joey.

–reptilianos. Pessoas amaldiçoadas e condenadas a serem metade humanas, metade réptil. Ficam assim a se redimir por alguma coisa terrível que fizeram.-Wes Responde.

–Foi uma dessas coisas que eu e Tammy pegamos na floresta, enquanto atacava Gabriel.

–E como vamos pegá-los?- Pergunta Paulo.

–Vamos atraí-los a um lugar só e quando estiverem juntos eu, Joey e Paulo ficamos invisíveis e passamos.- Diz Wes Fazendo a estratégia.

Rapidamente Cada um dos lobos vai para um ponto no meio da floresta e cada um deles ficou bem a frente de uma naja. Fizeram os olhos brilharem de propósito para atrair as najas. Uma vez que a armadilha funcionou, todos atacaram as najas, mas no momento que elas partiam para o ataque, os lobos se esquivavam. Cada vez que eles se esquivavam também chegavam cada vez mais pra perto uns dos outros, afim de acabarem encurralando-os.

E o combate começa. No mesmo instante em que Wes, Paulo e joey ficam invisíveis e seguem para o topo da montanha. O ritual está terminando. A única coisa que falta é cortar o pescoço de gabriel. E é nesse instante que eles chegam.

–É com o sangue desse jovem que eu desfaço a maldição-recita Marcus.

–MARCUS!!

Ele olha pra trás e percebe três figuras nas sombras. Dois lobos e um bruxo que ele reconheceria em qualquer lugar.

–De novo. Você não vai me atrapalhar de novo!!

–Ah eu vou. E em grande estilo.

OS lobos pulam na direção dos dois mais Mauro se transforma e acerta ambos com a cauda. Wes aproveita o momento pra atacar Marcus. Ele joga bolas de fogo no monstro que antes era Marcus. Ele revida atirando veneno com as presas, que bloqueadas por um escudo invisível que Wes constrói de última hora.

Ao mesmo tempo Mauro se encontrava tendo que enfrentar dois lobisomens sozinho. Ambos tentam atacá-lo juntos, de direções diferentes. mais ele é rápido e gira a cauda e acerta ambos com um único giro. Mais assim que cai, joey se levanta de novo e crava as garras na cauda, fazendo-o gritar de dor e surpresa. Paulo aproveita esse momento pra pular no pescoço de Mauro. Ambos os lobos Arrancam pedaços consideráveis de pele e carne. Mauro Perde as forças e cai. Marcus cai no mesmo instante que ele e desmaia.

–O que houve?- Pergunta Paulo.

–Acho que eles devem estar ligados.- Responde Joey

–Rápido tirem Gabriel daqui.- Wes apressa os dois e tira a mordaça e as algemas de gabriel.

–Ah, Graças a Deus. — Gabs Está com medo e abraça o amigo.- Pensei que eu ia morrer. Pensei que vocês não viriam.

–Eu Jamais ia deixar você morrer.- Ele diz abraçando o amigo com força.- Agora vamos embora antes que ele acorde.

Nesse momento Paulo e Joey chegam e todos vão embora. Mais quando chegam perto do pé da montanha wes para.

–Levem ele. Eu preciso voltar.

–O que?- Os três dizem ao mesmo

–Ele não pode permanecer vivo alguém precisa matá-lo.

–Não. Eu vou deixar você ir até lá de novo.- diz gabs com convicção.

–Eu acho que você não tem como me impedir.

–Eu te arrasto de volta se precisar.- Diz com ainda mais convicção.

–Você é sempre tão preocupado.- Ele toca o rosto o amigo. Depois joga todos os três pra longe e faz uma barreira em volta do altar no topo da montanha. Ele segue para o topo sem olhar pra trás, sem dar ouvidos aos gritos de súplica de seus amigos. Ele seguiu para o topo a montanha.

~*~

No topo da montanha Marcus está desmaiado e Mauro está morto. Wes está prestes a arrancar o coração dele com um feitiço. Mas ele voa na direção de uma árvore repentinamente.

–Não achou que eu fosse te deixar me matar não é.

–Não tem problema. Assim as coisas ficam mais divertidas.

–Ah vão. Claro que vão. Aliás parabéns por descobrir onde estávamos. O feitiço realmente deve ter sido muito difícil de se fazer.

–Como sabe do feitiço?

–É que o nosso amigo morto pôs um feitiço nelas. Aí eu sei de tudo. Você é bastante poderoso ein.- Diz ele com um ar de deboche que deixa Wes ainda mais irritado.

–Mais do que você. Considerando que, graças a maldição que te fez naja, v

Não tem mais magia própria.- Ele enaltece os próprios atributos, numa tentativa de intimidar Marcus

–Nem me lembre. Mas você se arriscou bastante ontem. Me localizou, protegeu sua casa, energizou seus amigos, matou as vampiras. Você ás vezes é tão idiota sabia. Ter esse poder e mesmo assim se preocupar com gente sem importância. Se eu tivesse meus poderes de volta...

–Mas não tem. E nem terá se depender de mim. E assim o aluno superou o mestre. Vamos terminar isso do jeito que começamos Marcus. Juntos.

E com essa frase, Marcus ataca Wes.jogango para o alto e puxando para o chão. Wes atinge o chão com força. Ele atira raios na direção de Marcus. Ele é atingido por uma sequencia de raios tão rápida que quase não sabe de onde veio. Mais os absorve e joga de volta em Wes, que se protege. Depois usa magia cinética pra puxar marcus pra perto de onde ele estava. Ele segura o pescoço de marcos afim de enforcá-lo, mais ele sabia lutar , então o atira no e cai em cima dele.

–Aprendeu feitiços de batalha aprendiz?- diz em quanto segura os braços de Wes.

–Não graças a você.- Wes o faz levitar.- Agora isso Acaba.

–Ah com certeza acaba.- Marcus absorve a magia cai novamente em cima dele.

Mais algo atravessa o peito dele. Marcus mantinha a faca do sacrifício escondida na roupa, e agora ela estava enterrada no peito dele.

–Eu disse que ninguém me desafia sem consequências. Eu não precisava especificamente do sangue do seu amigo e sim de do sangue de alguém de coração puro, ele foi uma diversão. Agora por sua culpa, o ritual está completo. Tenha uma boa morte amor.- a palavra amor sai com um tom de nojo.

Mas ele faz uma cara de surpresa e olha pra baixo. Wes também enfia uma outra faca no peito dele.

–Se eu for morrer...- E roda a faca dentro do peito dele. A voz está fraca.- Vou levar você junto comigo.- Ele olha nos olhos de seu inimigo e o vê morrer.Jogando o corpo de lado ele fala pela última vez.- Tenha uma longa estadia no inferno. Marcus.

~*~

Logo que percebe que a barreira baixou, joey corre para o topo. Todos correm junto com ele, mas são parado no mesmo lugar onde estavam a poucos minutos.

–O quê? O que aconteceu? — Para surpresa dele o mais aflito era Will

–A barreira deve ter baixado temporariamente. Fiquem aqui, eu vou até lá ajudá-lo. Me esperem.

Ele corre o mais rápido que consegue. E quando chega encontra Mauro morto no canto onde ele e Paulo o deixaram, Marcus igualmente morto perto do altar, onde gabriel estava amarrado, e ao seu lado, Wes. Com o peito vermelho.

–Não! Não Não Não.- Ele vai até o corpo dele e ao contrário do que achou ele estava vivo.- Wes o que houve. Você está bem? Você pre estar. Estão todos te esperando. Eu vou te levar pra lá e...

–Não!- Diz ele. Interrompendo Joey.

–O quê?

–Está tudo bem.- Diz ele com lágrimas nos olhos.

–Tudo bem? Como pode estar tudo bem?

–Estava predestinado.

–O que?

Wes coloca a mão em seu rosto, lhe passando uma lembrança.

~Flashback on~

Wes chega a sala do conselho. Encontrando Agatha Harkness olhando pra ele.

–Você de tudo que pode e vai acontecer.- Não era uma pergunta.

–Sim mas...

–E mesmo assim não contou a ele. Nem a ninguém.

–Eu não podia. Eles já tem muito com que se preocupar....

–Escute, criança.- Ela sempre o chamara assim, desde que conhecera os ancestrais.- Eles pretendem fazer um sacrifício pra desfazer uma maldição. É uma magia que exige sangue.

–Eu sei. Estou ciente disso.

–Então também está ciente de que, se o ritual for iniciado, não poderá parar seu efeito.- Diz ela com uma voz triste, mas não menos solene.- Só poderá inibir seu poder se que alguém morrer. Se passar por essa porta, deverá ficar ciente de que alguém deverá morrer com aqueles dois. Se não for gabriel, será você.

–Sim. Isso me ocorreu. Mas não vai me fazer mudar de ideia. E não vou deixar ninguém saber.

–Acho que um já sabe.- E some no ar.

Ao olhar para trás, vê lucas perplexo na porta. Ele certamente ouviu a conversa toda e estava chocado demais pra dizer qualquer coisa.

–Então era isso. A sensação que eu sentia. Ela sempre ficava mais forte com você por perto. Era por isso, você pode morrer.- diz ele como se tirasse uma conclusão mórbida.

–Não. Você se enganou.

–Eu prevejo a morte. E não costumo me enganar.

–Essa previsão tem a chance de não acontecer.

–Emerson me falou a mesma coisa. Mais acho que é mentira.

–Não nesse caso.- Ele tenta enrolar lucas, de forma cruel. Porém necessária.- é preciso que alguém morra pra esse sacrifício pare. Então se eles dois morrerem , eu e Gabs continuamos vivos.

–Não minta pra mim.- Ele como se houvesse sido ensultado.

–Não estou mentindo.- diz wes com tom conciliador.

–Você promete que vai voltar bem? Promete?

–Você tem minha palavra.- Ele aperta a mão de lucas.

Ele sabia que mentir daquele jeito era cruel, mais era preciso se quisesse que todos ficassem bem. Futuramente todos entenderiam.

~Flashback off~

Ele tira a mão do rosto de joey. E ele percebe que esse era o motivo para a preocupação estampada no rosto dele e de Lucas depois que saíram da sala dos ancestrais. Esse era o motivo para o beijo pouco antes de seguirem para lá.

–Não se preocupe. Vocês vão ficar bem. Isso é o que importa.- Diz já com a voz fraca.

–Não! Você vai ficar bem . Eu vou cuidar de você. Vamos continuar de onde paramos, Lembra... você me disse isso hoje.- Ele chora ao tentar confortá-lo mais já é tarde.

–Tão Doce...- Diz com um sorriso no rosto , pouco antes dele se desfazer. Sua mão cai no chão ao lado do corpo. Já não havia mais o que ser feito. Ele estava morto. Do jeito mais brusco que poderia ser. Deixando todos tristes, mais em segurança.

~*~

No pé da colina, as najas que antes os atacavam, agora estavam mortas. Todos estavam feridos e cansados. E o pior: Lucas havia acabado de gritar. Todos sabiam o que estava prestes a acontecer quando uma banshee gritava. Gabriel, que sabia exatamente o que esse grito significava apenas olhou pra ele e disse:

–Quem?

Ao receber o silêncio como resposta, ele entende exatamente qual é a resposta. Will, que já havia perdido sua melhor amiga, se levanta e com uma cara de apreensão toma a palavra.

–Quem lucas.... Diga.- diz ele sacudindo lucas, cuja única resposta é:

–Vejam com os próprios olhos.

Todos olham na direção do topo da montanha. E logo veem. Joey desce com um corpo nos braços. Conforme chega perto, todos veem o rosto com mais clareza.

Wes está morto. E agora todos ficariam sem ele. Joey ficaria sem ele. Perdeu um amor que acabara de descobrir que poderia existir. Todos teriam que superar.

Notas finais
vcs não acharam que esse era o ultimo capitulo, acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.