Te Odeio Tanto Quanto Te Amo

1 Capítulo 1: Silêncio de Um Olhar


Notas iniciais
é baseado nos atentados do 11 de setembro, um ex militar mandado para o Afeganistão para lutar pelo seu país, ajuda a equipe a encontrar um terrorista que agora assassina ex militares por vingança.

11 de setembro de 2001, o maior desastre acontecia nos estados unidos, hoje quase 11 anos depois os Americanos saem às ruas para gritar a vitória, Osama Bin Laden esta morto, mas agora eu te pergunto que vitória é essa? Onde milhares de pessoas morreram? Onde a única herança é o medo de novos atentados que podem vir a qualquer momento e de qualquer direção?

Quando as torres foram a baixo, quando o símbolo de poder dos Estados Unidos foi abaixo eu via tudo de onde eu estava, eu estava em um lugar “seguro” bem longe das torres, mas de onde eu podia vê-las. Naquele momento a primeira coisa que eu fiz foi agradecer a Deus por não estar lá dentro. Na época eu tinha 18 anos e estava me alistando ao exército, e me perguntava onde eu estava me metendo.

Pessoas corriam para todos os lados gritando, não que eu pudesse ouvir eu estava totalmente paralisado, minhas pernas tremiam e minha garganta estava seca. Eu me pergunto até hoje por que eu não fiz alguma coisa para ajudar aquelas pessoas, mas a verdade é que eu não consegui.

Hoje quando ligo a TV e vejo todas aquelas pessoas cantando essa derrotada vitoria eu me sinto vazio. Nesse meio tempo eu fui mandado ao Afeganistão para defender o meu país. Eu tenho que admitir que eu sinto sim orgulho disso. Mas na época aquilo parecia aterrorizante, eles haviam jogado aviões contra as torres do meu país e agora eu estava indo para o país deles, mas eu vesti a minha farda e segui em frente, e tenho mesmo o maior orgulho disto.

Depois que eu fui liberado do exercito, ainda com 25 anos. Decidi que iria curtir a vida de verdade, acho que aqueles dois anos no Afeganistão me fizeram ver o quanto a vida é preciosa, então decidi aproveitá-la ao Maximo. Dois meses depois que voltei decidi me mudar para Las Vegas, NY me trazia muitas lembranças e o que eu queria era uma nova vida. E não há lugar melhor do que Vegas para muita diversão que era o que eu mais procurava no momento.

Mulheres dançando em cima de mesas, jogos para todos os gostos e bolsos, Mulheres dançando em cima de mesas, bebidas a vontade, Mulheres dançando em cima de mesas, tudo bem não é só isso, recebi uma oferta de emprego na base de controle de operações de combate ao terrorismo, mas as mulheres realmente são a melhor parte.

O emprego baseia-se em desarmar bombas, procurar por terroristas que ainda possam estar no país e controlar os aeroportos da cidade. Não é tão emocionante como estar num campo de batalha, mas dá para o gasto.

Acordo sempre com vontade de fazer coisas diferentes que possam mudar a vida das pessoas. Acho que sou um sonhador, mas acabo fazendo a mesma merda de sempre como todo mundo. Entro em minha sala pronto para mais um dia de trabalho quando ouço July me chamar da sala dela. Ela é uma mulher muito bonita e poderosa, já sai com ela algumas vezes, mas nada serio. Ela é mandona demais e eu não gosto disso.

- Brian? Steve estava procurando por você! – dou meia volta antes de entrar em minha sala e me viro para ela fazendo uma careta feia, Steve era um chato e puxa-saco. Me dirigi para a sala dele. Fui logo entrando sem bater na porta, eu sabia que aquilo o irritava por isso eu sempre fazia.

- Procurando por mim? – ele me olha com a mesma cara de irritado todas as vezes que eu fazia aquilo.

- Você esta atrasado!

- Vai me demitir?

- Não, estão ocorrendo crimes contra ex militares...

- Steve. Eu leio jornal.

- Eu não terminei. Os CSI’s estão investigando as mortes e pediram que eu enviasse um dos meus homens para ajudar na investigação. Eu acho que não há ninguém melhor para essa missão do que você.

- Ah até que enfim um pouco de diversão! Posso ir?

- À vontade! – ele não via à hora de se ver livre de mim, não por me achar chato e sim por achar que eu poderia tomar seu cargo, mal ele sabia que eu jamais aceitaria ficar trancado dentro de uma sala olhando gráficos na tela do computador não é para mim eu gosto da ação. Eu me levanto e saio em direção ao departamento de criminalística.

Ao chegar me dirijo à recepcionista.

- Pode me ajudar a achar Gil Grissom?

- È claro, segunda porta a direita. – ela não parava de me olhar, deveria ser por causa da roupa as mulheres adoram. Era uma roupa que misturava um pouco do exercito com um colete e uma arma na cintura, os atentados tinham perdido a força, mas as roupas e a moral que a gente tinha continuavam as mesmas. Viro a segunda porta a direita como me foi passado, avisto uma mulher de cabelos loiros na altura do ombro, ela estava de costas para a porta e ao seu lado um homem de meia idade com óculos analisando algumas fotos. Eu bato na porta e os dois se viram para mim.

- Onde eu encontro Gil Grissom?

- Sou eu! – eu me aproximo para apertar a mão dele.

- Brian Woody, força de combate ao terrorismo, vim por causa das mortes. – ele aperta minha mão e me olha nos olhos me passando confiança.

- Ah sim, eu falei com Steve, essa é Catherine Willows – eu aperto a mão dela, ela tem um aperto firme, dizem que é característica de alguém de sucesso.

- Prazer – eu digo a ela que me retribui com um sorriso. Eu tive a leve impressão de que eu já a conhecia de algum lugar, mas não conseguia me lembrar.

- Vamos ao trabalho? – ela diz ainda olhando para mim, eu aceno com a cabeça para ela e me aproximo da mesa. Ficando do outro lado dela.

- Bem nossa primeira vitima é Cal James ex soldado, foi morto com um tiro na cabeça, foi encontrado em um saco plástico preto no deserto. – ela falou de todos os detalhes da vitima e eu prestei bastante atenção, não só por interesse também por que a achei atraente.

- A segunda vitima ex tenente foi morto também com um tiro na cabeça e encontrado em um saco preto. – Gil me dá a descrição da segunda vitima e ela começa a falar de novo.

- E a terceira e última vitima havia voltado do exercito há uma semana e...

- Apresente as mesmas características dos outros mortos. – eu a corto e ela me olha com uma cara não muito boa. – desculpa. Acha que ele pode ser de outro país?

- Não achamos nada apenas seguimos as evidencias. – é realmente ela ficou zangada com uma resposta dessa eu preferi ficar quieto. O celular dela toca quebrando o clima ruim que ficou.

- Certo. – ela desliga o celular. – Temos trabalho, mais um, dessa vez um general também encontrado no deserto.

- Vocês cuidam disso. – disse Grissom e saiu da sala.