Te Iubesc
6 Capítulo 6
Faz muito tempo desde que aquilo aconteceu,nos perdoamos e se reconciliamos naquele mesmo hotel. No mesmo dia liguei para meu escritório e pedi um afastamento por um mês para resolver assuntos pessoais,Arthur, meu sócio,me pergunta o que aconteceu, se era grave ou alguma doença, o tranquilizo e falo que teria de ficar por um tempo em Curitiba,ele compreendeu e falou que resolveria tudo.
Estávamos felizes e isso era notável a todos, vivíamos aquelas semanas fazendo tudo que tínhamos direito, agindo como se fosse a última viagem,as últimas semanas e que no final não daria certo, íamos a restaurantes,museus,bares, teatros,fazíamos o que podíamos e o que tínhamos vontade.
No fim,nossa relação não deu certo,éramos puro ciúmes e falsidade, na minha hipótese nosso amor era fraco assim como nossas cabeças, apesar da idade de ambas, na hipótese dela não era para acontecer. Tivemos uma briga feia e acabamos ali,exatamente um mês depois,já que eu não poderia ficar mais tempo e ela iniciaria sua faculdade de veterinária em Curitiba,era perceptível e admirável o quanto amava sua vocação.
Voltei para São Paulo e segui minha vida, foquei no trabalho para esquecê-la mas não foi fácil, só consegui tira-la um pouco da minha cabeça,quando recebi a oportunidade de abrir um escritório em outro estado e tive que me mudar. Perdemos o contato quando voltei para cá e com a correria do dia-a-dia,acabei não procurando notícias sobre ela nesses 6 meses.
5 anos mais tarde ...
Me mudei para Minas Gerais e recomecei minha vida, meu trabalho tava ótimo e no meu apartamento tudo organizado. Tudo se encaixando e dando certo mas eu sentia falta de algo, que eu sempre tive consciência que faltava,uma parte que deixei naquela viagem com aquela garota dos olhos cinzas.
Mesmo por tudo que a gente passou,mesmo tentando substitui-la com outras garotas,tudo que ela fez e que eu fiz, não consegue renegar e nem substituir esse sentimento. E nesses anos a cada dia sinto saudade dela, cada coisa me lembra ela e é muito difícil deixar passar esses detalhes em branco. Tudo isso não só pelo nosso "relacionamento" mas também pela nossa amizade, sinto às vezes que é minha culpa, se eu não tivesse me declarado, se eu tivesse suportado como suportei por tanto tempo, me contentando só com a amizade dela estaria bom mas hoje em dia nem isso eu tenho. Não quero pensar nisso, não quero me entristecer.
Estava andando pelas ruas da capital, admirando e reparando em tudo a minha volta, a cada dia a paisagem muda,nunca está igual e é isso que me encanta. E nos finais de semana como hoje fica ainda mais bonita essa cidade,fui a uma padaria que já frequentava e na fila para fazer meu pedido ouço meu nome, quando olho para trás tomo um susto.
Alex POV.
Um dia antes ...
Eu estava tão contente, havia me formado na profissão que sempre quis e ainda tive a oportunidade de conhecer esse estado. Eu estava levando a vida muito bem desde que eu e a Vic nos separamos, pensava que levaria tudo numa boa e foi assim, na primeira semana.
Depois disso, eu comecei a perceber a falta que ela faz e a necessidade que tenho dela, das brincadeiras,risadas, das idéias e maluquices nem parecia que aquela "garota" era advogada. Foi assim a cada dia nesses últimos anos que passei, sentindo falta dela e da amizade dela, fazia de tudo para esquecê-la por um dia ou mais apenas para não sofrer só que não conseguia. E no meio dessa confusão decidi que quando terminasse a faculdade iria procurar ela e reconquista-la, mas se estivesse comprometida a deixaria seguir a vida.
Desde então estou esperando o final da faculdade, e agora estou aqui arrumando minhas malas para voltar para São Paulo.
(...)
Já estava em São Paulo e a procura dela, como vivíamos sempre juntas,eu tinha a chave de seu apartamento, quando eu cheguei na portaria do condomínio,perguntei de seu nome ao porteiro e o tal depois de checar,me informa que não tem ninguém morando no condomínio com esse nome e sobrenome,fico intrigada e vou atrás do seu sócio no escritório Bueno & Pessoni.
Arthur Pessoni um advogado ótimo assim como um maravilhoso amigo, conhece a Vic desde criança e são inseparáveis, quando fomos apresentados tive uma simpatia simultânea com ele e criamos uma amizade muito boa. Cheguei lá e encontrei Arthur, engatamos uma conversa boa e quando tive a oportunidade perguntei sobre ela :
– Arthur, onde tá a Victoria ?
– Tivemos a oportunidade de abrir um escritório em Minas e ela foi para lá — continuo ele — converso com ela toda semana para matar a saudade, ela fala sobre os lugares que visita e me passa os endereços para quando eu lá. — ele ri.
Peço então para ele o endereço do escritório, do apartamento e o lugar que ela mais frequenta a cada período, ele me passou, e eu me despedi depois de mais um tempo de conversa com ele. Me senti uma stalker quando vi os endereços nas minhas mãos, no mesmo dia arrumei novamente minhas malas e sem tempo para pensar parti para o aeroporto.
Consegui um vôo ainda hoje, só que noturno então só chegarei lá bem tarde ou amanhã. Enquanto espero o embarque,fico tomando café para ver se acordo um pouco, nessa correria toda não dormi bem, espero que café ajude. Quando termino meu café, o embarque é anunciado, pego minhas coisas e me encaminho para a longa viagem que me espera.
(...)
Cheguei em Minas Gerais de manhã, com indicação de um taxista, consegui de última hora e por sorte um quarto numa pousada perto dos endereços que recebi de Arthur. Arrumei minhas malas e a organizei no meu quarto, depois de tudo arrumado, sai para comer algo e já iria procurar por Victoria.
Fui ao lugar que ela mais frequenta nesse horário, andando e observando aquele novo cenário. Quando chego ao lugar, a encontro, e por instinto a chamo :
– Victoria.
Ela me olha e então a observo, ela não mudou muita coisa, apenas seu rosto parecia mais maduro no resto continuava a mesma, o mesmo cabelo castanho claro, os olhos castanhos esverdeados, continuava linda.
– Alex ? — ela me olhou assustada mas sorrindo.
– Voltei para você.
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