Notas iniciais
Como estou ansiosa com a história estou postando com antecedência, espero que gostem.
Talvez pareça meio boba, mas faz parte também. Na vida também temos que viver momentos bobos.
Bom apetite.

Oi pessoal, como me apresentei acima, sou eu, Sofia. Uma pessoa muito descolada. Como sempre, eu tenho muita coisa pra contar, decidi fazer um blog. Ao decorrer dele vocês vão ver como sou e formarem suas próprias opiniões.

Eu namoro o Fernando há quase cinco anos. Nossa como o tempo voa! Eu e ele já aprontamos muito e estamos sempre saindo com amigos. Vou começar a contar como foi que nos conhecemos.

Eu trabalhava numa empresa em outra cidade, não era longe,mas era fora de mão então eu pegava um ônibus perto de casa depois andava uns quinze minutos até chegar no trabalho. Num determinado dia comecei a reparar que havia um rapaz que fazia o mesmo trajeto que o meu, então naquele dia deixei que ele fosse na frente e o segui, então descobri que nos trabalhávamos na mesma empresa.

“Puxa, como sou desligada.” – pensei.. Reparei como ele era bonito, não muito alto 1,75 de altura mais ou menos, um moreno claro, não chegava a ser moreno uma pele amarelada como índio, cabelo ondulado mas curto, e olhos escuros com um olhar penetrante e uma qualidade que eu mais amava em homens, ele era tímido.

Decidi fazer o primeiro contato, uma abordagem sutil pra não afugentar o rapaz, é claro.Fiz o meu trajeto como de sempre, desci do ônibus andei um pouco, devagar pra deixar q ele me alcançasse olhei pra ele e falei:

— Você está me seguindo?! – em tom de brincadeira.

— Não, é que.....trabalhamos no mesmo lugar. – me respondeu cheio de vergonha.

— E moramos no mesmo lugar também né.! – completei

— É verdade...- respondeu.

E assim começamos a nos conhecer. Fiquei sabendo que morava no município vizinho do meu, uns quinze minutos da minha casa, já que pra ele também a empresa era fora de mão, morava com os pais e um casal de irmãos, estava trabalhando há um pouco mais de um mês na empresa no setor industrial como auxiliar de eletricista, estudou no técnico no Senai de eletroeletrônica e pretendia cursar uma universidade assim que tiver um emprego fixo.Resumindo, um bom rapaz.

Com o passar dos dias, o apresentei pro pessoal do meu setor, até do setor dele mesmo. Apesar da timidez estava se adaptando bem e fazendo novos amigos. Na segunda semana, de pagamento, já saiu conosco pra baladinha e não parou, mas sempre na dele.

Um dia estávamos almoçando e Nando estava mais quieto do que de costume.

— Que foi Nando, você ta quietão hoje? – perguntei

— É que na segunda vence meu contrato e hoje já é sexta e ninguém me disse nada, acho que não vou ser efetivado. – disse ele tristonho.

— Imagina, o dia ainda não acabou. – estimulei

Logo após o almoço fui falar com meus contatos, quer dizer meu contato, pra saber se ele ficaria ou não na empresa. Liguei pro chefe do setor dele, meu amigo um cara muito legal..

_ E ai Val, beleza? Olha, me dá só uma respostinha, meu amigo Nando vai ou não ser efetivado? – perguntei na cara de pau.

— Olá Sofia pimentinha. Você quer saber do seu ”amigo” né?! Sei....- e deu uma risada — Não se preocupe não que até o final do dia eu falo com ele. Vai ficar sim, ele é muito bom, e juízo viu, sei que você está levando o rapaz pro mau caminho.- e deu mais risadinhas.

-Até parece Val, eu uma moça direita e comportada.- ri também com ele – Valeu Val, beijão.- agradeci.

Na hora do café sentamos eu, Nando e minha colega de setor Luana. E comecei a conversa.

-E ai Nando ainda ta nervoso? – perguntei, não que eu iria dizer algo pois seria anti ético da minha parte, mas poderia deixar subentendido.

-Nem me fala. To ferrado, eu contava com esse emprego, já tinha feito tantos planos, que agora nem sei o que vou fazer. – lamentou se ele.

— Você gosta de trabalhar aqui? – perguntei ainda sem saber como abordar o assunto.

-Muito. Gosto muito. O trabalho é gostoso, a empresa é boa, o pessoal é legal e unido. – disse Nando.

— Que bom. Não se preocupe, você com certeza vai ficar.Você também é um bom funcionário e colega. E o dia não acabou ainda.- disse.

— A ta, se não me chamaram pra conversar até agora, na hora do café, vão me chamar na próxima hora. – questionou.

— Claro. Por que não? – de repente me veio uma idéia na cabeça – Então ta, vamos apostar, se você for efetivado vai ter que pagar pra nós, eu e Luana, banana split do habib’s com tudo que temos direito.- propus.

— Apostado, se eu ficar pago qualquer sorvete que vocês quiserem. – disse ele.

Olhei pra Luana que sabia da minha pegadinha e pensei:

“Há,há,há, vamos ganhar um sorvetão na faixa.”

Na hora da saída esperei pelo Nando, como era de costume, no portão lá fora. Demorou um pouco mais do que de costume, mas eu já sabia o motivo do atraso. Passaram se alguns minutos quando ele apareceu. Olhou-me com o rosto sério e com aquele olhar profundo que tinha e me disse:

-Você já sabia né, espertinha?!

Não consegui conter o riso, me entreguei.

— Você e a Luana são duas sem vergonhas. Vocês já sabiam e por isso apostaram né? – disse Nando num tom de voz de mistura de braveza com brincadeira.

— Não, nunca. – me defendi – A gente não tinha a mínima idéia. Como poderíamos saber? – e ri novamente.

— A ta! Vou fingir que acredito.- disse.

— Mas e aí, ficou feliz? – perguntei.

— Muito, agora sim está tudo perfeito....Quer dizer, quase....-disse Nando sem completar a frase me deixando curiosa.

— Mas o quê te falta? – perguntei.

-Detalhes. Uma questão de tempo. – respondeu e saiu andando na frente mudando de assunto.

Na segunda fomos lá, Luana e eu, a cobrar nosso prêmio na hora do almoço.

-E ai Nando, vai liberando a grana pros splits. – disse Luana.

-É, e muita grana porque hoje não vou nem almoçar direito, só pra comer.

-Mas agora? – perguntou Nando espantado – Agora no almoço é corrido, vamos deixar pra ir na hora da saída. Ai dá pra gente ficar mais a vontade pra comer. Que tal?

-Por mim tudo bem. – respondeu Luana.

— Legal, saindo daqui vamos então. – respondi.

-Já que a gente vai pro centro, vou dar um pulo em casa rapidinho pra pegar umas contas pra pagar no shopping. – disse Luana.

-Xii, lá vem você com suas enrolações. – comentei.

-Então ta bom, vamos fazer o seguinte: todos nós vamos pra casa e nos encontramos as 19h na frente do shopping. Aí eu pago sorvete e esfiha também.Tá bom assim?- finazilou.

— Oba! – comentou Luana.

-Fechou. As 19h na porta do shopping.- confirmei. E assim ficou combinado

Fui pra casa, assisti um pedaço da novela com a minha mãe, me arrumei e sai. Cheguei dez minutos atrasada no shopping, claro pra não perder o costume. Nando já estava lá, e bonito. Usava uma camisa listrada azul claro, escuro e branco, calça jeans e sapatênis cor terra. Quando me aproximei senti seu cheiro, um perfume muito gostoso que ele usava.

— Oi. – cumprimentei o com um beijinho no rosto – E a Luana cadê? – perguntei.

-Não chegou ainda, vamos esperar uns cinco minutos se ela não aparecer eu ligo pra ela. – falou.

Ficamos conversando sobre vários assuntos, sempre tínhamos algo pra conversar. Passaram se vários minutos quando Nando pegou o telefone e discou pra Luana.

-Toma ai. – e me passou o telefone.

Peguei o telefone e falei.

— Alô, Luana. – perguntei pra confirmar.

-Eu mesma. – respondeu.

— Cadê você meu, estamos aqui te esperando a um tempão. Tô morrendo de fome.- disparei a falar.

-Sabe que é – começou ela a dizer – Que eu to com a garganta um pouco dolorida e acho que vou gripar. Então podem ir vocês dois e divirtam-se. Juntos — enfatizou num tom irônico, e pra finalizar – Juízo.

“Ta doendo coisa nenhuma, a Luana ta de sacanagem comigo, mas eu te pego”.–pensei.

-E ai o que ela disse? – perguntou Nando.

-Ela disse que aconteceu um imprevisto e não vai poder vir. Acho que é coisa de mulher. – acabei dizendo, achei melhor porque aquele assunto da garganta não cola. E pra cortar um assunto com um homem a melhor desculpa é dizer que é coisa de mulher. Eles têm medo e nem perguntam mais nada.

— Tudo bem, então vamos porque eu também estou com fome. – falou Nando.

-Vamos.

Chegamos a franquia da melhor e mais cheirosa esfiha que conheço, paramos na porta e começamos a olhar as mesas disponíveis. Quando apareceu um garçom dizendo:

-Mesa pra quantos?

-Somos nós dois. – disse Nando.

— Sim, mesa pra casal. Por aqui, sigam me, por favor.- disse o garçom.

Ficamos sem graça com o “casal”, mas o seguimos. Era uma mesa com apenas duas cadeiras e uma pra frente da outra. Ainda bem, pensei poderia pior se fosse uma do lado da outra. Já havíamos saído antes, com a turma, nunca sozinhos.

Sentamos e ficamos calados. Eu vi no seu rosto que procurava assunto, mas não tinha nada em mente.

”Vamos Sofia, você que é descolada começa.”- me disse e obedeci.

Comecei um assunto qualquer, e um puxa outro e assim foi. Resolvemos começar uns chopes com esfihas, experimentamos um drink árabe, uma bebida forte e nem conseguimos pedir a sobremesa não coube.

— A culpa é tua por eu estar tonta. – culpei o – Você pediu aquela cachaça da arabias.

-E eu te obriguei a beber por acaso? Não né, então. – disse ele.

-É melhor a gente ir antes que nos expulsem do shopping, já são dez horas. – comentei.

-É mesmo. Não to a fim de passar vergonha com você não. – brincou.

— A ta engraçadinho.

Ele pagou a conta e saímos. Paramos na porta do shopping e ele perguntou:

-Bem, onde passa seu ônibus?

-Ali em frente. – apontei pra um pouco a frente do shopping.

— O meu passa lá também, vamos. – chamou Nando.

Fomos andando até o ponto, não era longe, mas demoramos um pouco porque fomos bem lentamente. Eu senti que estava rolando um clima ali, não tinha certeza, talvez fosse a bebida ou a noite gostosa de lua cheia ou os dois.

No ponto haviam apenas duas pessoas sentadas. Paramos um de frente pro outro, começamos a olhar em volta, rua estava um pouco deserta, se viam pessoas andando ao longe, até nossos olhos pararem um no outro. E como se hipnotizados fomos nos aproximando até nos beijarmos. Intenso, gostoso, ardente. Como se tivéssemos esperado por isso a vida toda e só descobrimos naquela hora. Ficamos um tempão naquele beijo. Quando paramos, nos separamos um pouco e nos olhamos novamente. Não sabíamos o que dizer. Ele segurou minhas mãos na dele e me olhava. Resolvi cortar o clima.

-Pois é né. Que coisa não.Até que demorou. – comecei.

Ele riu do meu jeito sem graça. Foi o sorriso mais lindo que eu já tinha visto, a risada mais gostosa, queria ver sempre aquele sorriso.

— Realmente demorou mas o importante é que aconteceu e eu gostei. E você? – perguntou ele.

— Também. Só que ta tarde e amanhã é terça ainda. – disse sem ter noção que horas seriam.

— Nossa, já ta me dispensando. – brincou ele.

— Não imagina, é que estou preocupada com a hora. – expliquei.

— To brincando bobinha. E ai vai querer repetir o de hoje? – perguntou.

— Você me pagando esfiha, claro. – respondi rindo.

Então ele me puxou e me abraçou e nos beijamos novamente.

“Quero ficar assim pra sempre” pensei, acho que começava a me apaixonar.

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“Nossa, que história mais linda. E é minha. E onde será que está o Fernando? Será que terminamos? Mas foi tão lindo. Então porque ele não venho me ver ainda?” – pensei.

As dúvidas da minha cabeça tinham aumentado, agora eram mais perguntas que respostas e eu precisava de respostas. Então continuei a ler o blog.

Notas finais
Vou tentar escrever rapidinho pra desenrolar logo essa história, é que eu tenho tudo na cabeça e quero espremê-la.rsrs
Tenho várias histórias e agora que comecei não quero parar...
Quem ler minhas história por favor me diga o que achou. Obrigada.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.