Te Esperaré
13 Somos Eu e Você contra o Mundo, Uma Canção
Notas iniciais
Leiam o capítulo ouvindo: I Run To You, Lady Antebellum
PDV Violetta
Em toda minha vida sempre havia algo faltando, algo que não se encaixava. Por mais que eu queira voltar ter a minha vida normal sem essas coisas malucas, não posso mentir para mim mesma, não mais.
"Obrigada, Tomás" — digo.
"O que quer dizer com isso?" — pergunta confuso.
Tiro os equipamentos médicos de mim como as agulhas, dou um beijo no rosto do Tomás e subo de elevador até o térreo. Procuro de onde vinha as vozes, ouço o León tentando me proteger e isso faz surgir um sorriso nos meus lábios.
"Tudo bem, León" — digo fazendo todos olharem para mim.
"Não deveria estar aqui" — fala preocupado.
"Eu sei, mas precisava contar da minha decisão"
"Qual seria, querida?" — indaga minha mãe.
"Eu queria muito não ter descobrido que minha família faz parte de uma máfia e o meu namorado também" — respondo pesadamente.
"Isso quer dizer que..." — interrompo meu pai.
"Que minha vida já virou do avesso porque não fazer o serviço completo" — sugiro.
"Sério?" — viro-me para Sra. Vargas.
"Eu faria qualquer coisa por amor" — entrelaço os meus dedos com do León.
O meu namorado tentou me fazer voltar para ala hospitalar, neguei o fazendo bufar e disse que precisava fazer uma ligação. Minha mãe sorriu para mim e pediu para segui-la até cozinha, assenti e fiquei olhando para ela.
"Sei que nada disso será fácil para você" — pega algumas coisas dos armários e da geladeira — "Lembro de quando tive que abandonar toda a minha vida para ficar com seu pai".
"Você se arrepende?" — questiono curiosamente.
"Nunca, ainda mais tendo você como filha" — sorrio.
"Tenho medo do que vou me transformar" — confesso.
"Você é sábia, tenho certeza que tomará cada decisão com base no que acredita" — a abraço.
"Obrigada, mãe"
"Eu que agradeço por não nos julgar de qualquer forma"
Ajudo-a a preparar o almoço e a sobremesa. Almoçamos, conversamos sobre coisas banais e toda a hora eu sentia o olhar do León sobre mim. Suspiro. Vou até o jardim, sento no banco e pego meu celular com várias chamadas perdidas da loira.
"Violetta Castillo, onde você se meteu?!" — pergunta furiosa e preocupada.
"Oi para você também, loira, estou com o León" — omito, a pior parte disso é que eu mentiria para minha melhor amiga louquinha.
"Sabe o quanto fiquei preocupada quando soube pelo Diego que alguém tinha te levado" — olho para o céu.
"Isso já passou, estou bem"
"Você ainda vai me deixar de cabelo branco antes do 50" — rimos — "E aí como está as coisas entre você e o bonitão misterioso?"
"Estranho meio que estamos afastados" — até que é verdade.
"Que tal umas comprinhas para dar um ânimo?" — hesito, mas acabo aceitando — "Ótimo, quer que eu te pegue?".
"Encontro-te lá" — respondo.
"Tá bom, vai logo" — manda — "Beijinhos, morena"
"Beijos, loira"
Descubro onde era o quarto do León, vejo minha mala com roupas e pego uma muda de roupa. Tomo banho, visto um vestido lilás justo no busto e soltinho nas pernas e calço uma sapatilha preta. Pego minha bolsa, faço uma make destacando os olhos e um batom rosa nos lábios e deixo o cabelo solto.
Desço as escadas, encontro minha mãe conversando com a Sra. Vargas e, o meu pai com León e Sr. Vargas. Vou até a minha mãe e dou um beijo em sua bochecha. "Quer algo?", sorri.
"Como adivinhou?" — pergunto.
"Está com uma roupa diferente e veio até a mim" — perspicaz!
"Preciso do carro" — digo.
"É claro, mas primeiro vai aonde?" — reviro os olhos — "Você quase morreu quando saiu sozinha da última vez".
"Vou ao shopping com a Ludmi" — respondo sua pergunta.
"Vocês duas juntas só dá problemas" — dou um sorriso angelical — "Toma" — me entrega a chave.
"Obrigada mãe, eu te amo"
"Mas, amanhã cedo tem treinamento já que seu o colégio está interditado" — faço uma continência.
Estava prestes a sair quando meu pai me chama, oh meu Deus, a loira vai me matar por cada minuto perdido de compras. "Quero que fique com isso", me entrega uma arma de porte pequeno.
"Está tudo bem com isso?" — indago.
"Nunca achei que daria uma arma para você, no entanto, vou superar"
Dou abraço nele apertado e vou até o León. "Quando eu chegar temos que conversar", assente. Roubo um beijo dele e saio de casa. Ligo o carro e dirijo até o shopping center. Encontro a loira no Starbucks, peço um frappuccino de morango e um donut de chocolate. Ela queria matar o que me fez rir da sua neura por compras e comemos enquanto conversávamos sobre coisas banais.
Começamos com compras, precisamos da ajuda dos seguranças para levar até o carro. Rimos dizendo que levaríamos os nossos pais à falência.
"Soube da Fran?" — nego — "Ela está querendo te matar"
"O que eu fiz?" — questiono.
"Pelo que ela disse você não deveria estar tratando mal o seu ex depois de tudo que ele te fez" — contou.
"Se ela está dizendo isso é porque ama ele de verdade"
"Finalmente, foi tocada pela inteligência universal" — mostro o dedo do meio para ela e a mesma retribuí com um sorriso.
Assistimos Como Eu Era Antes Você e choramos que nem duas loucas ainda mais que já lemos o livro. Despedi — me dá loira e dou uma volta pela cidade de carro até que meu celular começa tocar. León.
"Oi meu amor" — falo colocando no viva voz.
"Onde você está?"
"Por aí, por quê?"
"Violetta Saramego Carrara Castilho, onde raios você se meteu?" — okay, agora o deixei irritado.
"Estou dando uma volta pela cidade de carro, León" — respondo tranquilamente.
"Você é louca, ah essa hora da noite pode voltar para casa" — manda.
"Grosso!"
"Preocupado com sua segurança é diferente" — reviro os olhos, mas com um sorriso nos lábios.
Eu ia responder até que vejo uma mulher ser encurralada em um beco.
"Amor, já estou indo para casa" — falo rapidamente — "Beijos, eu te amo".
Não dou tempo para ele responder, saio do carro e ando até aquele bueiro. Tudo bem é uma atitude louca, nem sei no que estou me metendo, mas também não poderia simplesmente ignorar a mulher sendo encurralada por dois homens.
"Hey, babacas!" — chamo a atenção deles que me dão um sorriso macabro. Respira fundo, Violetta.
"Olha só mais uma para diversão" — reviro os olhos.
"Por favor, não me machuque" — faço a melhor voz de medo que consegui.
"Ah boneca, você vai se divertir" — fala o mais alto — "Só vamos terminar com essa aqui primeiro".
"Eu acho que não" — pego a arma e aponto para ele.
"Duvido que atire" — arqueio a sobrancelha.
"Tá bom" — dou um tiro na sua perna.
"Filha da puta" — pragueja — "O que você está esperando? Tira a arma dela".
"Se chegar mais perto, eu atiro em você" — falo para o baixinho.
"Foi mal aí, cara" — saiu correndo deixando o amiguinho.
Vou até a moça que estava encolhida. "Vem, eu te levo para casa", falo.
"Obrigada" — agradece.
"Sem problemas" — digo — "E, você, eu espero nunca mais ter que ver seu rosto" — jogo o corpo dele no chão.
"N — não verá" — fala tremendo.
"Bom mesmo"
Respiro fundo. Sinto minhas mãos tremerem, tento ignorar isso e vamos para o meu carro. Dirijo até onde o endereço que ela me deu, a mesma agradece e sai da minha vista. Recebo uma mensagem da minha mãe dizendo que ela, o meu pai e os pais do León precisaram viajar às pressas por causa de um trabalho.
Dirigi até a mansão, guardo o carro e abro a porta com a chave. Cumprimento o Tomás que dá um sorrisinho e vou até o quarto do León. Encontro virado para janela conversando com alguém no telefone.
"Ótimo, vou para aí amanhã" — jogou o celular no sofá — "Merda!".
"Hey, tudo bem?" — questiono o fazendo me olhar.
"Estava me deixando preocupado" — me abraçou fortemente.
"Desculpa" — peço.
"Tudo bem, não ia conseguir ficar bravo com você por muito tempo" — sorri.
"Eu sei é o meu charme".
"Nem um pouco convencida, né?" — ri.
"Magina" — dou um selinho em seus lábios — "Vou tomar uma ducha, já volto".
[...]
Volto para o quarto e o encontro sentado na cama com notebook no colo. Junto-me a ele que dá um belo sorriso.
"Então, vai aonde amanhã?" — pergunto.
"Trabalho" — reviro os olhos -"É uma reunião na empresa no México".
"Ótimo, vou ficar sem ti, o que será da minha vida?" — dramatizo.
"Oh meu amor, eu volto logo, prometo" — beijou o meu rosto.
"Mesmo?".
"Mesmo".
"Ainda bem, eu achei que teria que ir atrás do Diego" — prendo o riso.
"Como é que é, Violetta?"- pergunta bravo desligando o notebook.
"O quê?".
"Atreve-se, eu te tranco nessa mansão" — gargalho.
"Não faria isso".
"Quer apostar?" — coloca o notebook encima da cômoda.
"Você sabe que eu só amo você, né?" — pergunto.
"Ainda bem, porque eu também te amo, minha princesa".
Beija os meus lábios e aprofunda o beijo antes que as coisas ficassem quentes o ar se faz necessário. Ele me deu um sorriso de tirar o fôlego, beijo sua bochecha e deitamos para dormir.
[...]
Acordo no meio da noite com a respiração acelerada, o corpo tremendo e sinto lágrimas escorrendo pelos os meus olhos. Fecho os olhos com força.
"Pesadelos?" — ouço sua voz sonolenta.
"Está tudo bem"
"Vilu, por favor" — pede me fazendo olhar para ele.
Conto o que houve no beco e, ele suspira. Achei que o León ia ficar chateado ou algo do gênero por não ter contado antes, no entanto, ele me surpreendeu me dando um beijo no topo da cabeça. "Lembre-se disso, somos eu e você contra esse mundo".
"Não sei o que seria da minha vida sem você".
"Melhor" — reviro os olhos.
"Não, eu vivia num mundo que não era meu, desconhecia da vida verdadeira dos meus pais e achava que tudo era normal".
"Está feliz comigo?" — pergunta inseguro.
"León Vargas põe uma coisa na sua cabeça você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida" — acaricio seu rosto.
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