Te Encontrei

10 Você De Novo


Notas iniciais
Hey Hey pessoal. Novo capítulo >.< Espero que gostem Divirtam-se Boa leitura :3

Daniela? É ela mesma?

Não a vejo desde o ano passado. Ela havia saído do colégio(Boatos de que o divórcio de seus pais tenha sido a causa de sua saída), desde então nunca mais tive qualquer informação dela.

Estou completamente perplexo. Não pelo fato de ela ter beijado Gustavo, mas sim por ela estar completamente mudada. Ela está quase irreconhecível. Ela havia pintado seu cabelo de loiro enrolado para um vermelho super forte e totalmente liso. Não apenas isso, mas o seu estilo também havia mudado: De "patricinha mimada" para "garota rebelde". Eu estava boquiaberto.

– Eric? — Luana acabou me tira do transe. — Para onde você estava olhando?

– Depois eu te conto. — Olho ao redor e percebo que Pedro não está mais ali. — Cadê o Pedro?

– Ele foi se trocar no vestiário. Vem, vamos esperar ele no pátio. — Ela agarra o meu braço, me tirando dali.

(...)

Depois de alguns minutos mofando no pátio, Pedro finalmente aparece. Acompanhado dele está ninguém menos que Gustavo. Que ótimo, segundo encontro do dia. Obrigado universo! Reviro os olhos e viro o meu rosto para outra direção.

– Olha quem vem ai — Luana diz me cutucando de lado, com o cotovelo.

– Eu já o vi. — Falo, sem entusiasmo nenhum. Não que eu esteja com raiva por ele ter beijado a ridícula da Daniela, mas a presença dele me deixa sem jeito, e eu odeio ficar sem jeito.

– Demorei? — Pedro pergunta a Luana assim que se aproxima.

DEMOROU! Respondo mentalmente.

– Não muito. — Luana responde, com aquela carinha de pessoa apaixonada.

– Então, a Luana é sua amiga? — Gustavo pergunta, me olhando diretamente.

Ele perguntou para você. Anda, Eric. Responde!

Eu olho para Luana, e depois volto a olha para ele.

Calma, Eric. Responda o mais calmo possível.

– Arrã. — Balanço a cabeça ligeiramente, afirmando. Nossa, Eric. Seu objetivo de parecer calmo falhou.

– Vocês já se conhecem? — Pedro pergunta, confuso.

– Sim, sim. — Gustavo responde por nós. — Nos esbarramos na festa de abertura do campeonato... É... Literalmente nos esbarramos. — Ele sorri, fixando seu olhar em mim. Para de me olhar, caralho!

– É. — Respondo secamente. Viro meu rosto, fugindo de seu olhar. — Então, vamos indo? — Pergunto a Luana e Pedro.

– Gustavooo! — Grita uma voz distante. Adivinha quem é? Mereço mesmo...

– Dani? — Gustavo diz assim que a vê. Dani?

Luana se vira para mim, perplexa com o que estava vendo, e solta baixinho:

– Não acredito. Ela é...?

Confirmo a ela com a cabeça.

Daniela nos alcança e se agarra em um dos braços de Gustavo, toda sorridente. Assim que ela repara a minha presença e a da Luana, sua expressão facial muda.

– Pensei que iria embora com as suas amigas. — Gustavo diz a ela.

– Queria passar mais um tempo com o meu jogador predileto. — Ela diz a ele, dando-lhe um selinho. Aff...

– Pessoal, essa aqui é a Daniela. — Gustavo a apresentou. — Daniela, esses são Luana e Eric.

– Prazer. — Daniela acena para nós, com um pequeno sorriso. Ta na cara que ela ta pouco se importando para nossa existência ali. — Já vai, Tavinho? — Ela pergunta a Gustavo, assim que "Se apresenta" para nós.

Espera! Tavinho?!

– Sim. Pedro vai nos dar uma carona. — Ele reponde-a. — Quer vir também?

NÃAAAAAAAAAAAAAAO! Por que ele a convidou?

– Ta. Pode ser. — Ela o responde.

NÃAAAAAAAAAAAAAO! Por que ela aceitou?

– Ótimo. — Ele diz. — Tudo bem ela ir com a gente, Pessoal?

– Tranquilo. — Pedro responde.

– Sem problemas. — Luana reponde, me olhando.

– Por mim... — Falei, levantando os ombros. Não está tudo bem.

– Beleza. Vamos indo. — Pedro vai na frente, e nós o acompanhamos, indo em direção a garagem onde seu carro está estacionado.

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Dia dos namorados, o pior dia da minha vida!

Data em que todos aqueles casais melosos postam textos um para os outros em redes sociais, mandam cartinhas de amor, flores e bombons e blablabla.

Geralmente no dia dos namorado minha escola vira um lugar insuportável. Ela já é, porém nessa data ela fica muito mais insuportável. Os professores fazem questão de lembrar dessa data com a turma, e a escola distribui envelopes para que os alunos possam enviar cartinhas de amor para as pessoas amadas.

– Ganhei duas cartas de dois garotos da nossa turma. — Luana estava comentando comigo sobre esse assunto no corredor. — E mais algumas de admiradores secretos. — Ela abriu seu armário e nela caiu varias cartas no chão. Ela olha me olha mais surpresa do que eu. — Juro que da primeira vez que eu abri tinha apenas 10 cartas.

– Ui popular. — Brinquei. — Era de se esperar. Você é gata, cara.

– Longe disso. — Ela abaixando-se para pegar as cartas do chão. Eu abaixei para ajudar. — E você, quantas cartas ganhou?

– Nenhuma.

– Já olhou no seu armário?

– Já.

– Em baixo da carteira? Porque geralmente eles colocam de baixo das carteiras

– Já olhei também.

– Poxa... — Ela parecia triste. — Não é possível que ninguém tenha reparado o quanto você é especial.

– Ai, Luana. Como se eu estivesse ligando para isso. — Revirei os olhos, me levantando.

– Mas mesmo assim, cara... — Ela volta a ficar de pé. — Pelo menos uma carta.

– Sei lá, Luana. Talvez eles tenham medo de mim... O pior é que eu não sei o por quê. -Ironizei. Ela riu.

– O pior é que eu não sei o que eu vou fazer com todas essas cartas...

– Eu sei. — Apontei para o lixo.

– Que horror, Eric.

– Ué, é a melhor opção.

– Aff — Ela sorriu. — Não farei isso. A pessoa te manda uma carta com todo o amor... Jogar no lixo seria como se não se importasse pelos sentimentos das pessoas.

– Nossa, Luana. Eu realmente não sei como sou seu amigo. Você é muito melosa.

– E você muito frio. — Ela coloca todas as cartas de volta no seu armário e o fecha. — Quando você se apaixonar, vai entender o que é amor.

– Evite o amor a todo custo. Esse é o meu lema.

Ela revirou os olhos.

– O amor está no ar, Eric. Quando você menos esperar, já vai estar contaminado por esse vírus.

– Quando isso acontecer, por favor, me dê um tiro.

(...)

Já em casa, a melação do dia dos namorados continua, pois no dia dos namorado mamãe e papai faz aniversário de casamento.

Minha mãe desce as escadas, toda arrumada, com um vestido negro e brilhante. Logo atrás vem o meu pai, também arrumado, com um blazer preto e uma calça jeans escura.

– Seu pai e eu vamos sair. Preciso que fique com o Adam.

– É, eu sei. — Falei, mexendo no meu celular.

– Para aonde vocês vão? — Adam pergunta a eles.

– Eu e a sua mãe vamos para um restaurante. — Meu pai o responde.

– E por que eu não posso ir também?

– Porque é um dia muito especial para eu e sua mãe. Queremos passar esse dia a sós. — Ele pega minha mãe pelo braço gentilmente, dando-lhe um selinho.

– Melação aqui não, por favor. — Falei, revirando os olhos.

– Chato você hein. — Meu pai fala.

– Eu sei.

– Eric, tem suco de manga na geladeira. A comida está na geladeira, e tem alguns nuggets no... Eric! — bronqueou minha mãe. — Estou falando com você.

– Eu estou ouvindo. — Falei, continuando a mexer no meu celular.

– Não parece. Não mexa no celular enquanto falo com você.

– Aff. — Soltei o meu celular, direcionando o olhar a ela, com um sorriso debochado no rosto. — Fale.

– Como eu disse, tem tudo na geladeira caso fiquem com fome. — Ela continuou. — Voltaremos as onze. Tentem não colocar fogo na casa.

– Muito bem. — Fiz sinal com a cabeça, concordando. — Posso voltar a mexer no celular agora?

– Vocês não vão ter outro bebê, não é? — Adam pergunta de repente.

– Bate na madeira. — Disse a ele.

– Não, Adam. Não vamos ter outro bebê. — Meu pai o responde, rindo.

– Ótimo, não quero dividir meu quarto. — Ele volta a olhar Tv.

Meus pais riram.

– Nós já vamos. Beijos. — E assim eles foram embora.

Assim que eles saíram, observei duas cartas na mesinha da sala. Duas cartas enfeitadas, típico de cartas do dias dos namorados.

– De quem são? — Perguntei a Adam, apontando para elas.

– Minhas. — Ele respondeu.

– Oi?

– São minhas — Ele respondeu novamente.

– Sim, eu ouvi. Só não estou acreditando.

– Você não ganhou cartas?

Neguei com a cabeça. Até ele ganhou e eu não?

– Nossa. — Foi a única coisa que ele disse, voltando a ver Tv.

E, naquele momento, vendo que até uma criança ganhou não só uma carta, mas DUAS cartas de amor, percebi que eu ficaria sozinho para sempre.

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O carro de Pedro era um Fiat Bravo preto. Logo vi que ele não era fraco...Luana realmente tem bons gostos.

Pedro pediu a Luana para sentar na frente com ele. Eu, Gustavo e Daniela ficamos atrás. Que lindo, vou ficar de vela. O que mais de especial está guardando para mim, senhor universo?

Assim que Pedro deu partida, Daniela abriu a boca.

– Meu padrasto tem um carro igual a esse.

– Meu pai me deu esse assim que eu tirei a minha carteira de habilitação — Pedro falou.

– Meu pai pretende me dar um de aniversário. — Gustavo disse.

– Quando ganhar, quero ser a primeira a dar uma volta nele, ta, Tavinho? — Daniela solta. Ai que garota chata...

– Pode deixar, Dani. — Ele diz a ela. Ai que garoto idiota.

– Vocês estão a quanto tempo juntos? — Pedro perguntou para eles.

Então eles namoram mesmo... Que nojo.

– Dois meses, certo, Tavinho? — Ela o olha.

– Sim. — Gustavo concorda com a cabeça.

Ótimo! O garoto que talvez-eu-estivesse-afim-de-conhecer-melhor está namorando uma garota que eu simplesmente não suporto. Ta, universo, já chega!

– Vamos ao cinema amanhã? — Gustavo pergunta a Pedro. — Eu e a Dani vamos ir assistir "Insurgente". Você e Luana poderia ir com a gente.

Pedro olhou para Luana, que até agora estava calada assim como eu.

– E ai?

– Er... Não sei. — Luana responde. Ela não respondeu por minha causa.– Não sei se vou poder ir.

– Vamos, Luana. — Daniela diz a ela. — Um programa só de casais. Casais de melhores amigos.

Até onde eu sei, Luana não é sua amiga, vadia.

– Deve ser por causa do amigo dela, pessoal. — Pedro solta. Ótimo, agora os holofotes se viram para mim.

Gustavo e Daniela me observam.

– Ué, ele pode ir também. — Daniela diz, levantando os ombros. — Não tem problema nenhum.

Não. Não vou segurar vela de vocês!

– Não. Não quero ir, pessoal. — Falei. — Se for por minha causa, Luana, não tem problema. Pode ir.

– Ele está certo. Ele ia fazer o que lá? Segurar nossa vela? — Daniela solta.

– Nós não íamos ficar se pegando toda hora. — Pedro diz a Daniela.

– Diga isso por você, porque eu iria ficar o tempo todo agarradinha no Tavinho. — Ela vira o rosto do Gustavo para lhe dar um selinho.

Por favor, Deus. Me leva!

Pego o meus fones e meu celular para ouvir musica e esquecê-los. Assim que desbloqueio o meu celular, Gustavo se vira e vê meu wallpaper de GOT.

– Você gosta de Game of Thrones?

– Sim. — Respondo-o. — Você também gosta?

– Porra, eu amo! Melhor série. — Ele me responde, animado. — Quem você acha que vai se sentar o trono?

– Dany, claro.

– Eu? — Daniela perguntou.

Meu Deus, além de se meter aonde não é chamada, ainda é idiota.

– Não, Dani. Estamos falando da série.

– Ah, sim. — Ela sorri. — Coisa chataaa... — Ela diz baixinho.

Chata é você, vadia!

– Mas enfim — Gustavo se vira para mim, continuando. — Eu queria que o Stannis se sentasse no trono.

– Aff, de novo essa história de que Stannis é o cara que deve se sentar no trono. — Falei, revirando os olhos.

– Ué, mas é. — Ele ri. — Essas pessoas idolatrando a Dany são tão clichês...

– Não tem nada de clichê. É apenas a realidade. — Falei. — Mas, quem eu queria mesmo que se senta-se no trono era o Tyrion.

– Tyrion é foda mesmo. — Ele fala.

– Realmente. — Falo, sorrindo para ele. Gustavo sorri de volta, me olhando fixamente com seus olhos castanhos claros... Seus belos olhos castanhos claros... O que eu estou falando?!

– Tavinho. — Daniela quebra o nosso barato, e Gustavo se vira de volta para ela. — Vamos na minha casa? Minha mãe sempre comenta que quer te ver de novo...

– Ta, pode ser. — Ele a responde.

Aff

Coloco os meus fones e esqueço de suas existências.

(...)

Pedro deixa primeiro Luana em casa. Os dois se despedem com um beijaço. Depois, ele me deixa em casa.

– Valeu pela carona. — Respondo-o, saindo do carro.

– Valeu, Eric. — Pedro diz, pela janela do carro.

– Até a próxima, Eric. — Gustavo faz questão de abaixar a janela do carro só para se despedir. Que idiota! Argh!

– Até. — Respondo a ele.

– Até Eric! — Daniela diz a mim, acenando.

Até, vadia!

– Tchau. — Falo, com voz sonolenta. E assim, eles se vão.

Assim que entro em casa, subo direto para o meu quarto. Deitei em minha cama e me veio um flashback de todo o dia de hoje. Meus pensamentos são interrompidos por uma mensagem de texto de Luana.

– "EU AINDA NÃO ESTOU CRENDO QUE A DANIELA VOLTOU!! ESSA GAROTA NÃO DEVIA ESTAR MORTA?!"

–"SIM! Eu pensei que nunca mais fosse ver ela novamente. E daí ela volta como namorada do Gustavo... Ou melhor, "tavinho", né?"

Só de pensar em Daniela o chamando de "Tavinho" me seu um certo nojo. Reviro os olhos e segundos depois Luana me responde.

– "kkk...Ciúmes?"

Eu? Com ciúmes? Não, claro que não... Não posso. Gustavo é um idiota completo. Tão idiota que está namorando a Daniela, a garota mais irritante da face da terra. Quero distancia dos dois.

Respondo Luana minutos depois.

– "Ta louca? Quero mais é que os dois morram."

Seria um balde de água fria se eu estivesse gostando do Gustavo. Além de ele estar namorando, ele também era hetero. Seria aquela história de amor impossível, e eu definitivamente não estava afim de começar essa história.

Eu sacudo minha cabeça. Não. Você não pode gostar de um garoto como o Gustavo! Viro para o lado da cama e imediatamente caio em um sono profundo, embora intranquilo.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem, pessoal ^^ Caso tenha algum erro, me avisem que eu consertarei assim que possível Até semana que vem com mais um novo capítulo o/