Te Encontrei

14 Surpresa


Notas iniciais
Hey Hey Pessoal É, eu sumi de novo :v Estava em busca de ideia para esse capítulo, e por isso o do sumiço... Mas enfim Ta ai, mais um capítulo para vocês ^^ Espero que gostem Boa leitura

– Ele veio até aqui só para te ver? — Pergunta Luana assim que entro em casa. Ela está sorrindo de orelha a orelha. Ela estava bisbilhotando?– Me conta tudo!

– Contar o que? — Me faço de desentendido deixando escapar sem querer um pequeno sorriso. — Ele veio até aqui para saber se eu estava bem, só isso.

– Uhum, ta bom. — Luana sorri debochada cerrando os cílios — Como ele soube que você morava aqui?

– Ele viu na ficha médica, parece. Mas isso não importa. — Por mais que Edílio me pareça um cara legal e interessante, não quero falar sobre ele. Já deu o que tinha que dar. — Vai dormir aqui? — Mudo de assunto.

– Não, vou indo nessa. Vamos ser sinceros, há gente de mais na sua casa. — Ela diz entre o seu sorriso. — Não quero incomodar ninguém.

Bufo.

– E desde quando você incomoda?

– Eric...

– Está bem, está bem... — Falo. — Quer que eu peça a meu pai que te leve até em casa?

– Eu moro praticamente ao lado da sua casa. — Ela levanta uma de suas sobrancelhas. — Eu posso ir sozinha até lá sem proble...

– Eu posso te levar. — Eric surge no corredor de surpresa. — Claro, se você quiser.

– Não precisa, eu...

– Eu irei na farmácia — Ash a interrompe. — Estou sem escova de dente. — Ele sorri. Por cima dos ombros de Luana eu o observo. Seus olhos encontram os meus. Aceno com a cabeça, sorrindo. Boa, Ash... – Terei que passar em frente a sua casa de qualquer maneira para chegar até lá, então... — Ele boceja tampando a boca com sua mão direita. — Posso te acompanhar até em casa.

Luana suspira e depois de alguns segundos concorda com a cabeça.

– Tudo bem, então. — Luana levanta seus ombros. — Se você insiste.

(...)

Acordo no dia seguinte com a luz do sol em meu rosto. Mamãe está ali, afasta as cortinas e abrindo a minha janela. Me coloco sentado na cama e esfrego os olhos para afastar o sono. Encontro suco e alguns biscoitos na cabeceira ao lado da minha cama, e me surpreendo. Acho que a minha mãe quer se desculpar ou algo do tipo.

– Por que seu quarto é sempre tão escuro? — Ela pergunta assim que percebe que estou acordado. — Existe uma coisa chamada arejar, e isso faz muito bem para você já que sofre de bronquite.

– Gosto do escuro. — Respondo-a secamente. Não estou muito afim de conversar com ela, não depois de ter tratado o Edílio tão mal. — O que faz aqui?

– Trouxe o seu café da manhã. — Ela diz, levando a bandeja a minha cama. — Suco de maracujá e biscoitos de limão, os seus preferidos.

– Por que está fazendo tudo isso? — Perguntei, já sabendo a resposta.

– Uma forma de te pedir desculpas. — Ela senta em minha cama, colocando a mão sobre minha perna por cima das cobertas.

– Não tem que pedir desculpas a mim. É para Edílio que a senhora tem que se desculpar.

– Eu sei, eu sei. Seu pai conversou comigo ontem e eu realmente me arrependo de ter tratado mal aquele menino... Qual o nome dele mesmo?

– Edílio.

– Isso. Edílio. — Ela concorda, sorrindo. Mamãe é uma mulher linda e bem cuidada para a sua idade, e seu cabelo ruivo ajuda e muito para que ela fique ainda mais atraente. Queria ter pelo menos um terço e sua beleza — Pedirei desculpas a ele assim que eu o ver. — Ela se inclina, beijando minha testa. — Agora tome seu café da manhã. — Ela se levanta indo em direção a porta.

– Mãe. — Eu a chamo. Ela se vira para me olhar. — Te amo.

Ela sorri, seu doce e belo sorriso.

– Também te amo, meu mocinho.

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Mamãe entrou em trabalho de parto três dias antes do meu aniversário, e insistiu que fossemos comprar meu presente no shopping.

– Mãe, não precisa. — Falei. — Meu pai disse que a senhora deveria está de repouso.

Mamãe me olha de canto de olho.

– Até você, Eric?! Se eu disse que vou comprar seu presente de aniversário, eu vou comprar seu presente de aniversário. — Ela me responde. — Sou forte, Eric. Além disso as contrações ainda estão fracas, e só vem a cada vinte e cinco minutos. Quando eu estava grávida de você e entrei em trabalho de parto, arrumei a casa inteira, de cima a baixo.

– É bem sua cara isso mesmo. — Brinquei com ela. — Não é melhor ligarmos para o papai?

– Estou aqui porque eu estou cansada de ouvir seu pai dizendo "Não faça isso, faz mal ao bebê" — Ela diz. — Já bata eu dar a luz a este bebê, não preciso ter de lidar com o seu pai agora também.

– Então, ta bom.

– Agora anda. Vamos pegar o ônibus para o shopping.

E assim fomos. Passeamos o shopping todo, mesmo parando de vez em quando para mamãe sentar um pouco e respirar fundo por causa da dor. Mesmo assim nosso passeio foi divertido. Compramos meu presente de aniversário(Um par de tênis novo), além de brinquedos para o bebê.

– Agora vamos. Não, espera. — Mamãe para e olha em direção a uma loja de doces. — Quero comer um pedaço de torta. Vem, vamos.

Mamãe pediu uma fatia enorme de torta de limão com cobertura de creme. Eu pedi um pedaço de torta de morango. Quando terminamos mamãe disse que estava pronta para dar a luz.

Nessa idade eu ia em todos os lugares com os meus pais, então meio que foi automático me levar junto para o centro de parto. Chegando lá, mamãe foi levada para uma sala e eu e o papai ficamos a esperar no lado de fora. Mamãe gritava palavrões para todos os lados, tão alto que as vezes me assustava.

– Se quiser posso ligar para sua avó e ela vem buscar você. — Disse meu pai, fazendo caretas ao ouvir mamãe gritando. — Isso pode demorar um pouco.

– Eu vou esperar. — Falei a ele. Não queria ir embora de deixar a minha mãe. Sentia que ela precisava de mim ali, naquele momento.

– Tudo bem, então. — Papai se senta ao meu lado em um sofá de couro preto. Peguei uma revista de fofocas e comecei a ler, mesmo sem entender muito, para passar o tempo. Mamãe grita o nome do meu pai, fazendo ele pular de seu lugar e ir correndo até o quarto. Eu o sigo.

– Não pensei que da segunda vez ia doer tanto assim! — Minha mãe grita. — Preciso de musica!

– Não temos musica aqui, senhora. — Disse a parteira.

– Não tem?! Que tipo de hospital é esse?! Preciso de Elton John, agora!

– Calma, bela. Está tudo sob controle. — Meu pai tenta acalmá-la.

– Eu estou calma! Está vendo alguém agitada aqui?! — Grita ela novamente. Em seguida ela ergue seu olhos até me encontrar, com o rosto completamente suado. Eu estava com pena dela. — Não se preocupe, mocinho. As mulheres podem suportar o pior tipo de dor. — Em seguida ela volta a gritar — Puta que pariu!

Só tinha assistido partos pela Tv, e eles geralmente não demoravam tanto. Mamãe estava na sala a mais de três horas, e ela continuava a gritar de dor.

Tio Luke apareceu no centro de parto no mesmo momento em que minha mãe soltou um grito. Ele parou aonde estava, me olhando assustado. Depois de alguns segundos ele volta a caminhar, vindo em minha direção.

– A quanto tempo você está aqui? — Ele pergunta, se sentando ao meu lado.

Dei de ombro.

– Já faz um tempo. — Falo. Em seguida mamãe solta um enorme palavrão, fazendo com que tio Luke fique boquiaberto.

– Acho que você não deveria estar aqui, deveria? Ainda mais ouvindo... — Ele é interrompido por outro palavrão de minha mãe. — ...isso. — Ele olha o relógio e em seguida volta a me ver. — Está com fome? Seu pai me ligou pedindo para trazer comida. Então, aqui estou eu.

– Não estou com muita fome.

– Crianças como você devem se alimentar direito. — Ele abre uma sacola e pega uma vasilha. — Sanduíche. Foi a Elena que fez. — Nessa época, tio Luke estava tendo sua primeira experiência de como é namorar uma pessoa direita, que era a Elena. — E a propósito, é muito bom o sanduíche dela, você vai adorar. — Ele abre a vasilha, revelando o sanduíche. Ele entrega a mim e em seguida se levanta. — Estou um pouco resfriando, então é melhor eu ir embora. Não quero espalhar bactérias pelo ar ou algo do tipo. — Minha mãe grita outra vez. Tio Luke arregala os olhos e se agacha em minha frente. — Tem certeza que quer ficar aqui? Se quiser, posso te levar comigo até a minha casa. Elena está lá, cuidando de mim. — Ele sorri ao dizer o nome dela. — E também pode tomar conta de você.

– Não. Mamãe precisa de mim. E papai também, ele está muito nervoso.

– Ele já vomitou? — Ele perguntou. Ri, mas depois percebi que ele estava falando sério. — Ele vomitou quando você estava para nascer. Ele é muito fraco, quase desmaiou. O cara deu mais trabalho que sua mãe em trabalho de parto. Os médicos até ameaçaram colocá-lo para fora da sala caso você não nascesse dentro de meia hora. Sua mãe ficou tão nervosa que teve você dez minutos depois. — Ele ri relembrando a história. — Foi épico. E no final ele chorou que nem uma menininha quando te pegou no colo.

– Quem chorou que nem uma menininha, Luke? — Meu pai surge de repente. Ele voa até a vasilha que está em meu colo que pega um dos sanduíches que há ali. — Não esperava sanduíche, mas serve. Preciso me manter forte.

Tio Luke pisca para mim. Sorrio ao entender o porque. Papai devora em questões de segundos seu sanduíche. Mamãe solta um berro em seguida, fazendo tio Luke pular de seu lugar.

A enfermeira aparece na porta.

– Acho que estamos perto. — Disse ela. — Volte para cá, ela precisa de você.

Tio Luke desaparece pela porta de saída. Papai entra no quarto e eu o sigo. Mamãe está vermelha, suada e ofegante. A parteira pedia a mamãe fazer força, depois parasse, em seguida fazer força novamente, e assim sucessivamente. Até que finalmente escuto o choro do bebê.

– É um menino. — Gritou a parteira. Ela corta o cordão umbilical e em seguida coloca o Adam no colo de minha mãe.

Papai está chorando, e eu não estou surpreso com isso. Mamãe sorri, feliz e ao mesmo tempo aliviada. Ela o beija e em seguida olha para mim.

– Agora você vai ter alguém com quem terá que dividir power rangers.

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Passei a maior parte do dia deitado em minha cama, assistindo séries no meu notebook. Luana foi ao jogo da nossa escola. No começo ela não queria ir, disse que como amiga era obrigação dela ficar comigo já que estou machucado. Falei a ela que isso era idiotice, pois ela deveria assistir seu namorado jogar na competição, e que eu não morreria na ausência dela. Me arrependi, pois agora estou mofando em casa.

Uma nova mensagem chega. É de Luana.

"O primeiro tempo acabou."

Por mais que eu dissesse que não estava interessado nesse jogo, uma parte queria saber como estava o placar.

"Quem está ganhando?"

Luana responde minutos depois.

"Está empatado. 1 a 1."

Coates e Pedro III, competição empatada. Pedro III é uma das três melhores escolas da região, a segunda é Coates e a primeira é a escola Heisei. Essas escolas tem o maior índice de aprovação, e por isso os alunos se sentem superiores a outros alunos de outras escolas, o que tornam eles insuportáveis. Das três, Heisei é a mais chata nesse assunto. A escola Heisei é conhecida ser bastante rígida em relação as regras, além de que os alunos de lá são extremamente inteligentes e educados, tão educados que da raiva. A grande maioria dos alunos vem de famílias ricas, o que acaba fazendo com que pensem que só porque estudam em uma escola boa e que são de classe alta podem esnobar o pessoal de outras escolas.

Sinto uma pontada de dor no meu tornozelo quando tento me levantar da cama. Mordo a língua para não gritar. Pego minhas muletas e vou a janela do meu quarto. O dia está lindo e ensolarado. Observo Adam brincando com um garoto desconhecido que aparenta ter a mesma idade que ele. Provavelmente algum amiguinho de sua escola, penso. Decido ir até a cozinha buscar um copo de água pois estou com sede. Descendo as escadas, escuto minha mãe conversando com alguém. Pela voz parece ser uma mulher.

–... Ele está horrível para comer. — Minha mãe fala. Provavelmente está falando sobre o Adam que anda se alimentando mal. — Diz que não está com fome, e se deixar ele passa o dia todo sem comer.

– Eu entendo. — Diz a voz feminina. — Estou dando um remédio muito bom para o Hector que ajuda a abrir o apetite.

– Preciso desse remédio. — Fala minha mãe. A conversa para quando entro na cozinha. As duas me olham assim que atravesso a porta. A mulher que está conversando com a minha mãe aparenta ser um pouco mais velha que ela. Ela é bonita e bem arrumada, de cabelos loiros e olhos cor de mel, sua pele é clara como a de Adam. Minha mãe sorri e vem e minha direção, colocando uma mão sobre meu ombro. — Esse aqui é o Eric, o meu mais velho. — Minha mãe me apresenta a mulher desconhecida. — Eric essa é a Eleonora.

– Olá. — Digo a Eleonora, ela sorri e acena com a cabeça.

– Ele é bonito. — Diz Eleonora a minha mãe, se referindo a mim. Não sei reagir quando uma pessoa me elogia, então apenas sorri envergonhado.

– A senhora também é muito bonita. — Me senti obrigado a dizer isso.

– Eleonora trouxe o seu filho, Hector, para brincar com o Adam. — Fala minha mãe. — Os dois estão brincando lá fora no Sol. Você deveria fazer o mesmo já que só vive dentro de casa.

Ela está certa, eu realmente preciso de um pouco de Sol.

– Eu vou. — Respondo. — Só vim beber um pouco de água.

(...)

Adam está brincando de bola Hector. Os dois não parecem está se divertindo muito, percebo isso pela cara de ambos.

– Que milagre você está brincando aqui fora. — Digo a Adam, que chuta a bola sem vontade em direção a Hector.

– Mamãe me obrigou. — Responde ele. — Disse que estou muito viciado no vídeo game e que eu precisava de um pouco de ar puro.

– É, eu percebi. — Falo. — Olá, Hector. Tudo bem?

– Uhum — Hector para a bola e me olha meio confuso, talvez por eu saber o nome dele. Ele olha para Adam e depois ri.

– Vocês são da mesma sala, certo? — Pergunto.

– Sim. — Adam responde por ele, se sentando no gramado. Hector faz o mesmo. — Ele entrou na nossa turma a pouco tempo. Ele era de outro turno.

– Entendi. — Falo. — E ai, do que estão brincando?

– Fingido que estamos jogando bola. — Hector responde.

– É, já que não podemos jogar no vídeo game. — Completa Adam.

A palavra "Jogar" faz meus pensamentos irem ao jogo que está acontecendo no meu colégio. Pego meu celular do bolso e há três mensagens novas, provavelmente de Luana.

"O jogo continua empatado"

"Caraca, você deveria estar aqui!"

"O jogo acabou. Estou indo para casa, no carro, com o Pedro e o Gustavo."

Com Pedro e Gustavo, penso. Cadê Daniela? Mando uma mensagem em seguida.

"E ai, quem ganhou?"

Sim, eu estava curioso.

"Olha você de novo curiosos haha"

Reviro os olhos e deixo escapar um sorriso. Respondo em seguida:

"Responde logo, besta!"

E, segundos depois Luana me responde.

"Quem você acha? Coates, claro! 2X1!!"

Fico feliz, mas não deixo expor isso. Mudo de assunto em seguida.

"E a Daniela? Não está com vocês?"

Luana me responde depois de uns minutos.

"Não, e ninguém chegou a comentar dela"

Estranho, penso. Parece que a briga entre Gustavo e Daniela foi séria mesmo...

"Hum... Entranho..."

"Sim, estranho... Mas enfim, vou passar ai para te ver, ok?"

"Tudo bem."

O assunto se encerra. Decido ficar aonde estou até Luana aparecer. Continuo a conversar com as crianças.

– Por que não brincamos de mímica? — Eu realmente estava de bom humor hoje, e o pior é que eu não sabia se era por que eu estava carente de conversar com alguém, ou por outro motivo específico, sabe? E esse motivo poderia ser relacionado a Daniela e a suposta briga entre ela e Gustavo? Meu subconsciente diz, e eu apenas sorrio.

– Não sei brincar disso. — Hector fala.

– Ah, pelo amor de Deus! Todo mundo sabe brincar de mímica. — Falo a ele. — Vai, eu começo. É um filme, está bem? — Penso no filme "Os vingadores" e começo a mímica fazendo com que eles adivinham que filme é. Adam acerta, e agora é a sua vez.

– É um anime — Ele diz, e começa a mímica. Hector descobre. Era "dragon ball z". E assim foi a vez de Hector.

Brincamos por meia hora. Eu realmente estava me divertindo com essa brincadeira, o que era estranho tanto para mim quanto para a minha mãe que olhava de vez em quando pela janela da sala acompanhada de Eleonora. As duas sorriam a me observar brincando com as crianças.

Alguns minutos depois um carro se aproxima. É o carro de Pedro. O carro para em frente a minha casa. Luana acena para mim.

– E ai rei dos baixinhos. — Ela brinca. Eu aceno para ela um pouco envergonhando. O vidro da janela do banco de trás do carro abaixa-se, revelando Gustavo. Ele olha para minha direção e grita:

– Hec?

– Gustavo? — Hector fala do nada. Eles se conhecem?

– O que faz aqui? — Gustavo sai do carro. Ele está vindo em nossa direção.

– Minha mãe me trouxe aqui. — Hector o responde. — Vim brincar com o Adam.

– Não sabia que vocês se conheciam. — Gustavo diz olhando para Adam e depois para Hector. De repente seu olhar para em mim. — Hey, Eric. Soube que machucou o tornozelo. — Uau, ele sabe... Ele continua. — Achei estranho você não ter ido assistir o jogo, então perguntei a Luana sobre você. — Uau, ele perguntou sobre mim...

– Sim, mas não foi nada sério. — Falo. — Também soube que você ganhou o jogo.

– Sim, sim. — Ele sorri ao falar sobre isso. — Foi um jogo difícil, mas conseguimos.

– Legal. — Falo sorrindo. — Você merece mesmo. — Solto sem querer. Ai meu Deus, o que foi que eu acabei de dizer?

Gustavo ri, provavelmente com o que eu acabei de dizer. Estou sem graça. Tento mudar de assunto o mais rápido possível.

– Hector é seu irmão? — Pergunto.

– Sim. É meu irmão mais novo. — Ele olha para Hector e sorri, depois volta a olhar para mim. — Onde a senhorita Eleonora está?

– Com a minha mãe na cozinha. — Respondo. Luana e Pedro se aproximam de mãos dadas. — Se quiser posso ir...

– Gustavo? — Eleonora aparece de repente na porta da frente de casa, acompanhada de minha mãe. — O que faz aqui?

– Seu filho? — Minha mãe a pergunta.

– Sim, o meu filho do meio. — Eleonora a responde depois volta a olhar para Gustavo. — O jogo já acabou?

– Sim, nós vencemos. — Gustavo diz num tom feliz.

– Que bom, filho. — Eleonora sorri para ele. Observo os dois por um momento. A expressão dos olhos e o sorriso dos dois são bem parecidos. — Então, Hector. Vamos indo?

– Agora? — Hector parece chateado. — Poxa.

– Já está tarde, filho. — Ela diz. — Outro diz você vem brincar como o Adam novamente

– Sim, podem vir quando quiser, Hector. — Minha mãe completa. — Serão sempre bem vindos.

– Ta bom. — Hector levanta da grama aparentemente triste.

– Pedro pode nos dar uma carona. — Gustavo fala. — Tudo bem, Pedro?

Pedro concorda com a cabeça.

– Então está bem. — Eleonora fala. — Foi muito bom conhecer você, Isabela.

– Digo o mesmo. — As duas se despedem beijando carinhosamente a bochecha uma da outra. — Aparece aqui mais vezes.

– Pode deixar. — Eleonora diz e em seguida anda em direção ao carro. — Vamos Hector. Tchau, Adam. Tchau, Eric.

– Tchau. — Digo a ela. Olho para Hector em seguida. — Foi legal te conhecer, Hector. — Ele sorri e segue sua mãe. Gustavo observa Hector se distanciar, depois volta seu olhar para mim.

– Você tem facebook? — Ele pergunta de repente.

– Desativei. — Respondo. — Não curto essa rede social.

– Nossa. — Ele levanta sua sobrancelha, surpreso com o que eu acabei de dizer. — Isso é novo de se ouvir.

– O único jeito de se comunicar comigo é via WhatsApp. — Digo a ele. Nossa, você está quase se jogando para ele. Calar a boca de vez em quando é bom, Eric.

Ele sorri. Acho que ele entendeu o que eu quis dizer...

– Será que vai pegar mal te pedir o numero do seu WhatsApp?

Solto uma pequena gargalhada.

– Um pouco. — Respondo-o. Ele sorri para mim, e eu sorrio de volta para ele. Passo o meu numero e ele grava em seu celular.

– Pronto. Falo com você por lá, ok?

– Tudo bem. — respondo. Gustavo me da as costas e sai.

Meu olhar vai para o casal "Pedrana". Pedro puxa Luana para perto de si e a beija.

– A gente se fala depois. — Pedro diz, beijando carinhosamente a testa de Luana.

– Está bem. — Luana concorda e Pedro vai em direção ao carro.

Mamãe e Adam entram, mas eu e Luana continuamos ali. O carro se vai. De repente uma mensagem chega em meu celular. Observo a foto. É Gustavo.

"Só para saber se é mesmo o numero certo haha."

Respondo segundos depois.

"Por que acha que eu te daria o numero errado? Está duvidando de mim?"

Gustavo responde rapidamente.

"Não, não. Que isso... É só para confirmar mesmo."

Luana olha minha conversa com Gustavo por cima de meus ombros. Pego e enfio meu celular no bolso da calça.

– Ui, quem é? — Luana fala sorrindo de orelha a orelha.

– Você não conhece. — respondo.

– Não sou idiota, Eric. Sei que é o Gustavo. — Ela sorri ao falar o nome dele. — Eu sabia, sempre shippei vocês.

– Não é nada disso.

– E disse que não estava afim, né? Mimimi não gosto dele, mimimi não faz o meu tipo.

– Ele que pediu o meu numero. — Falo segurando meu riso.

Ela ri de forma debochada.

– Uhum, ta bom senhor "Eu nunca vou me apaixonar"

– Ah, cala a boca. — Digo, entrando em casa.

Notas finais
E ai, gostaram ou odiaram? Comentem. Se tiver algum erro ortográfico avisem, blz? Até o/