Te Encontrei

18 Será que é você?


Notas iniciais
Cóe :v Acho que estou devendo umas desculpinhas, não é? Sorry, gente. Eu realmente sinto muito por esse meu desaparecimento, é sério! Primeiramente, estou aqui para dizer que fiquei esse tempinho (na verdade o ano todo) me preparando para o Enem e, agora que ele passou, voltarei a focar mais na história (agora é sério) Segundo: Terá capítulos novos de duas a duas semanas, sem falta. E, caso houver falta, me desculparei postando um capítulo + um capítulo bônus no mesmo dia (dependendo de quantos dias estou atrasado na publicação. Por exemplo, se eu tiver 3 dias atrasado postarei um capítulo + dois capítulos bônus e assim por diante) Só assim para que eu seja pontual :v Terceiro: Estou precisando de algumas ideias, pois tenho lutado muito contra um monstro chamado bloqueio criativo. E então, caso alguém queira ajudar, ficarei agradecido. Então é isso Boa leitura Divirtam-se

–Edílio? — Quase não o reconheci. Seu cabelo estava diferente, cortado um pouco mais curto, além de sua pele está mais bronzeada. Mas seus olhos eram os mesmos: claros e hipnotizantes.

– Marrento. — Ele sorri. — Beleza?

Ele me chamou de que?!

– O que você faz aqui? — Pergunto.

– Eu que deveria lhe fazer essa pergunta, não? Afina, não foi você que disse não gostar de bebidas alcoólicas?- Ele põe seus cotovelos sobre o balcão, apoiando sua queixo em uma de suas mãos. Seu rosto estava próximo do meu, então me afastei um pouco.

– Sim, e não gosto mesmo. — Respondi, coçando a ponta do meu nariz, um costume que tenho quando estou envergonhado. — Estou aqui por causa do meu tio. — Falei, balançando minha cabeça em direção ao Luke.

– Imaginei que fosse seu pai. — Ele fala, cumprimentando Luke com um aperto de mão firme. — O senhor me chamou, certo?

– Sim, para pagar a bebida. — Luke o responde entregando-o uma nota de 50 reais. — Pode ficar com o troco.

– Certo, mais alguma coisa?

– Não, não. Já estamos indo.

– Realmente. — Falo, pegando meu celular para verificar as horas. Observo que há três ligações perdidas da minha mãe. Acho que a senhorita Isabela descobriu que não estou em casa.

Luke se levanta, e eu faço o mesmo.

– Foi legal ver você de novo. — As palavras saem da minha boca automaticamente, em seguida sorrio envergonhado.

– Digo o mesmo. — Ele sorri ao dizer isso.

E então, dou as costas a ele e saio do local.

(...)

– Será que não ouviu o que o médico disse a você ou está querendo pagar de rebeldezinho? — Pergunta minha mãe, praticamente gritando. Luke está sentado ao meu lado no sofá, também ali para levar broncas dela. — Acho que você quer colocar aquele gesso novamente em seu tornozelo, não é?

– Mas meu tornozelo ta melhor, — Tento me explicar. — Não tem problema.

– Você por acaso é médico? — Pergunta ela em voz alta, me olhando furiosa. A essa altura toda a vizinhança sabia o que tinha acontecido. — Não! O único médico é o Dr. Roberto, ou seja, ele sabe o que tem problema e o que não tem, logo, você tem que ouvi-lo!

Queria continuar debatendo, mas achei melhor ficar em silêncio pois só assim minha mãe para de falar.

– E você, senhor Luke. — Diz ela, olhando friamente para Luke. — Não foi trabalhar por que, exatamente? Para ir beber em um bar? Acha que assim vai conseguir algo? Vai conseguir sua mulher e a sua filha de volta bebendo?! Toma vergonha nessa sua cara!

Luke também ouve tudo em silêncio.

Minha mãe continua:

– Enquanto você estiver morando de baixo do meu teto irá seguir as regras, e essa é a primeira regra que você irá seguir: Nada de ingerir bebidas alcoólicas e chegar praticamente embriagado. Eu não suporto o cheiro, e você está cheirando a cerveja pura! Então, vá tomar um banho. — Ela volta a me olhar. — E você, senhor Eric, vá para seu quarto. Está de castigo.

– Mas o que...? — Falo, olhando sem entender.

– Uma semana.

– O que?!

– Duas semanas se continuar aqui em três segundos. — Ela fala. — Um... Dois...

Bufo e saio de lá, indo para meu quarto.

Bato a porta com força, e em seguida me jogo em cima da minha cama, afundando minha cara no travesseiro. Coloco a mão no bolso da minha calça jeans a procura do meu celular. Espera, cadê meu celular?!

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– Por que é que eu sempre me apaixono por pessoas que não prestam? — Luana pergunta. Estávamos no recreio, sentados nos degraus da escada que dava para o quarto andar do prédio do nosso colégio, onde ficava a nossa sala de aula. Luana na época estava apaixonada por um garoto novo da nossa escola, Thiago, este que não só conquistou o coraçãozinho de Luana mas de toda a escola, também. — Tipo, eu pensei que ele estivesse afim de mim, sabe? Daí o que ele faz? Ele fica com a Daniela! A Daniela!

– Esqueça isso, Lu. — Tento acalmá-la. — Ele já tinha cara de galinha, não é surpresa. Pelo menos, não para mim.

– A vida seria tão mais fácil se, tipo, tivesse uma plaquinha flutuante em cima da cabeça das pessoas escrito "presta" e "não presta". Facilitaria muito as coisas. — Ela suspira. — Mas infelizmente não é assim.

– Acho que você deveria esquecer essa coisa de "mundinho perfeito". — Falo. — Contos de fadas não existem.

– Eu sei, eu sei. Mas, o que posso fazer se sou assim? Vai dizer que nunca se imaginou viver, sei lá, na história da Cinderela?

– Não. — Falo, secamente. — Até porque não tenho sapatinho de cristal.

– Foi um exemplo. — Ela se levanta, amarrando seus cabelos longos em um coque. — Não estou dizendo viver exatamente na história dela, apenas a parte de ela encontrar o seu príncipe.

– Quem sabe o príncipe virou um chato. — Cantei, ao ritmo da musica da eterna Cassia Eller.

Luana começa a rir.

– Não dá para conversar com você, sério. — Ela volta a se sentar no mesmo degrau que estava sentada.

– Eu não acredito nessas coisas, você sabe, contos de fadas, príncipes e finais felizes. Mas, acredito que, um dia, nós iremos encontrar alguém especial. Claro, sem esse lance de príncipes, porque príncipes são perfeitos, e não existe pessoas perfeitas. — Assim que termino a frase, o sinal toca. Luana se coloca de pé e me ajuda a levantar. — Agora vamos voltar para o mundo real, o mundo em que temos um teste de química para fazer, que vai ser agora.

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Estou caminhando de um lado para o outro, no meu quarto, desesperado. Será que deixei no bar, ou caiu do meu bolso, na rua?, me pergunto. Se minha mãe souber sobre isso terei que escutá-la falar no meu ouvido novamente.

Continuo a caminhar de um lado para o outro, até que sinto uma leve pontada de dor no meu tornozelo. Sento em minha cama para pensar. Lá se vai minhas fotos, musicas, vídeos, contatos... Agora já era, perdi e não adianta chorar. Me jogo para trás, me deixando afundar em minha cama. Fecho meus olhos por uns dois minutos até que os abro novamente quando escuto um barulho, vindo da minha janela. Levanto e caminho lentamente até ela. Observo, abaixo, uma sobra de alguém. É Edílio quem está ali.

– Oi. — Fala ele, quase como um sussurro, assim que abro a janela.

– O que você faz aqui? — pergunto-o, também quase sussurrando.

– Acho que você esqueceu isso. — Ele levanta seus braço direito, com um objeto em sua mão. Meu celular!

– Ai meu Deus! — Grito, em seguida coloco minha mão sobre a boca. — Espera um pouco. — Falo a ele, pegando meu casaco sobre a cadeira da minha escrivaninha e saindo do quarto.

Desço as escadas, lentamente, observando ao redor. Observo que minha mãe ainda está acordada, sentada na mesa de jantar, em seu notebook. Droga! Não iria arriscar ter aquela cena com ela e Edílio novamente, então volto para o meu quarto.

Beleza, o que eu faço agora?, me pergunto. Então vou até a janela. Terei que pular. Apoiando-me sobre os lados dela, coloco-me sentado, de frente, sobre a janela.

– O que você está fazendo? — Edílio me pergunta, apavorado.

– Não é meio óbvio? — Respondo-o de volta. — Vou pular.

– Mas é alto! — Edílio quase grita

– Do chão não passo. — Me preparo para pular.

– Espera! — Edílio se aproxima, ficando logo a baixo da minha janela, levantando um pouco seus dois braços. — Pronto.

– Você vai me segurar? — Pergunto a ele, rindo da situação.

– Está duvidando da minha força? — Pergunta ele, sorrindo também.

– Não quis dizer isso. — Respondo-o. E então, tomo impulso e pulo.

Edílio me segura, por baixo dos meus braços, a dois centímetros do chão. Começo a rir assim que ele me solta.

– Você nunca fez isso, não é? — Ele me pergunta, aparentemente divertido com a situação.

– Nunca. — Falo, ainda sorrindo. — Como sabia que aquela era a janela do meu quarto?

– Observei você passando de um lado para o outro. Ah, aqui está. — Ele entrega meu celular. — Iria entregar antes, mas estava em horário de trabalho então tive que esperar acabar meu turno.

– Obrigado. — Falo, colocando no bolso da minha bermuda. — Como diz a minha mãe: eu só não esqueço a minha cabeça porque está grudada no corpo.

– Falando nisso, evitei a porta da frente por causa dela. — Ele coça sua cabeça. — Mas, claro, se soubesse que você ia se jogar da sua janela, teria pensado duas vezes.

Sorrio para ele.

– Também evitei a porta da frente já que a minha mãe estava na sala. — Falo. — Iria piorar a situação de quem já está uma semana de castigo.

– Não estou surpreso por você estar de castigo. — Diz ele, rindo da minha cara.

– Palhaço. — Falo, não achando a menor graça.

– Agora, falando sério, já que você pulou a sua janela como pensa em voltar?

– Não tinha pensado nisso. — Falo, olhando para minha janela. — Alto demais para subir. Acho que terei que passar um tempo aqui fora até que a luz da sala seja apagada. — Aponto para a janela da sala, coberta por dentro com uma cortina fina, de cor verde. — Assim saberei que a minha mãe foi dormir.

– Ela não vai notar sua falta em seu quarto? — Pergunta ele.

– Está tudo bem. — respondo, sentando no gramado. — A porta do meu quarto está fechada. Sempre fica.

– Então, está bem. — Ele senta ao meu lado. — Como vai o tornozelo?

– Aparentemente melhor. — Coloco minha mão sobre meu tornozelo. — Embora sinta umas dores uma vez e outra quando forço demais.

– Quando soube que você tinha tirado o gesso quis te visitar.

– Seu pai que contou?

– Sim. — Ele responde. — Ele também me disse que você perguntou por mim.

– Sim. — Me sinto corar. — É que você tinha sumido, sabe? Daí...

Ele sorri, olhando para frente. Ficamos em silêncio por uns segundos até eu pensar em dizer algo.

– E sua moto?

– Bom, na verdade, ela nunca foi minha. E depois do... você sabe... do acidente, meu pai acabou vendendo-a.

– Ah... — Foi a única coisa que falei. Me sentia culpado.

– Pode ficar tranquilo que não foi culpa sua.

– Mesmo assim, sinto muito.

– Relaxa, já já terei minha própria moto. Daí, te chamo para darmos uma volta, como um pedido de desculpas pelo acidente.

– Ah, claro. — concordo, sorrindo. — Só espero que não me mate nesse passeio.

– Pode deixa, tomarei cuidado. — Ele me olha, sorrindo. Seus olhos observam os meus por alguns segundos. Nossos rostos estão a poucos centímetros de distancia, e logo consigo sentir sua respiração. Sinto-me corar.

Desviando meu rosto, me coloco de pé coçando a ponta do meu nariz.

– O que foi? — Ele me pergunta.

– Nada. — Falo, me mantendo firme. — Só cansei de ficar sentado.

– Sabe que essa frase não tem muito sentindo, certo? — Ele sorri, e logo em seguida estende sua mão em minha direção. Eu o ajudo a se levantar, estendendo minha mão ao encontro da dele. E então, de repente, ele me puxa rapidamente, fazendo com que eu geme com o impacto dos nossos corpos.

– O que você está...? — É a única coisa que consigo dizer. Poderia me afastar, claro, se eu quisesse mas, estou hipnotizado com seu olhar, com sua mão em minha cintura, com seu corpo colado ao meu...

Uma de suas mãos livres toca meu rosto, e então fecho meus olhos, sentindo seu polegar acariciar minha bochecha.

– Estou querendo fazer isso desde o dia em que te vi pela primeira vez. — Ele diz. Seu polegar, então, desce ao encontro de minha boca. Automaticamente mordo meu lábio, voltando a olhá-lo. — Não farei nada, se não quiser.

– Eu quero. — Falo, sussurrando.

– Isso é bom. — Ele sussurra, sarrando seu nariz ao meu, aproximando sua boca a minha. — Porque eu também quero.

E então, Edílio me beija. Seus lábios quentes encontram os meus. Nossas línguas estavam dançando lentamente a batida dos nossos corações. Eu estava em um outro mundo, em um outro universo. Era uma sensação difícil de explicar em palavras. Seus braços envolvem minha cintura, enquanto os meus envolvem seu pescoço. Não sei quantos minutos ficamos ali, mas foram os melhores minutos da minha vida.

Notas finais
Comentem o que acharam ^^ Seu comentário é importante para mim, acredite Bj bj Até o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.