Te Beijar Ou Te Matar?
40 Capitulo 39 – Conhecendo a Irmã
Notas iniciais
-
Bom sei que não tenho direito nenhum de ficar cobrando review de voces, mas a cada um que eu recebo me motiva a escrever mais, então proximo cap só sai com pelo menos 7 reviews ok? Gente não estou querendo me achar (acho que expressei certo)mas a opinião de voces é mega importante para mim. Então vamos comentar é de graça e ainda faz um escritor feliz.
-
Ain olha só eu achei elas parecidas por isso fiz como irmãs.
-
Na foto abaixo: Miah Calleigh e Jessica Ledger
P.O.V Miah Calleigh
Onde eu estava não dava para ver quem havia sido atingido. Comecei a chorar, não conseguia acreditar que ele havia sido atingido. Mas me surpreendi quando Julian caiu de joelhos com um buraco no peito. Olhou para mim enquanto suas lagrimas caiam dos seus olhos.
- Me desculpa. – falou e logo caiu morto. Era o fim, o fim do primeiro homem que eu amei, o fim do pesadelo.
- Acabou. – disse Nathan caminhando em minha direção.
Me levantei, para ir de encontro á ele. Vi uma sombra, não dava para identificar quem era ou o que era. Vi quando essa mesma sombra apontou uma arma.
Antes mesmo de eu esboças qualquer reação Nathan foi atingido com dois tiros nas costas, caindo de joelhos na minha frente.
- Não. Isso não pode estar acontecendo. Nathan fala comigo. – falei colocando sua cabeça em meu colo. Ele estava desacordado, mas ainda tinha pulso pouco, mas tinha. – Nathan não me deixa aqui sozinha, por favor, nós precisamos de você. – falei chorando.
Jason apareceu e veio correndo até mim quando viu o corpo do Nathan caído.
- O que aconteceu? – perguntou.
- Nathan matou o Julian... – tentei falar, mas as lagrimas não deixavam. – Alguém atirou nela pelas costas. Jason eu não quero perde-lo. – falei.
Jason verificou o pulso dele. O colocou em seu ombro e saímos dali.
Chegamos no lado de fora e algumas viaturas estava lá, vi John encostado no carro, mas assim que me viu caminhou em minha direção, o abracei forte como eu queria estar abraçando o Nathan.
- Deu, já acabou, vamos embora daqui. – falou John me conduzindo até o carro.
- E o Nathan? Eu quero ficar com ele. – falei.
- Vão levar ele para os hospital, e você também vai. Quero ter certeza que esta tudo bem com você e o bebê. – falou. – E a propósito depois que isso tudo terminar eu vou ficar muito bravo com você, por não ter me contado que você esta grávida. – disse ele.
Levaram Nathan e Diana para o hospital mais perto dali. Eu fui atrás no carro com John e Jason que fizeram questão de não sair do meu lado.
Levaram ele as pressas para o bloco cirúrgico, e mal deu tempo de entender o que estava acontecendo, pois John teve o prazer de me arrastar para fazer uma bateria de exames. Sai de lá querendo explodir com aquelas enfermeiras. Voltei para a sala de espera. Jason estava sentado encarando os pés, Elister tentava consolar Lauren que chorava sem parar, e John estava parado em um canto com uma expressão nada boa.
- O que esta acontecendo aqui? – perguntei para Jason.
- Nathan teve que ir para uma cirurgia de emergência, parece que uma das balas perfurou o pulmão direito dele. – disse ele. Foi impossível conter a lagrimas.
- E por que não foram me avisar. – perguntei agora frustrada, por ser a ultima em saber das coisas.
Jason me abraçou. Passamos mais de duas horas sentados esperando por alguma noticia do Nathan, mas nada. Não conseguia comer nada, e isso já estava deixando todos irritados.
Logo o médico apareceu, sua expressão era de quem tinha que dar uma noticia triste, mas não esta preparado para isso. Me baseando nisso apertei meus braços em volta do Jason que fez o mesmo.
- Como meu irmão esta. – Lauren conseguiu perguntar.
- Como já tinha falado uma das balas perfurou seu pulmão, demoramos um tempo para retirar a bala, já que teve hemorragia. – Lauren quase caiu, mas Elister e segurou a tempo sentando-a no sofá. – Conseguidos retirar a bala e parar com o sangramento, mas ele terá de ficar em observação por um tempo. O estado dele é muito delicado. – disse o médico.
- E eu posso vê-lo? – perguntei.
- Ele não pode receber visitas, mas como me informaram você é a namorada dele não é? Assim que ele for para o quarto uma enfermeira vem lhe chamar. — disse o médico.
- Ok, muito obrigada doutor. – falei.
Pedi para Elister levar a Lauren para casa, ela estava muito estressada e ficar ali só ia piorar as coisas.
John permaneceu no mesmo canto em que se encontrava quando entrei na sala de espera. Ele olhava impaciente para o celular que estava na sua mão. Pensei em ir falar com ele e foi o que eu fiz.
Levantei-me para ir em direção dele, na mesma hora alguém passou por mim tão rápido que não pude ver quem era, essa mesma pessoa enlaçou seus braços em volta do pescoço do John, que na mesma hora retribuiu o abraço com tanto carinho, como ele nunca tinha me abraçado.
A garota vamos por assim dizer parecia aflita. Não conseguia ver seu rosto, apenas o cabelo comprido e ondulado caído livremente pelas costas. Fiquei me perguntando quem era, já que seu corpo não revelava nada. Ela vestia uma calça jeans escura com uma bota de cano longo sem salto e uma casaco preto, pois fazia frio aquele dia em Manhattan principalmente dentro do hospital.
Olhei para Jason que se levantou caminhando lentamente em minha direção. Seus olhos tinham um misto de felicidade e surpresa.
- Quem é essa? – sussurrei para ele.
- Miah eu não sabia que ela... – ele nem terminou de falar quando ouvimos a voz dela.
- Fiquei preocupada com você. – falou separando-se do John que me olha com uma certa culpa.
Pude ver agora o rosto dela, que me parecia muito familiar, ela parecia comigo. Ela tinha meus olhos, embora os meus fossem verdes e os dela tão escuros quanto à noite, mesmo assim eram iguais. Os traços do seu rosto me lembravam da minha mãe, e foi pensando no que minha mãe fez que fiquei com mais raiva da presença dela ali.
Ela ficou me olhando e eu a ela, não conseguia reagir falar uma palavra sequer. Mas eu não estava emocionada por ver finalmente ver a minha irmã, e sim com raiva de ver ela ali, recebendo o carinho deles.
- Então não vai nem me dar um abraço? – ouvi Jason perguntar para ela. Talvez ele tenha visto que eu não estava feliz por vê-lá ali.
A garota que aparentava ter uns 21 anos abriu um sorriso e pulou nos braços do Jason, que a girou no ar e a beijo.
John caminhou até mim tentou me abraçar, mas eu o afastei.
- Você não podia ter feito isso. – falei.
- Por que não? Ela é sua irmã, e já esta mais que na hora de você conhece-lá. – disse ele. Me aproximei dele com lagrimas nos olhos, lagrimas de raiva só em pensar em tudo que eu tinha passado enquanto ela tinha uma vida de princesa.
- Nunca mais repita essa palavra, meu único irmão é você e como eu disse se ela me tocar eu atiro nela sem dó nem piedade. – falei.
John ficou me encarando sem reação.
- Vou deixar a família feliz aqui e ver como meu namorado esta. – falei me afastando.
- Miah, volta aqui nós temos que conversar. – falou ele, mas não dei ouvidos apenas sai andando pelo corredor, precisava ficar sozinha, ou melhor, com ele.
Por sorte encontrei a enfermeira que iria me chamar e ela me mostrou onde era o quarto que o Nathan estava. Entrei e me sentei no sofá que tinha ali, na parede ao lado da cama.
Já fazia quatro horas que estava ali, sabia que a tal Jess ainda estava lá fora com o John e o Jason, por isso não sai de dentro do quarto nem para comer.
Esta perdida em pensamentos quando o Nathan acordou. Aproximei-me da cama e ele sorriu ao me ver.
- Oi minha linda. – disse ainda com a voz fraca segurando minha mão.
- Oi amor, então como esta se sentindo? – perguntei.
- Como se tivesse levado um tiro. – fez piada. Era incrível a capacidade dele de fazer piada até com uma tragédia. – E você esta bem? – perguntou ele, me fazendo sentar na cama ao seu lado.
- Fisicamente sim. Nunca pensei que ficaria abalada com uma morte. – falei. Enquanto ele colocava sua mão na minha barriga. – O piro foi ver a irmã do John. – Nathan me olhou confuso.
- Sua irmã? – falou. Lancei um olhar assassino para ele que entendeu o recado. – Ah irmã do John, e como ela é? – perguntou.
- Podemos falar de coisas boas, por favor? – falei e compreendeu e sorriu em resposta. – Agora quem ficou com medo de te perder foi eu. – disse acariciando seu rosto e lhe dando um beijo.
- Nunca deixaria vocês sozinhos. – disse e sorriu.
Ficamos mais um tempo conversando quando a porta do quarto foi aberta. John apareceu com uma bandeja, sorri ao vê-lo não conseguia ficar brava com meu irmão, mas logo esse sorriso desmanchou quando vi Jason e Jess atrás deles.
- Pega leve. – ouvi Nathan dizer, enquanto fazia carinho novamente na minha barriga, aquilo estranhamente me acalmava.
- Vi que você esta sem comer e isso não é bom para o bebê. – falou John colocando a bandeja em cima da cama perto de mim.
Ele e os outros dois sentaram-se no sofá onde eu estava enquanto eu comia o que o John tinha levado.
- Como vocês entraram? – perguntei. — Pelo que parece o Nathan nem podia receber visitas, muito menos as indesejadas. – falei. Todos me olharam feio, mas eu não estava nem ai.
- Nada que um distintivo não faça não é mano? – só a voz dela já me enjoava.
- É sim Jess. – disse John sem graça.
- Sabe a vovó disse que esta com saudades de você. Que a abandonou e não ligou mais. – continuou falando. Levei minha mão até as costas para pegar a minha arma, mas estranhei pois ela não estava ali.
- Mas o que... – nem terminei de falar e o Nathan mostrou a arma dentro da gaveta do criado mudo. Traidor estava conspirando contra mim não deixando eu matar aquela...
- Então... May? É isso? Como vão seus pais? Vovó me falou que você foi adotada por um casal muito legal. – disse Jess. Aquilo foi à gota d’água para mim. Tirei a mão do Nathan que ainda estava acariciando a minha barriga e sai do quarto batendo com a porta. Essa que logo foi aberta saindo de lá o meu amigo, meu melhor amigo.
- Miah, sabe que ela não fez por mal né? – perguntou aproximando-se de mim.
- Por que ela disse essas coisas? – perguntei já com lagrimas nos olhos. Nessas horas eu odeio essa pessoa que eu me tornei.
- Eu não sei, tenho certeza que a sua... – olhei feio para ele. – Quer dizer a avó deles não falou nada disso, mas depois eu vou conversar com ela e você vão poder se entender. – disse me abraçando.
- Eu não quero me entender com ela, ou melhor, nunca mais quero ver a cara dela de novo. – falei. Ele separou-se de mim e me olhou triste.
- Então você não vai ao meu casamento?
Notas finais
-
Dicas mais que perfeitas.
Dica¹:https://www.fanfiction.com.br/historia/221565/Que_O_Jogo_Comece...
Dica²:https://www.fanfiction.com.br/historia/237712/A_Assassina_Em_Mim
-
Então até o proximo cap.
Fale com o autor