Te Beijar Ou Te Matar?

36 Capitulo 35 – Prisioneira


Notas iniciais
Olá meus amores. Nossa estou muito feliz, cheguei a 205 reviews e graças a vocês muito obrigada de verdade.
Quero agradecer as meninas que comentaram no ultimo cap. e quero agradecer a Ana Salvatore e a Katherine Salvatore pelas recomedaçoes, muito obrigada fofas esse cap é para voces.
Espero que gostem ok?
-
Na foto abaixo: Miah Calleigh e Julian Biersack

\"\"


P.O.V Miah Calleigh



Não consegui acreditar que Julian Biersack era ele. Thomas, o cara que eu vi morrer com um tiro no peito, por quem eu chorei. E ele me enganou fingindo a própria morte para entrar no mundo do crime, talvez aquela vida não fosse o suficiente para ele.


Nathan não desgrudou de mim e nem me deixou chegar perto do Julian, eu sabia que ele queria me proteger e ao nosso filho, mas eu precisava acabar com aquele cara ali, na festa. Enquanto conversava com a Lauren percebi que Nathan se distraiu, era a minha única chance de pegar o Julian e eu não ia desperdiçar.


– Com licença, eu vou ao banheiro. – falei para Lauren.


– Ah claro, vai lá, vou te esperar aqui. – falou.


Sai rapidamente dali antes que o Nathan voltasse, fui em direção do ultimo lugar onde vi o Julian ir. Caminhei pelo corredor, mas havia varias portas, seria difícil encontrá-lo.


– Posso ajudá-lá? – perguntou uma mulher atrás de mim.


– Eu preciso falar com Julian Biersack. – falei virando-me para ela. Ela era alta, tinha os cabelos castanhos, pele bronzeada e olhos negros cheios de raiva, lábios carnudos e um corpo escultural.


– E quem é você? – perguntou ela.


– Meu nome é Miah Calleigh, e eu preciso falar com ele. – falei.


Ela caminhou até mim.


– É e sei quem você é. – falou e me deu um soco no meu rosto. – Você é a vadia que o Julian era apaixonado antes da mosca morta da Rebecca. – falou, tentei revidar o soco, mas alguém me segurou pressionando um tecido no meu nariz com um cheiro forte, eu sabia o que era e o que vinha á seguir.


Acordei estava em uma sala escura e úmida, meus pulsos estavam amarrados em correntes. Me mexi tentando soltar meus pulsos, mas a corrente só fez barulho.


– Ora, ora veja quem acordou. – falou uma voz masculina. Ele soltou meus pulso e me agarrou dos cabelos, me fazendo levantar. – Tem alguém que quer te ver. – falou.


Ele ma arrastava pelos corredores daquele lugar sujo, percebi que estava descalça e sem a barriga falsa, apenas com o vestido sujo por estar acorrentada no chão daquela sala imunda.


Logo entremos em outro corredor, nossa aquele lugar parecia um labirinto, mas esse corredor parecia que não fazia parte do mesmo lugar em que eu me encontrava.


– Pode entrar. – ouvi uma voz dizer, quando o homem que me segurava bateu na porta.


– Chefe, o senhor pediu para traze-lá quando acordasse aqui esta. – disse o homem me jogando contra o sofá que tinha ali.


– Obrigado, agora pode sair. – ouvi uma voz bastante conhecida, Julian. – Oi meu amor como passou a noite? – perguntou quando se aproximou de mim.


– Pior impossível. – falei e cuspi em seu rosto. A mesma mulher que me atacou no corredor veio em minha direção com a mão erguida pronta para me dar um tapa, mas Julian não deixou. – Por que fez isso? – era a única coisa que eu queria saber.


– Sabe, eu até gostava de estar com você. – falou acariciando meu rosto. – Mas quando soube que esses traficantes de merda ganhavam mais do que eu para não fazer nada da vida, decidi mudar de profissão. E claro tinha que forjar a minha morte, não queria ser caçado pelos agentes da SOD, que a propósito caíram na qualidade hein? Aquela tal Diana entregou vocês rapidinho. – falou e sorriu debochado.


– Então você virou um traficante de merda só para ganhar mais dinheiro, e não pensou o que sua “morte” faria comigo não é? Mas tudo bem já superei, a única coisa que eu quero agora é meter uma bala na sua cabeça. – falei.


– Nossa, você guardou muita magoa sabia? – falou sarcástico. – Mas não importa, agora eu tenho você de volta, vamos poder ficar juntos, como antes. – falou. Olhei para a mulher que estava ao lado oposto da sala, seu rosto fervia de tanta raiva.


– Nunca que eu iria ficar com você, até por que eu já estou comprometida e nos vamos ter um filho juntos. – falei.


Julian começou a rir, gargalhava como se eu tivesse contado alguma piada, acho que ele não acreditou que eu May Ledger poderia um dia ser mãe, mas ele não sabe que eu mudei.


– Lorraine, me deixa ter uma conversa em particular com a nossa prisioneira. – falou Julian caminhando até ela. A mulher nem se moveu, ele então a agarrou dos cabelos e beijou sua boca. – Pode ir. – disse. A mulher me deu uma ultima olhada e saiu.


Julian sentou-se ao meu lado e ficou me encarando, estava estampado na cara dele que não acreditava que eu estava grávida.


– Você disse que nunca ia ter filhos. – disse com dor na voz.


Quando eu e ele ainda estávamos juntos ele sempre me pediu para termos um filho, mas u sempre colocava o trabalho em primeiro lugar e dizia que eu não servia para ser mãe.


– Agora as coisas mudaram Julian. – falei.


– Não me chama assim, para você eu sempre vou ser o Thomas. – disse aproximando-se de mim e acariciando meu rosto.


– O Thomas morreu, naquela missão em que eu vi você levar um tiro no peito, quando eu fui ao enterro. ONDE EU CHOREI POR TER TE PERDIDO. – gritei e não pude impedir das lagrimas caírem.


Ele me olhou e pude ver seus olhos cheios de lagrimas.


– Já posso até imaginar, os três tiros, a bandeira dobrada em seus braços. Mas era preciso, aquela vida não era o suficiente para mim, eu não ia poder ser grande lá dentro como eu sou agora, os lideres das maiores cidades comem aqui oh, na minha mão. – falou afastando-se de mim.


– Então eu não era o suficiente para você? Para mim chega dessa palhaçada, deixa eu sair daqui. – falei.


– Você não vai a lugar nenhum, agora que eu tenho você de novo eu não vou deixar você ir, eu posso cuidar dessa criança como se ela fosse meu filho, nosso filho – falou ele tocando em minha barriga, mas logo o empurrei para longe.


– Você sabe que o Nathan vai me tirar daqui, não sabe? E eu vou ter o prazer de terminar o que era para ter acontecido á dois anos atrás. – falei, agora com raiva.


– Ele estava morto antes disso, pode ter certeza, por que agora você é minha, ta entendo só minha. – disse.


– Eu nunca vou ser sua, e você sabe disso. Agora se vai me manter trancada aqui, me deixa bem longe de você só em ver a sua cara já me dá nojo. – falei o encarando. Seus olhos novamente se encheram de lagrimas, mas agora era de raiva, eu sabia que ele não suportaria ouvir a verdade, ele sempre foi fraco.


– Charles. – chamou e logo o mesmo homem que me levou até a sala apareceu na porta. – Leve a nossa prisioneira para o quarto, ela esta grávida e não pode ficar naquele lugar, e depois pede para a Lorraine ir atrás desse tal de Nathan. – falou. O homem segurou meu braço me puxando para fora dali. – Sabe May, se esse tal de Nathan é a única razão para você não voltar para mim, vou ter que matá-lo. – disse, á essa altura ele já parecia atordoado e eu sabia que ele iria tentar matar o Nathan.


– Julian pelo amor de Deus, não faz isso. – falei, tentando me soltar dos braços do homem.


– Eu preciso fazer isso May, para eu ter você eu preciso fazer isso.


– Se um dia você já sentiu algo de verdade pro mim, faz o que eu estou pedindo, não faz nada contra ele. – falei chorando, ele não respondeu nada apenas virou de costas. – JULIAN POR FAVOR. – gritei, mas já era tarde, o homem já tinha me arrancando de dentro da sala.


Julian apareceu na porta e chamou o cara, nem olhei para ele, sabia que não ia adiantar eu pedir, suplicar, me humilhar ele tentaria matar o Nathan. A única coisa que eu peço é que ele não cometa a burrada de vim atrás de mim.


– Não quero que toque um dedo nela e peça para a Rebecca ajuda-lá. – disse e voltou para dentro da sala trancando a porta.


– Você deve ser muito importante para ele, pois todos que vem parar aqui, ou são torturados ou mortos na hora, nunca tem um quarto cedido. – disse o homem.


Ele me levou para um dos quartos que tinham ali, para aquele lugar era bem decorado. O tal Charles dessa vez foi mais gentil apenas me colocou ali e trancou a porta.


– Daqui a pouco a Rebecca estará aqui. – falou.



Deitei na cama e passei os braços ao redor da minha barriga, tentava imaginar como Nathan estaria agora, desesperado com certeza, admito que eu era para te-lo ouvido, mas a raiva falou mais alto e agora estou trancada aqui, tenho certeza que o Julian não tentara nada contra mim ou meu filho, mas temo pela vida do Nathan.


Logo a porta se abriu uma mulher com os cabelos em castanho bem escuro quase preto, passou por ela carregando uma bolsa, ela era branca, muita pálida, tinha os olhos verdes, boca avermelhada. Vestia uma calça jeans escura, uma bota de cano alto e uma camiseta azul.



– Você deve ser a May não é? – perguntou se aproximando de mim.


Confirmei com a cabeça.


– Meu nome é Rebecca, noiva do Julian. – falou estendo a mão para cumprimenta-lá, mas apenas fiquei encarando sua mão. – Eu sou a única que você pode confiar aqui dentro, agora toma tome um banho e troque essa roupa, o Julian disse que você esta grávida e não seria nada bom para o bebê se você ficar doente.


Peguei as roupas e entrei no banheiro, tomei um banho demorado para tirar toda a sujeira que esta no meu corpo, coloquei a roupa que a Rebecca me deu um vestido simples branco. Voltei para o quarto e ela estava sentada na cama.


– Muito obrigada. – falei.


– Não tem que agradecer, não sou a favor dele te trancafiar aqui, uma por que você esta grávida e outra por que ele ainda te ama e eu não posso competir com você. – disse.


– Não fala assim, ele não me ama isso é raiva por ter me perdido, mas não fala assim se ele esta com você é por que sente algo sim. – falei.


– E é por isso que eu vou te ajudar. – falou.


– Sério, será que você pode me conseguir um celular, preciso avisar para o Nathan não vir, ou o Julian matara ele. – falei.


– Bom, um celular eu não posso, já que sou revistada antes e entrar, mas eu vou te ajudar a sair daqui. – falou e sorriu.


– E como você vai fazer isso? – perguntei.


– Simples você...


Notas finais
Então o que acharam?
-
Dica de leitura 1, 2 e 3:
Dica¹:https://www.fanfiction.com.br/historia/221565/Que_O_Jogo_Comece...
Dica²:https://www.fanfiction.com.br/historia/208852/Dangerous/
Dica³:https://www.fanfiction.com.br/historia/156101/Alice
Beijo e até o proximo cap.