Te Beijar Ou Te Matar?
28 Capitulo 27 – Reunião de Família.
Notas iniciais
Muito obrigada pelos reviews no outro cap.
Voces vao sentir uma leve ou grande diferença la no final por que essa parte final quem escreveu foi minha best Ln N a autora de Que O Jogo Comece. ok?
espero que gostem.
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Na foto abaixo: Nathan e Maih Calleigh
P.O.V Miah Calleigh
Estava muito afim de enfiar a faca no Nathan, mas o celular o salvou.
– Quem salvou minha vida? – perguntou atendendo o celular e saiu da sala.
Todos se entreolharam confusos, mas ninguém falou nada. Depois de alguns minutos ele voltou vestindo a jaqueta e pegando as chaves do carro.
– Vai sair? – perguntei.
– Vou sim, tenho algumas coisas para resolver. – falou e saiu.
Fiquei tentada a perguntar aonde ele ia e com quem ele ia, mas eu não tenho esse direito. Já sabia que ia encontrar com alguém, nem se quisesse conseguiria esconder o sorriso bobo que esta estampado em sua cara ia sair com alguma vagabunda tenho certeza.
Parei de pensar no que o Nathan ia fazer e voltei minha atenção para as pessoas que estavam naquela mesa.
Depois do jantar cada um foi para o quarto, Indaiara e Matt pegaram o quarto que estava o Lee, a Duda foi para o do Nathan e o John pegou o quarto que estava trancado desde que viemos para cá.
– Eu te ajudo a desfazer as malas. – falei entrando no quarto do John.
– Você quase me deixou louco quando resolveu ficar sabia? – falou ele.
– Sabe que eu preciso matar ele não é? – falei abrindo uma das malas e começando a guardar as roupas. – Mas e precisava desse monte de gente para acabar com eles? Sabe que eu e o Nathan damos conta disso não é? – falei.
– Mas eles estão aqui para te proteger, por que acha que a Duda esta agindo assim, ela não queria vir. – falou.
– Você é louco mesmo, mas eu não eu me permitir morrer não ia deixar você sozinho, sabe que é minha única família não sabe? – falei o abraçando.
– Claro que sei e você também é minha única família, por isso eu movo céus e terras para te proteger. – falou.
Eu e o John somos a famílias um do outro. Quando ele me levou para a SOD me contou que sua esposa Bruna estava doente e depois de um ano de tratamentos sem resultados ela morreu de câncer. Então agora cuidamos um do outro.
Seguimos guardando as coisas dele. Já estava na ultima peça de roupa, peguei para colocar no closet quando uma foto caiu do meio dela. Olhei para o John e ele estava distraído e não percebeu que a foto havia caído.
Me abaixei e peguei a tal foto, nela havia um cara com duas meninas no colo, já estava amarelada de tão antiga. Virei à foto e li a descrição: ”Jeremy Ledger e suas filhas May 2 anos e Jessica 10 meses.” Senti minhas pernas de enfraquecerem e cai sentada na cama, eu não tinha reação, não sabia se gritava, se chorava não sabia de mais nada. John me chamou, mas eu não respondi.
– O que significa isso? – perguntei mostrando a foto para ele que largou o que estava fazendo e veio em minha direção.
– Onde achou isso? – perguntou pegando a foto de minhas mãos.
– Caiu ali no chão, agora você pode me explicar por que diz ai que ele é meu pai? E por que ele tem o mesmo sobrenome que o seu? – falei cm os olhos cheios de lagrimas.
– Eu... Eu não sei como... – tentou falar.
– Eu tenho o direito de saber. – falei e comecei a chorar. John tentou me abraçar, mas eu retirei seus braços.
– Ok eu conto, mas tem que prometer que vai ouvir até o final tudo bem? – falou.
– Tudo. Falei.
– Jeremy era casado com uma mulher chamada Sabrina, eles tiveram um filho juntos, mas ele não a amava já que seu casamento foi arranjado por questões econômicas. Ele não a amava, mas continuava casado com ela por causa de seu filho. Jeremy tinha suas aventuras com outras mulheres principalmente com prostitutas, e ele acabou se apaixonando por uma delas. O nome dela era Julia, ele queria tirar ela daquela vida, mas não poderia se separar de Sabrina. – ele parou de falar, me sentei ao seu lado e fiquei o olhando.
– Continua. – falei.
– Julia fez o que prometeu largou a vida de prostituta e foi morar em uma casa pequena que Jeremy pagava e sempre que podia ia visita-lá. Depois de um tempo Julia descobriu que estava grávida de uma menina, ela pediu para que Jeremy se separasse, mas mais uma vez ele disse que não podia com a desculpa agora que seu filho estava entrando na adolescência e queria participar da vida do garoto.
Nessa hora eu já chorava, sabia o que estava acontecendo e já tinha entendido o porquê o sobrenome do John era o mesmo que o do Jeremy, ou melhor, meu pai.
– Então no dia três te maio de mil novecentos e oitenta e oito nasce May Ledger a garota mais linda que eu já vi. – falou acariciando meu rosto. – Dois anos se passaram e tudo começou a dar errado na vida de Julia e Jeremy. O “chefe” de Julia a queria de volta ao “trabalho” e ameaçou matar as meninas, Jeremy claro que não iria permitir que isso acontecesse e falou que se ela voltasse daria as meninas para Sabrina cuidar. Julia sem opção e por medo de perder suas filhas voltou a trabalhar como prostituta, Jeremy então contou para Sabrina e seu filho que tinha duas filhas fora do casamento e que precisava que Sabrina cuidasse delas.
– E ela não quis não é? – perguntei.
– Nem ela nem Julia. Jeremy não fez nada, seu filho Johnatan não falava mais com ele, dizia que... – ele parou de falar e começou a chorar. – Dizia que seu pai era um covarde por deixar suas filhas nas mãos de uma prostituta para se render aos caprichos da sua mulher. Johnatan Ledger resolveu estudar fora, já não agüentava mais ver seu pai de acabando com a bebida. Nesse tempo que ficou fora descobriu que seu pai havia morrido. Ele voltou as pressas, quando chegou descobriu que antes de morrer seu pai conseguiu levar Jessica para morar com sua avó paterna, e descobriu também que sua mãe pagou Julia para sumir com May.
– Então quer dizer que minha irmã não foi para um orfanato? Quer dizer que ela teve uma vida melhor que a minha, tudo por que o TEU pai não teve coragem de enfrentar a sua mãe, a minha vida poderia ser diferente. – falei.
– Você tem que entender o lado dele May, ele queria muito tirar você de lá, mas não era corajoso o suficiente. – falou.
– E como você me achou, como sabia que eu era a May sua... Irmã? – perguntei chorando novamente.
– Na verdade quem te achou foi a Bruna, contei tudo e ela passou cinco anos te procurando e quando ela te achou eu achei melhor te levar para a SOD, minha intenção não era te transformar em uma agente, mas você tinha potencial e foi o que acabou acontecendo. E antes de morrer ela pediu para que eu cuidasse de você com a minha vida e é o que eu estou fazendo agora. – falou acariciando meu rosto.
– E a tal Jessica, onde ela esta? – perguntou.
– Sua irmã? Por incrível que pareça ela esta um pouquinho mais perto do que você imagina. É a Jess namorada do Jason. – falou.
– Eu... Eu preciso ficar um pouco sozinha. – falei levantando.
– May espera. – falou John.
Apenas sai do quarto e fui para o meu, tranquei a porta precisava ficar sozinha, ou melhor, eu precisa do Nathan aqui, mas ele não estava.
Sentei na sacada e fiquei olhando para o céu, as estrelas tinha esquecido o quão bonito era. Chorei como nunca na minha vida.
De repente a porta do meu quarto foi aberta, estava escuro não conseguia ver quem era, mas o único que tinha a chave do quarto era o Nathan. Sequei minhas lagrimas enquanto ele se aproximava.
– Será que eu posso dormir aqui? Tem uma maluca no meu quarto. – perguntou.
– Claro, como foi o encontro? – perguntei, ele ficou surpreso com a pergunta.
Sentou-se do meu lado, passou seu braço por cima dos meus ombros e ficou olhando para o céu.
– Não vou mentir para você, estava indo para o apartamento de uma mulher quando a Indaiara me ligou dizendo que você estava mal, eu até desliguei na cara dela, mas algo dentro de mim não deixou que eu continuasse o que estava fazendo. Então eu deixei a mulher no meio da rua. Bom ela deve esta querendo me matar agora. – falou e sorriu. – E vim correndo para cá, quando cheguei o John me falou que você descobriu algo do seu passado e que estava trancada aqui há quase três horas sem falar com ninguém.
Respirei fundo.
– Eu descobri que o John é meu irmão, isso não foi um choque tão grande para mim, eu já o amava assim sem saber que ele era meu irmão. O pior... – não deu para segurar as lagrimas, ele me apertou um pouco mais e seus braços. – O pior foi descobrir que eu tenho uma irmã e ela ao contrario de mim cresceu com o amor de uma família, um beijo de boa noite, um abraço quando estava triste e eu Nathan eu não tive nada disso, eu sofri agressões no orfanato, se estava triste tinha que chorar baixinho para ninguém ouvir e em quinze anos eu nunca tinha recebido um abraço. – falei e desabei novamente.
– Shii, mas pensa se você não tivesse ido para um orfanato e depois para a SOD eu nunca teria de conhecido, e idiota foram eles que perderam de conhecer uma garota tão legal como você, eu sei que deve ter sido duro ter crescido sem amor, mas agora você tem e até de sobra. Eu te amo, o cara engravatado lá em baixo te ama e o bombadinho do olho azul também.
Eu sorri. Mesmo que eu estivesse me sentindo péssima, ele conseguia arrancar aquele sorriso bobo de mim. Mesmo que o meu mundo parecesse desabar, ele estava ali, me abraçando, como ninguém antes me confortou. Eu não queria me desgrudar do abraço dele, que era aconchegante, confortável. Eu queria que o tempo parasse. Ele me abraçou mais forte, me deixando cada vez mais segura. E tudo o quê ia contra de eu ficar com ele já não importava mais. Eu sentia que a May apaixonada tinha voltado, eu só queria ele. Ele beijou a minha testa e passou a mão no meu rosto, eu fechei os olhos e apreciei o carinho dele ainda com os olhos fechados. Logo eu senti, aqueles lábios que eu havia beijado somente duas vezes nos meus.
– Me desculpe Miah, eu não devia... – ele começou se afastando.
Eu o beijei mais demorado, saboreando aqueles lábios que eu queria há tanto tempo beijar novamente. – Eu também te amo, idiota. – eu admiti, não acreditava que tinha dito aquilo. Ele olhou nos meus olhos surpreso e logo ele me puxou mais para perto dele, colando os nossos corpos. Eu sabia o que aconteceria, eu queria aquilo tanto quanto ele parecia querer. Eu o amava, embora eu odiasse admitir. O nosso beijo ficou mais fervoroso, as mãos dele agora passeavam pelas minhas costas e a minha mão esquerda puxava de leve o cabelo dele enquanto a minha mão direita segurava forte na sua jaqueta. Ele começou a beijar o meu pescoço e a dar leves mordidas... Sentir o calor dos lábios dele no meu pescoço era inebriante. Logo ele tocou nas minhas coxas e depois de acariciá-las me puxou contra ele, me erguendo e fazendo com que as minhas pernas se fixassem em seu quadril. Eu pude senti-lo dessa forma. Ele me levou até a cama e me colocou com cuidado na mesma, ficando assim, sobre mim. Eu iria ser inteiramente dele e ele, meu.
Notas finais
bjos e até o proximo cap.
Não deixem de ler a fic da Ln N: https://www.fanfiction.com.br/historia/221565/Que_O_Jogo_Comece...
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