Te Beijar Ou Te Matar?
22 Capitulo 21 – Fantasma do passado
Notas iniciais
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Espero sinceramente que gostem.
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Dica de leitura: https://www.fanfiction.com.br/historia/221565/Que_O_Jogo_Comece...
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Na foto abaixo: Miah Calleigh
P.O.V Miah Calleigh
Lauren ficou chocada com a cena que tinha acabado de presenciar. Elister olhava confuso para mim e para Nathan.
— Merda. – falou Nathan abrindo a mão e largando os cacos que não tinha perfurado sua pele. O sangue ai jorrava pegue um guardanapo e coloquei, não poderia fazer muita pressão para estancar o sangue já que ainda tinha cacos do vidro perfurando sua pele, uns em cortes bem fundos e outros nem tanto.
— O que deu em você? – perguntou Lauren.
— Não sei, mas essa porra ta doendo. – falou e por reflexo apertou a mão no guardanapo fazendo os cacos entrarem mais na mão. – Ai merda. – gemeu de dor.
— Vem comigo. – falei puxando pelo braço. Precisa fazer um curativo na mão dele e tira-lo da presença de Elister.
— Miah tenho kit de primeiro socorros na mala, quer que eu busque? – perguntou Elister.
— Claro muito obrigada. – falei indo em direção do banheiro.
Entrei no banheiro masculino não me importando se ia estar ou não vazio. Assim que entramos alguns homens se assustaram, uns ficaram nos encarando, outros saíram sem nem ao menos lavar as mãos.
Nathan se se encostou na pia e tirou o guardanapo branco, que agora estava vermelho, a mão, vendo o estrago que tinha feito.
Um homens parou atrás de mim e começou a falar.
— Acho que você errou de porta, o banheiro feminino é ali do outro lado. – falou.
— Não, não estou no banheiro certo. – falei.
— Saí daqui, aqui é o banheiro masculino. – ouvi alguém gritar.
Estava ficando com raiva de tudo aquilo, saquei minha arma e coloquei em cima de pia, alguns arregalaram os olhos e paralisaram e outros na primeira oportunidade saíram correndo lá de dentro.
— O próximo que abrir a boca eu atiro sem dó nem piedade. – falei me virei para Nathan. Ele encarava o homem que ainda estava atrás de mim.
— Vai querer mais alguma coisa? – perguntou Nathan, sacando agora a arma dele. O homem fez não com a cabeça e saiu do banheiro, nos deixando ali sozinhos.
— Agora você, me diz qual o seu problema? – perguntei tirando os cacos de vidro que davam para tirar com a mão.
— Nada, tirando o fato que minha irmã vai casar com um traficante que faz doação para crianças carentes. – falou e fez cara de dor.
— Depois falamos sobre isso em casa. Vou ali no banheiro feminino e já volto. – falei.
Fui até o outro banheiro, quando estava voltando o Elister apareceu me entregando o kit de primeiros socorros que tinha pego na sua mala. Voltei para onde o Nathan estava.
— O que esta fazendo? – perguntei.
— Nada de interessante, por que você foi no outro lado sendo que só esta nos dois aqui? Juro que fechava o olho. – falou e sorriu.
— Queria saber se com um tiro no peito você também ia continuar a fazer piadinha. E respondendo a sua pergunta fui buscar um pinça já que tem uns pedacinhos ai que não vão sair tão fácil e pelo que eu vi, não tem no kit do Elister.
Comecei a puxar os cacos com a pinça, o bebê de vez enquando dava uns gritos de dor, tinha que me segurar para não rir. Depois que tirei caco por caco limpei os cortes com soro fisiológico e comecei a fazer o curativo.
— Seus olhos são lindos sabia. Gosto quando estão verdes. – falou.
— Falando em olhos verdes, foi você que pegou minhas lentes não foi? – perguntei parando o que estava fazendo para olhá-lo.
— Eu não sei de nada. – falou e sorriu. – Achei que tinha esquecido de colocar, só isso. — falou.
— Merda Nathan, onde esta as minhas lentes? – falei.
— Escondi, já falei que seus olhos são lindos. Para que ficar escondendo? Agora vamos voltar para a mesa. – falou guardando a arma.
— Quando chegarmos eu casa quero as minhas lentes no mesmo lugar de onde você pegou, esta me ouvindo? – perguntei, também guardando minha arma e saindo do banhe, também guardando minha arma e saindo do banheiro.
Fora esse ocorrido posso dizer que o jantar foi tranqüilo, claro que se o Nathan tivesse armas nos olhos o Elister a essa hora já não teria mais cabeça, mas tudo ocorreu tudo bem.
— Nathan, hoje vou para a casa do Elister, amanhã eu passo lá para pegar as minhas coisas. Ok? – perguntou Lauren enquanto saiamos do restaurante.
— Claro, então bom acho que já vamos vão querer uma carona? – perguntou Nathan.
— Não muito obrigado o meu motorista já esta trazendo o meu carro. E cara o melhor é contar até 10, é bem melhor do que sair com cacos de vidro na mão. – descontraiu Elister.
— Ah pode deixar, mas acho que não vai ter próxima. – disse com um sorriso falso.
— Bom, boa noite. Até amanha. –falei me despedindo do casal e fomos para o carro.
Nathan ligou o carro e dirigiu até a outra esquina, parando em uma parte escura, eu já tinha entendido o que ele ia fazer; seguiria Elister para tentar descobrir alguma coisa do cara.
Ficamos uns 15 minutos ali parados em silêncio, até que o carro passou. Ele deixou ficar a uma distância segura e começou a segui-lo.
Primeiro ele foi até uma casa linda. Percebi que só a Lauren desceu do carro. Logo o motorista de partida e saíram dali.
— Onde será que esse idiota vai? – perguntou Nathan.
— Se eu soubesse já estaria esperando por ele lá, não acha? – falei um pouco rude.
— Nossa desculpa. – falou ligando o carro e os seguindo novamente.
Esse segundo destino era mais longe, tanto que parecia que tínhamos saído da cidade, mas era só mais um lugar vamos se dizer esquecido pela população da cidade de Manhattan.
Estávamos na frente de um galpão, mas não aqueles abandonados e sim um tipo que acabou de ser feito.
Nathan escondeu o carro atrás de uns arbustos e descemos, como tinha alguns caras armados faziam a segurança da porta tivemos que tentar achar uma entrada pela lateral ou atrás do tal galpão.
A única entrada que tinha ali era uma janela a alguns metros do chão, Nathan me deu impulso e eu subi sendo seguida por ele. Aquela janela dava para um tipo de plataforma, ao tínhamos uma visão privilegiada, mas já dava para entender o que ocorria por ali.
Ouvimos algumas vozes, mas logo cessaram quando a voz do Elister soou mais alto.
- Alguém pode me dizer por que me chamar aqui á essa hora? – perguntou Elister.
- Aquela vagabunda aceitou o acordo, mas agora não quer falar nada. – falou uma mulher se aproximando do Elister e o beijando, ela tinha cabelos brancos com rosa. Senti Nathan se contorcer de raiva, mas depois uma expressão de surpresa quando ele a afastou.
- Já falei para não fazer mais isso, eu estou noivo agora. – A mulher apenas jogou um beijo para ele e saiu o nosso campo de visão. – E sobre ela, o problema não é meu, isso é com o Julian ele que resolveu fazer um acordo com ela. Falando nele, cadê o Julian? – perguntou Elister.
— Foi levar a Rebecca para casa, parece que a mosca morta não estava se sentindo bem. – ouvi a voz da mulher de cabelo rosa. – Mas o Sebastian esta aqui. – falou.
Nessa hora eu gelei, qual é a probabilidade de um dos maiores assassinos dos EUA trabalhar para um dos maiores traficantes de armas?
— Miah, você ouviu? – perguntou Nathan.
— Ouvi. E ser for ele, esse caso vai ficar muito mais interessante. – falei e voltei minha atenção para eles.
— Chama ele então, quero saber se ele já resolveu o meu problema, não agüento mais, quero sair dessa merda toda. – falou Elister.
— Até parece que vai sair, faz três anos que você diz para o Julian que não quer mais e ele sempre consegue com que você fique. – alguém falou.
— Mas agora é diferente, eu estou construindo uma família... – quando ele ia seguir falando uma voz o interrompeu.
— Elister, é um prazer te ver novamente. – Aquela voz era familiar. Quando o homem chegou perto do Elister ficando no nosso campo de visão eu pude ver.
Era ele, Sebastian Smith, o homem que matou meu antigo parceiro, estava ali á alguns metros de mim. Talvez essa fosse a única chance que eu teria para colocar um bala bem no meio da cabeça dele. E eu ia aproveitar essa chance.
Saquei a minha arma e fiquei calculando uma forma de descer até lá, sem ser vista.
— O que você pensa que esta fazendo? – perguntou Nathan segurando meu braço.
— O que você acha? Vou descer lá e acabar com aquele filho da puta. – falei.
— Eu não vou deixar que você faça isso. – falou Nathan, segurando meu braço mais forte ainda.
— Você não entende eu tenho que descer lá, é pelo Thomas. – falei com os olhos lacrimejando.
— Se eles te verem vão te matar. Você viu que eles tem quase um exercito. – falou se aproximando de mim.
— Tenho que fazer isso. – falei, ele chegou seu rosto em perto do meu, tanto que nossas respirações se chocavam. Fechei os olhos, podia sentir o perfume dele.
— Posso pelo menos te dar, talvez um ultimo beijo? – perguntou. Fiz sim com a cabeça e ele tocou seus lábios nos meus, uma de suas mãos encaixou no meu pescoço de forma que seu polegar tocasse no meu rosto como da primeira vez que nos beijamos. – Não posso deixar que faça isso. – falou separando nossos lábios.
O olhei um pouco confusa, por que isso ele sabia que eu iria de qualquer forma.
— É para o seu bem.
Foi a ultima coisa que eu ouvi antes de tudo ficar escuro.
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