Te Beijar Ou Te Matar?
2 Capitulo 1 – May Ledger
Notas iniciais

P.O.V May Ledger
Não fazia nem catorze horas desde que prendi aquele idiota. Não aguentava mais ficar naquela casa e ter que usar biquíni todos os dias. Uma coisa que eu odeio é mostrar o meu corpo.
Cheguei ao meu apartamento e eram onze da noite da noite, larguei minha bolsa onde estavam guardados meus bens mais preciosos: minhas preciosas armas. Fui até o banheiro deixando uma trilha de roupas espalhadas pela casa, onde a única que podia deixar coisas espalhadas era eu. Mas isso não tem muita diferença já que eu moro sozinha e não recebo ninguém aqui já faz dois anos.
Tomei um banho demorado, mais que do que o comum. Era ótimo sentir aquela água quente cair sobre meu corpo relaxando os músculos. Depois sai me enrolei em uma toalha e fui em direção ao guarda roupa.
Sorri ao ver minhas roupas novamente. Nesses meses que passei disfarçada tive que usar, na minha opinião as roupas mais horríveis que já inventaram: saia, vestido e biquíni, sem contar com os saltos altos.
Coloquei um short e um top que eu me permitia usar somente quando estava sozinha ou com ele. Mas isso já é passado. Terminei de arrumar as coisas e me deitei na minha cama de casal que agora tinha espaço até demais sobrando. Não demorei muito para pegar no sono.
No entanto fui acordada pelo barulho incessante do celular.
— Merda! Isso é hora de se ligar? — perguntei para mim mesma pegando o celular em cima do criado mudo. Olhei na tela, era o John meu chefe ligando às cinco da manha.
— Alô! — falei.
— May o suspeito que você prendeu ontem decidiu colaborar, então você vai interrogá-lo daqui à uma hora. — disse o John.
— E tem que ser eu? — perguntei. Gosto de trabalhar, gosto mesmo, mas não estava 100% recuperada de antes de ontem.
— Sim, tem que ser você. E agora você só tem cinquenta e nove minutos para chegar aqui, então acho melhor correr. — falou desligando sem se despedir.
Levantei contra a minha vontade e andei atá o banheiro liguei o chuveiro e para tomar um banho rápido. Fui até o meu guarda roupa resolvi colocar uma regata branca, calça jeans, meu tão adorado coturno, óculos escuros e meu bebê uma SIG-Sauer P228, que coloquei na cintura no caminho para o carro.
Mas, antes de ir para a agencia eu tinha que tomar o meu santo cappuccino. Já era cliente VIP, então não precisava nem mais entrar na fila, que era gigante naquela hora da manhã. Passei direto pela fila enorme, podia ouvir as pessoas dizendo para eu ir para o final, mas não estava nem aí. O cara que sempre me atendia já esta com o copo na mão e um sorriso enorme nos lábios.
— Então, minha princesa, quando vou saber seu nome? — perguntou ele.
Apenas sorri, paguei e peguei o copo e sai de lá. Odiava atrasos e não seria hoje que ia começar.
Cheguei a agencia com 15 minutos sobrando para o tempo que o John tinha me dado, passei pelos seguranças e fui para a sala dele.
— Sabia que não ia se atrasar. — falou John assim que abri a porta.
— Bom, estou aqui. Cadê aquele idiota? — questionei tirando os óculos e colocando-os no topo da cabeça.
— Na sala de interrogatório! — disse ele levantando e pegando uma pasta. — May aqui diz que você deu quatro tiros no cara. Você não fez aquele jogo das perguntas não é? – perguntou John olhando na pasta enquanto íamos até a sala de interrogatório.
— Mas, John, o que eu podia fazer?! Ele me fez colocar um vestido de noiva e fazer tranças no cabelo!
— Bem, chegamos. Agora, por favor, vai com calma. — disse John para mim, mas ele sabia que esse pedido era inútil, já que eu não sei ir com calma.
Assim que abri a porta da sala onde o homem estava, ele arregalou os olhos, olhou para um dos guardas.
— Por favor, me tirem daqui! — disse ele.
— Você pode nos deixar à sós um pouco? — perguntei para o guarda, que fez sim com a cabeça e se dirigiu até a porta.
— Não! Não me deixa sozinho aqui com essa maluca! — gritou ele para o guarda que saiu com um sorriso no rosto, já que já conhecia minhas técnicas de interrogatório.
— Eu tenho mais o que fazer, então vamos rápido com isso. Meu chefe disse que você concordou em colaborar. Quem é o fabricante das armas? — perguntei, parada em sua frente e tudo o que ele fez foi começar a gargalhar.
— Você acha mesmo que eu ia entregar o nome dele? A única coisa que eu queria era ver você mais uma vez. Isso me lembra das nossas noites. — falou ele, nessa hora o sangue me subiu a cabeça e dei um chute em seu peito que o fez cair para trás.
— E agora, você vai falar, ou vamos começar aquele joguinho novamente? — perguntei apertando a ferida da bala do outro dia.
— Tudo bem, eu falo tudo que vocês quiserem, mas eu quero segurança total e meu nome não pode aparecer como testemunha. — suplicou o homem.
Ele nos deu todas as informações que precisávamos para pegar o fabricante. E, bem, agora eu estava em mais uma missão.
— May, nessa você não vai sozinha, Arranjei um parceiro para você. — falou meu chefe enquanto íamos para a sala dele novamente.
— Mas John, eu posso fazer isso sozinha. Não preciso de um parceiro. — tentei argumentar.
— May já faz dois anos. Você precisa de um parceiro novo e as ordens não foram minhas. Vieram lá de cima, querendo ou não você ai ter que aceitar.
— Droga! Tudo bem, e quem é ele?
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