Te Amarei... Para Sempre...
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Valeria narrando:
A festa será na casa da Bibi, e ao que tudo indica, ela será perfeita.
A família dos dois era realmente MUITO grande. Mas como a parte de trás da casa dela é enorme, cabe todo mundo e ainda sobra espaço para andar.
A festa estava muito animada, todos dançavam, comiam e falavam com os recém-casados. Tudo bem, até a hora em que os três patetas decidiram cantar.
Quando eu digo “três patetas” quero dizer: Koki, o festivo. Daniel, o romântico. E, claro, Paulo, o sem-noção.
Isso em cima de um palco nunca daria certo, e não deu mesmo. Uma hora a música era em um ritmo, e na outra já era algo totalmente diferente.
Eles zoaram o Koki com um rap divertido que fez todo mundo cair de tanto rir. Depois Koki cantou uma música romântica que fez as titias lá atrás chorarem de emoção. E o chororô continuou quando Bibi recitou um poema bem fofo em cima do palco, fazendo os casais apaixonados se beijar e eu me sentir mais sozinha do que nunca.
E, então, pra estragar todo o clima, Paulo sobe ao palco. Não sei como, mas ele colocou para tocar uma música que passa aos níveis de ridícula, e como se isso fosse normal, ele começou a dançar. Seus passos me lembravam o do chapeleiro maluco do filme Alice no País das Maravilhas.
Era tão estranho que chegava a ser cômico. Explodi em gargalhadas sendo seguida por todos no recinto. Como ele conseguia fazer isso?Deixar-me feliz do nada... Sentindo-me tão bem. Ele tinha alguma coisa que mexia comigo... Droga!Pensei irritada e entrei na casa.
Tomei um pouco de suco, tentando me acalmar. Não funcionou. Não, não foi por causa do suco, foi porque o Paulo entrou do nada na cozinha. Ele parece que sente o meu cheiro, porque me acha que nem um cão de caça.
–Ahn, oi Valeria. –Ele disse sorrindo. E pra me deixar completamente sem rumo de vez, uma música super-mega-ultra romântica que eu amo começou a tocar lá fora.
–Oi Paulo. –Disse eu fria e impaciente.
Isso pareceu magoá-lo um pouco e me senti muito mal por isso. Ele deu de costas pra mim, indo embora. E isso de alguma forma acionou um dispositivo como um estalar de dedos na minha cabeça, eu não conseguia vê-lo ir embora. Não sei como, mas meus pés me forçaram a ir pra frente. Toquei seu ombro e ele se assustou. Virou-se e olhou-me com intensidade.
–Me desculpe por hoje de manhã Paulo. –Pronunciei sincera, eu tinha sido grossa com ele.
–Shh – Ele disse e colocou o dedo indicador sobre meus lábios. –Eu que devia me desculpar, eu... Fui um idiota Valeria.
Vendo ele agora, tão diferente de antes, quando ele estava naquele palco, me mostrou como eu não conhecia ele totalmente. Ele tinha sentimentos também.
–Se você quiser, acho que melhor... Esquecermos aquela noite. –Disse ele tentando parecer serio, mas vi em seus olhos que ele estava triste.
Não sei o que deu em mim. Esqueci meu plano, esqueci a festa, ignorei meus pensamentos. Me concentrei apenas nele. E cheguei mais perto. Mais perto. Mais perto.
E meus lábios tocaram os dele. Era como se... Estivéssemos com saudade.
E então ele se separou de mim bruscamente.
–Valeria... Isso não está certo. Você é casada!
–Não sou. Explico depois. –Disse eu, o beijando de novo. Ele decidiu deixar isso pra lá, por enquanto.
E eu também, depois eu contaria a verdade, agora, ele é mais importante do que tudo.
Fale com o autor