Notas iniciais
Boa Leituraa...


Valeria narrando:

Flores. Comida. Vestidos. Convites. Aquilo tudo já esta me levando á loucura, o casamento é amanhã e minha paciência já esta no limite.

Hoje seria tipo assim uma despedida de solteiro feminina, e eu fui encarregada de escolher o que íamos fazer. Que ótimo. Sintam a ironia e o desprezo nessa frase.

Os meninos foram para uma “festa na praia”. Majo e Bibi não ficaram muito felizes com isso. Ah, eu me esqueci de comentar, Majo e Daniel estão namorando (E eu aqui sozinha.).

E eu tive que me manter neutra enquanto Paulo dizia que iria pegar todas essa noite, não que eu estivesse com ciúme ou eu fosse afim dele... Ta, nesses quase dois meses eu meio que fiquei imaginando os nomes dos nossos filhos. Mas eu não to apaixonada e que isso fique bem claro. Eu acho que não pelo menos.

Bem, decidimos ir á uma balada. Nenhuma das duas gostou muito da ideia, mas até que foi legal. Rimos, dançamos e até cantamos. Típico programa de solteiras, e era essa a intenção, óbvio.

Digamos que eu bebi um pouco demais e Bibi teve que dirigir. Chegamos a casa e elas foram dormir, mas eu estava tão ativa que não consegui pregar o olho.

Deitei-me no sofá cantarolando uma música qualquer. Ouvi a porta rangendo, parei na hora e me encolhi no sofá.

Ouvi exclamações chamativas dos garotos e tentei ouvir o que diziam, mas o álcool não me deixava raciocinar direito, mas consegui ouvir algumas coisas.

Pude escutar passos ritmados e barulhento subindo as escadas, então presumi que pelo menos dois ou três dos garotos tinham subido. Então senti um baque forte em cima de mim.

–Aí!- Soltei um grito abafado.

–Aaaaah!- A “coisa” em cima de mim se assustou, era Paulo. Minha mente processou devagar que ele tinha se deitado no sofá.

–Paulo!Presta atenção!- Eu ralhei enquanto me levantava cambaleando e ele me segurou, mas estava meio cambaleante também, e caímos no chão, eu por cima dele, impressão minha, ou a sala está parecendo um forno de tão quente?

A mão dele segurou a minha cintura e nossos olhos se encontraram, e eu não sei se ele sabia que era eu, mas não consegui me afastar. E, bom, digamos que daí em diante a noite foi censurada.

DE MANHÃ:

Acordei com a cabeça a ponto de explodir e com a voz quase não saindo. Meus olhos focaram no teto e eu percebi que esse não era o meu quarto. Ouvi um suspiro do meu lado e eu vi o rosto de anjo de Paulo em um sono de pura paz como o de um bebê, isso até eu gritar de susto.

O pobrezinho Paulo acordou com um pulo da cama logo depois se deitou com a mão na cabeça. Eu estava no mesmo quarto que ele, isso pareceria um sonho, se não fosse um pesadelo real.

Paulo narrando:

Zonzo, confuso e assustado. Essa é uma péssima maneira de se acordar, e eu tenho a má sorte de acordar assim, disgrama!

Gemi e bati minha cabeça no travesseiro, como se ele fosse de pedra.

–Paulo!Ai meu deus!O que nós fizemos?!E agora?O que eu faço?Ah, o casamento é daqui á pouco, levanta daí!Precisamos nos arrumar!- Ouvi uma voz histérica que quase estourou meus tímpanos.

–Valeria....- Resmunguei sonolento. – Valeriaa!- Gritei estupefato.

–Pauloo!- Ela gritou e seus olhos estavam meio que desesperados.

E então ouvimos um barulho irritantemente ritmado na porta e eu ouvi a voz de Daniel:

–Paulo!Acorda!Temos um casamento para ir!

Notas finais
Mereço Reviews???