Te Amar Ou Te Odiar?

33 Uma noite agitada


Notas iniciais
Oi povo!

Pois é! Até que dessa vez foi bem cedo a atualização né?

Bem, como apenas quarta eu vou ter aula, arrumei um tempinho hoje.

Espero que gostem do capitulo, eu achei engraçado em parte. Enfim, podem ler!

Pov. Mônica

Paralisei de medo assim que ouvi aquela voz atrás de mim de repente. Tentei me virar, mas ele segurou minha cintura, me prendendo contra seu corpo.

– Quietinha... – Ouvi outra voz.

Não conseguia ver direito por causa do breu, mas sabia que os gritos abafados eram de Ana. O que eles queriam com a gente?

– O que vamos fazer com elas? – Um deles perguntou.

– Estou aberto a sugestões... – O outro falou, senti aproximar a cabeça ao lado do meu rosto. -... Mas confesso que já tenho algo em mente com essa aqui.

Droga! Pensa Mônica! Faça algo antes que esse maluco faça!

De repente tive uma ideia meio doida, ou talvez, óbvia.

Pisei com força no pé do cara que me segurava, me afastei, agarrei seu braço que segurava minha cintura, girei, e o fiz dar um mortal no ar, em seguida caindo no chão com tudo.

– Mas que...? – O outro não teve muito tempo de agir.

Ana se pendurou nos braços dele, que estavam em volta do pescoço dela, e depois deu um grande impulso pra frente, o fazendo perder o equilíbrio, caindo no chão.

Com a pouca luz que vinha de um poste da rua, pude ver que ele havia soltado a arma.

Rapidamente a peguei, mas me escondi atrás do sofá assim que vi o outro cara se levantar.

– Ana? – A chamei, mas num tom baixo.

– Aqui. – Ela pareceu do meu lado.

Ouvimos um gemido de um dos caras, mas a voz deles estava meio abafada, como se usassem máscaras.

– Onde elas estão? – Perguntou um deles.

– E quem liga? Como elas conseguiram fazer aquilo?! – Perguntou o outro.

– Que se dane! – Ouvimos passos, ele se aproximou da porta e a fechou com chave. – Elas não vão sair daqui!

Que ótimo... Estamos presas aqui com esses malucos.

Ana se virou pra mim e silenciosamente pediu a arma, não sabia qual era o plano dela, mas cedi.

Ela olhou de esgueira, logo depois se levantou um pouco, engatilhou a arma e depois atirou.

– Ai! – Exclamou um dos caras. – Isso dói sua maluca!

Ela voltou a se sentar ao meu lado.

– Eles estão com coletes. – Ela avisou.

Então... Teríamos que tentar um contato direto.

– Me dê à arma, você fica com o idiota desarmado. – Sussurrei pra ela.

– O que foi? Cansou da parte da ação? – Ela sussurrou e eu ri.

Ela me entregou a arma novamente e depois, sorrateiramente, foi para outro canto.

Agora, era só esperar.

– Vamos! Apareçam! – Um deles disse impaciente.

– Cale a boca! – O outro disse.

– É ruim hein! Alguém aqui vai pagar por ter manchado meu uniforme novinho! – E essa agora? Um seqüestrador com frescura? – Ahh!!

Olhei de esgueira para ver o que estava acontecendo. Ana havia aparecido por trás e deu uma rasteira em um deles, ele estava tentando se livrar dela, mas era tarde demais, já estava preso no chão com as mãos nas costas.

– Ei! – O outro se pronunciou.

Quando ele tentou ajudar o amigo eu comecei a atirar.

O desgraçado se escondeu atrás do outro sofá, mas logo depois começou a atirar também.

Já estávamos nessa há um tempo, mas eu nem percebi que ele havia parado de atirar. Olhei por cima do sofá. Onde ele estava?

De repente sinto alguém me derrubar e tirar a arma de mim, me prendendo no chão.

– Olha só quem eu achei... – Ele falou. – Você até que não é ruim, mas não é melhor do que eu.

– Quer apostar? – Falei, e num movimento rápido eu o empurrei pra cima com meu corpo, o fazendo soltar minhas mãos.

Assim que me virei pude ver que ele estava usando um uniforme junto com o capacete, droga, por que vieram preparados?

Mesmo assim o chutei no estomago, fazendo bater as costas na parede.

Levantei-me e pulei o sofá, mas ele segurou o meu pé, me fazendo ficar meio que pendurada.

– Está fugindo? – Ele disse debochadamente.

Na boa... Que cara chato! Ta bom. Se é assim que você quer, é agora que você vai ver o que acontece quando invadem meu apartamento!

Usei a perna que ele segurava para colocar em volta se seu pescoço e puxá-lo junto comigo. Fiquei por cima dele, tentando prendê-lo, mas não deu muito certo.

Ele conseguiu se virar e ficar por cima de mim, pegou meus pulsos e os prendeu por cima da minha cabeça.

– Se quer um conselho, é melhor desistir. – Ele falou.

– Obrigada. – Falei. – Mas eu dispenso!

Rapidamente dei uma joelhada forte nos países baixos dele.

Confesso que foi engraçado, ele saiu de cima de mim e começou a se contorcer de dor.

Olhei pra Ana e ela havia amarrado o outro cara no chão, onde ela havia arrumado uma corda?

Liguei ás luzes, o uniforme deles era meio parecido com um militar, mas ao invés de verde era azul.

– Vamos ver quem está por trás disso – Falou Ana tirando a mascara do cara amarrado. — Titi?!

– Ah... Oi meninas! – Ele disse sorrindo.

– Mas que... O que você tinha na cabeça seu débil mental? Queria matar a gente de susto? – Ana falou brava, eu também estava.

– Foi mal, não deu pra tirar essa roupa antes e então à gente veio com elas, mas ai vocês apareceram e sei lá, a gente achou que seria divertido. – Ele falou.

– A gente? – Perguntei.

– É, e... Ué, o que houve com ele? – Ele disse se referindo o outro cara que estava se levantando com dificuldade. – Ta tudo bem careca?

– Já estive melhor. – Ele disse. Só podem estar brincando comigo.

Aproximei-me dele e retirei o capacete.

– Cebola?! – Exclamei assustada, mas logo depois o empurrei, o fazendo cair no sofá.

– Ei! Empurra não bruta! – Ele disse.

– Você ta ficando doido? Que ideia foi essa? Tava querendo me matar? – Falei.

– Que matar o que, isso aqui é arma de Paintball, machuca, mas não chega a matar. – Ele falou.

– Dane-se! Tem ideia do susto que a gente tomou? – Falei.

– Susto? Vocês estavam gostando! Vai dizer que não gostaram de atirar ou derrubar o Titi? E, aliás... Onde foi que aprenderam a fazer isso?

– Teve aula de defesa pessoal no ultimo trimestre na escola. – Ana falou. – Mas me conta, onde foi que arrumaram isso?

– Os uniformes? A gente foi num campo de Paintball e deixaram a gente ficar com os trajes. – Titi falou.

– O que?! E foram sem mim? – Ana falou decepcionada. – Mônica me da essa arma, agora é que eu acerto na cara dele!

– Ei! Ei! Não! Na cara não! – Titi falou assustado.

– Parem com isso! Melhor tomarmos um banho e depois limpar essa bagunça. – Falei. Caramba, limpar as paredes vai dar um trabalho...

– Ô maluca, da pra me soltar? – Titi falou.

– Me chamou de que? – Ana falou pegando a arma de tinta.

– Nada! Nada não! Pode me soltar, por favor? – Ele disse desesperado.

Ana o soltou. Fomos tomar banho e limpar a sala, que depois da pequena brincadeira que os dois idiotas inventaram ficou uma bagunça.

...

Pov. Autora

Como sempre, depois que a tempestade acaba ela dá lugar á um céu infinito e azul, mas esta noite, ela deu lugar á uma lua brilhante juntos com as milhares de estrelas.

Apesar do desentendimento anterior, os quatro jovens acharam uma boa ideia se reunir no terraço, e conversar um pouco.

Ana e Mônica já haviam acendido a fogueira, estavam apenas esperando os meninos virem com as salsichas e marshmallows.

– Desgraçados... – Ana resmungou, e Mônica ouviu.

– Ainda está brava? – Ela perguntou.

– E ainda pergunta? É claro que sim! Como eles tiveram a estupidez de fazer aquilo? – Ana disse irritando-se.

– Ana, eles já pediram desculpas. – Mônica.

– E daí? – Falou – Isso não quer dizer nada! Ainda vai ter troco...

– Ana...

– Ei! Ei! Ei! Não me venha falar nada! Você também quer! – Ela disse.

– Quero o que?

– Não se faça de besta! – Disse. – Se vingar deles ora!

– Em primeiro lugar, isso é coisa de criança, vingança não leva a nada. – Ela falou.

– Odeio esse seu lado pacifista. – Ana disse.

– Pois eu gosto. E você deveria praticar também de vez em quando. – Falou.

– Ta bem, eu vou não fazer nada. – Falou.

– Melhor assim. – Mônica falou indo colocar mais uma madeira na fogueira.

– Por enquanto... – Sussurrou para si mesma.

– Por enquanto o que? – Perguntou Titi.

– Ahhh!!! – Gritou Ana de susto.

Os meninos haviam voltado, Titi carregava duas tigelas com quatro espetos e Cebola algumas cobertas.

– Seu sem noção! Quer me matar do coração? – Perguntou Ana com a mão no peito.

– A culpa não é minha se estava distraída. – Titi disse enquanto sorria, colocou as tigelas em cima da mesa.

– Idiota. – Ela falou.

– Mimada. – Ele retrucou, desafiando-a.

– Olha aqui seu...

– Ei! Ei! Ei! Vamos parar com isso? – Falou Cebola. – Caramba, hoje vocês estão que nem cão e gato, o que houve? Acordaram com o pé errado?

– O pé eu não sei, mas o cérebro dele sim, aliás, se ele tivesse um. – Falou Ana.

– Olha aqui sua...

– CHEGA! Parem com isso! Que coisa! – Falou Mônica irritada. – Viemos aqui pra conversar e comer, não brigar e morrer.

– Hahaha! Boa! – Riu Titi. Ele se sentou em uma das poltronas e se cobriu com um cobertor.

Ana fez o mesmo em outra poltrona. Pegou um espeto e colocou uma salsicha para assar.

– E então? Como foi o dia de vocês hoje? – Cebola perguntou.

– Maravilhoso! Encontrei a Bruna, se lembra dela? – Mônica perguntou.

– Aquela maluca do campo? – Perguntou e ela assentiu. – Lembro sim, ela vivia me chamando de cinco-fios.

– Eu achei ela uma fofa! – Ana comentou.

Cebola se sentou no sofá ao lado de Mônica. Cobriu a si mesmo e ela com o cobertor, e assim que ela deixou seu marshmallow assando, deitou a cabeça no ombro de Cebola, aconchegando-se.

– Visitamos a casa dela, foi bem legal. – Mônica falou.

– A casa dela? Por favor, me fala que você não roubou nenhum coelho dessa vez. – Cebola perguntou.

– Claro que não! – Ela disse.

– Não creio! Mônica, você já roubou um? – Ana perguntou surpresa.

– Foi sem querer! – Tentou defender-se.

– Foi nada! Ela os achou tão bonitinhos e quando a gente ia embora ela abriu um berreiro. Ficou tão triste que sem ninguém perceber colocou um coelho na mala dela. – Cebola falou, e os outros começaram a rir.

– Coitado! Que maldade Mônica! – Titi Falou, comendo um marshmallow.

– Ele deve ter morrido com a falta de ar! – Ana falou.

– Morreu não. – Cebola falou. – Bem... Quase, o que salvou ele foi que ele roeu parte da mala e saiu antes que a gente entrasse no carro, caso contrário o pobrezinho ia fazer uma longa viagem até o outro continente.

Os três voltaram a rir. Mônica não sabia se ficava com raiva ou vergonha, mas em todo caso enterrou o rosto no peito de Cebola e se cobriu inteira com o cobertor.

– Ah! Fica assim não Mônica! Você não foi à única aqui a fazer uma besteira. – Titi falou. – Eu, por exemplo, quando era pequeno tentei roubar a bola de um vizinho meu.

– Tentou? – Ana perguntou.

– Pois é! A bola era tão maneira! Mas só tentei mesmo, não deu certo.

– Por quê? – Mônica perguntou.

– O cachorro dele me achou antes que eu pegasse a bola, era um Hottweiler... – Ele falou.

– Caramba, que azar hein? – Cebola falou.

– E sabe a pior parte disso? – Ele falou.

– Qual? – Ana perguntou.

– O bicho tinha sete filhotes já crescidos. – Titi disse.

Os três começaram a rir só de imaginar o amigo correndo de oito cachorros bravos.

– Você conseguiu fugir né? – Mônica perguntou ainda rindo.

– Quem disse? – Titi falou meio tristonho.

– Perai... Os cachorros te alcançaram? – Perguntou Cebola.

– Sim, mas foi por pouquinho! Droga de muro! Por que tinha que ser tão alto? – Falou melodramático.

– Ô pobre criança não fica assim... Ta certo que ser atacado por oito cachorros furiosos não é lá boa coisa, mas não chega nem perto do que eu fiz! – Falou Ana.

– E o que você fez? – Perguntou.

– Roubei o mascote da escola Miranda. – Ana falou.

– Foi você? – Mônica falou incrédula.

– Pois é, foi um belo trabalho né? Nosso time ganhou bonito naquele jogo. – Ela disse com orgulho.

– Perai... Quem é o mascote do Miranda? – Cebola perguntou.

– Não era um pavão? – Perguntou Titi.

– Que nada, era um elefante. – Falou calmamente.

– Ah... Era só um... O QUE?! – Exclamou Titi. – você roubou um elefante sua doida?

– E a culpa é minha se o cara que inventou de colocar esse bicho de mascote era indiano? – Falou.

– M-Mas como é que você fez isso? – Cebola perguntou.

– Fácil, liguei pra um amigo meu, ele tinha um primo que era amigo de uma cara que trabalhava num circo. – Explicou. – Em duas horas o bicho tinha sumido, da escola, por que pra deixar ele no circo por duas semanas foi dose, e não que é que ele tinha talento? Até pediram pra deixar ele lá.

Ana tirou seu espeto e comeu outra salsicha.

–... Enfim. E ai careca? – Falou Titi. – Não tem nenhuma história envolvendo algum bicho pra contar não?

– Ahn, bem... – Cebola pensou um pouco, até que se lembrou de uma história. – Ah já sei! A vez em que eu invadi um zoológico.

– Invadiu? Como assim? – Perguntou Ana.

– Ah! Eu me lembro dessa. – Falou Mônica começando a rir. – Acho que isso aconteceu umas duas semanas depois que o Cebola veio do Brasil pra Miami.

– Hahaha! Foi mesmo. – Ele disse.

– Vão contar ou deixar a gente na curiosidade? – Falou Titi impaciente.

– Tudo bem, naquele dia eu, meu pai e o avô da Mônica resolveram nos levar no zoológico, sabe variar um pouco. – Falou. – Quando chegamos lá, ficamos há primeira hora só vendo os bichos, mas estava ficando meio chato, até que eu tive uma ideia.

– Que foi? – Perguntou Ana.

– Eu peguei o coelho da Mônica...

– Ta isso já é uma má ideia. – Falou Titi.

–... E o joguei na cela dos texugos.

– Hein? – Disse Ana meio confusa.

– Cebola, com tanto bicho lá, por que o texugo? – Perguntou Titi.

– Sei lá, acho que depois de correr o lugar inteiro com a Mônica no meu pé foi o primeiro lugar que eu pensei em jogar pra ver se eu me livrava. – Falei.

– Pois é eu fiquei muito brava quando ele fez isso, então eu pedi pra ele ir buscar. – Mônica falou.

– E esse foi o pior erro da minha vida. – Cebola falou.

– Ué, por quê? Eu já vi um Texugo, eles são muito fofos! – Disse Ana.

– É eles são fofos até começarem a correr atrás de você que nem assassinos querendo te matar. – Cebola falou.

– Ah! Que isso, não precisa exagerar. – Titi falou.

– Exagerar? Estou falando a verdade. – Ele disse. – Eu entrei naquele cercado, o coelho tinha parado em cima de uma toca ou sei lá o que, quando eu peguei o coelho tinha um bicho pequeno grudado lá, era um filhote de Texugo, eu tentei tirar ele de lá, mas o bicho não queria, quando consegui coloquei ele perto da toca, mas a peste começou a gemer como se fosse um cachorro chorando.

– E ai? – Perguntou Ana.

– De repente a família, parentes, tropa, sei lá o que, só sei que sai de lá correndo que nem doido com um bando de Texugos furiosos atrás de mim! – Cebola falou. – Pensei que a Mônica era a única, mas não, existe outro bicho baixinho, invocado e com dentes salientes.

– Ah! Ta dizendo que eu sou assim é? – Mônica disse franzindo o cenho.

– Claro que não meu amor! Mas naquela hora parecia. – Falou.

– E você parecia mais a múmia depois que voltou do hospital. – Ela falou rindo.

– Hospital? – Titi perguntou.

– É os Texugos o alcançaram depois que ele tropeçou numa pedra. – Ela disse rindo. – Vamos dizer que tiveram seu acerto de contas.

– Hahaha! Essa foi boa! – Riu Titi.

Os quatro continuaram a noite agradável cheia de histórias e recordações por algumas horas. Assim que o sono começou a chegar, eles desceram.

Ana usaria um dos quartos de hospedes, afinal, estava tarde demais para voltar para casa, e não tinha problema nenhum em dormir ali.

...

Pov. Cebola

Terminei de tomar banho, me sequei com a toalha e coloquei apenas uma Box preta e uma calça moletom.

Sai do banheiro, mas o estranho é que não a encontrei na cama. Fui dar uma olhada na sacada, e lá estava ela, admirando a noite.

Aproximei-me dela e a abracei por trás, depositando beijos pelo seu rosto.

– Sem sono? – Perguntei.

– Um pouco... – Ela disse manhosa.

Deitei minha cabeça no seu ombro, por alguns minutos ficamos calados apenas observando a paisagem, mas eu sentia que algo a incomodava.

– No que está pensando? – Perguntei.

– Nada... – Ela disse suspirando logo em seguida.

– Vamos. – Falei virando-a para mim. – Algo a incomoda, por que não me diz? Talvez eu possa ajudar.

– Não é nada, eu só... Estou com saudades. – Ela disse.

– Saudades?

– É... Da Carla, do vovô, da Susan, de casa... – Ela falou.

– Amor... – Falei, pegando no seu rosto com as duas mãos para que ela pudesse me olhar nos olhos. – Por acaso isso é TPM? Geralmente você não é tão emotiva assim. – Falei sorrindo.

– Não, não é! Eu só... Sei lá. – Ela falou. – De repente senti isso.

– Não precisa ficar assim. – Falei. – Vamos voltar em uma semana, e nós dois vamos encher a paciência da Carla de tantos abraços de saudade que daremos nela. – Falei e ela riu.

Ela aproximou mais o seu rosto do meu, me beijando carinhosamente. A aproximei mais de mim colocando minhas mãos na sua cintura. Ah! Como eu amava quando ela fazia isso! Como eu a amava!

– Eu te amo... – Ela disse, como um sussurro apenas para que eu pudesse ouvir.

– Eu te amo mais. – Falei sorrindo como um bobo apaixonado.

Mas fazer o que né? É assim que eu me sinto quando estou perto dela.

Depois de alguns minutos, nós entramos. Deitei ao lado dela, para depois abraçá-la.

Às vezes me pergunto por que demorei tanto para admitir para mim mesmo que a amava, acho que foi medo, ou algo assim.

Mas não importa agora, no momento estou deitado com a mulher que durante todos esses anos tomou conta da minha cabeça e depois do meu coração.

Ela é o ultimo rosto que vejo toda noite, e o primeiro que vejo todo dia.

E se eu tiver sorte, isso irá durar para sempre, ou como diz o juramento, “até que a morte nos separe”, mas eu não acredito nisso, tenho certeza que a amarei até muito depois da minha morte e que ela nunca irá nos separar.

Notas finais
Own! Ti fofo! casalzinho apaixonado.

Aliás... Jessica chan, thank you so much! Adorei a recomendação! ;)

Ahn, povo, antes de me despedir quero compartilhar uma coisa com vocês.

Como devem ter lido, o Cebola comenta que eles vão voltar depois de uma semana, bem isso é verdade, e não querendo dar spoiler, depois que eles voltarem, bem... a história vai estar mais do que perto de acabar, infelizmente.

Mas prometo que tenho um final muito loco pra vocês! Mal posso esperar para vocês lerem, vai ser muito show!

Bem, acho que já falei demais. Me disperso aqui pessoal!

Té+!