Taylor's
1 Prólogo - Ao longo dos anos...
Notas iniciais
Esse capítulo, como dito nos avisos, será postado e vai demorar para sair outro capítulo, primeiro porque tem outra história pra sair antes dessa e porque ainda vou terminar de escrever e decidi vir e postar pra divulgar e deixar meio caminho andado pra essa história ♥
Espero que gostem! Nos vemos em breve ~espero que nos comentários :3
Prólogo
20 anos antes...
A garota de pele alva engoliu em seco, dando a mão para o namorado, olhando para os pais dela. Parecia que no ambiente havia caído uns cinqüenta graus e estavam ali, entre as tempestades de neve que eram os sentimentos após “Mamãe, papai, eu estamos grávidos”. Ninguém tinha falado nada desde que aquilo havia sido solto, o que totalizava cerca de treze minutos de silêncio desconfortável, o que na cabeça do menino de somente dezesseis anos, parecia pior do que um surto de gritaria. Ele já sabia inclusive o nome da criança, sabia o sexo, sabia sobre tudo, fazia já dois meses desde que o exame havia sido confirmado, fazendo-a entrar numa crise de choro e quase desmaiando dentro do quarto, recordava dos milhões de pensamentos em sua cabeça, os medos do que fazer, os medos relacionados aos pais, tantos medos que as vezes eram somente um delírio causado pelo seu desespero e medo por não saber o que fazer.
— Pai? Mãe? – Ela perguntou, limpando as lágrimas que caiam dos olhos castanhos da namorada.
— Sim, Lauro? – O pai dela perguntou a fazendo respirar fundo sem saber direito o que fazer.
— Diga alguma coisa. – Ela pediu.
— Vocês irão se casar. Estou certo? – O namorado assentiu ao lado da namorada, fazendo-a levantar com tudo.
— Como assim? – Ela perguntou exasperada.
— Cassandra, é essencial que tenha cuidado, agora está carregando uma criança. – O mais velho a segurou gentilmente pelos braços, sentando-a novamente.
— Não é o que eu desejo, desculpe Chris, mas não posso fazer isso. – Ela correu para a escada, indo com toda a velocidade que lhe era possível até o quarto, sendo seguida pelo namorado que batia na porta devagar.
— Cassie, abre para conversarmos. – Ele pediu, vendo a porta abrir gentilmente.
— Ela não pode ter essa criança, há milhões de coisas que possamos fazer. – Miguel, pai de Chris, falou com o rosto vermelho, parecia ser capaz de esganar alguém.
— Que tal mandá-la para longe? – Jane, mãe de Chris, perguntou.
— Como assim, Jane? Perdeu a cabeça? – Emily retrucou preparada para defender a filha a qualquer custo.
— Ela não pode arruinar tudo para nós e para Chris, ele tem um caminho para seguir! – Miguel esbravejou.
— Se vai falar mal da minha filha dessa maneira, exijo que se retire. Ela não fez a criança com os dedos, ela fez com Chris e é bom que isso entre na sua cabeça de bosta. Jackson tem uma ideia e espero que possamos usar. – Emily se posicionou ao lado do marido, olhando para a escada e encontrando os respectivos filhos de cada casal parados e escondidos ali.
— Eles irão se casar, seu filho trabalhará na minha empresa após a licença paternidade expirar e vocês irão dar um dinheiro inicial para ajudar os dois.
— Por que ele não pode trabalhar na minha empresa?
— Porque você é um péssimo pai. Tudo bem, eu reconheço que não sou o melhor, mas você trata seu filho como lixo e espera que ele siga seus caminhos.
— Você não ouse falar de mim assim!
— Ah, por favor, me poupe, Miguel. – Jackson revirou os olhos, bebendo mais um pouco do uísque. – Agora, vamos discutir melhor essas coisas.
— Ela pode tirar a criança. – Miguel sugeriu, fazendo todos da sala arregalar os olhos.
— Que tal perguntarem o que nós queremos? – Cassandra desceu as escadas e parou na frente deles. – Não vou me casar, não vou morar junto do Chris. Eu vou ter essa criança e vou dar amor para ela e viver de um modo diferente do qual fui criada no seu lindo castelo onde tudo que eu sempre quis foi ignorado e o respeito do meu espaço sempre foi violado, portanto, parem com essa palhaçada. E por favor, Miguel, vá te foder. – A garota voltou para a escada, deu as mãos para o namorado e subiu as escadas para o quarto novamente. Estava decidida a dar um jeito nas coisas.
19 anos antes...
— Com licença, você poderia me dar algumas informações? – Cassie perguntou para uma senhora que aparentemente era dona de uma doceria.
— Claro, meu querido. O que gostaria? – O sorriso gentil criando algumas rugas ao redor dos olhos.
— Eu gostaria de saber se há um lugar onde eu possa ficar por um tempo e algum lugar pedindo por empregos. – Cassie ajeitou a franja do agora curto cabelo que insistia em cair nos olhos, tentando segurar a criança do melhor modo que um adolescente pai de primeira viagem poderia conseguir.
— Infelizmente eu não tenho lugar para te deixar por um tempo, mas conheço alguém que possa te ajudar nesse quesito. Sobre emprego, essa mesma pessoa que é uma amiga minha, pode te ajudar. – O alívio no rosto de Cassie era quase palpável, os olhos já estavam molhados.
— Obrigado, você não tem noção de como isso vai me ajudar. – A mulher de sorriso gentil dispensou os agradecimentos com a mão.
— Posso te ajudar? – Ela perguntou e Cassie agradeceu novamente, dando o filho para a mulher que segurou a criança quase como uma mestra. – Qual seu nome, meu querido?
— Castiel. Mas, por favor, pode me chame de Cassie. – O garoto se apresentou, vendo a mulher balançar a criança que estava deitada em um braço só, sendo segurada pela mão na bunda.
— Entendido, Cassie. Então, vamos? – Ele assentiu e viu a mulher sair da loja, colocando alguém como responsável. Entraram em um fusca amarelo, um pouco surrado, mas brilhando.
— E qual seu nome? – Lauro perguntou para a senhora.
— Pode me chamar de Jay. – Cassie sorriu, apoiando a cabeça no banco, segurando agora o filho forte contra o peito antes de adormecer no banco naquela pequena cidade de Heaven’s Angels.
— Essa é minha amiga, Cristine. Ela vai te ajudar com lugar para morar. Ela é dona desse lugar bonito que estamos. – Jay falou, mimando Riley, enquanto Cassie olhava o local, agradecendo Cristine pela terceira vez desde que haviam se conhecido, isso é: três minutos atrás.
— Cristine, isso vai me ajudar demais. Só Deus sabe o quão eu sou grato. – A mulher de cabelos loiros e curtos, quase aparados, sorriu, abraçando-o de supetão.
— Acredito que iremos nos dar muito bem. – Ela falou, vendo Castiel sorrir.
— Eu também. – O garoto sorriu, sentindo que aquele seria um recomeço.
13 anos antes...
— Riley, querido, que tal você sair um pouco dos livros e ir brincar? – Castiel sugeriu ao filho que olhou para ele, ignorando e voltando a ler a edição mais antiga de Shakespeare que fora possível achar naquela pequena cidade. – Kane está te esperando lá fora.
— Kane? Era só ter falado. – A pequena criança falou, largando o livro sobre a poltrona roxa e correndo para fora do hotel. O homem riu, pegando o livro e colocando em cima do balcão de atendimento, indo para detrás do mesmo, dando a chave do quarto trinta e seis para um casal de senhores (provavelmente do ramo corporativo), eles sorriam um para o outro, abraçados e pegaram a chave, agradeceram e apoiaram suas cabeças uma na outra.
— Como essa criança consegue ler tanto? – Gabriel perguntou para Cassie, o tom irritado (de todos os dias) com sotaque espanhol fazendo-o rir.
— Eu gostaria de saber também, só consigo ler dez por ano e normalmente com menos de cem páginas, não tenho paciência. Ele não me puxou, nem o outro pai.
— Pelo menos ele é mais quieto que o pai. – Gabriel sorriu para o outro, fazendo Castiel revirar os olhos.
— Você precisa de amor nesse seu coração. Esse negativismo gerado pela raiva não faz bem. Quem sabe assistir Alvin e os Esquilos. –Cassie sorriu para ele, dessa vez Gabriel revirou os olhos.
— Eu odeio aqueles esquilos.
— E o que não odeia?
— Três coisas.
— O quê? – Castiel perguntou genuinamente curioso, ainda sim com um sorriso sarcástico no rosto preparado para atacar.
— Sexo, comida e você quieto. – Cassie gargalhou.
— Três coisas que você não tem e nem vai. – Ele se virou, indo para a cozinha atrás da amiga, deixando um (ainda mais irritado) Gabriel para trás sem conseguir responder.
— Ela estava te procurando. – Tina disse, vendo a testa de Cassie franzir. – Eu não sei por que, mas ela está na varanda na frente do hotel.
— Então ta, vou lá.
Cassie seguiu até a varanda na frente do hotel, olhando a mulher que há anos atrás havia lhe acolhido e dado emprego em seu hotel, ela ainda tinha os cabelos curtos e loiros, a diferença é que agora, mais velha, parecia estar ainda mais bonita, o terninho vermelho bem ajustado no corpo, um sorriso sereno no rosto e a luz do sol batendo no rosto dela, quase como se não a incomodasse, mas sim fizesse parte de quem ela era. Lauro chegou a arrepiar andando em direção à amiga, mãe e chefe.
— Oi meu querido. – Cristine o abraçou forte. – Está se sentindo bem?
— Sim. E a senhora?
— Por favor, não me chame assim, eu posso estar envelhecendo, mas não pretendo me casar. – Os dois riram. – Então, cortando o papo furado... eu gostaria de lhe fazer uma oferta.
— Oferta?
— Sim. Eu quero que você gerencie o meu hotel.
— Como? – Ele tentou buscar qualquer indício de brincadeira no olhar de Cristine, mas não viu nenhum.
— Isso mesmo que escutou.
— Mas e se eu não estiver preparado?
— Castiel, ouça a si mesmo. Você está subestimando seu poder? Não há ninguém nesse mundo mais qualificado que você. E sei que você e Tina sonham em ter um hotel só de vocês um dia e essa pode ser uma excelente chance de treinar. Só preciso saber se aceita...
— Aceito! – Ele abraçou forte Cristine, sendo retribuída. – Só preciso ver se Tina vai ficar comigo nessa.
— Tenho certeza que vai. E sei que você é o que esse lugar precisa para ir para frente. E sempre que possível, irrite Gabriel por mim. – Cristine sorriu provocante, fazendo Cassie rir.
— Como assim? Você vai embora? – O homem estava confuso, ele estava achando que sua mãe de criação iria permanecer ali com ele, com Riley.
— Eu vou para Califórnia, dar um tempo dessa loucura que é cuidar de tantas coisas. – Cristine parecia mesmo cansada, como se depois de muito tempo, ela já havia se dado conta que era hora de ir para longe. – Mas voltarei de vez em quando para ver você e Riley.
— Espero mesmo, hein! – Cassie beijou a testa da mais velha, abraçando-a novamente.
8 anos atrás...
— Yale! – Riley gritava junto do pai, correndo pela sala, escutando Spice Girls enquanto via o pai rebolando a bunda limpando a escada.
— Yale! – Ele gritou de volta, vendo o filho rir repetindo o trecho trava-língua de Wannabe. – Você já percebeu que daqui alguns anos você vai estar lá? – Ele continuou gritando, vendo o filho abaixar o som em seguida.
— Passa rápido, não é? Eu não consigo me lembrar de alguma vez que eu tenha mudado de idéia sobre a faculdade que sempre quis.
— Por que essa questão agora? Está pensando em outra?
— Não. Eu sempre tive certeza e isso é meio louco, não é?
— Tendo certeza ou não, não é. E seja lá no que for dessa vida, eu sempre vou te apoiar. – Ele declarou e o filho sorriu, dando um beijo na testa do pai, voltando o som ao máximo e gritando Wannabe pela vigésima vez aquela manhã.
— Por que não tomamos banho antes de virmos aqui? Dean não vai gostar. – Riley comentou, abrindo a porta do estabelecimento Taylor’s e entrando.
— Ele é um cara crescido, vai saber lidar com isso. – Cassie respondeu com o brilho de quem sabia que estava aprontando no olhar. – Ei Dean!
— Pelo amor de Deus, Cas! – Ele girou para olhar para Lauro, de olhos arregalados, o susto estampado no rosto. – Quase me matou.
— Não estou vendo faca nenhuma na minha mão. – Ele olhou para as mãos se fazendo de desentendido, vendo Dean revirar os olhos.
— Não vou entrar nisso hoje. – Ele comentou, se referindo às brigas sarcásticas e irônicas que sempre aconteciam entre eles dois, cujo eram mais tiração de sarro um do outro do que uma briga propriamente dita (eles nunca haviam brigado desde que se conheceram).
— Ótimo, me alimente. – Cas se sentou, vendo Riley rir dos dois. – Não ria da gente. – Ele fez cara séria, rindo em seguida.
— Isso vai te matar. – Dean comentou enquanto colocava uma caneca de café para Castiel.
— Eu não vou entrar nisso hoje, doutor. – Satirizou Cassie em relação às infinitas vezes que ele comentava consigo sobre o café não poder ser ingerido repetidamente e em excesso. Dean se afastou com um sorrisinho, indo pegar o pedido de costume.
— Ainda tenho minhas provocações do dia, uma delas é: o que vocês estão fazendo para estarem tão imundos assim? – Claro que por ser Dean, ele não poderia deixar aquilo terminado, o que animou Castiel.
6 ano atrás...
— Eu vou me arrepender disso mais tarde devido nosso acordo, mas eu preciso da ajuda de vocês. – Castiel olhou para os pais e respirou fundo, vendo Emily e Jackson entreolharem-se.
— O que aconteceu?
— Preciso de dinheiro.
— Para o quê? – Jackson perguntou, vendo o filho engolir em seco.
— Riley. Eu preciso dar a educação que ele precisa para a escola, mas infelizmente eu não tenho o dinheiro. E como ele esta indo para o segundo bimestre, eu tenho que acelerar isso e eu sei que vocês são os únicos que podem me ajudar. – Lauro olhou no fundo dos olhos dos dois na sua frente.
— Claro. – Emily disse, sorrindo para Jackson, vendo o marido pegando o cheque. – Quanto será necessário? E antes de ir embora, nosso acordo ainda está valendo?
— Claro, mãe.
2 anos atrás...
— Eu vou vender para vocês. – Cristine comunicou olhando para Castiel e Tina, vendo-os arregalarem os olhos e bocas. – Fechem essas bocas, vai entrar mosquitos.
— Cristine, pare e volte. Como assim? – Cassie questionou, vendo a mulher sorrindo contente.
— Vocês querem começar seu hotel e amam tanto esse lugar como se fosse de vocês, então ele pode ser de vocês. E eu não pretendo continuar com esse local se não será o meu local com minhas pessoas favoritas, então eu vou vender para vocês num preço que não prejudique ninguém e fique mais que de sobra para vocês alterarem tudo que quiserem e acrescentar mais ainda. Afinal, é de vocês. – Os dois na frente da mulher de sobretudo vinho começaram a gritar e girar abraçados.
— NÓS CONSEGUIMOS TINA, NÓS FINALMENTE VAMOS LEVAR ISSO ADIANTE MEU DEUS! – Castiel berrou, vendo a amiga rir.
— MAS QUE ANO ÓTIMO PARA SE VIVER – Tina gritou também.
— Crianças, crianças, se acalmem, vamos sair para comemorar hoje à noite, enquanto isso... voltem ao trabalho. – Os três riram com o que Cristine disse.
— Dean, você não vai acreditar! – Castiel correu, sentando-se na frente do amigo, vendo-o olhar para si como se fosse desesperado, o que naquele momento realmente indicava isso, dado os cabelos jogados no rosto, a cara de desespero e uma energia estranha nos olhos.
— Você está bem? – Ele perguntou preocupado.
— Nunca me senti melhor. Exceto aquela vez que você me fez o bolo de chocolate, e estou esperando até hoje pelo segundo. – Cassie comentou, o fazendo rir.
— O que é Cas?
— Eu e Tina conseguimos nosso hotel!
— Meu Deus, Cas, isso é demais! – Ele saiu detrás do balcão e o abraçou. Dean apertou a cintura dele, enquanto ele apertou os ombros de Dean. Era tão confortável, tão simples, de um modo que tirava o ar, os fazendo se separar, encarando os olhos um do outro. – Parabéns. – Dean disse, olhando nos olhos do outro, Cassie agradeceu com um sorriso e apertou o ombro esquerdo do amigo, indo até a porta.
— Ah, Dean! Eu posso sumir durante uns meses. Eu e Riley vamos fazer mochilão pela Europa e Ásia. – Informou, vendo o outro assentiu.
— E por que está me contando isso agora se vamos nos ver amanhã?
— Não sei se vamos ficar tempo suficiente para conversar ou nos despedir, então estou avisando agora.
— Faz sentido, sendo assim eu acho que tenho que avisar que eu e Angela também não estaremos aqui por um tempo. Vamos a um cruzeiro. – Ele informou e Cassie assentiu, sorrindo sarcástico.
— Só não se casem ou afundem o cruzeiro perto de onde tenha água muito gelada em um ponto de ficar perto da morte... ou melhor, não afundem o cruzeiro. – Ele riu vendo Dean deixar um sorrisinho escapar. – Até amanhã, Dean. – Ele saiu do estabelecimento escutando a última palavra sair da boca do outro homem: seu nome.
1 ano atrás...
— Eu e seu pai vamos nos divorciar. – Emily notificou o filho, vendo-o arregalar os olhos.
— Como assim? Vocês podem ter seus problemas, mas não achei que isso ia acontecer. – Ele perguntou surpreso.
— Pois é. Nós vamos continuar morando juntos. Sabe como é... temos que manter nosso papel. Mas de qualquer modo, já marcamos para o ano que vem a nossa comemoração de divórcio. Vai ser incrível! – Ela bateu palminhas e Cassie olhou para a mãe descrente.
— Okay... Então nos vemos na próxima segunda? – Ele perguntou, sem saber o que deveria dizer. Ele conhecia a família desnaturada que tinha.
— Sim. – Ela sorriu, dando um beijo na testa do filho e indo para outro cômodo da casa enorme, um claro “tchau, até”. Ele se levantou, olhou para a porta, andou até a mesma, abriu e fechou atrás de si, respirando fundo, pensando sobre o que aquilo deveria simbolizar agora. Era estranho, tudo que queria quando criança acontecendo, após quarenta anos dos pais juntos, mas naquele momento não era o que ele queria. Ele chacoalhou a cabeça e entrou no carro, indo até Taylor’s.
Atualmente...
— Ah, ta! Então onde esteve quando seu filho ficou com catapora aos seis de idade e eu estive lá para cuidar dele? Onde esteve quando aos doze ele perguntou sobre sexo e eu ajudei Cas? Onde esteve quando Riley se formou? Pois é, você nunca esteve. Então não me venha com essa de “eu sou o pai dele”. – Dean jogou tudo que queria na cara do homem que era conhecido como pai de Riley.
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