Notas iniciais
Bem, espero que gostem...

– E então? — Perguntou, Mário, ansioso.

– Olha, eu não sei... Se isso acontecer, pode estragar nossa amizade... — Respondeu, tomando cuidado com as palavras que dizia.

– Eu não te entendo, Carmen. — Ele se afastou dela. — Ontem você tava toda esquentadinha lá na sua casa, chegou me beijando, dizendo que gostava de mim... E agora você tá dizendo que não quer nada pra não estragar nossa amizade? — Ele já estava irritado. — Quer saber, falo contigo depois. — Ele ia saindo, mas ela puxou seu braço.

– Eu não disse que não queria nada, só que não sabia se podíamos namorar. — Ela disse. — É exatamente disso que eu tô falando. Por qualquer briga podemos ficar sem nos falar. E isso séria péssimo pra mim. Por isso que eu quero só ficar. Não quero nada sério, isso é pro nosso bem.

– Mas... Eu...

– Shhh — Ela colocou o dedo indicador na boca dele. — Só não fica triste. Eu quero o seu bem.

– Eu também quero apenas o seu bem — Ele respondeu em voz baixa.

– E isso tá me fazendo bem — Ela disse com uma voz suave — Você é como se fosse um irmão pra mim, mas, não somos irmãos. Não precisamos sempre ser irmãos. — Ele sorriu.

– Como você quiser. — Eles deram um último beijo. Lento, calmo, sensível. Esse beijo foi o que realmente selou a amizade deles.

Os dois foram em direção à entrada e saída da escola, andando lado a lado, conversando normalmente. As meninas estavam reunidas lá, conversando e esperando por Carmen e Marcelina. Até que viram eles dois chegando.

– Olá, casal do ano! — Exclamou Valéria, fazendo uma voz engraçada, e todos riram.

– Nós não somos um casal, Valéria. — Disse Carmen.

– Ué, mas vocês tavam tão fofinhos hoje mais cedo! — Disse Margarida.

– Nós vimos que não ia dar certo. Afinal, irmãos não namoram, né? — Respondeu Mário.

– Isso é muito anti-romântico. — Comentou Laura.

– Não, Laura, não é anti-romântico. É a mais pura verdade. — Disse Carmen.

– Tá, eu tô com fome, vou indo, tchau meninas. Tchau Carmen. — Disse Mário saindo da escola. Ela suspirou. — Vocês já falaram com seus pais? Podem ir? — Todas assentiram. — Passem lá em casa às 2:30, tá? Gente, cade a Marcelina?

– Ninguém viu ela depois que bateu o sinal. — Respondeu Alícia.

– Lá vem a fera. — Comentou Clementina. A garota vinha andando rápido, com uma expressão triste e vermelha de raiva. Ela ia passando direto quando Alícia a puxou pelo braço.

– Me solta, Ally, sério. — Reclamou ela.

– Nada disso! Você vai para a casa da Carmen hoje, e vai contar tudo o que aconteceu. — Disse MaJo.

– Tá bom. Eu vou para casa logo, vai. Tchau meninas. — Ela disse.

– Tchau. — Elas se despediram, indo cada uma para sua casa.

****

2h em ponto. Alícia estava parada em frente a casa de Marcelina. Quem atendeu foi Paulo. Ele, como de costume, estava de bermuda e sem camisa. Deu um sorriso para Alícia e a deixou entrar.

– Sua irmã tá aí? — Perguntou ela.

– Certeza que você veio procurar ela? — Ele perguntou, normal.

– Claro. O que eu ia querer com você? — Ela perguntou ironicamente.

– Isso. — Ele a prendeu na parede e a beijou. Ela tentou se afastar, batendo nele, mas ele era mais forte. Prendeu os braços dela na parede da sala, e a levou até o armário embaixo das escadas, trancou a porta, e disse, no ouvido dela:

– Agora a gente continua onde parou no parque. — Ela estremeceu. Continuou beijando ela, e tirou a blusa da menina, deixando ela com o sutiã a mostra. Ele foi dando beijos no pescoço dela, e deu um chupão bem forte, o que a fez gemer. Ele ia retirar o short dela, mas ouviram alguém descer as escadas. Alícia vestiu sua blusa o mais rápido que pôde, enquanto Paulo destrancou a porta do armário. Ela saiu, pegou sua mochila e sentou-se no sofá como se nada tivesse acontecido. Ele sentou do lado dela, e fingiu estar assistindo TV. Quando Marce desceu, ela viu uma cena mais do que normal: Paulo e Alícia discutindo.

– Você não tem o direito de fazer isso! — Ela disse.

– Tenho sim! O celular é meu e eu faço o que quiser com ele! — Rebateu Paulo.

– Apaga essa foto agora!

– Não, mimadinha!

– Mauricinho idiota!

– Cala a boca!

– Vem calar! — E ele não se segurou e a beijou. Alícia, como sabia que Marcelina estava olhando tudo, tentou se afastar dele, mas não resistiu. Ele ficou por cima dela, e tentou tirar sua blusa novamente, e ela levantou os braços. Ele foi descendo com as mãos para as coxas dela, enquanto a beijava. Marcelina, para zoar com eles, deu um grito.

– QUE PUTARIA É ESSA AQUI NO SOFÁ?

Alícia levou um susto e empurrou Paulo com toda a força no chão. Os dois haviam se esquecido da irmã dele lá na sala. Marce ria da cara da amiga que estava vermelha como um pimentão, enquanto vestia sua blusa.

– Eu vim te buscar, aí ele... Ele...

– Eu vi o que aconteceu, não precisa me explicar. — Disse Marce.

– Ufa, que bom que eu não... — Alícia suspirou, mas foi interrompida.

– Você tem que explicar para as meninas, vamos. — Marcelina puxou Alícia pela porta, e ela olhou para Paulo. Ele só fez um movimento com os lábios. Disse que ela podia contar tudo.

****

Todas as meninas haviam chegado. Durante a tarde, ficaram na piscina da casa, conversaram e outras coisas. Mas, logo depois que anoiteceu, elas chegaram na melhor parte da festa.

– VAMOS FALAR SOBRE MACHOS! UHUL! — Gritou MaJo.

– Cala a boca, meus pais tão em casa. Se eles ouvirem, eu tô ferrada. — Disse Carmen.

– Ai, tá bom, desculpa.

– Carmen, conta aí o que aconteceu entre você e o Mário hoje! Eu quero saber tudo! — Disse Margarida.

As meninas prestaram atenção quando Carmen começou a falar.

– Bom, hoje, quando bateu o sinal, a gente foi praquele banheiro abandonado da quadra. Ninguém vai lá, então foi a chance perfeita pra...

– SEXO! — Gritou MaJo. Carmen revirou os olhos. — Não, tarada. Cala a boca! Bom, sabem a marca no meu pescoço? Tava doendo, aí eu falei isso pra ele com cara de cachorro abandonado. Ele começou a beijar meu pescoço, mas não tava melhorando, falei pra ele e ele começou a me beijar. Ele tava com as mãos na minha cintura, só descendo, mas como eu sou uma pessoa muito santa, eu coloquei as mãos dele na minha cintura de novo. Aí a gente ficou nessa, e ele me pediu em namoro. E eu fiquei tipo... What? Eu disse que não, que podia estragar nossa amizade e tal... E ele reclamou, já que ontem eu beijei ele, tava mais agitada, e hoje não quis saber... E ele ia saindo de lá, mas eu puxei o braço dele, falei umas coisas, e a gente se beijou. E tipo, foi só. — Disse Carmen pensativa.

– Nossa, bichinha, que hot. — Disse Valéria.

– Tá, Marce, sua vez. — Disse MaJo. — Quem que cê tava beijando?

Marcelina suspirou. — O Jaime.

– O QUÊ? — As meninas gritaram em coro.

– É isso mesmo. Deixa eu explicar. Desde que a gente terminou, lá no 8° ano, eu fiquei com raiva dele, mas também sinto saudades. Olhem, ele beija bem pacaraio. — Ela começou. — Aí, hoje, ele me puxou quando eu tava entrando na escola. Eu não sabia quem tava me beijando, então eu tentei me afastar, mas ele era forte demais. Aí ele me soltou, e eu vi quem era. Fomos para aquele parquinho que tem aqui perto, nos escondemos das crianças, e nos beijamos. Por isso eu cheguei toda largada na escola.

– Mas, hoje, na saída, você tava brava. O que aconteceu? — Perguntou Laura.

– A gente tava se pegando atrás da quadra, bem onde a Carmen e o Mário tavam, aí eu perguntei para ele porque ele fazia isso comigo. E ele foi muito ridículo. Disse que se a gente voltasse, ele não teria como ficar com outras garotas. E isso me irritou. — Ela disse, relembrando.

– Bom, vamos fazer outra coisa então. Que tal verdade ou desafio? — Disse Clementina.

– Na verdade, eu tenho uma brincadeira melhor. — Disse MaJo. — Lá vem mais merda. — Comentou Carmen.

– É sério, é legal. A gente pega uma garrafa ou outra coisa que dê pra girar.

– Eu tenho uma garrafa aqui! — Disse Marcelina. — Uma de água, serve?

– Pode ser. A gente gira. A pessoa pra quem a ponta da garrafa apontar vai ter que falar um menino da nossa sala que acha bonito e se transaria ou não com ele.

– Não pode faltar a palavra "transa" e seus derivados no seu vocabulário, né MaJo? — Disse Carmen, brincando.

– Aahh, cala a boca. Vocês topam? — Perguntou a menina. As meninas concordaram. Elas fizeram uma roda e colocaram a garrafa no meio. Maria girou a garrafa e caiu em Alícia.

– O menino mais bonito da sala na minha opinião é o Paulo, e eu não preciso transaria com ele. — Disse ela, meio rápido.

– Ué, e por que não? — Perguntou Carmen.

– Porque nós já... er.. Como eu posso dizer... Transamos. E tenho mais a declarar. Nós estamos ficando escondidos desde o ano passado.

– Por que escondidos? Vocês podiam se assumir. — Perguntou Valéria.

– Nem eu sei. Mas ele tem uma pegada boa.

– Mais alguma coisa? — Perguntou Marcelina, e Alícia negou. Então ela pulou em cima da amiga.

– CUNHADA! — Exclamou Marcelina, rindo. Alícia girou a garrafa, que caiu em Clementina.

– Eu acho o Jorge bonitinho, acho que transaria com ele. — Falou ela, tentando parecer normal. Cleme girou a garrafa. Margarida.

– Eu acho o Dan bonito. E sim, transaria com aquele gostoso! Ela falou com uma voz pervertida, fazendo todas rirem. Girou e caiu em Laura.

– Eu acho o Adriano muito romântico. Eu faria amor com ele, sim... — Disse, sonhadora. Ela girou a garrafa. Caiu em Marcelina.

– Olha, o mais bonitinho é o Mário. E ele é muito fofo. Eu transaria com ele sim. — Respondeu ela, olhando para Carmen, que percebeu.

– Marce, não se preocupa, ele é só meu amigo, nada mais. — Ela disse, sussurrando logo depois: — Ele vai gostar de saber disso.

Então Marce girou e caiu em Carmen.

– Ah gente, eu só queria avisar que vocês podem escolher o Jaime à vontade. Não tô afim dele mais não. — Concluiu Marcelina.

– Bom saber disso, Marce. Eu escolho o Jaime. Sei lá, le deve beijar bem e tal, e eu transaria com ele sim... — Carmen comentou em voz baixa. Ela girou e caiu em Bibi.

– Eu faria com o Koki. Ele é muito fofinho! — Ela girou, caiu em Valéria, que obviamente, disse Davi.

– MaJo, falta só você! Que emoção! — Zombou Carmen.

– Eu transaria com o Cirilo, porque ele é tipo negão e deve ter um grande. — Até que se deu conta do que falou. — Meu Deus, eu não acredito que eu falei isso... Desculpem meninas, sério.

Notas finais
Ihu, gostaram? Sim? Ótimo.