Tangled: The History Of A Love
1 Prólogo
Notas iniciais
– Não! – eu ainda gritava desesperada. Mas Goethel parecia não ouvir, ou não se importar.
– Já mandei você ficar quieta Rapunzel! – ela finalmente emitiu algum som. – A hora boa acaba de começar, queridinha. Vai aprender a não desobedecer sua mãe.
– Você não é minha mãe. – esbravejei, lutando com todas as minhas forças para desatar minhas mãos.
Em uma fração de segundo, ela havia tapado minha boca com um pedaço de pano branco. Eu não podia mais fazer nada sobre aquela situação. Como gostaria de ter sido mais esperta.
– Rapunzel, jogue seus cabelos! – a voz que eu buscava e que eu necessitava, gritou.
E Goethel os jogou.
– Rapunzel! – Ele me fitou, e seu olhar me destruiu. Ele estava apavorado, e eu podia jurar que havia medo ali também.
– Não! – eu consegui falar.
Goethel não teve pena, e no momento em que Euguene olhou para o lado, ela o fez. Uma facada no abdome.
– Viu o que você fez, Rapunzel? – ela sorriu. Aquele sorriso perdurou na minha mente por um bom tempo, me assombrando, e fazendo lembrar a dor daquele dia.
– Eu não fiz isso! – supliquei.
Ele estava ali, se contorcendo de dor no chão. Tentando recuperara movimentos, na esperança de que talvez pudesse lutar contra ela. E eu, a poucos metros, não podia fazer nada. Meu cabelo não iria me ajudar agora.
– Você, desça! – Ela ordenou, agarrando firmemente meus cabelos e me conduzindo para um porão. Mas eu ainda lutava, me remexia e contorcia em seu aperto.
– Não vou descer enquanto não cura-lo. É o mínimo que posso fazer. Por favor. – eu suplicava novamente. – Depois que ele estiver bem, ele irá embora. E nós ficaremos juntas, para sempre. Como sempre foi. Eu deixarei você usar meu cabelo quando quiser. Eu prometo.
Seu olhar beirava a desconfiança, mas ela cedeu.
– Flynn Rider, seu ladrão descarado. Entenda, se você contar á alguém algo que aconteceu aqui, sua amada jovem morre. Entendeu? Morre. – Goethel andou até um espelho que havia no centro da sala. Eugene não tinha forças para falar nada.
– Eugene! – eu o envolvi em meus braços. – Vai ficar tudo bem, eu prometo.
– Vvvvvv.. ocê não pode – ele murmurou com dificuldade.
– Eu farei isso, por nós. Daremos um jeito, mas deixe-me curá-lo.
Antes que ele pudesse se mexer, meus cabelos cintilaram.
´´Brilha linda flor, teu poder venceu. Cura o que se feriu, salva o que se perdeu. Traz de volta já, o que uma vez foi meu.´´
Foi suficiente, ele estava bem. Seus olhos ainda estavam turvos e coberto de preocupação, mas ele continuou ali deitado acariciando meu rosto.
– Você é o meu novo sonho. – ele falou. Aquilo me fez sentir como se tudo fosse dar certo, que como se nós dois fossemos poder viver em paz. Mas era somente um feixe de esperança em meio a tudo o que ocorria. Talvez um feixe muito pequeno e curto. — E você o meu. – eu chorei em seus braços.
– Eu volto para te buscar. É uma promessa.
– E eu vou estar esperando, para sempre.
Eu joguei meus cabelos, e ele desceu. Desaparecendo pelo qual parecia ser um longo tempo.
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