Tan Solo Soy
29 Un Solo Corazón
Notas iniciais
gente, eu to demorando pra postar pq agora eu to fazendo curso de manhã e em breve começarei a trabalhar (mas é só meio período, relaxem). Sempre que puder estarei postando, mas o mais provavel é que poste nos fins de semana mesmo. POR FAVOR NÃO ME ABANDONEM!
Ah, queria pedir um favor: Eu não leio mto fics, então se alguém ver alguma autora me plagiando, me avise por favor? *-* IUAHSIAUHS sou mto folgada né?
Enfim, enjoy.
Quando já estava completamente tomada pelo medo e a aflição que se espalhava por todo o meu corpo, comecei a lutar com essa pessoa. Dava chutes e socos, mas percebia que nada adiantava pois evidentemente quem me segurava era um homem. Porém o que me surpreendeu foi o fato de o mesmo não relutar comigo, pelo contrário, este me acalmou e me assustou mais ainda quando começou a falar e eu pude reconhecer a voz. Aliás, reconheceria aquela voz em qualquer lugar e em qualquer situação.
- Violetta, está maluca? – León perguntava enquanto segurava meu braço com força, se defendendo.
- León? É você? Mas que porcaria de ideia foi essa de me sequestrar desse jeito, quer me matar de susto? – Eu dizia enfurecidamente enquanto tentava me soltar dele sem sucesso.
- É claro, você estava gritando igual uma louca. Que estado você acha que eu fiquei? Estava preocupadíssimo, então vim atrás de você.
- Eu mereço, meu namorado querendo bancar o super-herói agora. – Disse em um tom irônico enquanto revirava os olhos.
- Pode falar, eu sou seu super-herói. – León encheu o peito convencidamente para falar isso.
Eu até concordava, mas nunca iria assumir.
- Você é um idiota, isso sim. E será que dá pra você me colocar no chão?! – Até eu me surpreendia ao perceber como era bruta.
- Só porque você falou desse jeito eu vou continuar te carregando.
E como sempre o birrento do León fez aquilo que dissera. Porém naquele dia ele estava inspirado: Além de me carregar ele mudara a minha posição de “saco de batatas” e agora me carregava igual uma noiva, me deixando completamente constrangida.
- León, me solta seu idiota! – Já gritava com ele.
- É o treinamento pra nossa lua-de-mel ué, não sei do que você tanto reclama. – Dizia sinicamente.
Tudo bem, aquilo me constrangeu e muito, não fui capaz de dizer sequer uma palavra. De certa forma o que León dissera me fez ter um devaneio, imaginar um casamento com León e uma lua-de-mel era o pensamento mais profundo e mais maravilhoso que poderia surgir na minha mente.
Dessa vez eu cederia à vontade dele, até porque eu não tinha mais como relutar, cada palavra que ele dizia me deixava mais constrangida – e derretida – do que realmente brava.
- Idiota. – Eu murmurei bem baixinho enquanto León me carregava pelo corredor escuro – E onde é que a gente vai?
- Vamos tentar voltar para casa né, o complicado vai ser achar a saída daqui.
Nós não dissemos mais nada, o que me restava era confiar no León mesmo, afinal eu praticamente não tinha mais pernas (alguém já estava andando por mim), então León prosseguiu andando praticamente sem rumo, quando para nossa sorte – ou falta dela –, vozes amigavelmente familiares surgiram no que eu deduzia que fosse o final do corredor.
- Maxi? Naty? Francesca? – Eu gritava na tentativa de achar algum deles.
- Vilu??? – Pude perceber que todos esses responderam em uníssono.
- Ah, graças a Deus, alguém que não seja o León! – Eu disse em um tom de alívio, fazendo com que León me desse uma leve beliscada.
- Besta! – Ele disse depois que me beliscou.
- E você é um grosso.
Depois dessa cena desnecessária, pude notar que os três cujo nós haviamos encontrado ligaram uma espécie de lanterna que Maxi tinha no celular, facilitando um pouco a visão, mas trazendo alívio para todos.
- Alguém aqui sabe o que aconteceu? – León perguntou.
- Parece que houve um apagão geral no estado inteiro, estão dizendo que alguns vândalos estão estragando o sistema de iluminação daqui para sabotar o governo ou algo do tipo, briga política. Pelo menos foi isso que nós ouvimos da professora – Naty o respondeu.
- Que merda, e agora quem sofre é a população – eu disse inconformada.
- Pois é. – Todos concordaram.
- De qualquer forma, vocês sabem como a gente sai daqui? – continuei.
- Estamos no caminho certo, ali no final do corredor já é a saída. –Francesca afirmou.
Todos nós começamos a caminhar em direção a saída que já dava pra avistar mesmo que de maneira ruim, havia um pequeno clarão vindo de lá de fora que indicava que ali realmente era o caminho certo.
- León... – Maxi disse enquanto caminhávamos – A Violetta está machucada?
- Não – León respondeu.
- Então por que você está carregando ela?
- Eu estou me perguntando a mesma coisa, Maxi – eu disse.
- Eu já disse, Violetta. – León falava em um tom irônico – é o treinamento pra nossa lua-de-mel.
Se León já tinha me feito corar com aquilo me dizendo em particular, imagina agora que tinha gente ouvindo. Para o meu azar, um “awwwwn” surgiu em uníssono quando León dissera aquilo. Eu queria enfiar minha cabeça na terra aquela hora.
- Idiota. – Eu disse enquanto batia no braço dele.
- Bem que eu queria que meu namorado fosse idiota desse jeito. – Naty afirmou.
- Ei, eu sou muito mais galã e romântico do que o León, tá? Além do mais, sou muito mais bonito também. – Maxi retrucou.
- Eu adoro a sua modéstia, meu amor. – Já conseguia ver o sorriso irônico estampado na face de Naty.
Então finalmente chegamos ao lado de fora da universidade. Logo de cara pude notar que praticamente todos os alunos estavam lá fora – e algumas alunas loucas como eu estavam gritando -, pelo menos todo o meu medo já havia ido embora. Quando de repente, várias pessoas se aglomeraram em um lugar, e como bons seres humanos, nós corremos até o local para ver o que acontecia.
Ao chegar lá só pudemos ver um rapaz – muito lindo, diga-se de passagem – que aparentemente estava tentando acalmar os estudantes e dar um recado, quando ele soltou um berro e todos ficaram silenciosos.
- Nossa nossa nossa, amiga. Quem é esse? – Francesca me disse enquanto mordia o lábio inferior, se referindo ao rapaz.
Antes que eu pudesse dizer algo – e concordar com ela – o rapaz nos respondeu surpreendentemente:
- Não curto garotas oferecidas! – O rapaz gritou na frente de todo mundo olhando diretamente para Francesca, fazendo ela corar na hora.
A cara da Francesca foi praticamente no chão, coitada.
- Como ele nos ouviu? E o que eu disse Vilu? Eu tenho namorado, não estava me atirando pra ele. – Ela sussurou pra mim com a voz chorosa, o que me deu muita dó pois evidentemente ela não tinha intenção de aparentar aquilo.
- Ele é só um idiota, amiga. Relaxa. E o Federico nem está aqui, você não tem que se preocupar. – Eu disse tentando acalmá-la e então virei meu rosto para León — E você já pode me colocar no chão.
- Não. – Ele respondeu friamente e então continuou olhando para o rapaz, que voltou a falar.
- Galera, meu nome é Marco e eu sou assistente da Lara, instrutora aqui da universidade... Vocês já devem conhecê-la. – Bufei ao ouvir aquele nome, nem queria saber como aquela coisa estava –E eu só vim passar um recado pra vocês: Todos estão expressamente proibidos de sair do Campus, foi ordem da polícia, ou seja, vocês vão ter que ficar aqui até que a energia volte, ou até amanhã de manhã.
Todos começaram a xingar e reclamar quando ele disse aquilo.
- De qualquer forma, o recado está dado. – Marco continuou – Qualquer dúvida é só vir falar comigo. – Ele disse e então se retirou, fazendo com que todos se retirassem e fosse para qualquer lugar do campus também.
Quando aquela multidão de pessoas começou a sair, tudo ficou mais visivelmente claro, fazendo então com que nós avistássemos Camila, Federico e Broduey logo do outro lado, que já estavam vindo em nossa direção.
- De qualquer forma nós iríamos ter que ficar presos aqui mesmo. – Maxi soltou uma risadinha.
- É, mas nós não. – Eu e León dissemos em uníssono.
- Galera! – Cami gritava alegremente quando ficou mais próxima – Pensei que nunca acharia vocês em meio a essa gentalha.
- Nós também achamos. – Francesca disse – Bem, já que todo mundo foi pra dentro, vamos ficar por aqui mesmo, adoro esse jardim.
Todos concordaram e então nós nos sentamos, fazendo uma roda. Obvio que cada um sentou do lado do seu respectivo par, então imagina o romantismo e a melação que estavam ali.
Não, León não me soltou. Invés de ele me colocar no chão para eu poder sentar igual uma pessoa normal, ele se sentou enquanto ainda me carregava, me fazendo ficar sentada de lado em seu colo. De fato eu estava fazendo birra com ele e fingindo que estava brava, mas estava aconchegante demais ali para eu reclamar de alguma coisa.
Quando nós pensamos em puxar assunto com alguém, todos começaram a ficar de “mimimi” uns com os outros, fazendo com que eu e León nos sentíssemos até deslocados por não estarmos seguindo o exemplo, mas como eu disse, queria que León sofresse um pouquinho.
Não disse nada, recostei minha cabeça no peito de León e fechei os olhos quando do nada alguns pensamentos vieram à minha mente. Parecia que eu estava sonhando acordada, foi realmente esquisito.
VIOLETTA’S THOUGHT (Pensamento Vilu).
(N/A encarem esse pensamento como se fosse uma espécie de sonho).
Olhei para o chão e pude notar que calçava um sapato maravilhosamente lindo que estava quase encoberto pela barra daquele vestido branco. Passava a mão na saia do vestido como se não acreditasse que o meu sonho finalmente estava à um minuto de ser realizado: Meu casamento.
Tomei coragem, respirei fundo e então as portas gigantes da Igreja se abriram. Logo de cara meus olhos se direcionaram às pessoas que assistiam tudo, enquanto se colocavam de pé para me receber. Meu sorriso deveria ser o maior e o mais belo que alguém poderia estampar, pois eu sequer podia acreditar que algum dia seria feliz daquele jeito.
Feliz porque papai estava ali, evidentemente orgulhoso. Juntamente com Angie e todas as pessoas que eu mais amava nesta vida, meus amigos do Studio, professores, e até algumas pessoas que anteriormente eu tinha uma certa inimizade (como Gregório), mas que estavam no mesmo sentimento de orgulho como os outros convidados, era incrível como o amor tinha a capacidade de unir as pessoas e mudar tudo.
Minha felicidade estava até consideravelmente normal – afinal, era o dia do meu casamento — , mas tudo mudara quando meus olhos finalmente encontraram os dele, que sequer conseguia esconder a ansiedade enquanto me esperava no altar. Aquilo já não era mais felicidade, era euforia, era algo inacreditável, era PERFEITO. Se não estivesse razoavelmente longe dele, diria até que uma lágrima se escondia em seus olhos, assim como uma já se formara nos meus. León estava incrivelmente lindo, e eu não via a hora de chegar naquele altar e dizer a bendita palavra sim, para poder finalmente transformar aquilo em algo eterno.
- Ainda dá tempo de desistir. – Papai disse em um tom de brincadeira enquanto pegava no meu braço.
- Nunca. – Eu disse e então sorri com convicção.
- Fico feliz por você tê-lo escolhido, é um bom rapaz.
Eu sorri.
- Vamos logo, papai. Me leve até ele.
Papai sorriu novamente pra mim e então a música se iniciou dentro da igreja. Começamos a dar leves passos, caminhando lentamente, e o campo de visão se tornou muito mais claro pra mim: Eu conseguia ver exatamente cada um dos meus convidados – e padrinhos – sorrindo como nunca. Não tinha como a igreja estar com uma decoração mais bonita, a música nunca me pareceu tão doce antes, e eu sequer tinha palavras para descrever a perfeição do noivo.
Já estava no meio da igreja, quando infelizmente a minha vida “voltou ao normal”. Senti alguém puxando o meu cabelo com uma raiva insaciável, enquanto a mesma já tentava rasgar meu vestido. Todos que estavam na igreja ficaram escandalizados, e suas faces mudaram de alegres para assustados. Me virei pra ver quem era, e então pude perceber a figura loira que durante toda a minha vida queria me destruir, mas esta já não parecia ela mesma, estava toda descabelada e vestida como uma mendiga.
- Ludmila! – Eu disse já chorando – O que você está fazendo? — Eu berrava – O que você ganha estragando o dia do meu casamento?
- Isso é só por você ter ARRUINADO minha vida – Havia muita amargura em sua voz.
Ludmila continuou me despenteando e me descabelando, mas aquilo de longe foi o pior que me aconteceu. Invés de alguém me socorrer, todos ficaram parados. E aquele noivo perfeito que estava me aguardando no altar, já estava trocando as alianças com outra mulher, aquela cujo um dia eu havia dado uma pedrada.
VIOLETTA’S THOUGHT OFF.
Abri meus olhos completamente assustada com aquilo que tinha vindo em minha mente, estava até ofegante. Engoli em seco quando finalmente lembrei que aquele tinha sido o sonho que eu tivera mais cedo. Se meu medo já estava grande, agora tinha acabado de aumentar.
- Amor, está tudo bem? – León acariciava meu rosto na tentativa de me acalmar.
- León... – eu colocava a mão sobre a minha testa – Não é nada, só me deixe um pouco sozinha, ok? Eu te juro que não tem problema nenhum.
Não aguentei e então me retirei do local, despertando a curiosidade em todos. Eu tinha só duas coisas a fazer: Ou esclarecer as coisas com Ludmila, ou fugir dali de vez. Estava com medo, porém determinada a fazer o que fosse, pois do León eu não abriria mão.
Notas finais
ah, antes que alguém tente dar uma de adivinhão: Não, a Ludmi não vai se juntar com a Lara kkkkkkk
Lara e Marco só terão destaque na minha história SE houver uma segunda temporada AIUHSIUAHSAIUHS
enfim, deixem-me reviews (apesar de eu não ser digna) pq eu estou ansiosa para respondê-los.
Obrigada como sempre, meu povo.
bjs
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