Tan Solo Soy

24 Soy un eterno buscador


Notas iniciais
GENTE, tenho nem oq falar pra vcs... estou muito feliz pelas respostas do meu último capítulo, cara, vcs são INCRÍVEIS. TEVE GENTE QUE FICOU LENDO O CAP. 23 INCANSAVELMENTE, QUE ISSO, VCS VAO ME MATAR AINDA DE TANTA LINDEZA kkkkkkk.
Quero agradecer à Brenda Ogura e a Jorgeblancomylove pelas recomendações, velho, vcs tiram meu coração do lugar, sério mesmo.
Enfim, como prometido, tá ae o cap 24.
Ah, e se eu demorar pra postar é por causa dos bang da faculdade, tá osso ultimamente... mas sempre entrem no ask que eu vou estar atualizando e dando noticias de mim kkkkk
enfim, enjoy.

Depois de vários minutos segurando aquele beijo, o ar finalmente acabara e então nós dois tivemos que nos separar. Quando meus olhos se encontraram novamente com os de León, as coisas fluíram de forma diferente como acontecia antes.

– Eu ainda estou com um profundo ódio de você – afirmei – não pense que isso resolve as coisas.

– Eu queria que todos os dias você estivesse com um ódio assim – León disse na maior cara de pau.

– Babaca – eu disse, dei-lhe um tapa no braço e então comecei a andar de volta para o carro, já estava tremendo de frio por causa da chuva.

– Ah, mas fala sério... agora eu caprichei – pude ouvir ele dando uma leve risada, acho que nem ele mesmo acreditava no que acabara de falar.

– Caprichou na modéstia, isso sim – disse enquanto parava em frente a porta do carro, já gesticulando que iria abrir.

– Não acredito, vai ficar por isso mesmo? – León disse no meu ouvido enquanto sutilmente apareceu por trás de mim, fechando a porta do carro e me prendendo entre o carro e ele – quer dizer, a gente não tá numa boa?

Ele tinha que parar com aquela mania de me fazer arrepiar, porque senão eu não sabia onde as coisas terminariam.

Me virei pra ele, que por sinal estava tão perto que mal dava pra eu falar algo. Meus olhos não se contiveram em novamente ficar admirando toda a beleza que León fazia questão de expor sem a droga da camisa, e principalmente com aquele cabelo todo bagunçado e molhado, que o fazia ficar ainda mais gato (se é que isso é possível).

– É...é que... a gente... tem que se... resolver – eu tentava formular as palavras na minha cabeça, mas meu cérebro estava parando de funcionar à medida que eu fixava mais meus olhos nele.

Quando eu pensei que a situação não pioraria, enquanto eu tentava formular qualquer palavra existente no vocabulário, aquele filho da mãe que eu tanto amava começou a dar beijinhos pela minha clavícula, pescoço e rosto. Eu já estava entrando em transe, mas a pouca consciência que ainda restara em mim me fez afastá-lo sutilmente e enfim conseguir desviar meus olhos até os olhos dele, que me fitavam com curiosidade.

– O que foi, meu amor? – disse enquanto acariciava meu rosto – por favor, não faça isso comigo – disse em um tom de súplica.

– Fazer o que? – me fiz de desentendida.

– Você sabe do que eu estou falando, de se conter assim... de me evitar quando na verdade você não quer fazer isso, tá me matando – ele soltou uma leve risada, mas continuou a me olhar fixamente.

Cara, eu fiquei completamente derretida com aquele olhar.

– Não é isso, León. É que a gente não pode resolver todos os problemas que a gente tem com beijos – me esforcei ao máximo pra que ele compreendesse isso.

– Mas por que não? – agora ele fazia biquinho – as coisas não tem que ser complicadas – afirmou.

– Não digo complicadas... a gente tem que resolver as coisas oralmente, mas não beijando, entendeu? Falta conversa, porque imagina se a gente deixa esses problemas crescerem, o rolo que vai dar e... eu não suportaria te perder de novo. – tentava incansavelmente convencê-lo.

– Desculpa... eu acho que eu tenho exagerado bastante desde que cheguei aqui, culpa do tempo que fiquei sem você – ele coçou a cabeça, envergonhado – vou ver se te dou mais espaço, daí a gente dialoga mais.

– O que? Você está louco? – eu quase gritei – não estou falando que você exagera, só que a gente tinha que resolver os problemas na hora em que eles surgissem... enfim, esqueça essa conversa. E NEM PENSE em querer me dar espaço, quanto mais perto eu estiver de você, mais saudável eu fico – essa ultima afirmação poderia parecer confusa, mas fazia todo sentido pra mim.

– Você é completamente maluca, sabia? – ele ria.

– Na verdade nós somos dois malucos – eu ri também.

– Tá vendo? Isso foi um diálogo – León disse com uma cara esperta – agora a gente pode ir pra ação de novo – soltou um leve sorriso malicioso.

Abri a boca em espanto.

– Seu safad...

Mal tive tempo de terminar e León já me empurrou contra o carro e começou a me beijar novamente. Dessa vez ele estava em seu estado normal, completamente cuidadoso e romântico como sempre. Nós até que estávamos tendo um belo momento, mas este fora interrompido pelo meu frio que fizera questão de se mostrar ao fazer meu corpo começar a tremer. E claro, cuidadoso como sempre, León nos interrompeu ao perceber que eu estava morrendo de frio ali.

– Meu amor, você está morrendo de frio e eu aqui, sequer percebi. Sou um inútil mesmo... – afirmou cabisbaixo.

– Não me faça ficar brava com você de novo, León – fiz uma cara feia pra ele.

– Tudo bem, tudo bem. Mas entra no carro, vai. Essa chuva toda está te fazendo mal – ele disse já abrindo a porta do carro.

– Disse o Sr. Eu Ando Na Chuva Sem Camisa, né? – fiz uma cara irônica e então entrei no carro.

Fui para o banco de trás, e então León também foi e se sentou ao meu lado logo em seguida. Nós dois estávamos completamente ensopados, poderia até afirmar que estávamos pior do que quando entramos na piscina de roupa. O fato de eu ter entrado no carro amenizou um pouco o meu frio, porém eu ainda estava congelando mesmo estando ali dentro.

– Amor... – León disse quase pausadamente ao perceber novamente o meu frio.

– O que foi? – estranhei aquela atitude.

– Você sabe que tem uma coisa que você deve fazer pra não pegar um resfriado e acabar com esse frio, não é? – agora ele me media, olhando para a minha blusa.

Temi em saber o que deveria ser feito.

– León! Eu não vou tirar a minha blusa com você aqui – afirmei duramente.

– Mas amor, é pro seu bem... você vai pegar um resfriado com essa blusa molhada. E eu prometo que não vou olhar, ok?

Eu sabia que aquilo era errado, mas eu estava quase morrendo ali. Devia ter pensado duas vezes antes de ter saído na chuva igual uma louca.

– Então vai para o banco da frente, e já aproveita e liga o carro pra começar a dirigir de novo – eu disse.

– Tudo bem – León disse e então saiu do carro, indo em seguida para o banco da frente.

Eu percebi que León estava realmente concentrado em ligar o carro – que por sinal não queria ligar de jeito algum – então eu finalmente tirei a minha blusa e comecei a torcê-la ali dentro mesmo, já que o carro já estava todo acabado, molhar não seria problema. Pelo menos meu sutiã magicamente estava seco. Pendurei a camisa no banco da frente e deixaria ela secando ali. Ao fazê-lo, pude perceber León dando uma olhada muito rápida pelo retrovisor, então não me contive e dei-lhe um tapa na cabeça com muita força.

– Eu vi tá, mocinho?

León só riu completamente sem graça.

– Desculpa, é inevitável.

– Pois trate de cumprir a sua promessa, seu tarado – afirmei completamente envergonhada, tampando toda a parte possível do meu corpo com os braços e as mãos.

– Tudo bem, vou me esforçar – disse e deu uma leve risada, mas não demorou muito tempo até que sua voz mudara – Vilu, nós temos um pequeno problema...

– Ah não, mais um? O que foi dessa vez?

– O carro não quer pegar – disse frustrado.

Que droga, pelo jeito nós estávamos perdidos mesmo. De qualquer forma era muito tarde, já devia estar quase chegando à meia noite... a floresta que nos cercava era fria e sombria, mas não havia nada a ser feito, pelo menos eu estava com León, o que me fazia ter mais segurança.

– O jeito vai ser nós passarmos a noite aqui mesmo, e então de manhã a gente vê o que faz – afirmei com tranquilidade.

León suspirou preocupado.

– É, agora não há muito a ser feito mesmo. Vamos tentar dormir e amanhã a gente vê o que faz – León coçava a cabeça – Desculpa por ter te metido nessa.

– Sim, vamos dormir que é melhor. Ué, a culpa não é sua, é do Maxi e da Naty.

– Eu sei, mas mesmo assim... – ele ia insistir, mas desistiu – enfim, vamos dormir. O carro já está bem no canto da estrada mesmo e aqui não passa muitos carros, então não teremos problemas – ficou um tempo pensativo mas voltou a falar em breve – boa noite amor.

Na hora que León disse aquilo, ele virou para me dar um beijo de boa noite, mas automaticamente minhas mãos correram até os olhos dele e o tamparam antes que ele pudesse me ver de novo. Depois daquilo, meus lábios caminharam até os dele e enfim eu lhe dei um beijo de boa noite.

– Hum, beijo vendado – León disse com um tom de satisfação e então sorriu, já se virando para frente.

– Para de ser besta – eu ri.

– Vilu, me faz um favor? – ele disse igual uma criança.

– Diga – sabia que alguma coisa viria por ali.

– Fica com ciúmes de mim de novo e briga comigo qualquer dia desses? Assim, só pra gente fazer a mesma coisa que hoje – ele disse e então riu incansavelmente.

– Seu idiota – eu ri e então dei-lhe outro tapa na cabeça – quem sabe a gente não briga por algo mais sério.

Nós dois rimos. Era engraçada a maneira de que até das nossas brigas nós conseguíamos tirar sarro, pelo menos isso significava que León e eu éramos compatíveis em qualquer coisa que fizéssemos. Só achei boa – e engraçada – a maneira que as coisas aconteciam de maneira tão imprevisível com o León. Há minutos atrás eu queria mata-lo, agora a única coisa que eu queria fazer era permanecer junta dele.

Me perdi por um tempo em meus pensamentos, e nesses segundos León já dormiu. Não demorou muito tempo até que meus olhos pesaram e eu dormi também.


–----

Nasceu mais um dia, e a primeira coisa que pude notar ao abrir meus olhos fora a chuva que já havia cessado, porém a natureza respondia de forma positiva à ela, já que os pássaros cantavam, a grama ainda estava molhada e o sol já se abria lindamente no céu (tudo bem, eu estava completamente apaixonada, então não me culpem por ver lindeza em tudo) e León ainda dormia igual criança no banco da frente. Porém, todo o meu encanto fora quebrado ao ver três pessoas nos observando extasiadas do lado de fora do carro.

– Violetta! QUE POUCA VERGONHA É ESSA? – Olga disse furiosa.

E então me dei conta de que eu estava sem blusa, e pra minha infelicidade momentânea, León também.

Notas finais
VISH, MIL TRETAS MANO, OLGA TÁ PENSANDO QUE A VILU E O LEÓN FIZERAM COISINHAS kkkkkkkkkkkk
enfim, me contem o que acharam, não tenho mto mais o que falar.
reviews, seus lindos, eu os desejo kkkkkk
enfim, mto obrigada gente.
bjs