Tan Solo Soy

26 Cada pensamiento vuelva hacer


Notas iniciais
Oi gente, aqui estou eu de novo :D
Enfim, quero ressaltar a questão que eu disse no ultimo cap: Não é o fato de vcs me perguntarem sobre o cap que eu me sinto pressionada, é quando algumas engraçadinhas ficam mandando mensagem me xingando que eu sofro IASHAIUHSAIUSHAI não tenham medo de mim, sou inofensiva :D
Enfim, a história tá chegando numa partezinha bem chata, mas eu prometo que melhora tá?
Espero que de pra entender o cap :D

Quando Olga disse aquilo eu não consegui acreditar. Papai em momento algum da vida dele já havia burlado as regras, ainda mais quando se trata de justiça, então por que dessa vez seria diferente?

- Me explica isso direito, Olga – disse em um tom mais desconfiado do que realmente assustado.

- Calma, Vilu. Já foi tudo resolvido, ele já está solto... só passou uma noite lá se eu não me engano – agora ela já dizia mais calma.

- ENTÃO POR QUE RAIOS VOCÊ VEIO DESESPERADA? SÓ PRA ME ASSUSTAR? – eu já gritava enfurecidamente.

- Desculpa, não era a minha intenção – disse formulando um biquinho nos lábios – é que eu ainda estava em choque com a notícia...

- Mas como em choque se você já sabia da notícia inteira? – eu estava inconformada – enfim, me explica direitinho o que foi que aconteceu.

Olga parou para respirar por alguns segundos, parece que formulava a resposta em sua mente. Mas não demorou muito até que voltou a tagarelar.

- Parece que ele iria voltar pra cá ontem mesmo, mas seus documentos foram barrados no aeroporto. Ele foi acusado de estar morando aqui na Espanha ilegalmente ou algo assim, o que é muito estranho já que ele vive viajando e já morou aqui, parece que alguém tentou sabotar a documentação dele.

Estranho, MUITO estranho. Papai com problemas na documentação? E quem teria motivos para sabotá-lo?

- Entendo, mas já o soltaram... certo?

- Já sim. Parece que a Angie foi até a delegacia, explicou a situação e eles o soltaram. Seu pai me disse ao telefone que vai vir pra cá o mais breve possível, pra assinar os documentos e ficar permanentemente aqui.

PERMANENTEMENTE – aquela palavra começou a ecoar na minha cabeça. Eu gostava muito da Espanha, estava tendo ótimas experiências aqui, ainda mais porque León permanecera junto comigo a maior parte do tempo. Mas e quando os meses de estadia do pessoal do Studio acabassem? O que eu faria? León algum dia teria que voltar para casa e eu não suportaria viver aqui somente com o Tomás e a minha família – até porque eu não tinha feito amigos novos – sem contar que eu simplesmente amava Buenos Aires. De certa forma, eu não queria que o papai resolvesse as coisas, pelo menos não agora.

- Entendo, espero que ele não seja barrado de novo. Tem previsão pra quando ele volta? – continuei a perguntar.

- Parece que ele vai tentar embarcar novamente em uma semana, e então ele vai resolver a documentação por aqui mesmo.

- Entendo. De qualquer forma, obrigada por avisar – sorri para Olga que se retirou em breve.

Eu fique muito pensativa naquele momento. Já haviam se passado quase dois meses que eu estava aqui – inclusive o pessoal do Studio – e caramba, como havia passado rápido, o que era preocupante, pois em breve nós faríamos a apresentação e minha vida iria mudar completamente dessa vez, eu realmente não estava preparada para aquilo tudo... tinha que falar para o papai que eu queria voltar para Buenos Aires, mas eu temia quanto à isso, largar a faculdade poderia ser um grande sinal de irresponsabilidade da minha parte.

Depois de um tempo viajando nos meus pensamentos, me dei conta de que Tomás ainda permanecera na sala, sempre me fitando, e com certeza ele havia prestado atenção na conversa que eu tive com Olga anteriormente.

- O que foi? – disse rudemente enquanto ele me olhava com aquela cara ridícula.

Ele soltou uma risada irônica.

- Você não vai mais poder ficar com o seu amado León, não é mesmo?

Meu sangue ferveu naquela hora, cerrei meus punhos em uma tentativa falha de me acalmar.

- E você vai ter que criar seu filho à distancia, não é mesmo? – disse em um tom mais irônico que o dele.

Tomás fechou a cara na hora.

- Tudo bem, não vou relutar... Até porque uma hora a barriga daquela inútil vai crescer mesmo. – se referia a Ludmila – Mas como você ficou sabendo disso?

- Ouvi vocês dois discutindo no seu quarto.

- Quando? – ele estranhava.

- Depois da festa... – Tomás já estava fazendo perguntas demais para o meu gosto – Pra quê tantas perguntas? – disse desconfiada.

- Nada – ele respondeu friamente.

Eu ia me retirar dali naquele minuto, mas incrivelmente fui interrompida com a chegada inesperada de Ludmila na sala.

- Nada? Então é assim, Tomás? – Ela queimava Tomás com o seu olhar – você tem ideia da informação que essa inútil carrega, agora? Vai deixar isso nas mãos dessa sonsa? – ela apontava pra mim.

- Informação? Qual informação Ludmila? Uma hora essa coisa vai sair da sua barriga e não vai ser novidade pra ninguém – eu abri a minha boca quando notei que ele se referia à criança que Ludmila carregava como COISA.

- Você fala isso porque não tem nada para se envergonhar, não é mesmo? – agora ela erguia as mãos pra cima – Tomás, você sabe como meus pais vão reagir SE descobrirem isso.

Eu fiquei pasma de ter que assistir a tudo aquilo, nunca pensei que veria uma cena dessas na minha vida. Não conseguia sequer sair do lugar, de tão confusa que eu estava.

- Então o que você quer que eu faça? – Tomás já gritava.

- A gente tem que dar um jeito nela – Ludmila apontava para mim como se fosse me exterminar ou algo do tipo.

Engraçado como de um segundo para outro o assunto – e o problema – se tornava eu, incrível.

- É, e o que você sugere, Ludmila? Matar a garota? – Tomás continuava ironizando.

Parece que eles nem se tocavam que eu estava aqui.

- Não, mas ela tem que ficar aqui. Se ela voltar para Buenos Aires, todo mundo vai ter que voltar, consequentemente a gente também, e então meus pais vão ver a situação que a gente se meteu. Mas se ela ficar aqui, a gente tem a criança e a coloca em um lugar para adoção, sei lá, até eu poder voltar para casa como se nada tivesse acontecido.

- Pessoal, eu ainda estou aqui – eu disse ironicamente enquanto abanava a mão – quem disse que vocês vão decidir por mim? E Ludmila, eu não tenho culpa se você é uma piriguete e fica com o primeiro que aparece na sua frente – finalmente disse.

- Ah você vai... – Ludmila disse enquanto já pulava no meu pescoço pra me bater.

Eu não estava entendendo NADA naquele momento. Eles dois faziam filho e eu tinha que pagar por tudo? Ah, eu com certeza iria brigar, aquilo pra mim já bastava.

Para piorar a situação, bem quando eu ia começar a puxar Ludmila pelos cabelos, León surgiu no pé da escada e correu até nós, tentando nos separar.

- EI! O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI? – Ele gritou enquanto olhava para Ludmila – estão te incomodando, amor? – agora dizia mais calmamente quando seu olhar se voltou para mim.

Eu sequer tive tempo de responder, Ludmila já começou a gritar:

- ISSO, APROVEITA MESMO ENQUANTO VOCÊ PODE CHAMÁ-LA DE AMOR, PORQUE DAQUI UM MÊS ELA VAI TE LARGAR DE NOVO! – berrava igual uma cadela quando chega visita.

León ficou paralisado aquela hora, muito pensativo. O clima na sala já estava esfriando à medida em que eu e Ludmila nos afastávamos. A briga tinha acabado por um lado, mas parece que por outro ela só iria começar:

- O que ela quer dizer com isso, Vilu? Tem alguma coisa que você deva me contar? – León finalmente disse enquanto me fitava estranhamente.

Notas finais
GENTE, E ESSE BARRACO COMPLETAMENTE ALEATÓRIO NO FIM DO CAPÍTULO? tudo vai pra cima da Vilu, tadinha.
Gente, quero agradecer muito às respostas que eu tenho tido nos ultimos capítulos, vcs tem mandado bastante reviews - e bem legais de serem lidos por sinal - e isso me anima muito *-* NÃO PAREM! kkkkkk
enfim, qualquer coisa sempre apareçam no meu ask:
http://ask.fm/TanSoloSoyLF
beijos