Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza

30 Caítulo 30: Viagem à Venezuela I


Notas iniciais
Uma semana passou rápido e quando se deram conta, a Comitiva da Ecomoda estava a caminho da Venezuela para a inauguração da franquia.

Venezuela, assim como Colômbia é um país conhecido pela estonteante beleza de suas mulheres. De fato, são dois dos países conhecidos por “exportar” a beleza feminina. A maioria das jovens venezuelanas sonham em tornar-se modelo. Logo, não é difícil imaginar que o Mercado de Moda, sobretudo feminino, é tão ou mais proeminente e desenvolvido que na Colômbia.

Logo, uma franquia da Ecomoda em um país como a Venezuela, de fato, é um bom negócio. Sobretudo porque apresenta uma proposta inovadora: “A moda não veste só mulheres belas, mas também mulheres feias”, que com o tempo mudou para “A moda não veste só belas modelos, mas também mulheres comuns”.

Logo, naquela noite de novembro, a Imprensa local, assim como da América Latina, estava muito interessada no evento a ser realizado em uma das avenidas principais da capital venezuelana, bem perto da Praça Bolívar. O antigo galpão de uma fábrica de roupas tinha 3 andares, de modo, acomodava perfeitamente, uma franquia da Ecomoda. Em cima, onde ficava o terraço seria o ateliê e o Show Room, onde o evento (e outros lançamentos) teriam lugar, no meio seria o Administrativo e no Primeiro andar, a recepção, havia também um estacionamento na parte de trás.

Coerente com a política de austeridade da empresa, a comitiva da Ecomoda viajou de classe Econômica (Marcela e Daniel preferiram ir de Primeira classe, mas pagaram de seus próprios bolsos) iniciando uma parceria que iria perdurar por muitos anos: a empresa concedia passagens para os executivos, clientes em potencial e modelos para comparecerem aos lançamentos e inaugurações promovidos pela Ecomoda, tanto na Colômbia, quanto em outros países a preços em conta, enquanto a Ecomoda permitia que a Companhia Aérea exibisse sua marca, tal como a empresa de cosméticos Pantene uma grande parceira ao longo dos anos. O vôo partiu de Bogotá para Caracas às 8:00 e chegou 10:30 horas. E se hospedariam em um hotel 3 estrelas no centro de Caracas, bem perto da Praça Bolívar. Como o hotel fora parceiro de Alejandra em vários eventos promovidos pela conhecida empresária, ofereceu preços vantajosos para a equipe da Ecomoda. Eram bons e espaçosos quartos executivos, com direito à café de manhã luxuoso, e outras regalias, podendo hospedar até duas pessoas por quarto.

A equipe era composta por Beatriz, Armando, assessorados pela atrapalhada, mas esforçada Aura María, Marcela (assessorada pela não esforçada Patrícia Fernandéz, que reclamou a viagem toda do atendimento na classe econômica), Nicolás Mora e Catalina. Daniel Valência compareceria por conta, pois segundo ele, sendo esta coisa de franquias ideia de Armando Mendoza certamente não era uma ideia tão boa assim (Risos) mesmo que pudesse estar temporariamente logrando êxito.

Betty se hospedou no mesmo quarto com Aura Maria -Freddy pediu à Presidência que cuidasse de sua rainha (Mas Freddy, Betty tem muita coisa para fazer!) e ao lado ficava o quarto de Catalina. Na ausência dos pais, Betty adorava a presença de Catalina, sua fada-madrinha, que lhe conferia tranquilidade e confiança em si mesma. No andar de baixo, Marcela com Patrícia Fernandéz em um quarto, Daniel em outro. Havia expectativa do comparecimento de Margarina e Roberto (mas Roberto não estava se sentindo muto bem, então, preferiram ficar em Londres para uma bateria de exames).

—E a minha reserva? -questionou Armando

—Seu nome?

—Armando Mendoza de Saénz, sou o vice-presidente da empresa.

—Ah sim! O senhor ficará no quarto 224, junto com o Senhor Nicolás Mora? Ele já está com as chaves!

—O quê? Como assim?

—É que a comitiva está alocada de dois em dois. Cada quarto executivo é espaçoso e equipado com suíte, sala de estar, frigobar.

—Mas justo com o molenga?

—Não entendi, senhor! Camas separadas? Ou de casal?

—Lógico que camas separadas! Acho que nós somos o quê? Um casal de Hugo Lombardis?

—Desculpa, senhor!

—DESCULPA NADA!

Betty fez sinal para Armando, estranhando seu nervosismo, com o recepcionista

—O que foi? Algo errado?

—Ah imagina que me colocaram no quarto com o molenga do seu amigo!

—Ah é que você não viu os quartos! São enormes com televisão, banheira, sala de estar! Logo, cabem duas ou três pessoas.

—Mas tinha que ser com o molenga?

—Ah mas você queria com quem? Se não tem mais nenhum outro homem na comitiva? Queria ficar hospedado com o Dr. Valência? -riu-se- Armando virou os olhos- Ou quem sabe...

—Não! Betty! Eu queria ficar hospedado com você, só com você estes dias!

—Eu sei! Por isto mesmo que é bom que esteja hospedado com Nicolás. -piscou-lhe- De acordo como meu pai gostaria... pois o Nicolás é meu amigo e quer ver sua amiga muito feliz!

—Hum... Dra. Pinzón espertona! Estou começando a entender...

—Temos que esperar à noite, Dr. Mendoza! Agora, iremos todos almoçar no restaurante do hotel.

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No restaurante do hotel, mesas reservadas “Ecomoda Bogotá”

Alejandra havia pensado em tudo, reservou a melhor mesa no Mezzanino com vista para a cidade, e mandou que servissem aos executivos colombianos pratos típicos da Venezuela como:

Entrada Arespas venezuelanas (tem as colombianas)

Pabéllon criolo (composto por Arroz branco, feijão preto, bananada terra e carne desfiada)

Sobremesa: Quesillo (pudim)

Regados a um bom vinho branco.

Um pouco antes de começarem a comer, Alejandra chegou, curiosamente estava de Blazer por cima da roupa, não como habitualmente se vestia. Mas nem por isso, menos bonita. Seus cabelos negros compridos caíam sobre os ombros, seu sorriso reluzente adornado por um batom vermelho habitual chamava a atenção:

—Espero que estejam sendo bem servidos!

—Alejandra! -Armando, levantando e cumprimentando-a com beijinho no rosto

Betty, ao lado de Armando ficou paralizada, observando-a, depois abaixou a cabeça. Lembrou-se do dia em que os viu juntos pela primeira vez saindo do elevador da Ecomoda, conversando animadamente. Marcela observou a cena, olhando com atenção para Alejandra, Armando e em sequência, Betty, com um leve sorriso.

Nicolás deu um tossida.

Aí sim, Alejandra começou a cumprimentar os outros que estavam na mesa e Armando sentou-se.

—Betty! Como está?

—Muito bem, Alejandra! Fomos muito bem recepcionados!

Um garçom trouxe uma cadeira a mais, no único lugar vago, que era ao lado de Nicolás para Alejandra. Tão logo a empresária sentou, tirou o blazer, exibindo a blusa de frente única que usava., discreta, social mas extremamente sensual.

—Ai, Marcee! Onde que vou me sentar? -neste momento chegou Patrícia

´-Aqui é a mesa dos executivos, Patrícia! Sente-se ali com a Aura María!

Patrícia olhou para Nicolás, esperando que ele lhe oferecesse assento, mas o rapaz fingiu não ver e continuou a comer. Com raiva, Patrícia, com raiva, jogou o cabelo e sentou-se na mesa ao lado, tentando ficar o máximo possível afastada de Aura María.

—E este lugar vago, Marcee?

—É de Mister Evans! Um empresário de Nova York interessado em abrir uma franquia por lá! -explicou Alejandra

—Ah sim! Dona Catalina me falou sobre ele! -comentou Betty

Armando levantou uma de suas sobrancelhas

“Amigo de Catalina empresário americano?”

—E onde ele está? -quis saber Armando

—Ele avisou que chegaria um pouco atrasado.

—Excuse me...

—Mister Evans?

O senhor Evans era um grande amigo de Catalina, um investidor americano, seu pai fora um alfaiate famoso e sempre tivera o sonho de ter seu próprio ateliê, ao invés de ser apenas empregado. Como tinha talento para Finanças, seu pai o colocou para estudar o que momentaneamente o afastou do sonho do pai. No entanto, após saber que uma conhecida empresa de moda colombiana procurava interessados para abrir franquias se interessou pelo negócio. Sr. Evans, após cumprimentos sentou-se no lugar reservado, ao lado de Marcela. Armando pôs-se a observá-lo. Evans era um senhor de uns quarenta e poucos anos, no entanto, muito charmoso.

—É amigo de Catalina? -perguntou Armando

—Sim, há conheço a cerca de dez anos, era vice-Presidente financeiro de uma empresa onde trabalhava como Terapeuta.

—Finanças, é?

—Minha área! Minha área! -animou-se Nicolás, animada -Sou o vice-Presidente Financeiro da Ecomoda!

—Na verdade, sou Economista, doutor em Enonomia!

—Ah é a minha!

—Ah sim, Doutora?

—Sim, mas ainda sou só Pós-graduada, Beatriz Pinzón Solano!

—Ah, a Sra. Presidente!

—Sim.

—Prazer em conhecê-la!

“Além de ser amigo de Catalina, é gringo e economista!” – Armando, perdido em seus pensamentos ciumentos

Armando olhou de lado para Betty, que mal olhou para o Sr. Evans, a não ser quando o cumprimentou.

—O que é isso? -perguntou Marcela, saboreando a entrada

—Ah! São arespas! Sei que vocês tem arespas lá na Colômbia também! -respondeu Alejandra

—Sim, mas estas venezuelanas são bem melhores! -comentou Armando- Nem se compara!

Se fosse apenas este comentário, Betty nem ligaria, mas o papo que antes era relacionado ao evento do dia seguinte e o mercado de moda da Venezuela desviou-se para a experiência gastronômica na primeira visita que Armando fizera há alguns meses quando ficou uns dias no país, rendendo boas risadas apenas a Alejandra e Armando. Tentando voltar o assunto, Nicolas, ao observar certo desconforto da amiga que conhecia tão bem, começou a perguntar do mercado da Moda em Nova York, quanto influenciava no PIB estadunidense, traçado um panorama em relação à Colômbia a Mister Evans.

Betty estava na ponta, ao seu lado, Armando, entre ele e Alejandra apenas Nicolás. Em frente, estavam Marcela e Sr. Como a maioria falava em espanhol, apesar de ser fluente, ficou sentado discretamente, observando. Discretamente, olhava Marcela, que estava a seu lado, que sequer notava sua presença.

—Ai, não, Dr. Mora! Não seja chato! – Marcela interrompeu Nicolás -Não vê que estamos tendo um almoço agradável? Depois teremos tempo para falar dessas coisas de PIB, Mercado. Continue, Alejandra, conte tudo o quê você e Armando fizeram e pretendem fazer aqui na Venezuela!

—Sim. -Alejandra estranhou, pois Marcela a havia tratado tão mal anteriormente e agora parecia tão amigável, mas continuou. -Vocês precisavam ver a cara de Armando quando viu que o prato tinha pimenta. Ele ficou vermelho como um pimentão!

Armando sorriu amarelo

—Ah, muito engraçado, Alejandra, muito engraçado!

—Ele colocou tudo para fora! Aí teve que comprar uma camisa nova e só tinha tamanho pequeno!

—Nossa, que interessante! -riu-se Marcela

—Uma pena que não tivéssemos uma franquia da Ecomoda aqui.. -comentou Nicolas

—Rodamos umas três lojas. -contou Alejandra- Porque não gostava de nenhuma camisa. Uma hora era o tecido, em outra era porque lhe apertava! Sabe, ele é grande! -

Betty olhou de lado

—Com licença! -Betty empurrou a cadeira para o lado- Vou ao toalete!

—E a sobremesa, meu amor?

—Ai, não! Já tive o suficiente, quero dizer, estou satisfeita! -riu-se . Distraidamente ao puxar a cadeira pisou com o salto do sapato no pé esquerdo de Armando (para variar rs.)

—Ai, meu pé!

—Ai, desculpe!

Betty foi ao toalete, arrumar-se um pouco e retocar a maquiagem.

Ao sair, encontrou Marcela, passando batom no espelho.

—Alejandra é muito bonita e interessante, não é?

—Fala comigo, Dona Marcela?

—Sim!

—Sim, é uma empresária importante, com grande experiência no mundo da moda. Com certeza, uma grande parceria para a Ecomoda!

—Da outra vez não tive chance de conversar com ela. mas ela é bem interessante. Não sabia que ela tinha sido modelo...

—Sim, ela foi modelo.

—E ainda mantém a forma. Incrível como ela e Armando tem uma infinidade de assuntos para falar!

Betty puxou o cabelo para o lado, e limpou o cantinho do batom, sentiu-se um pouco feia.

“Modelo” -remoeu dentro de si

—Com licença, Dona Marcela!

—Sim, vá, Beatriz! -sorriu

Nicolás estava um pouco desconfortável no meio de Alejandra e Armando, mas mesmo assim, permaneceu ali.

—Você demorou, meu amor! -Armando, dirigindo-se à Betty- Suas mãos estão frias!

Ela, então, dirigiu-lhe um olhar terno, enquanto ele segurava-lhe as mãos para aquecê-las

—É que...

—Não vai comer mesmo a sobremesa?

—Não. É que estou satisfeita!

—Ah, vai! Abre a boquinha! -Armando cortou um pedaço do Quesillo de seu prato e colocou em sua boca, dando-lhe um beijinho terno.

Alejandra olhou a cena e aí se tocou. Desde o dia em que se despediram na recepção do hotel, em que estava hospedada em Bogotá não haviam conversado sobre outra coisa que não fosse a franquia da Venezuela. Lembrou-se que aconselhou Armando a tentar a reconciliação, mas mantinha suas esperanças que ele ainda estivesse disponível. Resolveu, então, continuar em silêncio.

Após o almoço, Alejandra informou-lhes os horários do evento daquela noite, a coletiva de Imprensa, a ser realizada no Centro de Convenções do hotel e cada um se recolheu a seu quarto. Sr. Evans estava hospedado por conta para conhecer a proposta e ver se realmente estava de acordo com o que lera em revistas de Finanças e Moda.

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Notas finais
Este evento na Venezuela vai mudar e definir a vida de alguns de nossos personagens.