Tan Enamorados - Betty e Armando Mendoza
93 Capítulo 93: O Restaurante de Michel
Notas iniciais
—Olá, Michel!
Michel estava abraçada à revista onde saiu a matéria sobre a herdeira do Império de Moda Mendoza. Catalina, como sempre, muito observadora reparou na revista que ele segurava. Ele para disfarçar, comentou:
—Ah ah... que bom que chegou, Catalina cherrie! Veja acabei de falar com o anunciante e fez como pedi. A página inteira! Mas não tive tempo de sair e buscar a nova edição que saiu hoje!
—Ah sim, Michel! E por que não se vestiu?
—Estava esperando que chegasse, Catalina!
—Pensou que eu não vinha? Nunca deixo um amigo na mão, e se tiver trabalho como esse, aí é que não deixo mesmo!
—Grato, Cata! Antes de me trocar, vou em busca de um exemplar!
—Quer que peça à Mirella para buscar? Acho que está meio nervoso.
—Sim, gostaria que me fizesse uma massagem!
—Está bem! Ainda bem que sempre trago óleos e velas comigo. Mirella, pode nos fazer um favor?
—Sim, Dona Catalina!
—Está vendo está revista?
Mirella vê a capa da revista e a chamada para a matéria da herdeira do Império Mendoza e fica interessada.
—Sim?
—Pode ir à loja de conveniência aí em frente e ver pedir o exemplar que chegou hoje? Só dessa, Michel?
—Também das de Gastronomia.
—Sim, Dona Catalina!
Mirella sai e Catalina vê que Michel ficou sem jeito.
—Acho que o anúncio vai ficar ótimo!
—O que vai ficar ótimo é você dando entrevista para o Noticiário de Variedades local, entrada ao vivo, a entrevista para El Espectador, fora as outras que agendei para você!
—Sério? Tenho que estar preparado, então!
—É só agir naturalmente, Michel!
—Contar suas experiências culinaristas e como francês não precisa muito! O que me disse, a ideia do restaurante: de tornar a gastronomia francesa mais conhecida na Colômbia. Pratos tradicionais adaptados para o paladar latino-americano.
A gastronomia francesa sofisticada ao seu alcance, ao alcance das pessoas comuns. Como descrevi no release que você aprovou. Não sei porque está tão tenso a respeito disso! Relaxe!
Então, Michel, tirou a camisa pólo, deitou-se no sofá e esperou que Catalina embebedasse a mão de óleo.
—Não é só o restaurante que está te deixando assim, é?
—Sim, é!
—Michel!
—Está bem, Catalina! Cheguei a ligar para Betty, mas caiu na Caixa Postal, quando chamei de novo, ela atendeu, mas ouvi uma voz masculina, deve ser do Armando e desliguei. Queria falar com ela, convidá-la para a inauguração. Mas o… homem com quem se casou, o Armando, ele parece esquisito.
—Sei, Michel do que fala! Conheço-o há muito tempo. Não é que ele seja esquisito. É que ele nunca se apaixonou por ninguém e é muito pela Betty. E ciumento mesmo!
—É eu percebi da última vez que nos falamos. Mas ele deveria saber que a Betty o ama muito para ter se casado com ele e que eu não sou alguma ameaça para ele, sou apenas um amigo. Alguém que a quer muito bem e que se é feliz com ele, fico feliz também. Parece que eles já tem até uma filha… Por mim, convidaria a família para esta inauguração.
—Eu sei, Michel! E Betty, certamente, ficaria muito honrada com este convite. Não sei se poderia vir, porque estão com muito trabalho na Ecomoda, mas ficaria feliz sim.
—Eu falei com Betty pela última vez no dia em que voltei à Cartagena, depois ficamos de nos ligarmos, mas… sei que Bogotá não é como aqui e que as pessoas lá são piores que parisienses. Não curtem a vida como fazemos aqui na Costa!
—Olha lá, como fala de minha gente! Sei curtir a vida!
—Você é diferente, Catalina!
—Eu sei! Rs. E sei também que está especificamente falando de Betty e Armando! Olha, a história deles é complicada! Passaram por muitas coisas para conseguirem ficar juntos.
—É que eu a vi muito triste, praticamente morta!
—Sim, eu sei! Não posso entrar em detalhes, Michel! Conheço Betty há uns três anos, mas Armando há mais de dez e posso dizer é que ele nunca amou ninguém como ama a Betty e por conta disso tem dificuldade em lidar com sentimentos como ciúme. Mas olha, não se preocupe! Um dia quando for à Bogotá, passamos pela Ecomoda e podemos fazer uma visita.
—Sim, adoraria ver e comprovar sua felicidade. Comprovar que Armando está realmente fazendo-a feliz! E convidá-los para conhecer meu restaurante!
—Sim. Mas agora, relaxe que vou começar o ritual. Pense em um bosque…
Mirella chegou com vários exemplares da revista em mãos, iria entrar, mas ao ouvir gemidos do escritório (acho que já vi isto antes com Betty e Armando Rs.) sentou-se na recepção e ficou a folear as novas revistas. Não havia nada naquelas sobre Armando. Ficou curiosa de ler a matéria da revista de Dezembro, mas estava no escritório onde Catalina massageava as costas de Michel. Teve que esperar com que terminassem.
Quando terminou a massagem, Catalina tirou o avental, Michel vestiu a camisa, o terno, relutou em colocar a gravata, por fim acabou cedendo. Já eram 18 horas, Michel (de terno), Catalina trajando um vestido também azul e Mirella de terninho branco os acompanharam.
O evento foi um sucesso. Desde a música interpretada por um trio instrumental colombiano, "Les garçons de la plage", que soavam tipicamente franceses, passando pela decoração intimista em azul, prata e branco com ambiente com velas aromáticas por todo lado, até a culinária sofisticada, mas com um toque popular, conforme a proposta de Michel. A própria revista Jet-Set, uma das quais Michel anunciara, se interessou em fazer uma reportagem sobre o novo point da nata elitista colombiana na costa. (Isto não era muito a praia de Michel, este tipo de abordagem, mas não podia ir contra uma divulgação assim). Parte da atenção que a mídia estava dedicando a Michel se devia ao trabalho de Relações Públicas de Catalina, assessorada por Mirella.
Àquela noite, Catalina foi ao hotel, estava cansada. Deixou Mirella aos cuidados de Michel que terminou de assessorá-lo no restaurante, levou as coisas parao escritório e depois a acompanhou ao hotel.
—Espero que tenha gostado, Senhor Michel!
—Foi perfeito! Não tenho do que reclamar! Já trabalhei bastante com Catalina e tudo o que faz, faz com amor, logo, dá sempre certo! E você também, Mirella! Está muito bem assessorando-a!
—Obrigada, mas ainda tenho muito o que aprender!
—Continue assim! Amanhã gostaria de convidá-la para almoçar no restaurante.
—Dona Catalina irá também?
—Bem, eu a convidei. (mentiu-lhe) Mas independente de Catalina, é minha convidada!
—Tudo bem, Senhor Michel! Se eu já tiver lido a revista, lhe devolvo!
(Era a revista da matéria do nascimento de Camila)
—Não tem problema, é uma edição antiga. Até acho estranho que queira ler esta e não a nova!
—Ah (riu-se) é que fala da Ecomoda. Já trabalhei lá!
—Sério?
—Sim. Para o Doutor Armando Mendoza! Na época ele era só o filho do dono, Sr. Roberto.
—Mas que coincidência, Mirella!
—Fui secretária de Seu Armando. Lá que conheci Dona Catalina e nos tornamos amigas. Trabalhei lá antes de Betty, sabe a que se casou com ele?
—Lógico que sei… conheço Betty, a conheci como secretária de Catalina quando ela veio trabalhar em Cartagena com Catalina, como assistente.
—Está falando sério? A Betty, a esposa do Doutor Armando trabalhou como assistente de Dona Catalina aqui?
—Sim. Por que o espanto?
—Nada não. ”É muita coincidência!”-pensou
—Então, topa almoçar comigo, Mirella?
—Sim, claro, Seu Michel!
—E pode me chamar de Michel, não? Me sinto um velho assim…
—Ai, desculpa! É respeito.
—Não sou muito chegado a este tipo de coisas, Seu isso, seu aquilo, Doutor fulano… Chama pelo meu nome mesmo.
—Está bem, Michel!
—Acho que podemos ser bons amigos.
(Michel deu um beijo na bochecha de Mirella, que logo depois adentrou o quarto, pensativa sobre as coincidências, pôs-se a ver a revista e ler a reportagem sobre a Família Mendoza.)
—Como pode, esta Betty, Beatriz, sei lá, ter sido secretária de Armando, assistente de Catalina, membro do quartel e acabar se tornando sua esposa e dona da Ecomoda? Como que Dona Marcela deixou isto tudo acontecer debaixo de suas vistas? Não dá para acreditar!
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