Notas iniciais
Armando volta à Ecomoda para conhecer um futuro investidor interessado em adquirir uma franquia

—Olá, meninas! -Armando saiu do elevador e cumprimentou o quartel. É estava bem humorado

—Seu Armando!!!

—Seu Armando! Não ia fica com Betty e o bebê?

—Sim, vou ficar com minhas meninas sim! Só vim porque hoje temos uma reunião muito importante! Marcela e Evans já chegaram?

—Ainda não!

—E elas ainda estão no hospital?

—Sim, mas logo estarão em casa! É que tem que ganhar peso, sabe como é, Betty não se alimentava direito, e também teve alguns problemas que vocês devem saber...

—Sim, sabemos!

—Mas vai ficar tudo bem! Ora, para que estas caras? Só não venho porque não vou deixá-las sozinhas, mas elas estão bem. Quando estiverem em casa, podem ir visitá-las! -explica Armando, já sem paciência -Agora, deixem-me ir! Sim?

Quando ele sai.

—Mesmo quando está feliz, ele é mal-humorado!

—É que está feliz, mas também está...

—Necessitado. Resguardo... estas coisas (Ai que intrometidas)

—Isso logo passa!

Na sala da Presidência:

—Oi, Mila! -beijos -Como vai?

—Bem, cariño! E as meninas?

—Estão bem! Nossa filha passou por uns exames e vamos ver o resultado. Parece mais gordinha. Já Betty revoltada porque no hospital é obrigada a se alimentar direito.

—Estou tão triste de não conseguir ir visitá-los tanto quanto gostaria... É uma loucura isso aqui! Nunca imaginei que nosso pai trabalhasse tanto.

—Sim. Mas você está indo muito bem! Betty viu os números e aprovou! E se ela aprovou...

—Vocês são suspeitos!

—Acredite em mim que não existe essa de suspeito com a Betty! Se você estivesse comandando mal, ela teria ligado para cá e falado. Era o chefe e ela dizia que eu estava errado, mas eu era bem teimoso e não queria admitir.

—Mas é bem pesado. Sou empresária, mas as coisas na Europa são diferentes... Agora entendo como ficou neurótico!

—Neurótico, louco, desalmado, gritão. Nem dormia! Vivia desesperado.

—E a Betty?

—A Betty? Esta mulher não sei. Parece que nasceu detrás desta mesa. Desde que chegou aqui já havia percebido isso. Não entendia da prática, a moda, desfile, tecidos: disso não entendia nada. Mas do resto, entendia tudo.

—Lógico por isso deixou tudo nas mãos dela!

—Não só a empresa, mas minha própria vida!

—Eu sei! Na verdade, te digo que pode não ter nascido detrás desta mesa, mas nasceu sim para ser uma Mendoza. Não percebe? Ela nasceu para você.

—Assim espero, pois sem Beatriz e agora também sem minha filha não conseguiria mais viver.

Aura Maria anuncia a chegada dos convidados do dia: Marcela, Evans e o investidor brasileiro. Fernando Coutinho, nasceu em São Paulo, foi criado no Rio de Janeiro e vive em Miami. Fala três idiomas. Como herdeiro de uma grande fortuna, Fernando tem muita grana para investir ou gastará tudo na farra com belas moças. Evans, por conhecer bem esse caminho e saber que não leva a nada, a não será ruína tratou de convencê-lo que investir em uma franquia da Ecomoda seria um bom caminho.

Marcela chegou imponente, de braços dados com Evans. Nem parecia a mesma Marcela que estivera a poucos dias na Ecomoda, tampouco era a que saíra da empresa, meio às escondidas. Se estava sendo feliz ou não com Evans, pouco importava, agora queria parecer segura, mudada, afinal, ainda era jovem e bonita e merecia ser feliz. Estava fazendo terapia pra se sentir mais segura. Logicamente, havia passado pouco tempo e ainda não era imune a Armando Mendoza, logicamente ainda nutria coisas por ele e ver as fotos do casamento sobre a mesa da Presidência, bem como a mesa de vice-presidência de Armando a perturbava ainda. Mas esperava o dia em que isso não lhe produziria mais nada.

Todos se reuniram na Sala de Reuniões. Fizeram os cumprimentos de praxe. Logo, Nicolás tratou de apresentar a planilha de custos, da franquia. E neste momento chegou Catalina.

Tão logo viu Catalina, Fernando ficou encantado. De fato, Cata era doce, irradiava felicidade e auto-astral por onde passava. Apesar de preferir as mais novas e ter vindo à Ecomoda para ver esquemas com as modelos, não apenas para estudar o possível investimento, Fernando a queria na sua galera infinita de conquistas e tratou de cortejá-la. Começou oferecendo-a uma cadeira, sorrindo, jogando seu charme. Mas Catalina estava acostumada com o tipo, não era amiga de Armando e Mário durante tantos anos, se não fosse imune e esperta o suficiente.

Logicamente, não foi só o charme de Catalina que ajudou com que Fernando pensasse e decidisse em abrir uma franquia da Ecomoda no Brasil, de fato, as cifras de Nicolás, o poder de convencimento de Armando contribuíram.

—Senhores. Voltarei ao Brasil no mês que vem e irei estudar o projeto com atenção, a fim de ver se seria melhor a cidade de São Paulo, por ser um importante Centro Comercial, tal como Bogotá ou o Rio, que apesar de ser uma cidade praiana, também consta como pólo comercial e de negócios. Temos ainda o Sul... Assim que tiver esta pesquisa, definida a cidade, aí sim, creio que podemos ver o tipo de galpão e o que seria necessário.

—Certo, Sr. Coutinho. -afirmou Armando, com um largo sorriso -Creio que o senhor não se arrependerá! Nossas franquias, não sei se Marcela, Dra. Valência, mencionou... -

—Sim, vi como estão sendo bem sucedidas. Admito que nunca pensei em investir em moda, mas parece ser um bom negócio, segundo diz meu amigo Jeffrey Evans!

—Sim. (Fernando olha para Evans, para Marcela e também para Catalina)

—Então, estamos conversados! Entro em contato!

—Sim, fique com o meu cartão! -esticou Nicolás

—E fiquem com o meu! -Coutinho esticou dois cartões, um para Nicolás, outro para Armando. Logo, chegou perto de Catalina e entregou um também.

—Ah! Independentemente de qualquer coisa, convido-os para um passeio ao Rio. Nasci em são Paulo, mas tenho uma cobertura no Rio.

—Ah sim?

—Sim. Não digo agora nesta época, pois está tudo lotado, congestionado, mas deixemos para o ano que vem!

—Olha, vou falar com Beatriz, ela vive dizendo que quer conhecer o Brasil, que tem uma amiga lá!

—Beatriz é a...

—Sim, Dra. Beatriz Pinzón Mendoza, minha esposa, a Presidente da Ecomoda!

—Será um prazer recebê-los.

—Estamos acertados! -cumprimentou com um forte aperto de mão, olhando Fernando nos olhos -Pode ter certeza, Sr. Coutinho...

—Chama-me Fernando, dr. Mendoza!

—Neste caso, chame-me, Armando (risos) -Pode ter certeza de que não irá se arrepender! É um ótimo investimento! Pergunte a Evans, se ele se arrepende!

—Ele é suspeito. Mas entro em contato. -piscou Fernando, vendo seu Jephrey Evans e Marcela de mãos dadas

Apesar de ter ficado meio encantado com Catalina, Fernando é do tipo que não quer se apaixonar tão cedo e sim aproveitar a vida. Enquanto, Marcela, Camila, Catalina, Evans e Nicolás conversavam, Fernando puxou o braço de Armando.

—Estou sem jeito, mas posso te perguntar?

—Sim, claro.

—Onde ficam as modelos, as beldades da empresa?

—Olha... “Quem sou eu para reprendê-lo? Conheço este olhar, antes de conhecer Betty, eu era assim”

—A maioria não fica aqui, Fernando! Apenas na época em que estamos preparando coleção. Não contamos com modelos de desfile fixas no momento, o custo é muito alto! Temos apenas as de molde.

—Ah entendi!

—Mas se quer pode conhecê-las após nosso passeio pela fábrica, sem problema!

—Valeu, Armando! Acho que vamos nos dar bem! -piscou

—Nesta questão não, Fernando! Já passei desta fase!

—Ah, então, está mais ou menos como meu amigo Jephrey: apaixonado!

—Acho que bem pior que isso! (risos) Mas tem tempo para tudo!

—Ai não. Estou imune!

Armando bateu nas costas de Fernando Coutinho e pensou “Se não for como o Caldeirón pode sim se apaixonar um dia”

Ao final da reunião, foram jantar no Lenoir, apenas Armando, Catalina e Camila declinaram o convite, indo para a Maternidade visitar Betty e Camilinha.

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—Oi, mí amor! Trouxe visitas!

—Dona Catalina!

—Betty, sou sua madrinha! Não sou mais sua chefe! Dona?

—Ai, Do... Catalina!

—Ah, Cata! Não sabe como é minha Betty? De noivado me chamando de Seu Armando?

Ela riu de seu jeito. E ele a beijou

—Sabe que sempre amei seu sorriso!

—Mesmo de aparelho?

—Sim. Você sabe!

—A Catalina!

—Ah não tem problema comigo! Sou a principal testemunha!

—E Mila onde está?

—Está vendo a sobrinha pelo vidro!

—Babando como eu! -suspirou Armando

Armando deixou Catalina com Betty e foi ver a irmã.

—E Armando como pai, Betty?

—Ele é maravilhoso, Do... Catalina, não arredou o pé daqui. Estou ficando até mal acostumada. Não é o mesmo Seu Armando pelo qual me apaixonei! Rs.

—ah mas dissemos que ele estava mudado. E aí? Qual dos dois gosta mais?

—Ai, Catalina. (Risos)

—Estou brincando, Betty! Mas gostei muito da mudança dele.

Logo depois, Armando e Camila voltam.

—E as franquias? o investidos do Evans?

—Ah! Meu amor! Não vai imaginar! O tipo é brasileiro, mas vive em Miami a maior parte do tempo. E pretende investir em uma franquia, ou no Rio ou em outra cidade!

—Joia! Tenho uma amiga brasileira, sabe? A atriz de Chica da silva!

—Sim, eu disse a ele. Conheceu lá em Cartagena, não? (Ciúmes?)

—Armando...

—Bem, vou deixar vocês... -disse Catalina

—Eu também... -despediu-se Camila

As duas se despediram e Betty e armando continuaram falando

—Então, é um tipo engraçado o tal do Fernando Coutinho.

—Engraçado, como?

—Ah sei lá! Ele me lembra eu quando era mais novo. É estranho, mas gente boa. Nos convidou para passar uns dias no Rio, nós três!

—Jura?

—Sim!

—Adoraria conhecer o Brasil!

—Sim, podemos ir, inclusive torço para que negócio se concretize! Já pensei nossa Ecomoda em um país como o Brasil? -(a abraça)

—Ia ser maravilhoso!

—E Dona Marcela?

—Marcela está ótima com o Evans. Acho que estão se dando bem, e assim espero.

—Também torço por isso, mí amor!

—Sim, ela merece ser feliz!

—Como nós! -beijos

Armando se aconchega na poltrona, segurando Betty nas mãos e logo, Camila chega para mamar. A partir daquele dia, Camila ficaria no quarto deles, onde só sairiam para quando fossem para a casinha dos Mendoza, pouco antes do Natal.

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Notas finais
Este Fernando aí, será que está mais para Mário ou para Armando. Espero que estejam gostando.